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A cúrcuma, também conhecida como açafrão-da-terra, deixou de ser apenas um tempero e hoje é uma das especiarias mais estudadas pela ciência pelos seus efeitos sobre o fígado e a inflamação crônica. Seu principal composto ativo, a curcumina, tem ação antioxidante e anti-inflamatória comprovada em ensaios clínicos, mas sua absorção depende diretamente de como e quando é consumida. Entender a forma correta de incluir a cúrcuma na rotina, inclusive em jejum, faz toda a diferença no aproveitamento dos seus benefícios.

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Como a curcumina age sobre o fígado? A curcumina protege as células hepáticas de três formas principais. Ela combate o estresse oxidativo, reduz marcadores inflamatórios como o TNF-alfa e modula enzimas que participam da desintoxicação natural do órgão. Esse conjunto de ações ajuda a preservar a integridade dos hepatócitos.

Estudos clínicos têm mostrado que o uso contínuo da especiaria contribui para reduzir enzimas hepáticas elevadas, diminuir a gordura acumulada no órgão e melhorar a função geral do fígado, especialmente em pessoas com gordura no fígado em estágio inicial.

Tomar cúrcuma em jejum potencializa os efeitos? A ciência ainda não confirma que o horário em jejum amplifica os efeitos hepatoprotetores da curcumina, mas existem algumas vantagens práticas. No estômago vazio, não há competição com outros alimentos, o que pode favorecer uma absorção mais rápida, desde que a bebida contenha os coadjuvantes certos.

Por outro lado, pessoas com gastrite, refluxo ou sensibilidade digestiva podem apresentar desconforto ao consumir a especiaria sem alimento. Nesses casos, o ideal é tomar junto ou logo após uma refeição leve para evitar irritação na mucosa gástrica.

Consumir cúrcuma com frequência exige atenção à dose, ao preparo e às contraindicações. Consumir cúrcuma com frequência exige atenção à dose, ao preparo e às contraindicações. Como melhorar a absorção da curcumina? A curcumina tem baixa biodisponibilidade natural, ou seja, o corpo absorve pouca quantidade quando consumida sozinha. Alguns cuidados simples aumentam esse aproveitamento de forma significativa:

Como melhorar a absorção da curcumina? Como melhorar a absorção da curcumina? Como um estudo científico confirma a ação da cúrcuma no fígado? As evidências clínicas sobre o efeito hepatoprotetor da curcumina são sólidas. O ensaio Curcumin and inflammation in non-alcoholic fatty liver disease: a randomized, placebo controlled clinical trial, publicado na revista BMC Gastroenterology e indexado no PubMed, acompanhou pacientes com gordura no fígado que receberam 1.500 mg de curcumina por 12 semanas. Os autores observaram redução significativa da fibrose hepática, da inflamação e dos níveis de enzimas do fígado. O trabalho completo pode ser consultado em Curcumin and inflammation in non-alcoholic fatty liver disease.

Segundo a Curcumin and inflammation in non-alcoholic fatty liver disease publicada na BMC Gastroenterology, a suplementação regular com curcumina é uma estratégia segura e eficaz para reduzir marcadores inflamatórios em pessoas com doenças hepáticas associadas ao acúmulo de gordura.

Quais cuidados observar antes de consumir cúrcuma com frequência? Apesar dos benefícios, a cúrcuma não é indicada para todos. Gestantes, lactantes, pessoas com pedras na vesícula, obstrução das vias biliares, úlcera ativa ou em uso de anticoagulantes devem conversar com o médico antes de incluir a especiaria em doses terapêuticas. Quadros de fígado inflamado também merecem avaliação individual, já que a interação com medicamentos pode ser relevante.

Em doses culinárias, adicionar a cúrcuma em sopas, arroz, legumes assados e marinadas é seguro para a maioria das pessoas. Cápsulas de curcumina padronizada, com doses concentradas, só devem ser usadas sob orientação de médico ou nutricionista, para garantir segurança e o melhor resultado.

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento realizados por um profissional de saúde qualificado. Consulte sempre seu médico ou nutricionista antes de adotar qualquer mudança na alimentação ou iniciar um novo tratamento.

O post O que a cúrcuma em jejum faz ao fígado e à inflamação sistêmica apareceu primeiro em Tua Saúde.

Segundo dados do último censo brasileiro de diálise, a hipertensão arterial é uma das principais causas de doença renal crônica em pacientes em diálise no Brasil.

Em entrevista ao Link News desta segunda-feira (27), o nefrologista Bruno Biluca alerta que os rins são filtros muito sensíveis, compostos por vasos sanguíneos muito finos, que, ao longo dos anos, com a pressão arterial elevada, vão sendo machucados, ficando mais calibrosos, e, com isso, existe uma piora significativa no fluxo sanguíneo dos rins.

Segundo o médico, a hipertensão não gera sintomas, o que pode fazer com que o paciente não perceba que está com a pressão alta, além de que a lesão feita nos rins também é difícil de ser detectada de imediato.

“Na grande maioria dos casos que já vêm avançados, a gente não tem como fazer o rim voltar a funcionar bem, a gente não consegue fazer a doença renocrônica regredir. O máximo que a gente consegue fazer é fazer essa doença estacionar, estabilizar e conservar essa função renal”, explica sobre uma possível reversão dos danos causados.

Biluca ressalta que é necessário criar um hábito de aferir a pressão de forma recorrente, ter um profissional fazendo acompanhamento e realizar exames básicos — de sangue, de urina e um ultrassom de abdômen.

Do R7, com RECORD NEWS

Colesterol alto costuma evoluir sem dor e sem sintomas claros, mas alguns sinais no rosto podem servir de alerta. Alterações como placas amareladas nas pálpebras, anel acinzentado ao redor da íris e pequenos depósitos de gordura na pele nem sempre indicam um problema isolado da aparência. Em muitos casos, esses achados merecem investigação com lipidograma, avaliação clínica e atenção à saúde cardiovascular.

Quais marcas no rosto podem estar ligadas ao colesterol alto? Os achados mais lembrados são o xantelasma, que forma placas amareladas ao redor das pálpebras, e o arco corneano, um anel cinza ou esbranquiçado na borda da córnea. Também podem aparecer pequenas elevações amareladas na pele do rosto, sobretudo perto dos olhos. Nem toda alteração tem relação direta com colesterol alterado, mas esses sinais pedem contexto clínico.

Os cinco sinais mais observados incluem:

placas amareladas nas pálpebras, típicas do xantelasma; anel cinza ao redor da íris, especialmente em pessoas mais jovens; pequenos nódulos ou depósitos de gordura perto dos olhos; pele com lesões amareladas e achatadas em regiões faciais; associação com outros indícios metabólicos, como aumento da circunferência abdominal e pressão elevada. O que a ciência mostra sobre xantelasma e risco cardiovascular? Nem todo xantelasma significa alteração grave, mas ele não deve ser tratado como detalhe estético. Segundo a meta-análise Serum lipids and risk of atherosclerosis in xanthelasma palpebrarum, publicada no Journal of the American Academy of Dermatology, pessoas com xantelasma apresentaram níveis mais altos de colesterol total e LDL, além de maior espessura íntima-média carotídea, um marcador ligado à aterosclerose.

Outro dado importante veio de uma coorte prospectiva publicada no BMJ, que observou que a presença de xantelasmas predisse maior risco de infarto, doença isquêmica do coração e morte, independentemente de fatores clássicos em parte da análise. Isso reforça que sinais no rosto podem funcionar como pista clínica e merecem investigação, principalmente quando há histórico familiar, diabetes, hipertensão ou tabagismo.

Como diferenciar xantelasma de outras manchas nas pálpebras? Xantelasma costuma surgir como placa plana ou discretamente elevada, de cor amarelada, macia e localizada na pálpebra superior ou inferior, muitas vezes perto do canto interno dos olhos. Já milia, calázio e algumas lesões sebáceas têm textura, relevo e evolução diferentes. A avaliação médica evita confusão e ajuda a definir se há necessidade de exames.

Se a dúvida for sobre a aparência da lesão e as causas possíveis, vale consultar o conteúdo do Tua Saúde sobre xantelasma nas pálpebras, causas e tratamento, que detalha características clínicas e formas de confirmação. Esse tipo de comparação é útil, mas não substitui exame presencial quando a lesão cresce, muda de cor ou aparece junto com outras alterações metabólicas.

Quando os sinais no rosto merecem exame de sangue? A investigação é mais importante quando os sinais aparecem antes dos 45 anos, surgem de forma progressiva, existem casos de infarto precoce na família ou já há hipertensão, resistência à insulina ou obesidade. Nesses cenários, o lipidograma ajuda a medir colesterol total, LDL, HDL e triglicerídeos. Em alguns casos, o médico também pede glicemia, função hepática e avaliação da tireoide.

Alguns pontos aumentam a necessidade de checagem:

aparecimento recente de xantelasma; arco corneano em adultos jovens; histórico familiar de colesterol alto ou infarto precoce; presença de diabetes, hipertensão ou excesso de peso; uso irregular de medicamentos já prescritos para controle lipídico. O que fazer para prevenção e controle do colesterol? Prevenção envolve rotina, não apenas um exame isolado. O controle do colesterol passa por redução de gorduras trans, menor consumo de ultraprocessados, aumento de fibras, prática regular de atividade física e acompanhamento do peso corporal. Quando o risco cardiovascular é maior, o tratamento pode incluir estatinas ou outros remédios, sempre com orientação médica.

Também é importante lembrar que nem todo caso está ligado só à alimentação. Existe hipercolesterolemia familiar, condição genética que eleva o LDL desde cedo e pode acelerar a formação de placas nas artérias. Quando o rosto mostra sinais persistentes e o histórico familiar chama atenção, investigar cedo pode mudar a conduta e evitar atraso no diagnóstico.

Observar o rosto com atenção não serve para fechar diagnóstico, mas pode antecipar uma avaliação importante. Lesões como xantelasma, alterações ao redor da córnea e depósitos de gordura na pele ganham outro peso quando aparecem junto de LDL elevado, histórico familiar e outros fatores de risco. Nesse contexto, cuidar da circulação, do perfil lipídico e da pressão arterial ajuda a reduzir a progressão da aterosclerose.

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o acompanhamento de um profissional de saúde. Se você nota sinais persistentes no rosto ou tem dúvidas sobre sua condição, procure orientação médica.

Tua Saúde

A crença de que a pressão alta surge apenas pelo consumo excessivo de sal é um dos maiores mitos sobre a hipertensão. Embora o sódio realmente tenha impacto direto sobre a pressão arterial, diversos outros fatores do dia a dia podem sobrecarregar o coração e os vasos sanguíneos sem que a pessoa perceba. Entender essas causas silenciosas é fundamental para prevenir complicações cardiovasculares graves, como infarto e AVC. A seguir, conheça três fatores frequentemente ignorados que podem estar elevando sua pressão arterial e o que a ciência diz sobre eles.

Por que a hipertensão é considerada uma doença multifatorial? A hipertensão arterial é o resultado da interação de vários fatores que comprometem o funcionamento dos vasos sanguíneos e a capacidade do coração de bombear o sangue adequadamente. Genética, idade, peso corporal e estilo de vida atuam em conjunto, o que explica por que mesmo pessoas com dieta equilibrada em sódio podem desenvolver pressão alta.

Por ser uma condição silenciosa, a hipertensão costuma evoluir por anos sem sintomas claros. Por isso, reconhecer os fatores de risco menos evidentes é tão importante quanto reduzir o sal da alimentação.

Como o estresse crônico afeta a pressão arterial? O estresse contínuo mantém o organismo em estado de alerta constante, com liberação elevada de hormônios como adrenalina e cortisol. Esses hormônios aceleram os batimentos cardíacos, contraem os vasos sanguíneos e, ao longo do tempo, contribuem para o aumento sustentado da pressão arterial.

Além disso, o estresse pode levar a comportamentos que agravam o quadro, como alimentação desregrada, sedentarismo e aumento no consumo de álcool ou tabaco. Controlar a rotina e buscar momentos de descanso ao longo do dia são atitudes importantes para proteger a saúde do coração.

Qual a relação entre o sono ruim e a hipertensão? Dormir pouco ou ter uma rotina de sono de má qualidade é um fator de risco cada vez mais reconhecido para a pressão alta. Durante o sono, o corpo regula a pressão arterial, e a privação desse descanso compromete esse equilíbrio natural, mantendo os níveis pressóricos elevados mesmo em repouso.

Condições como apneia obstrutiva do sono, insônia crônica e noites mal dormidas ativam o sistema nervoso simpático e elevam a pressão arterial de forma progressiva. Algumas estratégias ajudam a melhorar a qualidade do sono e, consequentemente, a saúde cardiovascular:

O que os estudos dizem sobre a qualidade do sono e a pressão alta? Pesquisas recentes têm investigado a fundo essa relação e confirmado que o sono interfere diretamente no risco de desenvolver hipertensão. Essa evidência reforça a importância de cuidar do descanso como parte essencial da prevenção cardiovascular.

Segundo a metanálise Subjective sleep quality, blood pressure, and hypertension, publicada no Journal of Clinical Hypertension, pessoas com má qualidade de sono apresentaram risco significativamente maior de desenvolver pressão alta quando comparadas àquelas com sono reparador. Os autores concluíram que a qualidade do sono deve ser considerada um fator modificável no controle e na prevenção da hipertensão arterial.

Como o sedentarismo silencioso contribui para o aumento da pressão? O sedentarismo é o terceiro fator subestimado na origem da hipertensão. A falta de atividade física reduz a elasticidade dos vasos sanguíneos, favorece o ganho de peso e aumenta a rigidez das artérias, obrigando o coração a trabalhar mais para bombear o sangue. Mesmo quem se exercita alguns dias da semana pode estar sob risco ao passar muitas horas sentado no restante do tempo. Identificar sinais de hipertensão arterial, movimentar-se ao longo do dia e realizar atividades regulares são atitudes essenciais para manter a pressão sob controle.

Se você apresenta fatores de risco para hipertensão ou convive com níveis pressóricos alterados, busque orientação de um médico ou cardiologista. Apenas um profissional de saúde pode avaliar seu caso de forma individualizada, solicitar os exames adequados e indicar o tratamento mais seguro.

Tua saúde