infartoPassar por um infarto pode desencadear inúmeros sentimentos, como ansiedade, medo se a cirurgia cardíaca dará certo, angústia, sentimentos de depressão, culpa pelo estilo de vida que levava antes do acontecimento e medo da morte. "É comum que essas pessoas se sintam deprimidas ao longo de 30 dias após o infarto. Mas, se o sentimento durar mais tempo do que isso, pode ser uma depressão, provavelmente com um quadro instalado antes do episódio e com piora após infartar", explica a psicóloga Merilene Kehdi.

Marilene afirma que tais sentimentos podem ser desencadeados pela crença de que a pessoa está no final da vida e, por conta desse estresse, a internação e a recuperação desse paciente podem ser mais extensas.


"O processo de reestruturação de uma nova realidade, física, emocional e psíquica ocorre após o infarto. Existem pessoas que lidam muito bem com isso, e até se tornam mais saudáveis, mas têm outras que sofrem um abalo emocional mais importante. A estrutura familiar é importante neste momento", afirma o cardiologista Rodrigo Esper, do SBHCI (Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista).

Esper afirma que o quadro depressivo associado ao infarto agrava os riscos de um paciente cardíaco. "É importante diferenciar a depressão da tristeza após esse episódio e, se realmente houver uma depressão, ela deve ser tratada e acompanhada por profissionais, assim como a medicação apropriada, que deve receitada por um médico", afirma.


O cardiologista ressalta que é importante não se automedicar, especialmente com remédios controlados como antidepressivos, que devem ser receitados com cautela. "Esse tipo de medicação pode alterar o ritmo do coração. Todo paciente cardíaco deve fazer um eletrocardiograma antes de tomar esses remédios, para que seja receitado adequadamente, além de fazer um acompanhamento multidisciplinar", explica.

Esper afirma que a tristeza pode ser considerada um processo saudável para que o paciente reconheça a doença, possa se reerguer e tratar melhor a sua saúde.
"O acompanhamento psicológico, seja na depressão ou na tristeza, é importante para que a pessoa consiga mudar seu estilo de vida e processar todas as questões emocionais, todos os medos, para que isso não tome conta do paciente", afirma a psicóloga.

O cardiologista afirma que, para evitar tanto a tristeza quanto a depressão, é importante que o paciente tire todas as suas dúvidas sobre o quadro do infarto, esclarecendo mudanças de estilo de vida, uso de medicamentos e alimentação.


A psicóloga recomenda que, para evitar esses sentimentos de tristeza, é necessário que o paciente tenha um maior controle interno e de suas emoções, buscando sempre um especialista. "A saúde emocional tem influência direta para desencadear muitas doenças e, por isso é importante preservá-la", finaliza.

 

R7

Foto: Pixabay

Ele está presente em parques, casas de festas e às vezes até no quintal de casa: o pula-pula (ou cama elástica). Entretanto, apesar de parecer, esse brinquedo não é inofensivo e pode levar a uma série de problemas, como fraturas, lesões, contusões e outros traumas.

É difícil controlar as crianças na hora de brincar no pula-pula. Por isso, a pediatra e consultora do Bem Estar Ana Escobar deu algumas orientações:

O brinquedo não pode ficar lotado
Só deve entrar na cama elástica um número de crianças compatível com o tamanho do brinquedo
As crianças devem ser de idades similares
Diferenças de peso dos participantes, em combinação com habilidades motoras menos desenvolvidas, por exemplo, podem contribuir para o aumento de quedas, fraturas e luxações em crianças mais novas.

“É comum a criança que brinca na cama elástica ter entorse de tornozelo, fratura nos pés e nos punhos. Por isso, se a criança estiver se queixando de dor e inchaço, os pais precisam leva-la ao hospital”, explica a pediatra.

Apesar dos perigos, não é preciso banir o brinquedo, mas tomar alguns cuidados. Veja o que observar na cama elástica:

O entorno da cama deve ser acolchoado
A cama deve estar bem amarrada
O piso deve ter proteção que amorteça a queda, como tapete EVA ou colchão
As molas devem estar encapadas
Não pode ter nenhum vão na rede
É preciso ter um adulto supervisionando as crianças

 

G1

A população mundial obesa superou pela primeira vez a população que passa fome, segundo os dados preliminares de um relatório divulgado nesta segunda-feira (10) pela Organização da Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Embora o documento sobre o estado global da segurança alimentar e nutrição, elaborado por várias agências da ONU, deva ser publicado no próximo mês, o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, antecipou que os resultados preliminares mostram que "pela primeira vez teremos mais pessoas obesas do que com fome".
Durante a inauguração em Roma de um simpósio internacional sobre o futuro da alimentação, Graziano destacou que "a desnutrição está crescendo muito rápido, especialmente relacionada à obesidade".

No ano passado, a ONU estimou que a fome tinha aumentado em 2017 pelo terceiro ano consecutivo até afetar 821 milhões de pessoas no mundo todo, sobretudo pelos conflitos, pela mudança climática e pela lenta recuperação econômica, enquanto a obesidade em adultos afetava em 2016 mais de 672 milhões.

Em 2016, por exemplo, o número de adultos obesos já era de 104,7 milhões na América Latina e no Caribe, bem acima das 39 milhões de pessoas que sofreram de subalimentação nessa região entre 2015 e 2017.


"Agora a obesidade está em toda parte", sem distinção entre países desenvolvidos ou em desenvolvimento, disse o responsável da FAO, que vinculou o aumento à mudança "nas dietas" como consequência da urbanização, o consumo de fast-food e muitos outros fatores.


"Agora a obesidade está em toda parte", sem distinção entre países desenvolvidos ou em desenvolvimento, disse o responsável da FAO, que vinculou o aumento à mudança "nas dietas" como consequência da urbanização, o consumo de fast-food e muitos outros fatores.

Para evitar comprometer o futuro da população, reivindicou modificar o enfoque e passar "da produção de mais alimentos à produção de alimentos mais saudáveis".

Graziano recomendou promover a atividade do setor privado nesse âmbito com impostos, uma melhor etiquetagem, restrições à publicidade infantil e "circuitos locais" de alimentação nas cidades.

Também pediu atuação no terreno comercial ao constatar que a obesidade está crescendo rapidamente nos países que mais alimentos importam, como pequenas ilhas do Caribe e do Pacífico.

A relatora das Nações Unidas sobre o direito à alimentação, Hilal Elver, insistiu em incorporar princípios como os de sustentabilidade, saúde e igualdade aos sistemas alimentícios, promovendo um enfoque de direitos humanos "além das soluções ligadas à tecnologia ou ao mercado".

Em um mundo que já produz mais comida do que o necessário, "nos estabilizar demais na tecnologia pode evitar que pensemos nas causas de raiz do problema", afirmou Elver.

A relatora pediu proteção e empoderamento de pessoas mais vulneráveis para que participem da produção de alimentos e do acesso à tecnologia e a capacitação, como resposta aos ecossistemas "poluídos" e a "destruição de comunidades de famílias produtoras" que deixou o atual sistema.

 

EFE

capsulasUma nova técnica que envolve o uso de nanocápsulas pode ajudar no tratamento de tumores.

O método envolve o transporte de medicamentos antitumor por meio de cápsulas em escala nanométrica (bilionésima parte do metro) feitas com membranas de células cancerosas. Junto com os medicamentos, elas carregam materiais fotoativos (ativados pela luz), como o ouro, que aquecem ao serem irradiados com luz infravermelha, matando as células cancerosas.

A experiência foi desenvolvida por pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP).


“Para construir essa nanocápsula, usamos, não um material convencional como um polímero, mas a membrana de uma célula do tumor. Extraímos a membrana que reveste a célula e com ela fizemos a cápsula. Lá dentro vai um remédio – um quimioterápico – e esses nanobastões de ouro. Com isso, conseguimos entrar no tumor. O fármaco é liberado e aquecemos os nanobastões irradiando luz, fazendo com que ele destrua a célula por elevação da temperatura”, disse o professor Valtencir Zucolotto, do IFSC-USP e orientador da pesquisa.

As nanocápsulas são colocadas no sistema circulatório e, por serem feitas de membranas de células cancerosas, tendem a se incorporar nas células tumorais. Para encontrá-las, são utilizados meios como tomografia ou ressonância magnética.
Em seguida, é feito o núcleo magnético é aquecido para promover a morte do tumor. O trabalho foi desenvolvido no doutorado de Valéria Spolon Marangoni, que integra o Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia (GNano), e contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp).

Testagem

Os experimentos feitos em colaboração com o professor Wagner José Fávaro, do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), utilizaram nanobastões de ouro e o quimioterápico betalapaxona, envoltos em nanocápsulas de membrana celular, para tratar tumores de bexiga induzidos em camundongos.
Os resultados, publicados na revista Applied Bio Materials, mostraram que as nanocápsulas se ligaram aos tumores e, ao serem irradiadas com luz infravermelha, se romperam e liberaram os nanobastões de ouro e a betalapaxona entre dez e 20 minutos depois de iniciado o processo. De acordo com as análises dos tecidos, nenhum dos tumores na bexiga dos camundongos cresceu e alguns regrediram.

Zucolotto destaca que ainda não há previsão para experimentos em humanos. “Normalmente, seguiria para outros tipos de ensaios clínicos fase 2, 3, e leva anos. É necessária a aprovação de todos órgãos, até que um dia, se for tudo bem, se for comprovada a eficácia, a segurança, poderá ser testado em humanos. É o caminho natural. Não sabemos quanto tempo.”

 

Agência Brasil

Foto: Freepik