peixe copyComer diariamente um peixe rico em ácidos graxos, como o besugo ou o salmão, reduz o risco de desenvolver câncer no fígado, assegura um estudo realizado pelo Centro do Câncer do Japão, informou nesta sexta-feira o diário Yomiuri.



Para chegar a esses resultados, os pesquisadores acompanharam 90 mil homens e mulheres de nove províncias do Japão, com idades compreendidas entre 45 e 74 anos e que incluíram oito tipos desses peixes em sua dieta.



Os cientistas dividiram em cinco grupos os participantes, que receberam diferentes porções de pescado rico em ácidos graxos, especialmente os da família do ômega 3.



Os pesquisadores compararam os exames médicos periódicos dos participantes com os de pessoas que foram diagnosticadas com câncer de fígado para poder analisarem os resultados.



O estudo revela que os participantes que comeram um peixe de tamanho médio diariamente tiveram 36% menos chances de desenvolver câncer de fígado com relação ao grupo que ingeriu apenas um pescado por semana.



Uma das pesquisadoras japonesas encarregadas do estudo, Norie Sawada, detalhou que os ácidos graxos do pescado previnem a inflamação do fígado, reduzindo o risco de câncer, segundo as declarações publicadas pela cadeia "NHK".




EFE

exercicio copy copy copyUma pesquisa realizada pelas Universidades de Bristol e Exeter, no Reino Unido, sugere que combinar exercícios com tratamentos convencionais pode não influenciar as chances de melhora da depressão.



Os pesquisadores britânicos analisaram 361 pacientes. Um grupo recebeu, além dos medicamentos e terapia, ajuda para aumentar as atividades físicas. Depois de um ano, todos eles tinham menos sintomas de depressão, mas não havia diferença entre o grupo que praticou exercício e o que não praticou.



"É uma grande decepção, pois esperávamos que o exercício ajudasse no tratamento da depressão. Mas temos que lembrar que estes eram pacientes que já recebiam medicamentos, então, a pesquisa considera o exercício um complemento do tratamento médico. Não analisou casos leves de depressão nem levou em conta o exercício como uma alternativa aos medicamentos", disse Alan Maryon-Davis, professor de saúde pública no King's College, de Londres.



'A mensagem não deve se parar com os exercícios. O exercício tem tantos outros benefícios, é bom para doenças do coração, diminui a pressão sanguínea, tem efeitos benéficos no equilíbrio das gorduras no sangue, fortalece os músculos e queima calorias', diz.



"Muitas pessoas que sofrem de depressão podem ter outros problemas também. E um corpo ativo ajuda a ter uma mente saudável", acrescentou o pesquisador. O estudo foi financiado pelo NHS, o sistema público de saúde britânico, e publicado na revista especializada British Medical Journal.



Cenário real

A pesquisa analisou como o estímulo à atividade física funciona em um cenário real. Todas as 361 pessoas que participaram receberam tratamentos tradicionais apropriados aos níveis de depressão de cada uma.



Mas, durante oito meses, algumas pessoas em um grupo escolhido de forma aleatória receberam aconselhamento sobre como aumentar o nível de atividade física. Os conselhos foram dados em 13 ocasiões separadas.



Cada um dos pacientes deveria escolher que tipo de atividade queria fazer e o quanto deveriam praticar.



Esta abordagem deu bons resultados, estimulando os pacientes a praticar mais exercícios durante um tempo, algo que pode levar a mais benefícios à saúde. Mas, no final de um ano, os pesquisadores não encontraram nenhuma redução extra dos sintomas de depressão no grupo mais ativo.



"Muitos pacientes que sofrem de depressão preferem não tomar os remédios antidepressivos tradicionais, preferindo formas de terapia alternativas, que não são baseadas no uso de remédios", disse John Campbell, do Colégio de Medicina e Odontologia Península, que também participou da pesquisa.



"Exercícios e atividades físicas parecem prometer um tratamento como este, mas esta pesquisa mostrou que o exercício não parece ser eficaz no tratamento da depressão", disse.



No entanto, de acordo com Campbell, os médicos geralmente encontram pacientes com outros problemas de saúde e, para estes, o estímulo para a prática do exercício pode gerar benefícios.



"A mensagem deste estudo não é que o exercício não seja bom para você, mas que o exercício é realmente bom para você, mas não é bom para tratar pessoas com depressão grave", acrescentou.



"O prazer que todos nós temos a partir de exercícios de intensidade moderada é certamente reconhecido, mas não se sustenta e não é apropriado para tratar pessoas com depressão", disse.




BBC

A Equoterapia (andar acavalo) contribui no tratamento de distúrbios alimentares. A atividade atua tanto na parte física quanto emocional, ajudando as pessoas que sofrem de anorexia, ansiedade, bulimia, insegurança, transtorno obsessivo compulsivo (TOC) que acabam descontando na comida.

 

A fisioterapeuta Letícia Junqueira explica:

— Os exercícios em cima do cavalo vão atuar no controle e, em alguns casos, normalização desses sintomas, fazendo com que o praticante comece a se gostar mais e não deixe de se alimentar corretamente devido aos problemas emocionais.

 

Ao realizar os exercícios, o nível de serotonina, neurotransmissor responsável pela felicidade, aumenta e faz com que a pessoa melhore a autoestima, além de ajudar na diminuição dos distúrbios alimentares.

 

Os resultados do tratamento dependem do estado psicológico da pessoa e também do tipo de distúrbio que ela tem.


R7

O primeiro teste em pacientes para elaborar uma vacina terapêutica contra a doença de Parkinson teve início ontem na Áustria. No Brasil, o mal atinge entre 100 a 200 pessoas em cada grupo de 100 mil habitantes, de acordo com o Ministério da Saúde. A novidade foi anunciada pela empresa de biotecnologia austríaca Affiris.

 

Batizada de PDO1A, a vacina ataca a proteína alfa-sinucleína, responsável no desenvolvimento da doença. O Parkinson é provocada por depósitos da proteína de forma patológica no cérebro.

 

No entanto, ainda não se sabe ao certo qual é a função convencional da alfa-sinucleína no cérebro. Uma hipótese defendida pelos pesquisadores é de que ela possa ajudar na comunicação entre os neurônios.


Agência Estado