endocospiaComo funciona o exame? Segundo o gastroenterologista Fauze Maluf Filho, da Comissão Científica da SOBED (Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva), a endoscopia é um exame que observa o esôfago, o estômago e o duodeno (início do intestino delgado) por meio da inserção de um cano com uma câmera e uma lanterna acoplada. Além disso, ele possui um canal interno que permite a passagem de uma pinça caso seja necessário fazer biópsia de alguma área suspeita. O cano normalmente tem 9 milímetros de diâmetro e 1,3 metros de comprimento

O que o exame é capaz de prevenir? Segundo Maluf, além de identificar inflamações, refluxos, gastrite e a presença de bactérias, a endoscopia pode prevenir o câncer em todo o sistema digestivo. "O exame verifica a existência de lesões precursoras do câncer, como o adenoma [tumor benigno que pode evoluir para maligno], ou mesmo o câncer na fase inicial. A lesão pode ser retirada durante o próprio exame", afirma.


É usado sedativo ou anestesia? O médico explica que é utilizado um sedativo. A principal diferença entre o sedativo e a anestesia geral é que, nesse segundo caso, devido a um maior nível de sedação, o paciente não respira por conta própria. Já o sedativo, por ser mais leve, não necessita de respiração por aparelho. Algumas pessoas podem ter alergia a algum tipo de sedativo, mas isso não é impedimento para fazer o exame, já que existem diversas opções de substâncias. Além disso, o paciente precisa ir acompanhado e evitar realizar tarefas que exigem atenção no dia do exame, como dirigir. Depois que a pessoa acorda, os efeitos não passam completamente. É normal ainda sentir sonolência e tontura..

 
E se a pessoa acordar no meio do procedimento? Isso é possível, segundo o gastroenterologista. Ele afirma que, se o sedativo não for dado na dose correta, a pessoa pode acordar durante o exame, mas isso não traz grandes complicações. O paciente vai sinalizar desconforto e a equipe administrará mais sedativo.

 
Pessoas com claustrofobia e anginofobia (medo de asfixia) podem fazer? Maluf explica que mesmo pessoas claustrofóbicas e anginofóbicas, com transtorno de ansiedade ou síndrome do pânico, podem fazer o exame. Nesses casos, cabe ao médico tranquilizar o paciente. Além disso, a sedação é adaptada para a necessidade de cada pessoa.

 
Pessoas com claustrofobia e anginofobia (medo de asfixia) podem fazer? Maluf explica que mesmo pessoas claustrofóbicas e anginofóbicas, com transtorno de ansiedade ou síndrome do pânico, podem fazer o exame. Nesses casos, cabe ao médico tranquilizar o paciente. Além disso, a sedação é adaptada para a necessidade de cada pessoa.


Quando é preciso fazer a endoscopia? O médico afirma que o exame é indicado para pessoas que apresentam sintomas como má digestão, queimação, dificuldade para engolir, náusea, vômito, anemia e emagrecimento. Pessoas com mais de 40 anos devem fazer um exame de rastreamento, mesmo sem sintomas. A recomendação é que se repita o exame a cada 3 ou 4 anos, caso o sistema digestivo esteja em condições normais. Pessoas que estão fazendo tratamentos ou possuam problemas crônicos, como refluxo, devem fazer o exame de acompanhamento, para observar a evolução do problema.


Como me preparar para esse exame? Maluf orienta que a pessoa deve fazer oito horas de jejum e que a última refeição antes do jejum deve ser leve. “As pessoas ficam com medo de sentir fome e acabam comendo muito antes de começar o jejum. Isso faz com que ainda tenham alimentos no estômago na hora do exame”, explica. Além disso, se na semana do exame a pessoa consumir algo que possa irritar o estômago, como bebidas alcoólicas e analgésicos, ela deve avisar o médico responsável.

 

 

R7

Foto:Freepik

Essa é mais uma boa notícia que vem da ciência brasileira. Jerson Lima Silva e Guilherme A. P. de Oliveira, ambos professores do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), identificaram estruturas proteicas ligadas ao início da Doença de Parkinson. O estudo foi feito em parceria com pesquisadores da University of Virginia School of Medicine, nos EUA – onde Guilherme se encontra atualmente – e publicado na revista “Communications Biology”, do grupo Nature.

pesquisdO Parkinson é uma doença neurodegenerativa progressiva. Um dos grandes desafios da ciência é mapear os estágios iniciais da enfermidade, porque, hoje em dia, ela só é detectada quando surgem os sintomas que mostram que o cérebro já foi afetado. “As doenças neurodegenerativas surgem cerca de dez anos antes dos primeiros sintomas se manifestarem”, explica o professor Jerson Lima Silva. “O objetivo da pesquisa era entender o que ocorre nas etapas iniciais, porque assim poderemos, no futuro, intervir precocemente, talvez retardando o desenvolvimento do Parkinson”, acrescentou.


E foi o que os cientistas fizeram. Utilizando uma técnica de ponta, pela primeira vez foram observadas como variantes da alfa-sinucleína, proteína associada à doença, interagem ao longo do tempo, formando agregados conhecidos como filamentos amiloides. O professor Silva se vale de uma imagem de fácil compreensão para detalhar o que acontece: “a proteína é pequena, podemos compará-la com uma uva, mas os agregados são como uma plantação de videiras. Para essas ‘uvinhas’ se unirem, elas formam estruturas intermediárias, chamadas oligômeros. Os oligômeros competentes são aqueles capazes inclusive de passar de uma célula para a outra a fim de cumprir essa tarefa. Quanto mais soubermos sobre o processo, mais perto estaremos da possibilidade de neutralizar essa competência dos oligômeros”.

Os cientistas recorreram ao que há de mais moderno em bioimagem, o que permitiu visualizar os diversos estágios de associação da proteína. Também desenvolveram condições que possibilitaram observar estruturas que antes não eram mostradas. O marcador fluorescente utilizado permite ver dois estágios: sem agregação, quando as moléculas estão escuras, e com agregação, quando estão iluminadas. Oliveira e Silva conseguiram conferir gradação à luminosidade – como num filme, foi possível mapear os oligômeros correspondentes num estágio intermediário. “Isso nos abre um leque de possibilidades”, afirma o professor Silva. “Os próximos passos incluem buscar uma molécula capaz de bloquear essa multiplicação, para depois realizarmos testes em modelos animais e, posteriormente, testes clínicos em humanos”. O estudo foi financiado por Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro), CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Biologia Estrutural e Bioimagem.

 

G1/Por Mariza Tavares

Foto: acervo pessoal

 

O útero artificial foi desenvolvido no Hospital da Filadelfia nos Estados Unidos. Ele foi pensado para bebês prematuros extremos, ou seja, que nascem com 23 a 24 semanas de gestação, o limite para que exista chance de sobrevivência. O governo americano autorizou os primeiros testes em humanos no ano que vem.

O professor Lourenço Sbragia Neto, chefe da Divisão de Cirurgia Pediátrica do Departamento de Cirurgia e Anatomia da FMRP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto) da USP, afirma que o sistema foi testado com sucesso em ovelhas e consiste em uma bolha que imita as condições do útero.

Além disso, um cateter é implantado no feto e sangue é bombeado através dele para levar nutrientes para o bebê, funciona como o cordão umbilical. Segundo Neto, os filhotes conseguiram praticamente o mesmo desenvolvimento de uma gestação normal de 37 semanas.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), dos 30 milhões de bebês que nascem prematuros todos os anos no mundo, 1 milhão morre devido à prematuridade.

Além do risco de morte, bebês com prematuridade correm o risco de ficar com sequelas. O professor explica que um bebê de 24 semanas tem por volta de 500 g, enquanto o mínimo para bebês que nascem no tempo adequado é de 2,5 kg.

A principal sequela é o retardo mental. O bebê possui os vasos da cabeça muito frágeis, variações na quantidade de oxigênio podem causar sangramentos, uma espécie de derrame. De 5% a 10% dos prematuros extremos apresentam enterocolite necrosante, quando o intestino necrosa.

Além de problemas pulmonares, já que o pulmão não está totalmente desenvolvido, e quadros graves de infecção como meningite, uma vez que o sistema imunológico não está preparado para o contato com o mundo externo.

“Se funcionar bem para os bebês prematuros, pode também ser uma solução para cirurgias fetais. Ao invés de operar o bebê dentro do útero, poderíamos tirar o bebê da barriga da mãe, operar e colocar no útero artificial para terminar o desenvolvimento”, afirma o professor.

 

R7

Diante da identificação dos pontos de contaminação por petróleo cru na costa do nordeste brasileiro, ainda de fonte desconhecida, o Ministério da Saúde (MS) divulgou uma nota com recomendações e orientações para os profissionais de saúde, voluntários e população em geral, sobre os cuidados relacionados ao contato direto com o óleo.

De acordo com a nota, nove estados do nordeste foram afetados pelo vazamento, atingindo 88 municípios dessa região.

No documento, o MS divulgou a lista dos Contatos dos Centros de Informação Toxicológica – Nordeste (CITOX), dos nove municípios afetados para atendimentos ocasionados por intoxicações. No Piauí, o Citox é vinculado a Secretaria de Estado do Piauí, por meio da Diretoria de Vigilância Sanitária do Estado (DIVISA).

Em casos de ocorrências por intoxicação, os profissionais de saúde poderão receber atendimento por este serviço através dos números 0800 280 3661 e (86) 99466 8097.

O Citox funciona 24 horas, com médicos plantonistas preparados para orientar sobre as ocorrências relatadas pelos profissionais de saúde que atendem pacientes intoxicados nos serviços de emergência dos hospitais públicos e privados. "Para facilitar o acesso e agilizar o fluxo de informações e orientações pertinentes às intoxicações, a SESAPI disponibiliza ainda aos profissionais de saúde o contato através do celular, que permanece diretamente com o médico toxicologista, priorizando o atendimento em tempo hábil e com segurança", explicou a diretora da Divisa, Tatiana Chaves.

 

Sesapi