Estão previstas para chegar ao Piauí 80.270 doses de vacinas para combater a Covid-19. As 14.750 doses a FioCruz/AstraZeneca deverão chegar ao estado na tarde desta sexta-feira(24) e as 65.520 Pfizer/BioNTech no sábado às 15h30.

A distribuição às Regionais de Saúde deve ocorrer nos próximos dias. “Nós precisamos, definitivamente, avançar nossa cobertura vacinal e pedimos apoio aos municípios piauienses, para que assim que estiverem com suas vacinas mobilizem sua população para comparecer aos pontos de aplicação. Com essas novas doses vamos avançar na proteção do nosso povo contra a Covid-19”, lembra o secretário de Estado da Saúde, Florentino Neto.

Os imunizantes contidos nessas duas novas remessas deverão ser utilizados para aplicação das segundas doses na população em geral, além das doses de reforço destinadas aos idosos com 70 anos ou mais que completaram o esquema vacinal a, pelo menos, seis meses, e aos pacientes imunossuprimidos. Neste último grupo, a aplicação deve ser feita após 28 dias da segunda.Também estão inclusas no lote de Pfizer/BioNTech as doses para os adolescentes de 12 a 17 anos.

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eventtestA Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), através do Centro de Operações Emergenciais (COE), vai realizar um único evento-teste no Piauí para planejar os critérios epidemiológicos e sanitários que devem nortear os próximos eventos realizados no Estado. O evento-teste deve acontecer nos próximos meses.

Segundo o Superintendente de Atenção Primária da Sesapi, Herlon Guimarães, o evento-teste vai dar subsídios para que seja feita uma portaria normatizando os próximos eventos nas áreas cultural, desportiva e agropecuária. “Todos os eventos que forem planejados depois desse teste já terão critérios epidemiológicos e sanitários para serem seguidos e acontecerem de forma gradual e segura” afirma Herlon.

A decisão de realizar o evento-teste foi tomada com base na redução do número de casos de Covid-19 no Estado. Segundo levantamento do Boletim Epidemiológico da Sesapi, nas últimas 24 horas foram registrados, no Piauí, 42 casos confirmados e um óbito por Covid-19.

Sesapi

Foto: divulgação

covidvacinaApesar, de se tratar de um fenômeno raro, a verdade é que mesmo indivíduos que tomaram as duas doses da vacina contra a Covid-19, e por isso mesmo se encontram totalmente imunizados, podem desenvolver a forma mais grave da doença. Sendo que nesses casos as pessoas sofrem, aquilo que foi denominado em inglês como, uma infecção 'breakthrough' - ou seja, quando alguém é infectado mesmo tendo tomado a vacina contra uma determinada patologia.

Como tal, reporta um artigo publicado na revista Galileu, pesquisadores da Universidade de Oxford identificaram quais os grupos de pessoas que apresentam um maior risco de internamento hospitalar e de morte após receberem as duas doses das vacinas formuladas contra o novo coronavírus SARS-CoV-2.

Segundo um artigo científico divulgado no British Medical Journal, os cientistas analisaram os dados de mais de 6,9 milhões de adultos vacinados no Reino Unido, dos quais 5,2 milhões já haviam tomado as duas doses do imunizante.

Entre os voluntários, foram registradas aproximadamente duas mil mortes por Covid-19 e 1,9 mil internamentos, sendo que 81 óbitos e 71 hospitalizações aconteceram 14 ou mais dias após a aplicação da segunda dose.

"Este amplo estudo nacional de mais de 5 milhões de pessoas vacinadas com duas doses em todo o Reino Unido determinou que uma pequena minoria de pessoas permanece em risco de hospitalização e morte pela Covid-19", conta o coautor Aziz Sheikh, professor de Pesquisa e Desenvolvimento de Cuidados Primários na Universidade de Edimburgo, em comunicado emitido à imprensa.

De acordo com a revista Galileu, ao terem em conta elementos como idade, gênero, etnia e histórico de infecções pelo SARS-CoV-2, os pesquisadores concluíram que indivíduos imunossuprimidos que sofriam de VIH ou que haviam sido submetidos a um transplante de órgão ou medula óssea apresentam um risco superior de morrer por Covid-19 ou de necessitarem de internamento após estarem vacinados.

Adicionalmente, os cientistas detectaram que a propensão é igualmente mais elevada em pessoas que sofrem de doenças neurológicas, como demência e Parkinson, em residentes de lares de idosos e entre portadores de condições como Síndrome de Down.

Contudo, os investigadores de Oxford ressaltam ainda que o risco de contrair a doença após a segunda dose da vacina também depende de fatores como exposição ao vírus e a taxa de transmissão viral.

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O Ministério da Saúde prevê o recebimento de mais de 226,7 milhões de doses de vacinas contra covid-19 entre outubro e dezembro deste ano.

Até quarta-feira da semana passada, a pasta já havia enviado às unidades da federação 265,8 milhões de doses. As entregas esperadas para o quarto trimestre envolvem os seguintes quantitativos:

  • Pfizer: 100 milhões de doses • Fiocruz (AstraZeneca): 50 milhões de doses • Janssen: 36,2 milhões de doses • Covax Facility (em confirmação): 27,4 milhões de doses • Instituto Serum da Índia (AstraZeneca): 8 milhões de doses • Covax Facility (AstraZeneca): 5,11 milhões de doses

O Instituto Butantan já concluiu todas as remessas dos contratos de 100 milhões de doses da CoronaVac que tinha com o Ministério da Saúde.

O ministro Marcelo Queiroga tem dito que a vacina só voltará ao PNI (Programa Nacional de Imunizações) se obtiver o registro definitivo junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Desde janeiro, a CoronaVac é aplicada sob autorização de uso emergencial.

Recentemente, Queiroga chegou a falar que havia vacinas de sobra no Brasil, o que foi rebatido por alguns prefeitos de cidades onde faltava AstraZeneca para segunda dose.

Questionado, o ministro ressaltou que o desabastecimento só ocorre em municípios que não seguem o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra Covid-19.

"Isso não é aposta de corrida de Fórmula 1. É uma campanha de imunização", disse na semana passada.

R7