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O amendoim costuma aparecer nas redes sociais como alternativa “barata” para cuidar do colesterol, mas o efeito sobre o LDL - conhecido como colesterol ruim - é discreto e depende da quantidade, da forma de consumo e do contexto da dieta.

amendoim

Especialistas ouvidos pelo g1 explicam que o alimento pode contribuir para a saúde cardiovascular quando incluído com moderação e em versões naturais, mas também pode virar um problema se for consumido em excesso ou em preparações ultraprocessadas.

A professora da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal de Alagoas Monica Assunção destaca que a maioria das diretrizes dietéticas recomenda o consumo de 15 a 30 g como porção, o equivalente à quantidade de 1 a 2 colheres de sopa por O nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), acrescenta que o impacto do amendoim nos exames laboratoriais existe, mas é pequeno e não substitui o tratamento médico.

Quanto o amendoim realmente ajuda a reduzir o LDL? O consumo regular de amendoim pode trazer mudanças discretas no colesterol ruim. “É possível ver alguma mudança no LDL colesterol nos exames, mas essa média esperada é pequena e nem sempre é estatisticamente significativa. Geralmente, varia até quatro miligramas por decilitro”, afirma Ribas Filho.

Apesar de o alimento ter uma grande quantidade de gorduras, o nutrólogo destaca que ele também tem proteínas, carboidratos, fibras, açúcares e micronutrientes que são muito importantes para a nossa saúde, como:

Vitaminas E, B3 e B9 Magnésio Fósforo Potássio Zinco Cobre Fitosteróis, que auxiliam na redução da absorção do colesterol Polifenóis, que têm ação antioxidante E arginina, um importante aminoácido que favorece a vasodilatação Ainda assim, o nutrólogo alerta que o amendoim não age diretamente como um remédio para baixar o LDL.

Porção segura e o risco das calorias extras Assunção destaca que o amendoim é um alimento calórico, contendo 550 Kcal em 100g de sua versão assada.

Apesar de as diretrizes recomendarem de 15 g a 30 g por dia, devido ao alto valor calórico, efeitos mais intensos foram observados com consumo superior a 60 g por dia.

Ribas Filho reforça o alerta energético e defende que seu consumo não pode e não deve ser exagerado. A recomendação ideal, segundo ele, é não ultrapassar 30 g por dia e evitar adição de sal ou açúcar.

Quando consumido em porções controladas e ajustado ao restante do plano energético diário, que deve ser prescrito por um nutricionista, o alimento pode ajudar no emagrecimento. “As gorduras boas, fibras e proteínas ajudam na saciedade, podendo reduzir beliscos calóricos ao longo do dia”, diz Assunção.

Natural, torrado ou pasta: qual versão escolher? A forma de preparo interfere diretamente no efeito metabólico. Assunção recomenda versões com menor processamento:

In natura ou torrado sem sal, que mantêm perfil de gordura saudável; Cozido, com menos calorias e gorduras; Pasta de amendoim natural, com ingrediente único.

Ela alerta que versões salgadas, açucaradas ou ultraprocessadas “tendem a adicionar sódio, açúcares e gorduras não saudáveis, que podem contrabalançar os benefícios cardiometabólicos esperados”.

Os especialistas destacam que versões industrializadas e consumo excessivo podem piorar o perfil lipídico.

Como incluir o amendoim sem prejudicar a dieta Para aproveitar os benefícios, melhorando o perfil lipídico e sem extrapolar calorias, Assunção sugere porções controladas em lanches e substituições estratégicas. O alimento pode entrar no lugar de snacks ultraprocessados, doces, salgadinhos fritos e pães brancos com manteiga.

Ela destaca que o bom senso ajuda a tirar o máximo proveito desse alimento e recomenda combinar o alimento com:

Fibras solúveis, como aveia e morango, que ajudam a reduzir a absorção de LDL no intestino.

Vegetais ricos em fitoesteróis e antioxidantes, que têm efeitos na redução do estresse oxidativo

Fontes de ômega-3, como salmão e sardinha, que adicionam um perfil anti-inflamatório.

Tratamento do colesterol: aliado complementar, não protagonista

O amendoim tende a manter ou elevar discretamente HDL (colesterol bom), pode também reduzir o LDL (colesterol ruim) e até melhorar os triglicerídeos em algumas pessoas, mas muito discretamente, segundo Ribas Filho. Em excesso ou nas versões industrializadas, o alimento pode até piorar o perfil lipídico.

Para quem já tem dislipidemia - presença de níveis elevados de lipídios (gorduras) - o amendoim pode ajudar, mas apenas como complemento. “O amendoim entra somente como uma estratégia terapêutica complementar. Ele não é um tratamento terapêutico principal”, afirma Ribas Filho.

O nutrólogo lembra que apenas cerca de 20% a 25% dos casos de dislipidemia estão diretamente ligados à alimentação. Além disso, o impacto do alimento é pequeno quando comparado a medicamentos e perda de peso. “Ele funciona melhor apenas e somente quando faz parte de uma estratégia alimentar equilibrada”, afirma.

Mesmo pacientes em uso de estatinas podem consumir o amendoim, desde que com orientação. “Melhora sim o contexto metabólico. Mas ele não substitui e nem potencializa de forma relevante o efeito do medicamento.”

Além disso, o amendoim com açúcares adicionados e gorduras hidrogenadas aumenta o risco de dislipidemia e inflamação.

Em quanto tempo aparecem mudanças nos exames?

De acordo com Ribas Filho, alterações podem começar a surgir em poucas semanas, mas o efeito costuma ser avaliado entre 6 e 12 semanas — e permanece discreto.

Quem precisa ter atenção redobrada

O consumo do amendoim deve ser moderado em pessoas com obesidade, diabetes ou triglicerídeos elevados.

Já para hipertensos, Assunção orienta versões sem sal e reforça a importância de associar a alimentação a frutas e vegetais ricos em potássio e magnésio, que ajudam na regulação da pressão arterial. Ela recomenda evitar as versões “tipo japonês” e snacks salgados industrializados.

O sódio em excesso pode aumentar a pressão arterial e reduzir os potenciais benefícios cardioprotetores do amendoim.

Pode ajudar — ou atrapalhar — dependendo de como entra na rotina

O consenso entre os especialistas é que o amendoim pode ser um aliado na saúde cardiovascular quando consumido em pequenas porções, em versões naturais e dentro de uma alimentação equilibrada. Mas também pode virar vilão se for ingerido em excesso, com sal, açúcar ou em produtos ultraprocessados.

Além disso, o efeito do alimento na saúde do coração é discreto, quando comparado a medicamentos e, evidentemente, a redução do peso corporal.

Se consumido ‘a mais’ sem ajuste calórico, pode contribuir para o excesso energético e dificultar o emagrecimento.

O grão não é solução mágica para o colesterol — mas pode fazer parte de uma estratégia maior, desde que com equilíbrio, orientação profissional e escolhas inteligentes no prato.

G1

O envelhecimento é um processo natural que afeta todos os órgãos do corpo, mas pesquisas recentes revelam que ele não acontece de forma constante ao longo da vida. Um estudo inédito identificou que existe um ponto de virada, por volta dos 50 anos, quando o corpo passa por uma aceleração significativa no envelhecimento dos tecidos e órgãos. Essa descoberta abre caminho para entender melhor por que certas doenças crônicas se tornam mais comuns a partir dessa faixa etária — e o que pode ser feito para retardar esse processo.

O que acontece com o corpo ao redor dos 50 anos? Embora o envelhecimento comece de forma gradual desde a juventude, nem todos os órgãos envelhecem no mesmo ritmo. Pesquisas anteriores já indicavam que o corpo pode sofrer surtos de envelhecimento acelerado por volta dos 44 e dos 60 anos. A novidade está no fato de que a ciência agora identificou, com base em alterações nas proteínas do corpo, que a faixa entre 45 e 55 anos representa a janela mais crítica desse processo.

Nesse período, os órgãos passam por uma verdadeira avalanche de mudanças moleculares. As proteínas que mantêm os tecidos funcionando de maneira equilibrada sofrem alterações expressivas, afetando desde o sistema cardiovascular até o fígado e os músculos.

Estudo publicado na revista Cell revela o mapa do envelhecimento humano Segundo o estudo “Comprehensive human proteome profiles across a 50-year lifespan reveal aging trajectories and signatures”, publicado na revista Cell, pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências analisaram 516 amostras de 13 tipos de tecidos humanos, coletadas de 76 doadores com idades entre 14 e 68 anos. A equipe liderada por Guang-Hui Liu criou o que chamaram de atlas do envelhecimento, documentando como mais de 12 mil proteínas se transformam ao longo de cinco décadas.

Os resultados mostraram que a maior aceleração no envelhecimento dos tecidos ocorre por volta dos 50 anos. Entre as descobertas mais relevantes, os vasos sanguíneos foram identificados como o tecido que envelhece mais cedo e de forma mais intensa, funcionando como uma espécie de centro que espalha sinais de envelhecimento para o restante do corpo.

Quais órgãos e sistemas são mais afetados? O estudo revelou que o envelhecimento acelerado não atinge todos os órgãos de maneira igual. Alguns sistemas demonstraram maior vulnerabilidade ao longo do tempo. Os principais achados incluem:

VASOS SANGUÍNEOS Envelhecem mais cedo e liberam substâncias que impactam outros órgãos.

FÍGADO Apresentou aumento de proteínas associadas a esteatose e tumores.

CORAÇÃO Alterações proteicas aumentaram o risco de doenças cardiovasculares.

MÚSCULOS E PELE Mostraram declínio no equilíbrio das proteínas, essencial para a saúde dos tecidos.

No total, os pesquisadores identificaram 48 proteínas relacionadas a doenças crônicas cujas expressões aumentaram com a idade, incluindo problemas cardiovasculares, fibrose dos tecidos e doenças hepáticas.

Hábitos que podem ajudar a retardar o envelhecimento dos tecidos Embora o envelhecimento seja inevitável, a ciência indica que alguns hábitos contribuem para desacelerar o ritmo dessas mudanças. Estratégias que favorecem a saúde dos tecidos e órgãos ao longo dos anos incluem:

Praticar atividade física regular — exercícios moderados ajudam a manter a saúde cardiovascular e a função muscular

Manter uma alimentação equilibrada — dietas ricas em frutas, vegetais e gorduras saudáveis fornecem nutrientes que protegem as células

Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool — ambos aceleram o envelhecimento dos vasos sanguíneos e do fígado

Dormir bem e gerenciar o estresse — o sono de qualidade e o controle do estresse favorecem a regeneração celular

Por que entender o envelhecimento importa para a sua saúde?

Saber que o corpo passa por uma fase crítica de envelhecimento acelerado ao redor dos 50 anos não é motivo para alarme, mas sim uma oportunidade de agir com mais consciência. Essa informação permite antecipar cuidados preventivos e adotar mudanças no estilo de vida que podem fazer diferença real na qualidade dos anos seguintes.

Para acompanhar a saúde dos órgãos e identificar sinais precoces de envelhecimento acelerado, o acompanhamento médico regular é fundamental. Um profissional de saúde pode orientar exames, ajustes na rotina e estratégias personalizadas de prevenção.

Tua Saúde

A gastroenterologista Elaine Moreira ressalta que reconhecer cedo os indícios de um possível comprometimento do pâncreas pode fazer diferença no diagnóstico e no tratamento. Segundo a médica, muitos pacientes desconhecem a importância desse órgão responsável pela produção de enzimas digestivas e hormônios que regulam o nível de glicose no sangue. A identificação precoce de sintomas sutis, associada a exames de imagem e laboratoriais, oferece uma janela de oportunidade para intervenções menos invasivas e com melhores prognósticos.

pancreas

O pâncreas atua de forma dupla: como glândula exócrina, libera enzimas essenciais para a digestão de gorduras, proteínas e carboidratos; e como glândula endócrina, produz insulina e glucagon para o equilíbrio glicêmico. Elaine Moreira enfatiza que quaisquer alterações em sua função podem desencadear manifestações clínicas que, se desconsideradas, evoluem para condições mais graves, como pancreatite crônica ou até câncer de pâncreas. A complexidade anatômica e o papel crítico desse órgão tornam a vigilância médica ainda mais relevante.

Entre os sintomas de alerta, a gastroenterologista Elaine Moreira cita dor abdominal superior que pode irradiar para as costas, associada a náuseas e vômitos. A sensação de plenitude gástrica após refeições leves e a presença de fezes gordurosas ou de cor acinzentada indicam má digestão de lipídeos, sugerindo redução da secreção enzimática. Além disso, episódios de diarreia persistente e desconforto abdominal frequente não devem ser ignorados, pois podem sinalizar inflamação ou obstrução dos ductos pancreáticos.

Outros sinais descritos por Elaine Moreira envolvem flutuações nos níveis de glicemia, hiperglicemia ou hipoglicemia recorrentes, mesmo em pessoas sem histórico prévio de diabetes. A perda de peso involuntária, a fadiga crônica e alterações nos exames de sangue, como elevação das enzimas amilase e lipase, também são indicadores importantes. A interpretação adequada desses resultados, em conjunto com exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia computadorizada, orienta o plano terapêutico.

Para prevenir o agravamento de eventuais disfunções pancreáticas, a especialista Elaine Moreira recomenda a adoção de hábitos saudáveis: manter uma dieta balanceada com baixo teor de gorduras saturadas, praticar atividade física regularmente, evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e abandonar o tabagismo. A hidratação adequada e o acompanhamento médico periódico, principalmente em indivíduos com histórico familiar de doenças pancreáticas, reforçam a estratégia de detecção precoce.

PaiPee

© Foto: Instagram

Manter uma boa circulação sanguínea é fundamental para que o oxigênio e os nutrientes cheguem a todos os órgãos do corpo. Embora existam diversas vitaminas que contribuem para a saúde vascular, quatro delas se destacam pelo impacto direto no fluxo sanguíneo e na proteção dos vasos: as vitaminas C, E, B3 e K. Cada uma atua de forma diferente, mas todas ajudam a prevenir problemas como varizes, coágulos e má circulação nas pernas e extremidades.

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A vitamina C fortalece as artérias e melhora o fluxo sanguíneo?

A vitamina C é uma das mais importantes para a saúde dos vasos sanguíneos. Ela contribui para a formação de colágeno, uma proteína que dá estrutura e resistência às paredes das artérias e veias. Além disso, possui ação antioxidante que protege as células do sistema circulatório contra danos causados por radicais livres.

Outro benefício relevante é sua capacidade de ajudar na prevenção de coágulos e no fortalecimento dos vasos, facilitando o fluxo do sangue pelo corpo. Frutas como laranja, kiwi, acerola e morango são excelentes fontes naturais dessa vitamina.

Revisão científica confirma o papel da vitamina C na saúde vascular

Os efeitos positivos da vitamina C sobre a circulação já foram amplamente estudados pela ciência. Segundo a revisão Vitamin C and Cardiovascular Disease: An Update, publicada na revista Antioxidants (indexada no PubMed Central), níveis baixos de vitamina C no organismo estão associados a problemas como pressão alta, endurecimento das artérias e disfunção dos vasos sanguíneos.

A mesma revisão destaca que a vitamina C auxilia na produção de óxido nítrico, uma substância que relaxa os vasos e permite que o sangue circule com mais facilidade. Esses achados reforçam a importância de manter uma alimentação rica nesse nutriente para proteger o sistema cardiovascular.

Vitaminas E, B3 e K também favorecem a circulação

Além da vitamina C, outras três vitaminas desempenham papéis complementares na saúde circulatória. Cada uma age de forma específica nos vasos sanguíneos e no sangue:

VITAMINA E

Atua como anticoagulante natural e ajuda a dilatar os vasos sanguíneos.

VITAMINA B3

A niacina favorece o fluxo sanguíneo e fortalece as paredes vasculares.

VITAMINA K

Essencial para a coagulação adequada e proteção dos vasos.

Alimentos e hábitos que potencializam a circulação sanguínea

Além de garantir a ingestão adequada dessas vitaminas, alguns hábitos do dia a dia fazem diferença significativa na qualidade da circulação. Incorporar essas práticas à rotina pode ajudar a manter o sangue fluindo de forma saudável:

ANTIOXIDANTES

Frutas vermelhas e folhas escuras protegem os vasos sanguíneos.

ATIVIDADE FÍSICA

O exercício estimula o bombeamento do sangue e fortalece o coração.

EVITE IMOBILIDADE

Ficar muito tempo sentado ou em pé prejudica o retorno venoso.

HIDRATAÇÃO

Beber água mantém o sangue com melhor fluidez.

Quando a má circulação exige atenção médica?

Sintomas como inchaço nas pernas, formigamento nas mãos e pés, sensação de peso nos membros e pele fria podem indicar problemas circulatórios que vão além da falta de vitaminas. Nesses casos, o acompanhamento de um médico é indispensável para investigar as causas e definir o tratamento adequado.

Embora as vitaminas C, E, B3 e K sejam aliadas importantes da circulação, a suplementação só deve ser feita com orientação de um profissional de saúde. Cada organismo tem necessidades específicas, e o excesso de determinadas vitaminas pode trazer efeitos indesejados. Consultar um médico ou nutricionista é sempre o caminho mais seguro para cuidar da saúde vascular.

Tua Saúde