Não, você não leu errado. Segundo estudo publicado na revista acadêmcia inglesa “The Journal of Pain”, beber uma quantidade certa de cerveja por dia reduz sintomas de dor. Mas, antes de você sair correndo para o bar, vale entender direitinho como isso funciona.


A Universidade de Greenwich, na Inglaterra, realizou testes durante o período de um ano, e comprovou que a cerveja reduziu, de fato, os sintomas de dor de cabeça de seus participantes. O estudo sugere até mesmo uma maior eficaz do que remédios como o paracetamol!


Ao todo, 404 pessoas participaram da análise (foram cerca de 18 testes), que concluíram que uma certa quantidade exata de álcool tem efeito analgésico. "Aumentar o nível alcoólico do sangue para 0.08% nos deixa mais resistentes à dor", diz Trevor Thompson, médico que comandou o estudo.

Para os médicos, esse estudo pode ser uma nova forma de explicar o alcoolismo: "Pode ser uma justificativa para as pessoas que abusam do alcool e sofrem de algum tipo de dor crônica, apesar das graves consequências para a saúde".


A ideia, segundo eles, é desenvolver um remédio que possua os mesmos efeitos analgésicos do álcool, mas sem malefícios à saúde. "O álcool pode ser capaz de reduzir a dor a curto prazo, porém, a longo prazo, só traz malefícios à saúde", completa.

 

LIFESTYLE

surdezAlguns problemas de saúde podem provocar surdez súbita, aquela em que o indivíduo perde a capacidade auditiva de um dos ouvidos em menos de 72 horas.

Entre as causas mais comuns estão alguns tipos de infecções virais ou bacterianas, como caxumba, sarampo, catapora, rubéola, herpes, meningites, entre outras, explica a otorrinolaringologista Jeanne Oiticica, professora colaboradora da disciplina de otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.


"São vírus citotóxicos, ou seja, tóxicos para as células da audição e podem atacar o nervo da audição." Até mesmo uma gripe pode levar à surdez súbita.

Pessoas com problemas cardiovasculares podem ter hemorragia no ouvido, levando, em alguns casos, a uma perda permanente da audição.

"Você pode ter uma hemorragia do ouvido e ficar com a surdez repentina, mais comum em pacientes com comorbidades cardiovasculares, como diabetes, pressão alta, colesterol alto. Em um sangramento agudo, é um vaso dentro do ouvido que se rompe, sendo mais difícil o paciente recuperar a audição."


A médica, que também é chefe do Ambulatório de Surdez Súbita do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, acrescenta que pessoas com diabetes estão sujeitas a perda auditiva.

"Dentro do ouvido, as células da audição são banhadas por líquidos. Se aumenta a pressão, essas células sofrem. Existe uma concentração de sódio e potássio para o equilíbrio delas. A variação de açúcar ou níveis de insulina no sangue desregula esse equilíbrio."


Também é possível que alguns medicamentos (quimioterapia, diuréticos, substâncias usadas para tratar doenças reumáticas, etc.) possam ter como efeito colateral alterações no ouvido, levando à surdez repentina.

Tumores dentro do ouvido, doença de Lyme (transmitida por carrapatos infectados) e lúpus são outros problemas apontados por Jeanne que possuem relação com alguns casos de perda auditiva.

Mas alguns indivíduos chegam ao médico e não têm um diagnóstico.

"São casos idiopáticos [de causa desconhecida]. A gente faz toda a investigação de anticorpos, sorologia, complexo imunomediados e não detecta nada. É uma incógnita, mas acontece e pode ter relação com o estresse."

A otorrinolaringologista explica que o Ambulatório de Surdez Súbita atende cerca de 40 pacientes com perda repentina da audição por ano. "É raro, mas é possível acontecer", diz.

O sucesso do tratamento e eventual recuperação da capacidade auditiva vai depender do diagnóstico, mas, mais do que isso, da rapidez em que o paciente procurar atendimento médico.

"O único fator que a gente sabe que tem a ver com a melhora é a precocidade do tratamento. Quanto mais precoce a gente tratar, melhores os resultados. Em 50% a 60% dos casos o paciente costuma recuperar [a audição]".

 

R7

Foto: Freepik

 

O aumento dos casos de câncer na população entre 20 e 49 anos, de 1997 a 2016 chamou a atenção de especialistas. Nesse período, a incidência por ano do câncer da glândula tireóide registrou uma elevação de 8,8%, o de próstata 5,2% e o de cólon e reto 3,4%. Os dados fazem parte do estudo elaborado pelo Observatório de Oncologia, que teve como tema Câncer antes dos 50: como os dados podem ajudar nas políticas de prevenção.

O trabalho foi apresentado nesta quarta-feira (17), durante o Fórum Big Data em Oncologia, que ocorreu no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. O encontro foi organizado pelo Movimento Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC).
De acordo com o estudo, houve aumento ainda na mortalidade por alguns tipos da doença. O maior percentual foi de câncer no corpo do útero, que subiu 4,2% por ano; seguido por cólon e reto com 3,2%, mama 2,5%, cavidade oral 1,2% e colo de útero 1%.

A líder do TJCC e presidente da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), Merula Steagall, disse que após pesquisas da Sociedade Americana de Câncer, divulgadas em fevereiro, nos Estados Unidos, identificando a ligação entre obesidade e o aumento nos casos de câncer em indivíduos mais jovens, especialistas do Observatório de Oncologia, que pertence ao TJCC, se dedicaram ao estudo para verificar o que ocorria no Brasil e analisaram dados gerados no setor de Saúde. Foram analisados dados do DATASUS e do Inca.
O resultado, além de um alerta, vai servir para indicar tipos de políticas que podem ser adotadas pelos gestores e impedir que a tendência tenha um crescimento maior.

“Os que aumentaram na incidência e na mortalidade eram cânceres relacionados ao tipo de vida. A gente está pressupondo que álcool, tabaco, alimentação não saudável e falta de prática de exercício podem estar refletindo no aumento de incidência”, detalhou Merula Steagall.

A pesquisadora ainda diz acreditar que o aumento da mortalidade se deu porque as pessoas procuram o tratamento em estágio avançado da doença. ”Como se espera que o câncer é uma doença depois dos 50 anos mais predominantemente, porque as células estão mais envelhecidas e começa uma produção irregular que acarreta no câncer, a pessoa entre 20 e 50 não está atenta para isso. O sistema não facilita o fluxo para ir rápido para um diagnóstico”.

Demora

No encontro, os especialistas destacaram dois fatores que contribuem para esses números: a falta de acesso a informações e aos tratamentos. “Esse fator da demora de acesso a um especialista e a um centro adequado também acarreta na mortalidade e a pessoa perde o controle da doença”, contou.

Merula acrescentou que em termos de tecnologia, nesses 20 anos, houve avanços, então, para o especialista é triste verificar que o progresso científico não teve impacto na vida das pessoas. “Não teve resultado para muitos tipos de cânceres. Dos 19 analisados, 10 aumentaram a mortalidade”, observou, destacando a importância da mídia no alerta e na divulgação da vida saudável.
“Você tem que planejar a sua terceira idade enquanto é jovem. Só que as pessoas jovens acham que a mortalidade para elas está distante. Falo isso como uma pessoa com doença genética e como a morte estava sempre próxima sempre me cuidei, me tratei, procurei fazer esportes e tive alimentação saudável. É importante alertar porque precisamos planejar o nosso envelhecimento.”

Diagnóstico

A médica mastologista, Alice Francisco, teve uma experiência própria com diagnóstico precoce. Ao fazer um exame de rotina para verificar um histórico familiar de hipotireoidismo ficou constatado, mesmo sem ter sintomas, que tinha câncer na tireóide. A avaliação foi há 12 anos, o tratamento foi feito, o tumor sumiu, mas dois anos depois voltou. “Precisei fazer novamente o tratamento. Foi uma coisa bem inesperada para a situação do meu diagnóstico naquele momento”, revelou.

Alice completou que foi muito importante ter o diagnóstico precoce e que pôde ver o quanto é relevante o impacto nos resultados dos tratamentos. A médica reforçou a necessidade de ter bons hábitos alimentares e físicos. “Para mim, isso foi muito importante e adaptar ao meu dia a dia. Hoje eu repercuto muito isso como profissional de saúde e estudo tudo. Uma das minhas linhas de estudo é a atividade física, então, mudou muito a minha forma de ser profissional depois de ter passado por isso”, indicou.

Parceria

Segundo a presidente da Abrale, o objetivo da entidade é trabalhar junto com o Ministério da Saúde para a definição, entre outras medidas, de maior divulgação de informações sobre o que é a doença, como pode ser diagnosticada e quais são os fatores de risco.

No encontro, foi apontada a diferença de acesso das informações e à disponibilidade de tratamento entre as regiões do país, com maior dificuldade no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste. O diretor do Departamento de Informática do SUS (DATASUS/SE/MS), Jacson de Barros, que participou dos debates, reconheceu que é preciso qualificar mais as equipes de atendimento, que podem apresentar um diagnóstico precoce, facilitar o tratamento e em muitos casos evitar a morte do paciente. Para ele, isso pode também reduzir as sub-notificações. “A gente quer mudar a forma de disponibilizar os dados do DATASUS para que todo mundo consiga além do acesso, poder fazer estudos longitudinais, acompanhar o desfecho. A ideia é aprimorar todo esse sistema”, disse.

O diretor afirmou que falta infraestrutura para permitir o registro adequado da informação. Um estudo do ano passado dos hospitais que têm mais de 50 leitos mostra que mais da metade não tem prontuário eletrônico, ou seja, faz o básico quando o paciente entrou, se precisou ficar internado e quantos dias permaneceu na unidade, mas não é feita uma análise clínica. “Mesmo assim, com as informações que a gente tem ainda dá para sair muito suco de laranja, mesmo não tendo as informações clínicas”, afirmou.

Para resolver o problema das regiões onde há carência de acesso à informação, ao diagnóstico e ao tratamento, o diretor disse que o Ministério da Saúde está fazendo um mapeamento para adequar o primeiro atendimento a fazer o registro adequado. “Será um mapeamento baseado na classificação do IBGE, e para cada região vamos subsidiar soluções para investimento de infraestrutura na ponta e para melhor atender e registrar”, disse.

 

Agência Fapesp

Confira aqui como tomar e quais são os remédios para a ansiedade dos farmacêuticos aos naturais e qual é a opinião dos médicos sobre o uso.

antidepressivoHá duas classes de remédios para a ansiedade: os de origem laboratorial e os métodos naturais. No caso dos medicamentos, a intenção do tratamento é aliviar os sintomas, controlar o nível de serotonina e/ou induzir um estado de relaxamento, devendo ser tomado somente mediante prescrição médica. Já os naturais, consistem no uso de fitoterápicos e técnicas comportamentais.

Quem faz tratamento para ansiedade precisa de um pouco de paciência, afinal, conforme explica a psiquiatra especialista em psiquiatria biológica, Doutora Christina de Almeida (CRM 20758 PR/ RQE 14421), os efeitos da medicação não são imediatos – no caso dos medicamentos, por exemplo, os resultados podem demorar até 14 dias para aparecer, devido ao período de neuroadaptação.


REMÉDIOS PARA ANSIEDADE – QUAIS SÃO?
São diversos os medicamentos utilizados no tratamento da ansiedade, eles dependerão do tipo da ansiedade bem como das especificidades de cada paciente. As classes mais comuns são:

1 – ANTIDEPRESSIVOS
Conforme explica a psiquiatra Chirstina, os quadros depressivos, muitas vezes, coexistem com os quadros ansiosos, porque ambas as doenças podem ser desencadeadas por deficiências no nível de serotonina e outros neurotransmissores de função fundamental para a manutenção do bem-estar.

Referências de antidepressivos são Sertralina, Fluoxetina, Venlafaxina, entre outros.

2 – BENZODIAZEPINAS
Estes são os genuínos ansiolíticos, já que o objetivo da droga é justamente reduzir a tensão e induzir o paciente a um estado de relaxamento. Na maior parte das vezes, são receitados por um período restrito de tempo, devido à forte incidência dos efeitos colaterais.

Alguns nomes comerciais de benzoadizepinas são Diazepam, Clonazepam, Bromazepam e Lorazepam.

3 – BUSPIRONA
A Busperiona é usada na ansiedade ocasionada por dependência química, uma vez que é uma versão de medicamento que não interage com drogas psicoativas e nem remédios.

Exemplos de remédios desta classe são Ansial, Ansiced, Ansiten, Buspinol, Narol, Sorbon.

4 – BETABLOQUEADORES
Os betabloqueadores não agem diretamente no controle da ansiedade, mas sim nos sintomas externos, por exemplo, agitação, batimentos cardíacos acelerados ou tensão. Aliás, devido ao potencial que têm, acabam sendo usados, também, para o tratamento de hipertensão arterial.

Alguns nomes comerciais são Propanol, Atenol, Nadolol e outros.

EFEITOS COLATERAIS
Entre os efeitos colaterais que coexistem entre as classes de remédios para ansiedade são:

Sonolência;
Inapetência;
Tonturas;
Enjoo;
Euforia;
Confusão mental;
Delírios;
Fala atrasada;
Vertigens;
Visão turva;
Confusão mental;
Sudorese.
Caso a incidência dos efeitos colaterais seja muito agressiva é preciso informar ao médico, o qual deverá analisar se há necessidade de substituir a medicação.

REMÉDIOS NATURAIS
Os remédios naturais não são a principal vertente do tratamento para a ansiedade, no entanto, para quem já faz o devido acompanhamento médico, podem ser úteis para aliviar a tensão, regular a pressão sanguínea e ajudar na conquista de um estado de relaxamento.

As principais receitas naturais consistem em:

Chá de Melissa;
Chá de hortelã;
Suco da folha de maracujá;
Vitamina de banana;
Chá de erva-cidreira;
Chá de brócolis.
Os médicos, no entanto, alertam para o uso de medicamentos que não possuem comprovação científica, pois estes podem trazer mais males do que benefícios, como é o caso da kava kava (Piper methystcum). A planta foi amplamente utilizada na década de 1990, mas, devido a casos de hepatoxidade e mortes associadas ao uso da espécie, foi banida da União Européia e do Canadá, em 2003¹.

 

queroviverbem