A hipersensibilidade dentinária (HD) é uma queixa frequente nos consultórios odontológicos e é definida como dor aguda e de curta duração em resposta a algum estímulo que não pode ser atribuída a outra patologia.

A HD impacta negativamente na qualidade de vida e prejudica o desempenho de atividades cotidianas, como falar, comer, beber e escovar os dentes e também nas emoções, interação social e autopercepção dos indivíduos afetados. Algumas pessoas apresentam HD com maior frequência, dentre elas as que apresentam hipomineralização molar-incisivo. A hipomineralização molar-incisivo (MIH) é um defeito do esmalte dentário que afeta primeiros molares permanentes e também pode afetar incisivos permanentes.

Os dentes acometidos por esse defeito apresentam manchas delimitadas com a coloração branca, amarela ou marrom. De acordo com estudos realizados pelo Programa de Pós-Graduação em Odontologia da Universidade Federal do Piauí, cerca de 1 a cada 6 crianças apresenta MIH (Prevalência de 18,4%) e 3 em cada 10 pacientes com MIH sofrem com a hipersensibilidade dentinária (HD). Dentes com MIH apresentam HD com maior frequência e isso ocorre porque o esmalte dos dentes com MIH é menos mineralizado e mais poroso, características que o tornam hipersensível.

A eficácia da escovação dentária diminui com o aumento da HD, portanto indivíduos com HD apresentam maior risco de desenvolvimento de cárie dentária e outras patologias.

É importante investigar a HD em dentes com MIH porque o tratamento desses dentes visa proporcionar uma higiene bucal adequada e melhorar a saúde bucal dos indivíduos afetados. A seleção do tratamento dependerá da severidade da HD e do número de dentes envolvidos. Em todos os casos, são recomendadas reavaliações regulares.

É importante que a MIH e a HD sejam diagnosticadas precocemente, visando a prevenção e a minimização dos danos. Para esses pacientes recomenda-se cuidado redobrado com a higiene bucal e as visitas ao dentista devem ser mais frequentes.

dentes

Camila Rêgo Nery de Castro, CRO-PI: 4167

IMAGENS, FONTE: Clínica odontológica infantil UFPI

Foi prorrogado em dez dias o prazo para os interessados enviarem ao Ministério da Saúde sugestões para a distribuição gratuita, pela rede pública, do remédio riociguate, para hipertensão pulmonar tromboembólica (HPTEC). Prevista inicialmente para terminar hoje (6), a consulta pública agora vai até o dia 17 de janeiro. As contribuições podem ser encaminhadas por formulário disponível na internet.

Segundo o fabricante, a indústria farmacêutica Bayer, o medicamento é indicado para o tratamento de hipertensão pulmonar tromboembólica crônica em casos não cirúrgicos ou persistentes/recorrentes. O medicamento pode ser encontrado em farmácias por um valor médio de R$ 9 mil por caixa com 42 comprimidos.

Em fevereiro de 2018, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) recomendou que o riociguate não fosse incluído na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename). Responsável por assessorar o Ministério da Saúde nas decisões relativas à incorporação, exclusão ou alteração de tecnologias em saúde pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a comissão apontou que, devido a “incertezas importantes nas evidências apresentadas em relação à eficácia em longo prazo” e a “fragilidades dos estudos econômicos”, “o conjunto de evidências apresentado [pela Bayer] não demonstrou que o riociguate seria custo-efetivo para incorporação no sistema de saúde do Brasil”.

A partir da proposta da própria fabricante, a Conitec estima que, em cinco anos, a incorporação do riociguate, se aprovada, custará R$ 2,6 bilhões aos cofres públicos. “Tal valor é ainda considerado alto comparado às demais tecnologias avaliadas pela Conitec”, aponta a comissão. O grupo técnico admite que no SUS, apesar de haver protocolo clínico para o tratamento da hipertensão pulmonar do grupo 1, a chamada Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP), não há tratamento medicamentoso específico para a hipertensão pulmonar tromboembólica crônica.

Ao divulgar a consulta pública que se encerra hoje, o Ministério da Saúde, diz que, apesar de dados clínicos indicarem que o uso do medicamento é capaz de proporcionar uma melhora na qualidade de vida dos pacientes, “os estudos trazem evidências de que essa opção terapêutica não aumenta a sobrevida” dos mesmos. “Além disso, não são conhecidos dados sobre os resultados do medicamento a longo prazo”, frisa o ministério.

Apesar da recomendação preliminar da Conitec e da ressalva do próprio ministério, o assunto foi colocado em consulta pública conforme determina a legislação. A consulta aos interessados é uma das etapas do processo de incorporação ou não de um novo tratamento na rede pública de saúde. Todas as sugestões, depoimentos ou recomendações apresentadas por especialistas e demais interessados são analisadas pela comissão, a quem compete organizar as contribuições e anexá-las ao seu relatório final sobre o assunto, que é então encaminhado ao Ministério da Saúde, a quem cabe a palavra final.

A recomendação da Conitec pela não-inclusão do riociguate à lista de remédios distribuídos gratuitamente pelo SUS motivou a Associação Brasileira de Apoio à Família com Hipertensão Pulmonar e Doenças Correlatas (Abraf) a, já em dezembro de 2018, recorrer da manifestação. Além disso, a divulgação do relatório da Conitec por ocasião da abertura da consulta pública, em 16 de dezembro de 2019, foi alvo de críticas de pacientes e parentes de pessoas com hipertensão pulmonar. Apontando a inconveniência de realização da consulta durante o período de festas de fim de ano, eles solicitaram a prorrogação do prazo final para envio das contribuições.

Obstrução de artérias

A hipertensão pulmonar tromboembólica crônica é causada pela obstrução das artérias por coágulos sanguíneos. Segundo o Ministério da Saúde, isto aumenta a resistência e dificulta a circulação sanguínea, provocando aumento da pressão nas artérias que levam o sangue do coração para os pulmões. Consequentemente, o coração tem que fazer um esforço maior para vencer essa resistência, o que a longo prazo pode levar à falência do órgão.

O tratamento não medicamentoso adotado no SUS é a cirurgia de remoção do trombo. Já o medicamentoso é usado para os casos em que a cirurgia não pode ser realizada ou para aqueles em que há persistência da doença mesmo após o procedimento cirúrgico. A partir dos estudos apresentados pela Bayer, o Ministério da Saúde concluiu que o riociguate é capaz de promover a dilatação dos vasos sanguíneos, diminuindo a hipertensão pulmonar, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

 

Agência Brasil

aasHá muitos anos, os médicos recomendam uma dose diária de aspirina para prevenir doenças cardiovasculares e agora os pesquisadores dizem que o mesmo tratamento pode frear o crescimento de tumores cancerígenos, de acordo com um artigo publicado nesta segunda-feira (6) pela revista acadêmica Carcinogenesis.

A aspirina, ou AAS (ácido acetilsalicílico), é um dos medicamentos mais utilizados em todo o mundo e tem sido utilizado há décadas para tratar dor, febre e inflamação.

Nos Estados Unidos, uma dose baixa de aspirina é recomendada diariamente para pessoas acima de 50 anos, com risco superior a 10% de contrair doenças cardiovasculares.

"Alguns acreditam que a aspirina é um 'medicamento milagroso' devido ao seu potencial para a prevenção de doenças resultantes de inflamação crônica, como câncer, alzheimer, parkinson e artrite", disse Ajay Goel, principal autor do estudo e reitor da Departamento de Diagnóstico Molecular, Terapêutica e Oncologia Translacional no centro particular de pesquisa clínica City of Hope, na Califórnia.

"A razão pela qual a aspirina não é usada atualmente para prevenir essas doenças é porque a ingestão de qualquer anti-inflamatório corrói a camada mucosa do estômago e causa problemas gastrointestinais", explicou Goel.

Ele afirmou que está próximo de saber qual é a dose exata diária para o tratamento e prevenção do câncer.

"Estamos mais próximos de descobrir a quantidade exata de aspirina diária necessária para o tratamento e prevenção do câncer colorretal sem causar efeitos colaterais prejudiciais".

Goel e seus colegas testaram três doses diárias diferentes de aspirina em quatro linhas de células de câncer de cólon e retal, incluindo tumores com instabilidade e mutações no gene PIK3CA, que tem sido associado a um risco aumentado de câncer endometrial, cólon e de mama.

Em seguida, os pesquisadores separaram 432 ratos em quatro grupos: um controle, outro com uma dose de aspirina de 15 mg por kg de peso; outro com uma dose de 50 mg/kg; e mais um com uma dose de 100 mg/kg.

Para uma pessoa, estas doses são equivalentes a 100 mg, 300 mg e 600 mg de aspirina diariamente.

Os cientistas analisaram os tumores de três ratos em cada grupo de tratamento no terceiro, quinto, sétimo, nono e 11º dias do estudo.

Quando consideraram a apoptose celular — a mortalidade celular esperada e causada naturalmente pelo mesmo organismo —, descobriram que a porcentagem de células mortas havia aumentado em todas as linhas celulares, e que a quantidade dependia da quantidade de aspirina consumida.

Isto, de acordo com o artigo, sugere que a aspirina inicia um feito dominó da morte celular em todas as linhas celulares colorretais, independente do fundo genético.

O próximo passo nesta pesquisa é determinar a dose de aspirina que pode ser usada diariamente para prevenir a doença sem causar efeitos como hemorragias estomacais e cerebrais.

 

R7

Foto: Freepik

xixcamaQuando fazer o desfralde da criança? Muitos pais e familiares têm essa dúvida. Segundo especialistas, é preciso respeitar o desenvolvimento da criança e identificar o momento que ela dá sinais de quando está mais preparada para tirar a fralda.

A melhor época é no verão porque a criança não vai sentir tanto desconforto quando ficar molhada de xixi. Por volta dos dois anos, a criança começa a controlar o cocô. Ela passa a avisar que vai fazer e este é um sinal de que ela já tem essa percepção. Nessa hora, os pais já podem começar a levá-la ao banheiro para fazer cocô na privada com o redutor ou no penico. Depois começa o controle do xixi. Tire a fralda e leve a criança a cada duas horas ao banheiro.

Os escapes vão acontecer e são esperados. O desfralde pode durar um ano e é normal que a criança tenha o controle total até os cinco anos. O mais comum é que aos dois anos, a criança consiga a controlar melhor o xixi durante o dia; e entre os quatro e cinco anos, passe a controlar também o xixi durante à noite.

DICAS PARA DESFRALDAR A CRIANÇA:

Não force a criança;
Não tenha pressa no desfralde, pois isso estressa a criança e atrapalha ainda mais este processo;
Se a criança desfraldou e voltou a fazer xixi durante o dia ou à noite, não há nenhum problema em voltar a usar fralda;
Crianças que têm familiares que demoraram para desfraldar têm mais chances de repetirem o exemplo por uma questão genética.


QUANDO TRATAR A PERDA DE XIXI?
Enurese é a perda de xixi durante o dia ou à noite e é mais frequente durante o sono. O problema precisa ser tratado a partir dos cinco anos, quando a criança não controla o xixi ou já controlou e passou a ter escapes. O tratamento é feito a partir dessa idade, porque começa a impactar na vida social dela.

Entre 20% e 30% das crianças com enurese têm intestino preso. Em muitos casos, só tratar o prisão de ventre e fazer medidas comportamentais resolve a enurese. O que acontece é que quando o cocô fica parado no intestino, ele pressiona a bexiga e a criança faz xixi com mais frequência.

VOCÊ SABIA?
Crianças que respiram mal fazem mais xixi na cama porque secretam o hormônio natriurético, que aumenta a produção de xixi. Isso é uma resposta do organismo que entende que liberando o líquido, o corpo vai oxigenar melhor.

 

Bem Estar