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Observação

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Com quase 3 mil casos de sarampo registrados pelo país, a vacinação contra a doença foi mantida em São Paulo para bebês de 6 meses a 1 ano. Ainda assim, os bebês com menos de 6 meses não podem ser imunizados.


Segundo Nelson Douglas Ejzenbaum, pediatra e neonatologista, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria e Academia Americana de Pediatria, os cuidados para evitar o contágio devem ser reforçados quando se convive com um bebê nessa faixa etária. "É necessário lavar bem as mãos ao chegar em casa e evitar contato com qualquer pessoa que apresente sintomas parecidos com os da gripe. Caso tenha contato com alguém que tenha tido sarampo, é essencial tomar a vacina de bloqueio, que corrige possíveis falhas vacinais."


O especialista explica que a vitamina A não previne o sarampo, mas diminui o risco de implicações mais perigosas da doença. "O sarampo causa uma perda grande de vitamina A, que pode provocar cegueira e morte."


O pediatra ainda garante que a imunização não tem efeitos colaterais em crianças, e faz um alerta para os pais que temem a vacinação: "A vacina é segura. Não causa autismo, não causa doença alguma. É para proteger seu filho", conclui.

 

R7

 

mosqO Ministério da Saúde informou hoje (11) que, de 30 de dezembro a 24 de agosto, foram registrados 1.439.471 casos de dengue em todo o país. A média é 6.074 casos por dia e representa um aumento de 599,5%, na comparação com 2018. No ano passado, o período somou 205.791 notificações.

Minas Gerais é, até o momento, o estado com o maior número de ocorrências, com um total de 471.165. Um ano antes, os municípios mineiros registravam 23.290 casos.

São Paulo (437.047) aparece em segundo lugar, sendo, ainda, a unidade federativa em que a incidência da doença mais cresceu (3.712%), no intervalo de análise. Em 2018, foram reportados 11.465 casos.

Também são destaque negativo no balanço Goiás (108.079 casos), Espírito Santo (59.318) e Bahia (58.956). Quando o critério é a variação por região do país, o quadro mais crítico se encontra no Sul (3.224,9%), que contrasta com o do Centro-Oeste (131,8%). Além disso, nota-se que apenas dois estados apresentaram queda na prevalência da dengue: Amazonas, que diminuiu o total de 1.962 para 1.384 (-29,5%), e Amapá, onde houve redução de 608 para 141 (-76,8%).

Atualmente, a taxa de incidência da dengue no país é 690,4 casos a cada 100 mil habitantes. No total, 591 pacientes com a doença morreram, neste ano, em decorrência de complicações do quadro de saúde.

Chikungunya e zika

O levantamento do ministério também reúne informações sobre a febre chikungunya. Ao todo, os estados já contabilizavam, até o final de agosto deste ano, 110.627 casos, contra 76.742 do mesmo período em 2018.

Segundo a pasta, o índice de prevalência da infecção, que também tem como transmissor o mosquito Aedes aegypti, é bastante inferior ao da dengue: 53,1 casos a cada 100 mil habitantes. Como estados com alta concentração da doença destacam-se o Rio de Janeiro (76.776) e o Rio Grande do Norte (8.899).

Até o encerramento do balanço, haviam sido confirmadas laboratorialmente 57 mortes provocadas pela chikungunya. Em âmbito nacional, a variação de um ano para o outro foi 44,2%, sendo que na região Norte do país o recuo foi 32% e no Centro-Oeste, de 92,7%.

O boletim epidemiológico acompanha também a situação do zika. Nesse caso, somente o Centro-Oeste apresentou queda nas transmissões (-35,4%).

De 2018 para 2019, o total de casos de zika saltou de 6.669 para 9.813, gerando uma diferença de 47,1% e alterando a taxa de incidência de 3,2 para 4,7 ocorrências a cada 100 mil habitantes. Neste ano, o zika vírus foi a causa da morte de duas pessoas.

Recomendações de prevenção

O ministério aconselha que, durante o período de seca, a população mantenha ações de prevenção, como verificar se existe algum tipo de depósito de água no quintal ou dentro de casa.

Outra recomendação é lavar semanalmente, com água e sabão, recipientes como vasilhas de água do animal de estimação e vasos de plantas.

Não deixar que se formem pilhas de lixo ou entulho em locais abertos, como quintais, praças e terrenos baldios é outro ponto importante. Outro hábito que pode fazer diferença é a limpeza regular das calhas, com a devida remoção de folhas que podem se acumular durante o inverno.

 

Agência Brasil

Foto: Mahatma Fong / EFE

Você com certeza já ouviu alguém dizer “quando eu era mais novo eu era bem magrinho”. É provável que esse conhecido costumasse ter um peso adequado, mas começou a engordar conforme os anos foram passando. Esse processo é muito comum para a maioria das pessoas. Mas por que isso acontece? Pesquisadores suecos e franceses decidiram investigar e descobriram a resposta: o processo de remoção das células responsáveis por armazenar gordura diminui durante o envelhecimento. Do outro lado, aquele que armazena gordura, não há reajuste para manter o controle do que entra. Esse desequilíbrio facilita o ganho de peso, mesmo que a rotina alimentar e de exercícios não mude ao longos dos anos.

“Os resultados indicam, pela primeira vez, que os processos em nosso tecido adiposo regulam as alterações no peso corporal durante o envelhecimento de maneira independente de outros fatores”, disse Peter Arner, co-autor do estudo, ao Daily Mail. Segundo a equipe, essa descoberta pode favorecer a criação de tratamentos que ajudem a manter o controle do peso corporal ao longo da vida. Enquanto isso não acontece, a melhor forma de limitar esse efeito é praticar atividade física regularmente.


Os cientistas disseram ainda acreditar que o novo entendimento sobre a renovação lipídica – processo de remoção e armazenamento de gorduras corporais – pode facilitar a compreensão do que regula o tamanho da massa gorda nas pessoas, melhorando os tratamentos para obesidade.

A descoberta
O estudo, publicado na revista Nature Medicine, acompanhou 54 adultos ao longo de 16 anos, verificando ganho e/ou perda de peso. Ao final, os pesquisadores notaram que 15 participantes engordaram, 19 mantiveram praticamente o mesmo valor na balança e 20 conseguiram perder mais de 7% do peso corporal.


Apesar de alguns terem mostrado resultados positivos no peso, todos os participantes sofreram redução no processo de renovação lipídica do tecido adiposo (responsável pelo armazenamento de gordura e manutenção da temperatura corporal). Já aqueles que ganharam peso – alguns chegaram a aumentar em 20% – não reduziram a ingestão de calorias para compensar o desequilíbrio causado pelo envelhecimento.

Os pesquisadores também examinaram a taxa de renovação lipídica de 41 mulheres submetidas à cirurgia bariátrica para verificar como ela afetava a capacidade de manter o peso após a intervenção cirúrgica. Os resultados mostraram que somente as participantes que tinham menor taxa de renovação lipídica antes da cirurgia conseguiram aumentá-la para conservar a perda de peso.

Envelhecimento
O ganho de peso ao longo dos anos é um acontecimento multifatorial. Diversos estudos encontraram outras causas, incluindo redução hormonal. No homem, a testosterona é responsável por estimular o metabolismo. Níveis mais baixos do hormônio masculino facilitam o armazenamento de gordura pelo organismo – ao mesmo tempo em que o excesso de peso interfere na na sua produção.


Na população feminina, dois hormônios trabalham para garantir o metabolismo. Nas mulheres jovens, níveis mais altos de estrogênio contribuem para a formação de tecido adiposo. Mas a forte presença da progesterona consegue equilibrar a balança. A partir dos 35 anos, os níveis de ambos os hormônios diminuem. No entanto, a queda da progesterona é muito maior – o que favorece a acúmulo de gordura corporal.

Outro fator que atua no ganho de peso é a perda de massa muscular, pois isso leva à desaceleração do metabolismo. A glicose é a principal fonte de energia do organismo. Se não há gasto de glicose, pela falta de exercício, por exemplo, ela se transforma em gordura corporal.

Como evitar o ganho de peso?
A manutenção de uma alimentação equilibrada e a prática de atividade física regular é a solução para inúmeros problemas de saúde. Com o ganho de peso ocasionado pela idade não seria diferente. Por isso, é importante se exercitar, incluindo exercícios aeróbicos (nadar, andar de bicicleta, correr) e de resistência (levantamento de peso e agachamento). Para pessoas mais velhas, outra dica é investir no consumo de proteínas que ajudam a desenvolver os músculos e manter o metabolismo estável.

 

vejasaude

 

O Tribunal de Contas da União (TCU) deu um prazo de 90 dias ao Ministério da Saúde para que elabore um plano de ação com medidas que agilizem o diagnóstico de pessoas com câncer. Em auditoria realizada junto a diversas agências de saúde pública, divulgada em 5 de setembro, o tribunal identificou que a maioria dos pacientes recebe o diagnóstico de câncer quando já se encontra em estágio avançado da doença. Em alguns casos, a demora é de até 200 dias.

Cerca de 56% dos pacientes só recebem a confirmação da doença quando ela já está bastante desenvolvida, o que diminui as chances de cura. E o percentual vem crescendo nos últimos anos: em 2013, eram 53%.

Conforme comunicado do TCU, o relator do processo, ministro Augusto Nardes, avalia que a situação encontrada pela auditoria "é preocupante e sinaliza que o que foi realizado no âmbito da Política Nacional para a Prevenção e Controle do Câncer não obteve a efetividade ao mínimo esperada”. Em seu voto durante o processo, o ministro disse que a detecção precoce da doença não tem ocorrido de forma eficaz em todo o país.
A auditoria foi realizada no Ministério da Saúde, na Secretaria de Atenção à Saúde (SAS/MS), no Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) e nas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde de 14 estados (Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Piauí, Paraná, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins).

Foram coletadas e analisadas informações sobre os oito tipos de câncer mais frequentes no Brasil: próstata, mama, colo do útero, traqueia/brônquio/pulmão, cólon e reto, estômago, cavidade oral e tireoide.

Agilidade no diagnóstico
O TCU encontrou diversos gargalos que o paciente de câncer enfrenta antes de começar o tratamento: o agendamento da primeira consulta com o especialista, a demora na realização da biópsia, os atrasos ao obter o resultado dos exames, e o retorno ao especialista para confirmar o diagnóstico.

Somando essas etapas, a estimativa de espera chega a 200 dias, ou quase sete meses.

"Dependendo do tipo de câncer, esse tempo é a diferença entre conseguir ficar ou não ficar curado", disse à TV Globo o oncologista clínico Gilberto Amorim, da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica.
Por isso, a auditoria do TCU determinou que o Ministério da Saúde apresente um plano para mudar esse quadro. Uma das principais medidas seria a criação de centros regionais de diagnóstico.

Segundo o secretário de controle externo da saúde do TCU, Carlos Augusto de Melo Ferraz, a agilização do processo depende principalmente de uma decisão política. "Existe uma decisão que tem que ser tomada pelo Estado brasileiro: qual meta quero atingir, quando, e quanto dinheiro estou disposto a colocar. Não adianta fixar uma meta sem alocar recursos", diz.

Posicionamento do Ministério da Saúde
Em nota enviada ao G1, o Ministério da Saúde afirmou que o Sistema Único de Saúde (SUS) já oferece atenção integral à prevenção contra o câncer e ao tratamento contra a doença. A pasta afirmou ter conhecimento da decisão do TCU, mas especificou que ela se trata apenas dos oito tipos de cânceres mais comuns, "o que não representa o cenário nacional".

"Ressalta-se, ainda, que o relatório deve ser observado em sua totalidade, e não apenas em pontos isolados, bem como devem ser consideradas suas limitações metodológicas, como, por exemplo, não considerar o tratamento cirúrgico e se restringir aos dados de procedimentos de quimioterapia e radioterapia para cálculo do início do tratamento de câncer e o aumento do número de notificações de casos de câncer", diz a nota do ministério.

Além disso, a pasta afirma que apoia os gestores da administração pública na implantação de serviços para o paciente com câncer: "O Ministério da Saúde tem ampliado e qualificado o acesso e a oferta às ações e serviços de saúde."

Segundo a pasta, em seis anos os recursos federais destinados aos tratamentos do câncer na rede pública de saúde mais que dobraram: passaram de R$ 2,2 bilhões, em 2010, para R$ 5 bilhões, em 2018. "Em relação à radioterapia, houve crescimento de 39% de aplicações em comparação ao mesmo período, passando de 8.316.397 para 11.626.537 procedimentos", justifica.
Idade é um dos fatores de risco para o câncer

Os casos de câncer surgem por causa do estilo de vida, como alimentação, excesso de álcool e o cigarro. O fato de envelhecermos deixa o organismo mais frágil.

 

G1