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Acordar com o pescoço molhado de suor, mesmo em um quarto fresco, pode ser mais do que um incômodo passageiro. Quando o suor noturno aparece junto com linfonodos inchados ou doloridos, o corpo pode estar avisando que o sistema imunológico está trabalhando intensamente para combater alguma ameaça interna.

Por que o suor noturno aparece junto com linfonodos inchados? Os linfonodos são pequenas estruturas espalhadas pelo corpo que funcionam como filtros do sistema de defesa. Quando uma infecção ou inflamação se instala, essas estruturas incham porque estão retendo e combatendo agentes invasores como vírus e bactérias. Esse esforço intenso do organismo pode elevar a temperatura corporal durante o sono, provocando episódios de suor excessivo que chegam a molhar roupas e lençóis.

Essa combinação de sintomas é especialmente comum em infecções das vias respiratórias superiores, mononucleose, tuberculose e até em quadros virais persistentes. O suor noturno, nesse contexto, funciona como um mecanismo de regulação térmica enquanto o sistema imunológico trabalha com mais intensidade durante o repouso.

Sinais de alerta que merecem atenção imediata Nem todo linfonodo inchado é motivo de preocupação, já que infecções simples como gripes e resfriados causam esse inchaço temporariamente. Porém, existem características que indicam a necessidade de uma avaliação médica mais detalhada. Fique atento aos seguintes sinais:

Linfonodos que não diminuem após quatro semanas ou que continuam crescendo com o tempo

Caroços endurecidos e pouco móveis ao toque, sem causar dor

Perda de peso sem motivo aparente, especialmente quando superior a 10% do peso corporal em poucos meses

Febre persistente acompanhada de suor noturno e cansaço extremo que não melhora com repouso

Inchaço em regiões específicas, como acima da clavícula, que pode estar associado a condições mais graves

Estudo científico reforça a importância da avaliação precoce

A relação entre suor noturno, febre e linfonodos inchados é amplamente reconhecida na literatura médica como um conjunto de sinais que exige investigação cuidadosa. Segundo a revisão “Linfadenopatia: Avaliação e Diagnóstico Diferencial” publicada na revista American Family Physician por Falk, Joseph e Dieujuste em 2025, a linfadenopatia afeta cerca de 0,6% da população anualmente e, embora na maioria dos casos tenha origem benigna, linfonodos maiores que 2 centímetros, endurecidos ou aderidos aos tecidos ao redor podem indicar doenças granulomatosas ou até mesmo câncer. A revisão destaca ainda que, quando o inchaço persiste por mais de quatro semanas ou vem acompanhado de sintomas como suor noturno e perda de peso, exames laboratoriais e de imagem devem ser solicitados para esclarecer a causa.

Principais causas que associam suor noturno a linfonodos alterados Diversas condições de saúde podem provocar simultaneamente o aumento dos linfonodos e episódios frequentes de suor noturno. Conhecer as causas mais comuns facilita a conversa com o médico e agiliza o diagnóstico. Entre as principais estão:

Quando procurar um médico e o que esperar da avaliação? Qualquer episódio de suor noturno intenso que se repita por mais de duas semanas e venha acompanhado de linfonodos perceptíveis ao toque merece uma consulta com o clínico geral. O profissional costuma avaliar o tamanho, a consistência e a localização dos linfonodos, além de solicitar exames de sangue, sorologias e, quando necessário, exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia.

A investigação precoce é fundamental porque muitas das condições associadas a esses sintomas têm tratamentos mais eficazes quando identificadas no início. Evitar a automedicação também é essencial, uma vez que o uso incorreto de medicamentos pode mascarar sintomas importantes e atrasar o diagnóstico correto.

Aviso: este conteúdo é meramente informativo e não substitui, em nenhuma hipótese, a consulta, o diagnóstico ou o tratamento de um médico. Diante de qualquer sintoma persistente, procure orientação médica profissional.

Tua Saúde

Imagine o seu intestino como uma floresta tropical densa e vibrante, e não apenas como um tubo para digestão e absorção. Trilhões de microrganismos (vírus, fungos e bactérias) habitam essa floresta, formando a chamada microbiota intestinal, que funciona como um órgão extra. Ela ajuda na digestão, produz vitaminas e, o mais importante hoje, de acordo com a ciência: treina o sistema imunológico. Há mais bactérias no intestino do que células humanas no corpo todo.

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Com o advento da imunoterapia, uma revolução recente no tratamento do câncer, o intestino e sua microbiota surgem como uma peça-chave. Ao contrário da quimioterapia (drogas que atacam células que se multiplicam rápido), a imunoterapia não age diretamente sobre o tumor. Ela remove o freio que trava o sistema imunológico e permite que o próprio organismo reconheça e ataque as células tumorais. Alguns pacientes obtêm respostas impressionantes e duradouras, chegando à remissão completa do câncer mesmo em casos avançados. Outros, infelizmente, não respondem bem e não têm benefícios significativos.

Estima-se que entre 70% e 80% das células do sistema imunológico estejam localizadas na parede intestinal, onde são constantemente expostas aos microrganismos da microbiota. Estudos mais recentes identificaram que a presença de determinadas bactérias está associada a um microambiente tumoral mais favorável à ativação do sistema imune, enquanto estados de disbiose, frequentemente relacionados a inflamações crônicas, podem contribuir para a resistência ao tratamento. Desse modo, perfis específicos da microbiota, as Gut OncoMicrobiome Signatures (GOMS), funcionam como biomarcadores capazes de prever a resposta à imunoterapia.

Modulação da resposta imune O impacto da microbiota também ajuda a explicar por que o uso de antibióticos merece atenção especial. Uma grande meta-análise com mais de 46 mil pacientes mostrou que o uso desses medicamentos pouco antes ou no início da imunoterapia está associado a piores desfechos clínicos. Ao eliminar bactérias patogênicas, os antibióticos também reduzem bactérias benéficas, alterando o equilíbrio intestinal e comprometendo a resposta imunológica ao tratamento.

Mais um campo que tem despertado interesse é o transplante de microbiota fecal. Apesar de ainda causar estranhamento, essa técnica já é utilizada com sucesso no tratamento de infecções graves por Clostridium difficile. Em estudos com pacientes com melanoma avançado que não respondiam à imunoterapia, a transferência da microbiota de pacientes respondedores levou parte deles a passar a responder ao tratamento. A hipótese é que as novas bactérias sejam capazes de “reprogramar” o sistema imunológico, tornando-o mais eficiente no combate ao câncer. Atualmente, centenas de estudos clínicos avaliam essa abordagem em diferentes tipos de tumores.

Diferentemente da genética, a microbiota intestinal é altamente modulável, e a alimentação exerce papel central nesse processo. Dietas ricas em fibras, com consumo regular de frutas, verduras, legumes, grãos integrais e sementes, favorecem o crescimento de bactérias benéficas. A variedade alimentar também é determinante: quanto mais variado e colorido o prato, maior tende a ser a diversidade da microbiota. Alimentos fermentados, como iogurtes naturais, kefir e kombucha, podem contribuir para esse equilíbrio quando consumidos de forma adequada.

O futuro do tratamento Por outro lado, alguns hábitos podem comprometer esse ecossistema. O uso indiscriminado de antibióticos, especialmente os de amplo espectro, deve ser evitado e sempre realizado com orientação médica. O consumo frequente de alimentos ultraprocessados, ricos em conservantes, açúcares e adoçantes artificiais, favorece bactérias prejudiciais. Além disso, o uso de probióticos sem indicação adequada pode não trazer benefícios e, em alguns casos, até interferir negativamente na resposta à imunoterapia.

Medicamentos como inibidores de bomba de prótons (usados para proteção estomacal) e laxativos, quando utilizados de forma abusiva ou sem necessidade, também podem contribuir para o desequilíbrio da flora intestinal.

Diversas drogas para tratamento do câncer que agem sobre o sistema imunológico já chegaram e estão disponíveis. Muitas outras irão chegar. Atualmente, a imunoterapia é utilizada em diferentes tipos de tumores, às vezes concomitante à quimioterapia, terapias-alvo e conjugados anticorpo-droga. O futuro do tratamento do câncer será cada vez mais integrado e sistêmico. Não olharemos apenas para o tipo do tumor, mas para todo o ecossistema do organismo do paciente.

É provável, no futuro, que antes de começar a imunoterapia, você faça um exame de fezes para analisar sua microbiota. Com base nisso, o médico poderá prescrever uma dieta de precisão ou um “coquetel de bactérias” específico para garantir que seu corpo responda melhor ao tratamento, com força máxima.

Por The Conversation Brasil

Foto: Adobe Stock

"Só sabe a importância da equoterapia quem tem na família alguém que precisa desse tratamento." Essa colação foi feita por uma mãe de família, a sra. Roseli Borges, que tem um filho, o Braulio,  que está na lista para ser tratado com a equoterapia, que está agora implantada em Floriano-PI.

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O processo envolve vários profissionais de saúde e de outras áreas e, conforme o que está sendo repassado, tudo está pronto para atender comunidade. Uma mãe de um garoto já inscrito no projeto destacou a importância do atendimento.

 

Da redação

O tema divide opiniões. Há quem garanta que beber água durante as refeições faz com que a sensação de saciedade chegue mais rápido, enquanto outros argumentam que beber água pode interferir na digestão.

A revista Real Simple publicou um artigo explorando o assunto.

Como a água afeta a digestão quando ingerida com alimentos

A hidratação diária é importante para a saúde do organismo, e especialistas recomendam beber até dois litros de água por dia.

Mas será que beber água durante as refeições influencia a digestão dos alimentos?

Beber pequenos goles de água pode ter um impacto positivo na digestão, segundo a médica de família Arshpreet Saraan.

“Se você costuma beber água aos poucos durante as refeições, não deve haver necessariamente um aumento ou diminuição na digestão”, destacou. “Ao engolir os alimentos, o corpo os processa: eles descem pelo esôfago, chegam ao estômago e as enzimas digestivas atuam ali… a água apenas ajuda nesse processo.”

A água ajuda a manter tudo em movimento A nutricionista Mackenzie Blair defende que é positivo beber água em pequenas quantidades durante as refeições para ajudar a manter o fluxo digestivo.

“Gosto de pensar no sistema digestivo como um rio: se não houver comida ou água suficiente, nada flui”, afirma.

Na experiência clínica de Saraan, alguns pacientes já perguntaram se beber água durante as refeições poderia diluir as enzimas digestivas ou atrasar a digestão.

“Na verdade, isso não deveria acontecer. A água apenas amolece os alimentos que estão sendo consumidos e ajuda a impulsioná-los pelo trato digestivo”, explica.

Como a água pode contribuir para a sensação de saciedade Algumas pessoas acreditam que beber um copo de água antes das refeições ajuda a evitar comer em excesso. Mas será que isso é comprovado pela ciência?

Blair destaca que beber água durante as refeições “pode influenciar os sinais de saciedade” e ajudar a perceber que já se está satisfeito em um ritmo adequado.

Quem não deve beber água durante as refeições? Pessoas com problemas gastrointestinais Não é recomendado que pessoas com problemas gastrointestinais bebam água durante as refeições, pois a combinação de água com alimentos pode aumentar a pressão intra-abdominal, piorando os sintomas.

Quem acabou de fazer cirurgia bariátrica Se você passou por uma cirurgia bariátrica, é preciso ter cuidado extra. Beber água durante as refeições pode fazer com que a sensação de estômago cheio apareça mais rapidamente, o que pode interferir na quantidade de comida necessária.

“Isso pode causar saciedade precoce e afetar negativamente a quantidade de comida que a pessoa consegue ingerir”, alerta Saraan.

Quando você não bebeu água durante o dia Segundo Blair, o ideal é distribuir o consumo de água ao longo do dia, em vez de concentrá-lo apenas nas refeições. Isso ajuda a manter o corpo hidratado durante todo o dia e evita a necessidade de compensar bebendo água em excesso durante as refeições.

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