O fenômeno mundial da resistência antimicrobiana, tão perigoso quanto uma pandemia, ameaça destruir um século de progresso médico, alertou a OMS (Organização Mundial da Saúde) nesta sexta-feira (20).

A resistência aos antimicrobianos ocorre quando as bactérias, os vírus, os fungos e os parasitas são resistentes aos efeitos dos medicamentos, incluindo os antibióticos, o que dificulta o tratamento das infecções comuns e aumenta o risco de propagação de doenças, formas graves de infecção e morte.


Suas duas presidentes são a primeira-ministra do Bangladesh, Sheikh Hasina, e sua homóloga de Barbados, Mia Mottley.

Este grupo reunirá chefes de Estado, ministros e líderes de empresas e organizações da sociedade civil.

"A resistência aos antimicrobianos não parece tão urgente como uma pandemia, mas é igualmente perigosa", afirmou o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em uma coletiva de imprensa.

A resistência aos antimicrobianos é "uma das maiores ameaças para a saúde do nosso tempo" que "poderia destruir um século de progressos médicos e nos deixa indefesos diante de infecções que hoje podem ser tratadas facilmente", alertou.

Os antimicrobianos são armas essenciais para combater as doenças nos seres humanos, nos animais e nas plantas. Incluem antibióticos, antivirais, antifúngicos e antiparasitários.

 

AFP

Primeira vacina contra a covid-19 que deve ter aprovação da FDA (agência regulatória dos Estados Unidos), a BNT162b2 poderá ter a distribuição iniciada horas após o aval do órgão, informaram a Pfizer e a BioNTech, desenvolvedoras do imunizante, em comunicado nesta sexta-feira (20).

As duas empresas apresentaram hoje o pedido de registro emergencial da vacina, cujos estudos da fase 3 indicaram 95% de eficácia —43 mil voluntários participam dos testes, sendo cerca de 3.100 no Brasil.


Um terreno do tamanho de um campo de futebol na unidade da Pfizer em Kalamazoo, no estado do Michigan, foi transformado em uma "fazenda de freezeres", com 350 equipamentos.


O esquema de logística montado pela Pfizer inclui uma extensa rede de armazenamento e distribuição do imunizante.

A empresa criou caixas especiais que utilizam gelo seco e podem transportar 5.000 doses da BNT162b2 em temperatura ultrabaixa por até dez dias.

"Cada caixa contém um sensor térmico habilitado com GPS para rastrear a localização e a temperatura de cada remessa de vacina. Depois de descongelado, o frasco da vacina pode ser armazenado por até 5 dias em condições de refrigeração (2°C a 8°C)", diz a fabricante.

A Pfizer ressalta ainda que tem "expertise em transporte de cadeia de frio e possui uma infraestrutura estabelecida para fornecer a vacina em todo o mundo, incluindo centros de distribuição que podem armazenar as doses da vacina por até seis meses".

Além do centro em Kalamazoo, contará também com uma unidade em Puurs, na Bélgica. Dezenas de caminhões e voos de carga vão carregar diariamente cerca de 7,6 milhões de doses a aeroportos.

Antes mesmo do registro aprovado, Pfizer e BioNTech já produzem a vacina. A expectativa é entregar cerca de 50 milhões de doses ainda neste ano. Outro 1,3 bilhão serão fabricadas ao longo de 2021.

 

R7

Há uma relação entre o consumo de café e os ataques cardíacos, mas há sempre uma discussão para entender se essa relação é positiva ou negativa. Aparentemente, a forma como a bebida é preparada e consumida é a chave para o seu efeito cardiovascular.
O consumo de café e os ataques cardíacos estão ligados, embora os estudos científicos não tenham chegado a um consenso a respeito. Para alguns pesquisadores, o café aumenta o risco cardiovascular, mas para outros o contrário é verdadeiro.

Entre as bebidas do mundo, o café ocupa um lugar importante. É consumido em quase todo o planeta e constitui um hábito que excede a alimentação em si. O momento do café é, muitas vezes, um espaço de encontro e diálogo.

Portanto, o efeito que ele pode ter na saúde desperta interesse. Há tantos consumidores que, se um risco confiável à vida for detectado, medidas rigorosas teriam que ser tomadas.

Em geral, há uma má impressão que liga a cafeína a fatores de risco cardiovasculares. Além disso, não é incomum que pacientes que tiveram ataques cardíacos parem de tomar café por decisão própria, sem indicação médica.

Quando se fala sobre o consumo de café e os ataques cardíacos, muitas vezes foi estabelecido que a cafeína era a substância a ser estudada. Isso trouxe à tona outras bebidas que também a contêm, como certos energéticos. No entanto, um estudo científico sueco mostrou que o café propriamente dito é um problema de acordo com a forma como ele é preparado, não necessariamente por causa da cafeína.

A forma de consumo de café e o risco de ataques cardíacos
Um grupo de estudos da Universidade de Gotemburgo investigou as diferenças entre os efeitos cardíacos das várias formas de preparo do café. É interessante como cada modalidade afeta a mortalidade dos grupos estudados.

Segundo este estudo, o filtro é o principal determinante da relação entre consumo de café e ataques cardíacos. Quando o café é filtrado, substâncias com efeitos indesejáveis são impedidas de atingir o corpo.

Essas substâncias são capazes de aumentar os valores do colesterol LDL, aumentar a frequência cardíaca e alterar o ritmo cardíaco. Todos os três problemas são negativos para as artérias e para o coração. A situação é pior ainda se o indivíduo em questão tiver outros fatores preocupantes, como a obesidade, ou uma patologia de maior risco, como a diabetes.

Segundo pesquisadores da Suécia, quando o café não é filtrado, um número 30 vezes maior de substâncias tóxicas passa para o corpo do que com a filtragem. Essa diferença pode ser significativa em termos de saúde.
Estudos com opiniões opostas
Por outro lado, contra a corrente dos pesquisadores suecos, há uma meta-análise que defende o uso do café como protetor cardíaco, e não como fator de risco. Isso fez parte das recomendações cardiológicas da última década.

Uma meta-análise publicada no Journal of the American College of Cardiology não encontrou associação entre o consumo de café e os ataques cardíacos. Pelo contrário, os efeitos que vieram da revisão indicam um benefício.

Os participantes testados bebiam até 4 xícaras de café por dia e apresentaram um risco 18% menor de morrer mais cedo. Em conclusão, os consumidores regulares de café, assim como os moderados, tiveram uma maior sobrevida.

A explicação pode estar nos antioxidantes do café, que são ingeridos junto com a cafeína. Essas substâncias são importantes para o envelhecimento celular, pois bloqueiam as toxinas internas que os humanos produzem pelo simples fato de estarem vivos.

O problema do cortisol: consumo de café e ataques cardíacos

A cafeína é uma substância que aumenta a produção de cortisol no corpo. O cortisol é conhecido como o hormônio do estresse, já que os seres humanos o liberam para aumentar sua resposta de alerta e defesa.

Quando há um excesso de cortisol, a frequência cardíaca aumenta e a pressão arterial se eleva ligeiramente. Ambas as situações não são desejáveis em um paciente cardíaco, ou em alguém com um alto risco cardiovascular.

Consumidores regulares de café se acostumam com esses níveis ligeiramente aumentados de cortisol. A elevação da pressão arterial não é significativa e não parece aumentar o bombeamento cardíaco. De qualquer forma, aqueles que são cautelosos com a bebida e seu efeito sobre o coração a evitam por essa razão.

Não está claro se o consumo de café leva a ataques cardíacos por culpa do cortisol, mas novas pesquisas estão sendo feitas. Manter os níveis deste hormônio controlados é uma das esperanças de tratamento contra a pressão alta, por exemplo.

Devemos tomar café?
A resposta é que você pode tomar café se gosta dessa bebida. Como tudo na vida, a moderação será uma maneira de garantir que possíveis efeitos colaterais não apareçam.

É importante entender que o consumo de café, isoladamente, não pode levar a ataques cardíacos. Outros aspectos, como dieta e exercício, estão envolvidos na equação de risco cardiovascular. São hábitos saudáveis que, em última análise, nos protegem.

 

melhorcomsaude

remdesivirA Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta sexta-feira (20) que o remdesivir não é recomendado para pacientes hospitalizados com Covid-19, uma vez que o antiviral não evita mortes, nem o agravamento da doença.

O painel do Grupo de Desenvolvimento de Diretrizes (GDG) da OMS disse que sua recomendação foi baseada em uma revisão de evidências que incluiu dados de quatro ensaios clínicos randomizados internacionais envolvendo mais de 7 mil pacientes hospitalizados com Covid-19. Um estudo liderado pela OMS sobre antivirais foi apresentado em outubro, em uma pré-publicação, e aguardava a revisão por outros especialistas.

Segundo os especialistas da OMS, não se pode dizer que o remédio não tenha resultados benéficos, mas o fato de essa eficácia não ter sido comprovada clinicamente, somado a seus possíveis efeitos colaterais e custo, levou a organização a não recomendar o seu uso.
"O painel encontrou falta de evidências de que o remdesivir melhore resultados que importem para pacientes, como a redução da mortalidade ou da necessidade por ventilação mecânica", diz a orientação.

O remdesivir foi desenvolvido contra a febre hemorrágica do ebola e é vendido pelo laboratório Gilead sob o nome comercial Veklury. O presidente americano, Donald Trump, que teve Covid-19 no começo de outubro, recebeu remdesivir durante cinco dias, além de outros tratamentos.

No momento, os corticoides, entre eles a dexametasona, são o único tratamento que permitiu reduzir a mortalidade da doença, embora em nem todas as categorias de pacientes.

 

G1

Foto: Gilead Sciences via AP