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A Organização Mundial da Saúde reviu sua posição em 2023 e concluiu que não existe nível completamente seguro de consumo de álcool para a saúde, incluindo o fígado. Mesmo doses consideradas moderadas, como uma taça de vinho ou uma cerveja por dia, estão associadas ao aumento progressivo do risco de esteatose hepática, hepatite alcoólica e cirrose. Compreender como o álcool afeta o fígado é o primeiro passo para tomar decisões mais conscientes e proteger esse órgão essencial para o organismo.

Como o álcool afeta o fígado? O fígado é responsável por metabolizar mais de 90% do álcool ingerido. Durante esse processo, o etanol é convertido em acetaldeído, uma substância altamente tóxica e classificada como carcinogênica pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer.

O acúmulo de acetaldeído danifica diretamente as células hepáticas e provoca inflamação progressiva. Com o consumo continuado, o órgão começa a acumular gordura, condição conhecida como gordura no fígado, que pode evoluir para hepatite alcoólica e cirrose ao longo dos anos.

Existe uma quantidade segura de álcool? A OMS afirma que nenhuma dose de álcool é completamente segura, mas algumas instituições estabelecem limites de baixo risco para fins práticos. O Instituto Nacional sobre Abuso de Álcool dos Estados Unidos define como consumo moderado até uma dose padrão por dia para mulheres e até duas para homens.

Uma dose padrão equivale a aproximadamente 14 gramas de álcool puro, o que corresponde a 350 ml de cerveja, 150 ml de vinho ou 45 ml de destilado. Mesmo dentro desses limites, há risco aumentado de lesão hepática em pessoas geneticamente suscetíveis ou com outros fatores como obesidade e diabetes.

O que diz o estudo científico sobre álcool e saúde? A revisão das diretrizes mundiais foi sustentada por evidências robustas reunidas ao longo de décadas. Esses dados embasam a recomendação atual de que qualquer redução no consumo de álcool traz benefícios mensuráveis para o fígado e para o organismo como um todo.

Segundo o posicionamento Health and cancer risks associated with low levels of alcohol consumption, publicado pela Organização Mundial da Saúde na revista The Lancet Public Health em janeiro de 2023, não existe limiar a partir do qual os efeitos tóxicos do álcool deixem de se manifestar, e mesmo o consumo leve está associado a aumento de risco de doenças hepáticas e de pelo menos sete tipos de câncer.

Quais sinais indicam que o fígado está sendo afetado? O dano hepático costuma evoluir de forma silenciosa nos estágios iniciais, sem sintomas evidentes. Reconhecer os primeiros sinais permite buscar avaliação médica antes que a lesão se torne irreversível, especialmente em pessoas com consumo regular.

Os principais sintomas que merecem atenção incluem:

Esses sintomas de esteatose hepática exigem avaliação por hepatologista ou gastroenterologista para investigação adequada.

Como proteger o fígado no dia a dia? A boa notícia é que a esteatose hepática alcoólica em estágio inicial pode ser revertida com mudanças no estilo de vida. Reduzir ou eliminar o consumo de álcool é a medida mais eficaz, e os benefícios começam a aparecer em poucas semanas.

Estratégias respaldadas pela hepatologia para preservar a saúde do fígado incluem:

Limitar ou eliminar o consumo de bebidas alcoólicas, especialmente em dias consecutivos. Manter o peso corporal adequado, já que o sobrepeso potencializa o dano do álcool. Adotar dieta rica em vegetais, frutas, grãos integrais e proteínas magras. Praticar pelo menos 150 minutos semanais de atividade física aeróbica. Controlar diabetes, colesterol e pressão arterial com acompanhamento médico. Evitar o uso indiscriminado de medicamentos sem prescrição, especialmente analgésicos. Realizar exames de sangue e ultrassom abdominal periodicamente. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação médica individualizada. Em caso de consumo regular de álcool, sintomas hepáticos ou alterações em exames, procure um hepatologista ou gastroenterologista para diagnóstico e tratamento adequados.

Tua Saúde

A tireoide é uma pequena glândula em forma de borboleta, localizada no pescoço, mas que comanda funções essenciais como metabolismo, energia e até a saúde da pele. Quando ela passa a trabalhar abaixo do ideal, os primeiros sinais costumam aparecer no rosto, em forma de mudanças sutis que muitas pessoas atribuem ao envelhecimento ou ao estresse. Reconhecer essas pistas pode antecipar em meses o diagnóstico do hipotireoidismo e evitar complicações.

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Por que a tireoide afeta diretamente o rosto? Os hormônios tireoidianos atuam em praticamente todas as células do corpo, mas a pele, os pelos e as mucosas estão entre os tecidos mais sensíveis. Quando a produção desses hormônios cai, a renovação celular diminui e há acúmulo de líquido e substâncias gelatinosas abaixo da pele.

O resultado é um rosto com aspecto inchado, opaco e envelhecido, mesmo em pessoas jovens, e alterações nos pelos das sobrancelhas, cílios e couro cabeludo, considerados marcadores clínicos clássicos da doença.

Quais são os 4 sinais no rosto que indicam disfunção da tireoide? Algumas alterações faciais são tão características que recebem nomes próprios na medicina. Quando aparecem em conjunto, reforçam a suspeita de hipotireoidismo e merecem investigação imediata.

Queda da parte externa das sobrancelhas, conhecida como sinal de Hertoghe ou sinal da Rainha Anne, considerada um marcador clássico do hipotireoidismo. Pele facial seca, áspera e sem brilho, com aspecto opaco e descamativo, que não melhora com hidratantes comuns. Inchaço ao redor dos olhos pela manhã, dando ao rosto uma aparência apagada e envelhecida. Queda de cabelo nas têmporas e afinamento difuso dos fios, com cabelos quebradiços e crescimento lento.

O que diz o estudo científico sobre os sinais faciais do hipotireoidismo Para entender a força dessas pistas no rosto, vale recorrer à literatura médica que vem documentando há anos a alta frequência de manifestações cutâneas em pacientes com a glândula tireoide funcionando abaixo do esperado.

Segundo o estudo Um estudo clínico das manifestações cutâneas do hipotireoidismo no Vale da Caxemira, publicado no Indian Journal of Dermatology, foram avaliados 460 pacientes com hipotireoidismo, e os sinais cutâneos mais frequentes foram pele seca e áspera (65,2%), queda de cabelo (42,6%), inchaço facial (38,5%) e perda dos pelos das sobrancelhas, reforçando que essas alterações são marcadores clínicos importantes do desequilíbrio hormonal.

Quem tem maior risco de desenvolver hipotireoidismo? Embora qualquer pessoa possa apresentar a alteração, alguns grupos têm maior probabilidade de receber esse diagnóstico ao longo da vida e devem ficar atentos aos sinais faciais e a outros sintomas.

Quando procurar ajuda médica para investigar a tireoide? Diante da presença de dois ou mais desses sinais faciais, especialmente se acompanhados de cansaço persistente, queda capilar acentuada ou alterações menstruais, é fundamental procurar um endocrinologista. O profissional pode solicitar exames como TSH, T4 livre e anticorpos antitireoidianos, que oferecem um panorama preciso do funcionamento da glândula.

O diagnóstico precoce permite tratamento adequado e reversão da maioria dos sinais visíveis em poucas semanas. Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento realizado por um médico qualificado.

Tua Saúde

A ideia de que a vitamina D não funciona por causa da inflamação no fígado precisa de um ajuste importante. Na prática, o problema não costuma ser a vitamina “parar de funcionar”, mas sim o fígado ter mais dificuldade para processar, ativar e transportar essa vitamina quando está doente ou inflamado. Isso pode aumentar o risco de deficiência, mesmo em pessoas que tomam suplemento ou tentam se expor ao sol.

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O que o fígado tem a ver com a vitamina D O fígado participa de uma etapa central do metabolismo da vitamina D, transformando a vitamina em 25-hidroxivitamina D, que é a forma normalmente medida no exame de sangue. Quando há doença hepática crônica, esse processo pode ficar prejudicado.

Além disso, o fígado também participa da produção de proteínas que ajudam no transporte da vitamina D pelo organismo. Por isso, pessoas com esteatose avançada, hepatite, cirrose ou inflamação hepática persistente podem ter mais risco de níveis baixos.

Quando vale suspeitar desse risco Nem toda deficiência de vitamina D vem do fígado, mas alguns sinais e contextos merecem atenção, principalmente quando aparecem juntos.

Exame com vitamina D baixa apesar de reposição Cansaço, fraqueza muscular ou dor óssea frequente Histórico de gordura no fígado, hepatite ou cirrose Alterações em exames hepáticos Obesidade, má absorção intestinal ou uso de certos remédios Para complementar a leitura, este conteúdo do Tua Saúde sobre falta de vitamina D ajuda a reconhecer sintomas, causas e tratamento.

Vitamina D baixa com cansaço e histórico hepático pode exigir investigação mais completa. Vitamina D baixa com cansaço e histórico hepático pode exigir investigação mais completa. O que um estudo científico mostrou Uma revisão chamada Vitamin D in chronic liver disease, publicada na revista Liver International, explica que o fígado é crítico para a ativação metabólica da vitamina D e que a deficiência é muito comum em doenças hepáticas crônicas. Segundo os autores, níveis baixos de vitamina D aparecem com frequência em pessoas com doença hepática avançada e podem se associar a pior evolução clínica.

Esse tipo de evidência não quer dizer que toda pessoa com fígado inflamado terá deficiência, mas reforça que o fígado pode sim aumentar o risco de a reposição ser menos eficiente quando o problema de base não é tratado.

Como tratar esse risco de forma mais correta O tratamento não deve focar apenas no suplemento. O ideal é corrigir a deficiência e, ao mesmo tempo, investigar por que ela está acontecendo.

Confirmar os níveis com exame solicitado pelo médico Avaliar função hepática e possíveis doenças do fígado Usar a dose de vitamina D indicada para o seu caso Corrigir excesso de peso, alimentação ruim ou má absorção Evitar automedicação com doses altas por longos períodos A Endocrine Society reforça que suplementação e testagem devem ser individualizadas, especialmente fora de situações claras de risco. Isso é importante porque nem sempre aumentar a dose resolve quando existe um problema hepático ativo.

Vitamina D Baixa Mesmo com Reposição: Quando a Inflamação no Fígado Pode Estar por Trás Vitamina D Baixa Mesmo com Reposição: Quando a Inflamação no Fígado Pode Estar por Trás Quando procurar avaliação sem adiar Se a vitamina D segue baixa, se há fraqueza, dor nos ossos, quedas, pele ou olhos amarelados, inchaço abdominal ou exames do fígado alterados, a avaliação médica deve ser feita sem demora. Em alguns casos, é preciso tratar o fígado para melhorar também o aproveitamento da vitamina.

Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico. Em caso de suspeita de deficiência de vitamina D ou doença no fígado, procure orientação médica profissional.

O post Como saber se a sua vitamina D não funciona devido à inflamação no fígado e como tratar esse risco apareceu primeiro em Tua Saúde.

Tua saude

Apenas 10 minutos de exercícios diários, ainda que feitos na posição deitada, ajudam a melhorar o equilíbrio, a flexibilidade e a agilidade. Isso é o que aponta um novo estudo publicado na revista científica "PLOS One".

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🏋🏻‍♀️Os pesquisadores analisaram os efeitos de um programa curto de exercícios em posição supina (quando a pessoa fica deitada com as costas encostadas no chão) feito todos os dias, ao longo de duas semanas.

"Os efeitos de curto prazo provavelmente são explicados por adaptações neuromusculares, e não por hipertrofia muscular. [...] Em outras palavras, o corpo pode se tornar mais eficiente na organização e coordenação dos movimentos, mesmo em um curto período de tempo", analisa Yoriko Atomi, uma das autoras principais do estudo, em entrevista ao g1.

Ela detalha que os benefícios na flexibilidade e no equilíbrio mostram que o programa de exercícios observado no estudo influenciou, principalmente, no controle motor.

A pesquisadora explica que, em comparação com treinos tradicionais em pé ou baseados em resistência, essa abordagem deitada envolve menor carga e é potencialmente mais segura.

Os benefícios da posição supina A posição supina foi escolhida pelo grupo porque ficar deitado reduz as "demandas posturais dos músculos antigravitacionais", comenta a pesquisadora.

Ou seja, isso permite que a pessoa foque mais especificamente na integração entre a estabilidade do tronco e a coordenação dos membros inferiores.

"Na prática, os exercícios não parecem ter aumentado a força máxima dos participantes. Em vez disso, podem ter melhorado a forma como o corpo organiza e controla o movimento, especialmente a coordenação entre o tronco e os membros inferiores", explica Atomi. Considerando as vantagens observadas, o grupo acredita que esse tipo de exercício pode trazer benefícios tanto para a melhora do desempenho esportivo como para a prevenção de quedas e a reabilitação.

Nesse contexto, os pesquisadores destacam dois principais tipos de ganho, para diferentes grupo:

Em atletas - pode ajudar a refinar o controle do tronco e a eficiência do movimento, favorecendo a agilidade. Em idosos ou pessoas em reabilitação - por serem exercícios de baixa carga e seguros, são úteis para o treino de equilíbrio e redução do risco de quedas. Yoriko pondera que a análise foi realizada em adultos jovens saudáveis e, portanto, os resultados não podem ser generalizados.

"No entanto, a natureza de baixa carga e a acessibilidade do programa sugerem potencial aplicação em idosos, pessoas em reabilitação e indivíduos sedentários que podem ter dificuldade em realizar exercícios intensos ou em pé", afirma. Limitações e próximos passos Além da limitação em termos de faixa etária, considerando que o estudo foi feito somente em adultos jovens, há também a questão da duração do período de treino analisado. Isto é, a pesquisa demonstrou melhorias após duas semanas, mas não avaliou a manutenção a longo prazo.

"Do ponto de vista neuromuscular, a prática contínua provavelmente é importante para manter ou ampliar esses efeitos. Estudos futuros são necessários para testar quanto tempo os benefícios duram e qual a frequência ideal de treinamento", projeta a pesquisadora. Ao mesmo tempo, novos estudos devem procurar entender também quem mais pode se beneficiar da prática de exercício em posição supina.

"Em última análise, queremos entender como os exercícios em posição supina podem ser aplicados de forma segura e eficaz em contextos clínicos e comunitários", afirma Yoriko.

G1

Foto: Freepik