Os resultados de um ensaio clínico divulgado na quinta-feira (11) no Reino Unido sugerem que a combinação de tocilizumabe, um medicamento usado até agora para tratar a artrite reumatoide, e um corticosteroide como a dexametasona, pode reduzir pela metade as mortes nos pacientes mais graves com Covid-19.

Esse efeito sobre a mortalidade foi identificado em pacientes hospitalizados com hipoxia - deficiência de oxigênio - e inflamação significativa que necessitaram de ventilação mecânica invasiva, de acordo com um comunicado emitida pelos responsáveis pelo teste Recovery, liderado pela Universidade de Oxford.
No caso de pessoas admitidas que necessitavam apenas de tratamento com oxigênio não-invasivo, as mortes diminuíram em cerca de um terço após o uso das duas drogas.

O mesmo ensaio clínico em larga escala, em colaboração com o sistema de saúde pública do Reino Unido, já havia encontrado em junho que a dexametasona, uma substância de baixo custo que reduz a inflamação, ajuda a salvar vidas entre os pacientes mais gravemente enfermos.

Os pesquisadores descobriram que agora que o tocilizumabe, que é administrado por via intravenosa, pode reduzir a mortalidade em 4% se administrado sozinho e que seu efeito é amplificado quando usado em combinação com o corticosteroide.

Os resultados são baseados em um estudo de população aleatória no qual 2.022 pacientes receberam o medicamento para artrite e outros 2.094 foram assistidos com os cuidados habituais.

Os resultados indicam que 596 dos indivíduos que receberam tocilizumabe morreram em 28 dias (29%), comparado com 694 daqueles que não foram tratados com a droga (33%). Os números sugerem que para cada 25 pessoas tratadas com a droga, uma vida foi salva, de acordo com os responsáveis pelo julgamento. O fármaco também aumentou as chances de alta dos pacientes em 28 dias, de 47% para 54%.

"Testes anteriores com tocilizumabe haviam mostrado resultados mistos e não estava claro se os pacientes seriam beneficiados por este tratamento. Sabemos agora que os benefícios do tocilizumabe se estendem a todos os pacientes com baixos níveis de oxigênio e inflamação significativa", comemorou o chefe adjunto da pesquisa Recovery, Peter Horby.

"O impacto duplo de dexametasona e tocilizumab é impressionante e muito bem-vindo", enfatizou o professor da Universidade de Oxford.

O pesquisador Martin Landray, outro dos responsáveis pelo ensaio clínico, salientou que a combinação de medicamentos "aumenta as chances de sobrevivência, encurta a permanência hospitalar e reduz a necessidade de ventilação mecânica".

 

EFE

A segunda etapa da Campanha de Vacinação contra a COVID-19 para idosos a partir de 90 anos teve início nesta quinta-feira (11) em todas as Unidades Básicas de Saúde de Floriano. O prefeito Joel Rodrigues conferiu de perto o trabalho das equipes da atenção primária. “Estou feliz por presenciar este momento. Se Deus quiser, muito em breve, essa dose de esperança vai chegar a mais grupos”, disse.

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Floriano recebeu 240 doses para este público-alvo e a expectativa é que novas doses sejam enviadas pelo Ministério da Saúde nas próximas semanas. Um dos vacinados foi o senhor José Carvalho dos Santos de 106 anos. 

Nascido em Guadalupe, seu José Carvalho vive em Floriano há 35 anos. Ele tomou sua dose da vacina na Unidade Básica de Saúde Helvideo de Holanda, na Manguinha. Seu José tem 10 filhos, 50 netos, 101 bisnetos e 20 tataranetos. Um dos filhos de seu José, Justino Moreira, que o levou até a UBS afirma que este momento era muito aguardado entre parentes e amigos. “Eu fico emocionado por vê-lo nessa idade e cheio de vida e saúde. É lúcido e agora está vacinado”. 

Até a última sexta-feira (05), Floriano havia aplicado 1.478 doses de vacinas contra a Covid-19 em profissionais da saúde. Um novo boletim atualiza tem a previsão de ser publicado nesta sexta-feira (12). 

Vacinação dos acamados

A Secretaria de Saúde de Floriano informa ainda que a vacinação de idosos acamados acontece por agendamento na própria residência quando a equipe da área irá se deslocar ao encontro do paciente e a aplicação das doses está sendo realizada de acordo com a chegada de novas doses.

Da ascom

Pesquisadores da Universidade de Oxford iniciaram estudos que podem indicar a eficácia do uso de bismesilato de almitrina para tratar casos graves de covid-19. De acordo com a nota divulgada na quinta-feira (10), o medicamento pode ajudar a restaurar o processo protetor natural nos pulmões e aumentar os níveis de oxigênio no sangue arterial, reduzindo a necessidade de outro suporte respiratório como o uso de respiradores.

O remédio tem sido bem-sucedido no tratamento da síndrome do desconforto respiratório agudo ao contrair os vasos sanguíneos em regiões do pulmão onde o oxigênio é baixo e pode ter o mesmo efeito em pacientes com covid-19.
“A ideia principal por trás do tratamento médico é de apoio. Seu objetivo é manter as pessoas vivas enquanto se recuperam da doença”, disse Peter Robbins, professor e pesquisador principal do estudo, por meio de nota.

O remédio será administrado em via oral nos 116 pacientes que os pesquisadores pretendem recrutar em três centros hospitalares. O ensaio clínico começou esta semana no Royal Berkshire Hospital e seguirá para o Hospital John Radcliffe dos Hospitais da Universidade de Oxford e o Hospital Universitário do País de Gales. O estudo deve durar aproximadamente 4 meses.


“Estou satisfeito com nossa decisão de usar almitrina oral, em vez de intravenosa, para o estudo. Essa abordagem de baixa tecnologia também poderia ser usada em países de baixa e média renda que talvez não tenham infraestrutura ou sejam insuficientes para fornecer oxigênio. Como uma droga oral, realmente tem o potencial de estender o caminho para a recuperação de muitas pessoas”, disse Robbins.

Segundo o doutor Nick Talbott, investigador-chefe do estudo geral nos três locais, se a almitrina for benéfica para os pacientes da pesquisa, pode representar uma nova abordagem realmente importante no tratamento da covid-19.

Ação da covid-19 nos pulmões
De acordo com os pesquisadores da Universidade de Oxford, pessoas que sofrem de covid-19 frequentemente desenvolvem níveis muito baixos de oxigênio, chamados de hipóxia, no sangue arterial que irriga o corpo.

O que acontece, segundo a hipótese levantada por eles, é que o vírus interrompe um processo normal nos pulmões chamado vasoconstrição pulmonar hipóxica, que desvia o sangue das partes doentes e não funcionais do pulmão para as partes que ainda estão funcionando normalmente.

Se essa ação for impedida e o sangue não for desviado para os segmentos pulmonares mais oxigenados, o paciente que sofre da infecção causada pelo novo coronavírus pode morrer de hipóxia profunda. O uso de oxigênio suplementar e ventiladores para apoiar a respiração tem é para evitar este problema.

R7

 

vacinvarianteUma vacina contra as variantes do coronavírus, consideradas preocupantes pela OMS (Organização Mundial da Saúde), pode levar de 6 a 9 meses para ser produzida, declarou a farmacêutica anglo-sueca AstraZeneca, que desenvolveu a vacina de Oxford junto aos cientistas da Universidade de Oxford, nesta quinta-feira (11). O imunizante integra o plano nacional de vacinação no Brasil.

A informação foi divulgada no relatório de resultados financeiros de 2020 da empresa. “Em colaboração com a Universidade de Oxford, a AstraZeneca está focada em adaptar a C19VAZ [vacina de Oxford] a novas cepas de doenças, se necessário, e espera reduzir o tempo para atingir a produção em escala entre seis a nove meses, utilizando dados clínicos existentes e otimizando a cadeia de suprimentos estabelecida.”


A vacina se demonstrou eficaz contra a variante do Reino Unido, descoberta em setembro do ano passado, que já predomina entre os casos na Inglaterra, mas resultados preliminares de um estudo feito em pequena escala apontou que o imunizante tem eficácia limitada contra casos de doença leve e moderada provocados pela variante da África do Sul, também já predominante no país africano.

Não foi possível verificar a eficácia contra doenças graves e hospitalizações, pois as pessoas avaliadas eram jovens adultos saudáveis. Isso levou a Africa do Sul a suspender a aplicação da vacina. Em relação à variante do Amazonas, não há estudos divulgados até o momento.

 

R7

Foto: ALAIN JOCARD/AFP