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A gigante farmacêutica francesa Sanofi anunciou, nesta segunda-feira (8), que obteve a aprovação da Comissão Europeia para o tratamento subcutâneo contra o câncer Sarclisa, administrado com um injetor portátil, para tratar o mieloma múltiplo.

Desde seu lançamento em 2020, Sarclisa, um anticorpo monoclonal, foi aprovado em quase 60 países e prescrito para 70.000 pacientes em todo o mundo.

"Sarclisa é o primeiro tratamento contra o câncer na União Europeia que é administrado mediante um injetor portátil e injeção [subcutânea] manual, o que permite uma administração flexível na residência dos pacientes ou nos ambulatórios", afirmou a empresa em um comunicado. "Com esta nova ação aprovada, temos a oportunidade de reduzir a pressão sobre os sistemas de saúde e, simultaneamente, demos maior flexibilidade e comodidade nos cuidados do paciente", explica Mohamad Mohty, professor de hematologia na Sorbonne, citado no comunicado.

Esta solução está sendo analisada pelas autoridades regulatórias de vários países, entre eles Estados Unidos, Japão e China, detalha o grupo farmacêutico.

Em abril, a Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) adiou por três meses sua decisão, que, segundo a Sanofi, será anunciada no fim de julho.

Por France Presse

É cada vez mais comum ver manchetes e discussões nas redes sociais sobre o aumento dos casos de câncer colorretal entre adultos mais jovens. De fato, a crescente incidência de câncer colorretal em pessoas com menos de 50 anos contribuiu para a decisão da Sociedade Americana do Câncer (American Cancer Society), em 2018, de recomendar a redução da idade recomendada para o rastreamento de risco médio de 50 para 45 anos.

colorretal

Aproveitando o impulso da crescente conscientização pública sobre o câncer colorretal, a Sociedade Americana do Câncer divulgou em maio de 2026 diretrizes atualizadas de rastreio para incluir novos exames que refletem os avanços científicos mais recentes e podem melhorar o acesso aos cuidados de saúde.

Sou uma pesquisadora em saúde pública que passou quase 20 anos desenvolvendo programas de prevenção do câncer colorretal e estudando maneiras de melhorar as diretrizes de rastreio. Oferecer mais opções de rastreamento pode ajudar a detectar o câncer mais cedo ou a preveni-lo completamente.

O que há de novo nas diretrizes? As diretrizes atualizadas adicionaram duas opções de rastreio adicionais.

A primeira é um teste de rastreamento caseiro que analisa amostras de fezes em busca de sangue oculto e outros marcadores moleculares que possam indicar a presença de câncer colorretal. As diretrizes recomendam a realização desses testes a cada três anos.

A outra opção é um exame de sangue que pode ser feito no consultório médico. Pacientes que se recusam a fazer uma colonoscopia ou um teste de rastreamento com base em fezes podem optar por esse teste.

Notavelmente, as diretrizes atualizadas ainda recomendam aos pacientes a escolha entre um exame de fezes e um exame visual direto – como uma colonoscopia – como métodos de rastreamento primários.

Também continua sendo recomendado que adultos com risco médio de câncer colorretal iniciem o rastreamento aos 45 anos e continuem a fazer o rastreamento até os 75 anos ou, se recomendado por um médico, além dessa idade.

Qual exame é melhor? Para pessoas com histórico familiar de câncer colorretal ou síndromes genéticas ou hereditárias – ou sinais e sintomas de câncer colorretal, como sangue nas fezes – a colonoscopia é o único exame recomendado.

Se você tem 45 anos e risco médio, seu médico pode recomendar os exames de fezes e de sangue. Mas como essas são opções novas, muitos consultórios médicos podem não estar oferecendo os exames imediatamente. No fim das contas, o melhor exame é aquele que é feito. Posso fazer os exames de sangue ou fezes em vez de uma colonoscopia?

A colonoscopia continua sendo o exame de rastreamento preferido para o câncer colorretal. É a única opção para quem apresenta sinais e sintomas de câncer colorretal e é o exame recomendado para quem está em risco aumentado. Para quem tem risco médio, ainda pode ser recomendada a realização de uma colonoscopia.

Os exames de fezes não exigem a mesma preparação que uma colonoscopia e são amplamente utilizados. Os novos exames de fezes evoluíram em sua capacidade de detectar pólipos e células anormais nas amostras. Os novos exames de sangue são recomendados apenas se o paciente se recusar a fazer uma colonoscopia ou um exame de fezes. É importante observar que os novos exames de sangue não são tão sensíveis quanto os outros exames para a prevenção do câncer, embora a ciência esteja avançando para oferecer mais opções.

Conclusão: uma colonoscopia também será necessária se um exame de fezes ou de sangue apresentar um resultado positivo ou anormal.

Sintomas de alerta do câncer de cólon Muitas vezes, não há sinais ou sintomas de alerta do câncer colorretal, portanto, é imprescindível iniciar o rastreamento aos 45 anos, especialmente se você tiver histórico familiar ou risco genético de desenvolver câncer colorretal.

Os sintomas comuns do câncer colorretal incluem sangue nas fezes, alteração nos hábitos intestinais ou nas fezes, dor ou perda de peso inexplicável de 4,5 kg ou mais.

Se você notar esses sintomas, independentemente da sua idade, converse com seu médico e considere solicitar uma colonoscopia.

Como posso reduzir meu risco? Para reduzir seu risco de câncer colorretal, pessoas com risco médio da doença devem começar o rastreamento aos 45 anos.

Preste atenção ao seu corpo. Observe quaisquer alterações ou sintomas preocupantes e converse abertamente com seu médico.

Escolhas de estilo de vida saudáveis também podem ajudar a reduzir o risco de câncer colorretal. Isso inclui pelo menos 30 minutos de atividade física por dia, uma alimentação equilibrada rica em frutas e vegetais e a redução do consumo de alimentos processados. Reduzir o consumo de álcool e evitar o tabagismo e o uso de cigarros eletrônicos também pode diminuir o risco de câncer colorretal e de outros tipos de câncer.

**Este texto foi publicado originalmente no site do The Conversation Brasil.

Andrea Dwyer é dretora do Programa de Rastreamento de Câncer do Colorado, Universidade do Colorado Anschutz e recebe financiamento do Instituto Nacional do Câncer dos EUA, dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA e do Departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente do Colorado. Andrea Dwyer é afiliada à Mesa Redonda Nacional sobre Câncer Colorretal e à Mesa Redonda Nacional de Orientação da Sociedade Americana do Câncer e da organização Fight Colorectal Cancer.

Por Andrea Dwyer

Foto: Adobe Stock

 

O declínio cognitivo é uma preocupação que costuma surgir com o avanço da idade. Segundo a ciência, alguns hábitos podem ajudar a reduzir o risco de demência. Ainda assim, existem fatores que não podem ser controlados, como as diferenças biológicas entre homens e mulheres.

Sabe-se que as mulheres têm um risco maior de desenvolver demência do que os homens. Com isso em mente, pesquisadores buscaram entender de que forma o estilo de vida pode influenciar essa tendência. O estudo foi publicado em 2026 na revista científica Biology of Sex Differences e teve seus resultados destacados pelo site EatingWell.

Como o estudo foi realizado

Os pesquisadores analisaram dados do Health and Retirement Study, um grande projeto que acompanha a saúde de adultos mais velhos nos Estados Unidos.

Foram avaliadas informações coletadas em 2008 de 17.182 participantes com 40 anos ou mais. A idade média do grupo era de 69 anos, e quase 60% dos participantes eram mulheres.

A equipe analisou 13 fatores de saúde e estilo de vida que podem ser modificados ou controlados ao longo da vida. Entre eles estavam escolaridade, perda auditiva, colesterol elevado, depressão, sedentarismo, diabetes, tabagismo, hipertensão, obesidade, consumo excessivo de álcool, isolamento social, problemas de visão e má qualidade do sono.

Além disso, os pesquisadores avaliaram o desempenho dos participantes em um teste cognitivo realizado por telefone.

O que os pesquisadores descobriram

Os resultados revelaram um padrão importante: as mulheres não apenas apresentavam mais fatores de risco, como também pareciam mais vulneráveis aos efeitos desses fatores sobre o cérebro.

As mulheres registraram índices mais altos em sete das 13 categorias analisadas. Entre elas, destacaram-se maiores taxas de depressão, sedentarismo e problemas relacionados ao sono.

Os homens apresentaram índices mais elevados em apenas três fatores: perda auditiva, diabetes e consumo excessivo de álcool.

A principal descoberta do estudo, no entanto, está relacionada à forma como esses fatores afetam a memória e a capacidade de raciocínio. Os pesquisadores observaram que alguns fatores de risco exercem um impacto mais intenso sobre a função cognitiva das mulheres.

Embora os homens apresentem mais casos de perda auditiva e diabetes, essas condições estiveram associadas a um declínio cognitivo mais significativo quando observadas nas mulheres.

Condições ligadas à saúde cardiovascular e metabólica, como hipertensão e índice de massa corporal elevado, também demonstraram efeitos mais negativos sobre a cognição feminina.

Segundo os autores, os resultados mostram que os mesmos problemas de saúde não afetam todas as pessoas da mesma maneira. Uma condição que provoca impactos moderados na cognição de um homem pode ter consequências muito mais severas para uma mulher.

O que isso significa na prática?

As descobertas reforçam que a proteção da saúde cerebral não deve seguir uma abordagem única para todos.

Entre as mulheres, especialmente, perda auditiva, diabetes e hipertensão estiveram associadas a maiores prejuízos cognitivos. Por isso, os especialistas recomendam algumas medidas preventivas:

Procure ajuda ao perceber sinais de perda auditiva. O uso de aparelhos auditivos pode ser uma alternativa importante.

Converse com seu médico sobre o risco de diabetes e sobre formas de controlar os níveis de açúcar no sangue. Alimentação rica em fibras, prática regular de exercícios físicos e sono de qualidade podem ajudar.

Caso tenha pressão alta, siga corretamente as orientações médicas para mantê-la sob controle. A prática de atividade física também é uma importante aliada para a saúde cardiovascular e cerebral.

Distúrbios do sono podem ser sinal precoce de demência; entenda Especialistas alertam que alterações como insônia, sonolência excessiva e comportamentos durante o sono podem indicar risco para doenças neurodegenerativas. Hábitos comuns, como dormir com fones, também podem impactar a saúde cerebral.

Noticias ao Minuto

Durante o Link News, a presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Clarissa Baldotto, explicou que, apesar de se viver um momento de tanta informação disponível, os especialistas ainda se deparam com esse dado de que os brasileiros desconhecem os principais fatores de risco para as formas mais comuns de câncer. Segundo Clarissa, esse fator só evidencia que “as informações precisam ser trabalhadas”.

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“Se a gente for reparar, muitos desses fatores de risco estão ligados a comportamentos sociais nossos, por isso a dificuldade de combater [...] O marketing positivo pode ajudar para que a pessoa entenda a qual risco ela está exposta, para que ela possa fazer escolhas inteligentes [...] A gente precisa trabalhar isso de uma forma mais intensa”, ressaltou a especialista. Ele defendeu ainda que a sociedade pare de glamourizar hábitos que não são saudáveis.

Clarissa Baldotto argumentou também que o sedentarismo tem um papel fundamental que colabora para uma facilidade da doença ser introduzida em um organismo. De acordo com ela, os tumores mais comuns hoje, como os de intestino, de mama em mulheres, de próstata em homens, são cânceres frequentemente associados a um estilo de vida desleixado quanto aos cuidados, que leva a um desequilíbrio metabólico.

“Gera uma inflamação crônica no nosso corpo, que faz com que as células fiquem mais sujeitas a sofrerem mutações e alterações no DNA, mutações genéticas, que são esses defeitos que vão gerar em última análise os tumores. Esse risco vai aumentando com a idade”, apontou.

Além disso, a presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica ainda falou sobre um novo medicamento que pode transformar o tratamento para o câncer de pâncreas: “É uma terapia nova, é uma droga que consegue bloquear uma mutação genética que acontece em 90% dos pacientes com câncer de pâncreas. Então foi como se fosse uma esperança para nós, médicos, de que persistir nas pesquisas e na ciência vale a pena”, afirmou.

Do R7, com RECORD NEWS

Foto: Record news