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Um post nas redes sociais, com milhões de visualizações e centenas de comentários, chamou a atenção de mulheres ao mostrar sinais da chamada fimose feminina. Apesar do nome, a condição não é exclusiva dos homens: ela também pode ocorrer em mulheres, afetando o clitóris. Os médicos explicam que ela pode aparecer quando criança e desaparecer ou até evoluir na vida adulta.

Apesar da repercussão nas redes, a chamada fimose feminina não é uma doença nova. O termo costuma ser usado para descrever duas situações: a fusão dos pequenos lábios ou a aderência do capuz do clitóris — uma fina camada de pele que recobre a região.

Essas alterações anatômicas podem variar bastante. Em alguns casos, são discretas e passam despercebidas; em outros, formam uma espécie de “pele aderida” que cobre parcialmente o clitóris e pode afetar a sensibilidade na região.

Ela pode não causar nenhuma disfunção ou impacto na vida adulta ou dificultar o prazer sexual e prejudicar a higiene feminina -- nesses casos, precisa de tratamento. No entanto, os médicos explicam que muitas vezes o clitóris acaba sendo negligenciado e nem sempre mulheres sabem das doenças que podem afetá-lo.

Por que isso acontece? A forma mais comum aparece na infância. O quadro é mais frequente entre bebês de três meses a três anos, podendo se estender até por volta dos dez anos.

A principal explicação está nos hormônios: nessa fase da vida, há baixa concentração de estrogênio, o que deixa o tecido vulvar mais fino e vulnerável a irritações. Com a chegada da puberdade, esse cenário costuma mudar.

“Quando os hormônios começam a aumentar, o estrogênio sobe e a genitália externa também se desenvolve. Como é uma pele muito fina, muitas vezes isso se resolve espontaneamente”, explica a ginecologista Vanessa Cairolli.

E na vida adulta? Na maioria das mulheres, essas alterações desaparecem com o desenvolvimento hormonal. Mas há casos em que persistem ou surgem depois.

Segundo o ginecologista Marcelo Steiner, aderências nessa região podem aparecer ao longo da vida por diferentes motivos, como lesões locais, doenças dermatológicas ou processos inflamatórios.

Nesses casos, a condição pode formar uma espécie de “capa de pele” sobre o clitóris.

Quando é preciso tratar? Nem toda alteração exige intervenção. Se não houver sintomas, o acompanhamento pode ser suficiente. Mas a avaliação médica é importante, principalmente quando há:

dificuldade de higiene íntima acúmulo de secreções dor ou desconforto redução da sensibilidade ou impacto no prazer sexual “Se essa pele começa a interferir na higiene ou na sensibilidade, pode ser necessário tratamento”, explica Steiner. Por que muitas mulheres nunca ouviram falar disso? Nos comentários do post que viralizou, várias mulheres relataram ter identificado algo semelhante ao fazer o autoexame — sem nunca terem sido alertadas em consulta.

Segundo especialistas, isso pode acontecer porque a região do clitóris nem sempre recebe uma avaliação detalhada no exame ginecológico de rotina.

“Para esse diagnóstico, é preciso um olhar mais atento para a região. O clitóris ainda é um órgão muitas vezes negligenciado nas consultas”, afirma o ginecologista Marcelo Steiner.

A orientação é procurar avaliação ginecológica sempre que houver qualquer alteração percebida na região íntima.

Mesmo nos casos mais simples, o diagnóstico correto ajuda a diferenciar variações anatômicas normais de situações que podem exigir acompanhamento ou tratamento.

G1

Está muito quente, você andou o dia todo e decide: um sorvete é a melhor solução para aliviar o calor. Mas comer sem ter como lavar as mãos nem sempre é uma boa ideia. E aquele álcool em gel que você leva por precaução na bolsa parece outra ótima escolha para higienizar as mãos antes de se lambuzar no sorvete.

germes

Muitas vezes sem ter como usar água para lavar as mãos na correria da rua, lenços, sprays e outros produtos "mata-germes" surgem como soluções ideais para evitar qualquer contaminação.

Mas, ainda que esses produtos possam ser muito úteis em uma emergência, seu uso constante pode levar a um problema sério: a resistência antimicrobiana.

Um novo artigo publicado na revista científica "Environmental Science & Technology" alerta que esses itens utilizados no cotidiano estão contribuindo silenciosamente para o aumento global da resistência das bactérias.

"Estratégias globais contra a RAM têm focado em hospitais e fazendas, deixando de lado produtos de uso cotidiano nas casas que também podem contribuir para a resistência", afirma a autora sênior do estudo e professora da Universidade de Toronto, Miriam Diamond. Ela detalha que, diariamente, resíduos de sabonetes antigermes, desinfetantes e lenços umedecidos são descartados incorretamente e acabam nos sistemas de esgoto.

Isso cria condições ideais para que bactérias se adaptem e se tornem mais difíceis de serem eliminadas, o que agrava um problema de nível de saúde global.

Entre 1990 e 2021, infecções resistentes a medicamentos causaram mais de 1 milhão de mortes por ano – número que pode chegar a 2 milhões anuais até 2050.

Benefícios limitados e impactos para o ambiente O trabalho destaca que, ainda que esses produtos sejam vendidos frequentemente como boas opções para reforçar a proteção contra germes, é preciso chamar a atenção para a falta de benefício comprovado para a saúde pública em muitos casos.

Por outro lado, o que vem se confirmando a cada novo estudo são os impactos das substâncias que compõem esses artigos no meio ambiente.

O cloreto de benzalcônio, uma dessas substâncias, por exemplo, pode levar a:

Alteração da estrutura de comunidades microbianas

Favorecimento de espécies resistentes

Resistência cruzada a importantes antibióticos

De acordo com os pesquisadores, atualmente, ele já é detectado em esgoto, águas superficiais, solos, sedimentos e alimentos em todo o mundo.

Eles ainda alertam que as evidências mostram que muitos dos chamados biocidas persistem no ambiente, promovem a resistência antimicrobiana e facilitam a disseminação de genes de resistência.

Necessidade de ações globais Diante do cenário identificado pelo grupo, eles recomendam uma série de ações para tentar reduzir os riscos dessas substâncias à saúde.

Entre as medidas, estão:

Reconhecimento global: incluir biocidas de produtos de consumo nos planos globais contra a RAM, com metas claras de redução e monitoramento ambiental.

Políticas nacionais: restringir o uso desses ingredientes quando não houver evidência de eficácia.

Transformação da indústria: incentivar formulações mais seguras e sustentáveis, evitando biocidas desnecessários.

Ações individuais: quando necessário desinfetar, optar por alternativas como álcool ou peróxido de hidrogênio, que têm menor potencial de promover resistência e são igualmente eficazes.

Rebecca Fuoco, autora principal e doutoranda na Universidade Johns Hopkins, afirma que o uso excessivo de biocidas nesses produtos é uma oportunidade fácil de agir no combate à resistência antimicrobiana.

"Ao eliminar aditivos antibacterianos desnecessários, podemos reduzir a poluição química, proteger a saúde pública e ajudar a desacelerar a disseminação de superbactérias", destaca.

G1

Foto: Freepik

A gripe é uma infecção aguda do sistema respiratório causada pelo vírus influenza, que se caracteriza pelo início súbito de sintomas intensos como febre alta, dores no corpo e mal-estar generalizado. Diferente do resfriado comum, a gripe tende a “derrubar” a pessoa, impossibilitando suas atividades habituais e exigindo repouso.

Quais são os principais sintomas da gripe? A gripe manifesta-se tipicamente de forma abrupta, com sintomas que surgem entre um a quatro dias após o contágio. Segundo o Ministério da Saúde, a febre alta é o sintoma mais importante, geralmente acima de 37,8°C, com duração aproximada de três dias.

Os sintomas costumam intensificar-se rapidamente, diferenciando a gripe do resfriado comum. Enquanto o resfriado apresenta sintomas mais leves e progressivos, a gripe incapacita a pessoa de forma súbita, exigindo afastamento das atividades rotineiras.

Como identificar os 10 sintomas clássicos da gripe? Os sintomas característicos da gripe incluem manifestações sistêmicas e respiratórias que surgem simultaneamente:

Sintomas Característicos da Gripe

Manifestações sistêmicas e respiratórias que costumam surgir simultaneamente.

SintomaTipoIntensidade comumDescrição clínica
Febre alta Sistêmico > 37,8 °C Início súbito, geralmente mais intensa em crianças.
Tosse seca Respiratório Persistente Inicialmente sem secreção, podendo durar mais de duas semanas após outros sintomas.
Dores musculares Sistêmico Moderada a intensa Mialgia generalizada, principalmente em pernas, costas e braços.
Dor de cabeça Neurológico Intensa Cefaleia que dificulta a concentração e atividades diárias.
Calafrios Sistêmico Frequente Sensação de frio com tremores, mesmo na presença de febre alta.
Dor de garganta Respiratório Desconforto Inflamação que causa dor ou dificuldade ao engolir.
Coriza Respiratório Leve a moderada Secreção nasal que costuma aparecer após os primeiros dias da doença.
Mal-estar intenso Sistêmico Marcante Prostração e fadiga extrema que impedem a realização de atividades normais.
Perda de apetite Gastrointestinal Comum Falta de vontade de se alimentar devido ao estado geral debilitado.
Dores articulares Sistêmico Difusa Desconforto nas juntas que dificulta movimentos e esforços físicos.

Quando os sintomas indicam complicações? A evolução da gripe normalmente resulta em resolução espontânea em sete dias, porém algumas pessoas apresentam maior risco de complicações. Segundo o Ministério da Saúde, gestantes, idosos acima de 60 anos, crianças menores de 5 anos e portadores de doenças crônicas necessitam atenção redobrada.

Sinais de agravamento incluem dificuldade para respirar, lábios com coloração azulada ou roxa, dor ou pressão no peito, tontura persistente, vômitos intensos ou convulsões. A principal complicação é a pneumonia, responsável por elevado número de hospitalizações. Diante desses sintomas, procure atendimento médico imediatamente.

Como aliviar os sintomas da gripe? O tratamento da gripe foca no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações. Repouso adequado é fundamental, permitindo que o sistema imunológico concentre energia no combate ao vírus. Mantenha-se bem hidratado, ingerindo água, chás e sopas para repor líquidos perdidos pela febre e transpiração.

Analgésicos e antitérmicos ajudam a controlar febre e dores, mas evite medicamentos à base de ácido acetilsalicílico em crianças e adolescentes. Alimentos como canja de galinha, frutas cítricas ricas em vitamina C e mel (acima de 1 ano de idade) podem auxiliar na recuperação. Mantenha ambientes bem ventilados.

Quando procurar atendimento médico? Procure orientação médica se apresentar sintomas gripais associados a condições de risco como gravidez, doenças cardíacas, pulmonares, diabetes ou imunossupressão. O Ministério da Saúde indica tratamento antiviral com oseltamivir para casos com fatores de risco, preferencialmente nas primeiras 48 horas.

Evite sair de casa durante o período de transmissão, que pode durar até sete dias após o início dos sintomas. Mantenha afastamento de trabalho e escola por pelo menos 24 horas após o desaparecimento da febre sem uso de antitérmicos. A vacinação anual é a forma mais eficaz de prevenção, protegendo contra os subtipos virais que mais circulam a cada ano. Lave as mãos frequentemente, evite aglomerações e cubra boca e nariz ao tossir ou espirrar para prevenir a transmissão.

Tua Saúde

As doenças cardiovasculares lideram o ranking de causas de morte no mundo, superando até mesmo os cânceres e infecções. Entre elas, a aterosclerose se destaca por sua gravidade: trata-se do acúmulo de placas de colesterol ruim nas artérias, o que impede o fluxo normal do sangue e compromete a nutrição dos tecidos do corpo.

Segundo o cardiologista Ricardo Cals, do Hospital Santa Lúcia Norte, em Brasília, as artérias são responsáveis por distribuir sangue rico em oxigênio e nutrientes para todo o organismo. Quando o fluxo é interrompido, os órgãos e músculos afetados entram em sofrimento, o que pode levar à necrose, perda de função, infarto, AVC e, em casos mais graves, à morte.

A obstrução arterial pode exigir amputações, causar falência de órgãos como os rins ou deixar cicatrizes permanentes que prejudicam o funcionamento do corpo. O cirurgião cardiovascular Elcio Pires Junior, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, alerta que a aterosclerose é silenciosa: seus sintomas muitas vezes só surgem em estágios avançados ou após complicações graves.

Os sinais variam conforme a artéria afetada. Quando o bloqueio ocorre nas coronárias, o sintoma mais comum é a angina, uma dor no peito. Já se o problema estiver na carótida ou em artérias cerebrais, pode haver perda de força, formigamento ou dificuldade de locomoção. Nas pernas, o sintoma típico é a claudicação intermitente, caracterizada por dor ao caminhar e mancar.

Para prevenir a aterosclerose, os especialistas recomendam realizar check-ups médicos regulares, especialmente exames de sangue que avaliem os níveis de colesterol. Manter hábitos saudáveis, como praticar atividades físicas, evitar alimentos ultraprocessados e controlar fatores de risco como tabagismo, hipertensão, diabetes e histórico familiar, é fundamental.

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