Recentemente, a primeira-dama Michelle Bolsonaro, passou por uma cirurgia de reposição de próteses de silicone nos seios. Mas, afinal, prótese de silicone tem “prazo de validade”? Quando é necessário troca-las?

De acordo com o cirurgião plástico Eduardo Kanashiro, a troca deve ser realizada apenas quando houver alguma alteração ou demanda por parte da paciente. “Antigamente se falava muito em prazo de validade da prótese, mas atualmente a maioria dos cirurgiões plásticos defende que a troca deve ser realizada apenas nesses casos”, explica.

Hoje as próteses das marcas renomadas podem ser mantidas pelo restante da vida do paciente. “A tecnologia na confecção dos implantes vem melhorando e isso faz com sejam mais duráveis. Existem avanços tanto no processo de fabricação quanto no design do produto que melhoraram a resistência e diminuem a necessidade de trocas. A maioria das trocas que realizamos é por desejo de alguma melhora estética, muito mais do que por qualquer problema da prótese”, diz Kanashiro.

As razões estéticas incluem aumento ou redução do tamanho da prótese e ter passado situações que podem alterar a forma da mama, como gestação e oscilação de peso, depois da cirurgia. “Muitas vezes, a prótese é trocada para se adequar melhor à nova condição.”, afirma o especialista.

Entretanto, mesmo com a maior durabilidade das próteses, há casos em que a troca é necessária por questões de saúde. Os motivos incluem complicações como contratura capsular, ruptura dos implantes infecção e acúmulo de líquido (seroma). “Sempre recomendamos ter em mente que uma vez que foi colocada a prótese, existe grande possibilidade de ser necessária uma nova cirurgia no futuro”, diz Kanashiro.

Contratura, calcificação e ruptura
A contratura capsular é o efeito colateral mais comum dos implantes de mama. Quando a prótese é inserida no corpo, forma-se uma cápsula ao redor dela devido a uma reação normal do organismo. Entretanto, com o tempo, essa cápsula pode endurecer e causar dor e/ou um aspecto distorcido. O processo pode acontecer no pós-operatório imediato ou anos depois da cirurgia e não necessariamente ocorre nos dois seios ao mesmo tempo.

Estima-se que 4% das próteses, durante um período de 10 anos, vão desenvolver algum grau de contratura, que pode variar entre 1 e 4. Nem todos os casos demandam operação e troca da prótese. Por isso, é necessário fazer um acompanhamento periódico com seu médico. Além disso, muitas marcas já oferecem garantia vitalícia da prótese. Isso significa que em caso de ruptura ou contratura, a prótese é substituída pela empresa e a paciente só precisa se preocupar com o custo da cirurgia.

A calcificação capsular é outro fenômeno que pode ocorrer devido ao acúmulo de cálcio. Ela pode ocorrer apenas em alguns focos ou de maneira mais difusa. Embora não sejam sinônimos, a calcificação pode ser uma evolução mais grave da contratura capsular. Já a ruptura da prótese é uma complicação mais rara, que acontece em menos de 1% das próteses, ao longo de 10 anos.

 

Veja

 

O ator Tony Ramos teve alta nesta terça-feira (7) após ser internado com o diagnóstico de gastroenterite, doença bastante comum no Brasil. Riscos de contaminação aumentam no verão (ler mais abaixo). De acordo com publicação do Ministério da Saúde, qualquer pessoa, de qualquer faixa etária e gênero, pode manifestar sintomas como diarreia e vômito, após serem contaminadas por alimento ou água.

Ricardo Barbuti, gastroenterologista e médico assistente do Departamento de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), explicou ao G1 que a gastroenterite é uma inflamação aguda do intestino e do estômago. Normalmente, essa inflamação se apresenta com quadro de diarreia e vômitos que podem se agravar e causar desidratação.


A gastroenterite pode ser causada por diferentes agentes infecciosos (bactérias, vírus e outros parasitas, como os protozoários) que afetam o estômago e o intestino.
Barbuti explica que é comum o quadro ser infeccioso e causado por vírus. Os vírus mais frequentes são o norovírus e o rotavírus.

“O norovírus, especificamente, é muito comum nesses surtos que acontecem em navios e em hotéis, e é mais habitual em locais mais frios”, explica. O rotavírus ainda é um dos principais agentes virais causadores das doenças diarreicas agudas (DDA), no Brasil.

Segundo o Ministério da Saúde, pessoas de todas as idades são suscetíveis à infecção pelo rotavírus, mas ele é uma das “mais importantes causas de diarreia grave em crianças menores de cinco anos no mundo, particularmente nos países em desenvolvimento”.


Atenção aos alimentos
Segundo Barbuti, as diarreias virais se tornam mais comuns durante o verão pela facilidade que o vírus tem de se espalhar, tanto de pessoa para pessoa, quanto a partir de alimentos contaminados com o vírus.

O gastroenterologista sugere que os alimentos crus devem ser consumidos de forma mais rápida, pois a chance deles se contaminarem em uma temperatura ambiente alta é maior. Outra sugestão, é evitar alimentos muito manipulados, pois há chance de contaminação, principalmente quando se desconhece a procedência do alimento.

"É muito melhor você comer uma maça inteira do que uma salada de frutas, onde um monte de gente pegou, manipulou, cortou" - Ricardo Barbuti, gastroenterologista.

Cuidado com a desidratação
O Ministério da Saúde alerta que a principal complicação da gastroenterite é a desidratação. Há o risco de complicações, principalmente, em crianças e idosos, caso ela não seja revertida rapidamente. O Ministério recomenda que o paciente com diarreia deve ficar atento e voltar aos serviços de saúde se não perceber melhoras ou se apresentar os seguintes sintomas:

Piora da diarreia
Vômitos repetidos
Muita sede
Recusa de alimentos
Sangue nas fezes
Diminuição da urina


O que pode causar gastroenterite?
Consumir água sem tratamento
Consumir alimentos sem conhecer a procedência, ou sem se preocupar com o preparo e o armazenamento
Consumir leite e derivados in natura (sem ferver ou pasteurizar)
Consumo de carnes cruas ou malcozidas
Consumo de frutas, verdura e legumes sem higienização adequada;
Falta de saneamento básico
Falta de higiene pessoal

 

G1

Uma descoberta de cientistas do Colégio Universitário de Londres pode ser revolucionária no desenvolvimento de terapias poderosas no combate ao câncer.

celulasUm estudo conduzido por Sergio Quezada e Karl Peggs mostrou que células imunológicas T CD4+, tradicionalmente consideradas "auxiliares" e "reguladoras", têm um papel citotóxico e são capazes de matar células cancerígenas.

As conclusões foram publicadas nesta terça-feira (7) no periódico científico Immunity.

"Sabíamos que essas células imunológicas tinham a capacidade de matar pró-ativamente células cancerígenas com uma potência incrível, mas para maximizar seu potencial, precisávamos saber como esse mecanismo foi ativado", explicou Quezada.

As células T são um subconjunto de linfócitos (glóbulos brancos) que desempenham um papel fundamental na resposta imune do corpo. Na imunoterapia, as células T são modificadas e usadas para atacar o câncer.

Essas células se movem pelo corpo procurando células infectadas e matando-as. No entanto, as células T não reconhecem a maioria dos cânceres, uma vez que eles se desenvolvem a partir de nossos próprios tecidos e parecem normais para a maioria das células de defesa.

O principal desafio das abordagens de imunoterapia com células T é encontrar maneiras de direcioná-las para atacar as células cancerígenas.

Karl Peggs acrescenta que "as terapias celulares entraram recentemente no mercado em termos de aplicação clínica".

"Ainda não se sabe muito sobre a melhor forma de otimizar essas terapias, principalmente para permitir uma melhor atividade nos cânceres de órgãos sólidos. Nossas descobertas ampliam nossa compreensão dos reguladores da diferenciação de células T, iluminando novos elementos que podem ser direcionados para aumentar a eficácia terapêutica."

 

R7

Foto: Divulgação/NIH/NINDS

Dezenas de mulheres colombianas infectadas pelo vírus da zika durante a gestação deram à luz bebês aparentemente normais, mas que nos primeiros 18 meses de vida apresentaram atraso no desenvolvimento neurológico.

As informações fazem parte de um estudo de pesquisadores dos Estados Unidos, publicado nesta segunda-feira (6) no Jornal de Pediatria da Associação Médica Americana.

Segundo o relatório, embora as mães tivessem a infecção pelo zika confirmada, 77 dos 88 bebês nasceram sem sinais da síndrome congênita, que inclui anormalidades cerebrais graves e problemas oculares (veja infográfico abaixo). Os casos ocorreram entre agosto de 2016 e novembro de 2017.

"Esses bebês não tinham evidências de déficits de zika ou microcefalia no nascimento. Os déficits no desenvolvimento neurológico, incluindo declínios na mobilidade e cognição social, surgiram no primeiro ano de vida, mesmo quando a circunferência da cabeça permaneceu normal", afirmou a médica neurologista fetal e neonatal Sarah B. Mulkey, do Hospital Nacional da Criança, em Washington D.C., coordenadora do estudo.

A pesquisa serve de alerta para os falsos negativos de síndrome congênita do zika em recém-nascidos, ressaltando a importância de um acompanhamento de neurodesenvolvimento de longo prazo.

"Normalmente, o neurodesenvolvimento em bebês e crianças pequenas continua por anos, construindo uma robusta rede neural que eles mais tarde usam para desempenhar funções neurológicas e cognitivas complexas conforme as crianças entram na escola", observa a médica.

"Nossas descobertas ressaltam as recomendações dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças [dos EUA] de que todos os bebês expostos ao zika no útero passem por acompanhamento a longo prazo, oferecendo uma oportunidade para intervir mais cedo", conclui.

 

R7