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Passar horas sentado e terminar o dia com formigamento ou dormência nas pernas é uma queixa cada vez mais comum entre profissionais de escritório. A sensação pode parecer inofensiva no início, mas quando se torna frequente, merece atenção. O desafio está em identificar se o problema vem de algo simples, como uma cadeira inadequada, ou de uma condição mais complexa, como a síndrome do piriforme, que afeta diretamente o nervo ciático.

O que acontece quando a cadeira é a vilã Uma cadeira de escritório inadequada pode comprimir os vasos sanguíneos na parte posterior das coxas, prejudicando a circulação e gerando formigamento. Esse tipo de desconforto geralmente surge após longos períodos na mesma posição e alivia rapidamente quando a pessoa se levanta e caminha. Se o assento é muito alto, os pés não alcançam o chão e a pressão nas coxas aumenta. Se é muito baixo, os joelhos ficam acima do quadril, o que também favorece a compressão dos vasos.

Cadeiras sem apoio lombar adequado forçam a pessoa a se curvar, alterando a distribuição do peso corporal e sobrecarregando regiões que não deveriam receber tanta pressão. O resultado é um ciclo de desconforto que pode evoluir para dores persistentes se não for corrigido.

Quando o formigamento indica síndrome do piriforme A síndrome do piriforme ocorre quando o músculo piriforme, localizado profundamente na região glútea, comprime ou irrita o nervo ciático. Os sintomas incluem dor nas nádegas que pode irradiar pela parte posterior da coxa até a panturrilha, acompanhada de formigamento, dormência e sensação de queimação. Diferente do desconforto causado por má postura, essa condição tende a piorar especificamente ao sentar, principalmente em superfícies duras ou por períodos prolongados.

A dor da síndrome do piriforme costuma ser assimétrica, afetando apenas um lado do corpo. Movimentos que envolvem rotação do quadril, como cruzar as pernas, também podem intensificar o desconforto. Em alguns casos, até caminhar se torna difícil, com a pessoa mancando para aliviar a pressão sobre o nervo.

O que a ciência revela sobre o diagnóstico Identificar a síndrome do piriforme não é simples, pois os sintomas se sobrepõem aos de outras condições, como hérnia de disco e estenose do canal vertebral. Segundo a revisão sistemática The clinical features of the piriformis syndrome, publicada no European Spine Journal, os achados mais comuns são dor nas nádegas, sensibilidade à palpação na região do nervo ciático, piora dos sintomas ao sentar e aumento da dor em manobras que tensionam o músculo piriforme.

Os pesquisadores destacam que o diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história do paciente e no exame físico. Testes específicos, como o FAIR (flexão, adução e rotação interna do quadril), ajudam a reproduzir os sintomas durante a avaliação médica. Exames de imagem podem ser solicitados para descartar outras causas de compressão do nervo ciático.

Sinais que ajudam a diferenciar as duas situações Observar as características do formigamento pode indicar a origem do problema:

Problema postural ou de cadeira: formigamento bilateral, que melhora rapidamente ao levantar e caminhar, sem dor intensa associada Síndrome do piriforme: dor profunda nas nádegas que irradia para a perna, geralmente de um lado só, que persiste mesmo após mudar de posição Problema postural ou de cadeira: sensação concentrada nas coxas, sem atingir a panturrilha ou o pé Síndrome do piriforme: formigamento que pode descer até a panturrilha e o pé, acompanhado de sensação de queimação

Medidas que podem ajudar em ambos os casos Independentemente da causa, algumas atitudes beneficiam quem passa longas horas sentado. Fazer pausas a cada hora para se levantar e caminhar estimula a circulação e reduz a sobrecarga muscular. Ajustar a cadeira para que os pés fiquem apoiados no chão e os joelhos formem um ângulo de 90 graus evita a compressão dos vasos sanguíneos. Evitar cruzar as pernas e manter objetos como carteira ou celular fora do bolso traseiro também reduz a pressão sobre o nervo ciático.

Para quem trabalha muito tempo sentado, exercícios de alongamento da região glútea e fortalecimento do quadril são medidas preventivas importantes. Se o formigamento persistir, vier acompanhado de dor intensa ou dificuldade para caminhar, a avaliação de um médico ortopedista ou fisioterapeuta é fundamental para um diagnóstico correto. Saiba mais sobre a síndrome do piriforme e suas formas de tratamento.

Tua Saúde

O mercado de drogas sintéticas em todo o continente americano tornou-se imprevisível e adaptável, por causa das misturas usadas para baratear os custos, segundo um relatório do Observatório Interamericano sobre Drogas publicado nesta quarta-feira (22).

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Entre 2019 e 2025, 67% dos alertas sanitários emitidos no continente americano descreviam produtos com duas ou mais substâncias, como combinações conhecidas como "tuci" ou "cocaína rosa", que inclui ketamina ou MDMA, ou misturas como fentanil com xilazina, um sedativo veterinário.

O Observatório começou a usar um sistema regional de alerta precoce em 2019 para trocar informações sobre tendências potencialmente muito problemáticas para os sistemas de saúde da região.

Em sete anos, o sistema passou de quatro países para 19 atualmente, o que permite um estudo muito mais aprofundado das tendências, explicou à AFP, em entrevista por vídeo, Marya Haynes, chefe do Observatório.

"Vimos uma migração de uma droga sintética como a cannabis sintética ou o MDMA para múltiplas combinações de drogas que são cada vez mais difíceis de prever", explicou. "O mercado é definido por misturas imprevisíveis, e não por uma única substância. São as misturas instáveis, e não as novas moléculas, que definem o risco", acrescentou o observatório em seu relatório.

Um dos casos mais dramáticos dessas combinações letais de substâncias ocorreu em 2022 na Argentina, onde um lote de cocaína adulterada com carfentanil causou 24 mortes e 80 hospitalizações em apenas 48 horas.

A chamada "tuci" ou "cocaína rosa", originalmente associada à fenetilamina sintética 2C-B, evoluiu para uma mistura de múltiplas substâncias, tipicamente ketamina, MDMA e cafeína. O "tuci" é conhecido nas ruas de numerosas cidades latino-americanas, mas não leva os mesmos ingredientes em todos os lugares.

"Isso cria uma espécie de risco para os consumidores", acrescentou a especialista.

As misturas não são pedidas pelos consumidores, mas testadas pelos vendedores em função de seus estoques de substâncias.

"Há muito pouca informação sobre preços; quando recebemos essa informação, ela aponta em muitas direções", concluiu Haynes.

 

Por France Presse

Foto: Adobe Stock

O café da manhã é uma oportunidade estratégica para quem precisa controlar o colesterol. Incluir alimentos ricos em fibras solúveis e gorduras boas na primeira refeição ajuda a reduzir a absorção de gorduras no intestino e manter os níveis de LDL — o colesterol ruim — mais baixos ao longo do dia. O melhor é que os alimentos mais eficazes são acessíveis e fáceis de combinar em receitas práticas.

Como o café da manhã influencia o colesterol? A primeira refeição do dia tem impacto direto no modo como o corpo processa as gorduras nas horas seguintes. Quando o café da manhã é rico em fibras solúveis, essas fibras formam uma espécie de gel no intestino que se liga ao colesterol e impede parte da sua absorção. Assim, uma quantidade menor de gordura chega à corrente sanguínea.

Já um café da manhã baseado em pães brancos, biscoitos e embutidos tem o efeito oposto: eleva rapidamente os níveis de açúcar e gordura no sangue, favorecendo o acúmulo de colesterol ruim. Trocar esses itens por opções mais naturais é uma das formas mais simples de proteger o coração a longo prazo.

Os 6 melhores alimentos para o café da manhã de quem tem colesterol alto Alguns alimentos se destacam pela capacidade comprovada de ajudar no controle do colesterol quando consumidos com regularidade. Veja quais incluir na sua rotina matinal:

AVEIA Rica em betaglucana, fibra que reduz a absorção de colesterol no intestino.

LINHAÇA Fonte de ômega-3 e fibras, ajuda a reduzir LDL e inflamação nos vasos.

MAÇÃ COM CASCA Contém pectina, fibra solúvel que ajuda a diminuir a absorção de gorduras.

NOZES Ricas em gorduras insaturadas, ajudam a equilibrar o colesterol no sangue.

CHIA Fonte de fibras, antioxidantes e ômega-3, melhora o perfil lipídico.

AZEITE DE OLIVA Rico em gorduras monoinsaturadas, ajuda a elevar o HDL e reduzir o LDL.

Meta-análise confirma que fibras solúveis reduzem o colesterol ruim A eficácia das fibras solúveis no controle do colesterol é bem documentada pela ciência. Segundo a meta-análise “Soluble Fiber Supplementation and Serum Lipid Profile: A Systematic Review and Dose-Response Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials”, publicada na revista Advances in Nutrition em 2023, o consumo de fibras solúveis promoveu reduções significativas nos níveis de LDL e colesterol total. O trabalho analisou 181 ensaios clínicos com mais de 14 mil participantes e demonstrou que cada aumento de 5 gramas por dia no consumo dessas fibras gerou uma diminuição média de 5,57 mg/dL no colesterol ruim.

Erros comuns no café da manhã que elevam o colesterol Tão importante quanto saber o que incluir é entender o que evitar. Alguns hábitos frequentes no café da manhã podem prejudicar o perfil lipídico sem que a pessoa perceba:

Excesso de pão branco e margarina — carboidratos refinados e gorduras trans favorecem o aumento do LDL e a redução do HDL. Embutidos como presunto e mortadela — são ricos em gordura saturada e sódio, dois fatores que contribuem para o risco cardiovascular. Sucos industrializados — contêm grandes quantidades de açúcar adicionado, que o corpo converte parcialmente em gordura e que pode afetar os níveis de triglicerídeos. Quando a alimentação não é suficiente para baixar o colesterol? Um café da manhã equilibrado com fibras e gorduras boas é um aliado poderoso, mas nem sempre é suficiente. Fatores como genética, sedentarismo e outras condições de saúde podem manter os níveis elevados mesmo com alimentação adequada.

Nesses casos, o mais indicado é consultar um médico ou nutricionista para avaliar o quadro completo e definir se há necessidade de tratamento complementar. Mudanças na dieta funcionam melhor quando fazem parte de um plano de saúde acompanhado por um profissional.

Tua Saúde

Uma nova técnica ganha espaço no tratamento de câncer de mama. No lugar de cirurgias invasivas, os médicos estão usando o frio extremo para destruir os tumores, com uma agulha que libera as baixas temperaturas inserida diretamente no organismo.

tratamentomama

Isso congela e adormece as células cancerígenas; depois o próprio corpo as absorve ao longo do tempo. O estudo desta tecnologia foi desenvolvido por um cirurgião oncológico de mama de um hospital e instituto de pesquisa do Tennessee, nos Estados Unidos.

Sem grandes cortes, a vantagem da operação está no pós-operatório e na recuperação do paciente. Muitos conseguem voltar à rotina no mesmo dia.

Apesar dos resultados promissores, a técnica ainda é indicada para casos bem específicos, como em mulheres mais velhas, tumores pequenos e câncer de baixo risco, sem sinais de espalhamento.

Do R7, com RECORD NEWS