Uma nova pesquisa nos traz esperança de um fim próximo para a pandemia. Publicado na revista científica Nature, um novo tratamento desenvolvido, que faz uso de um anticorpo duplo, é capaz de neutralizar o novo coronavírus e suas variantes, impedir suas mutações e também prevenir a Covid-19, ou seja, é um mecanismo que funciona tanto como prevenção quanto para o tratamento da doença.

De acordo com a revista Veja, o estudo foi desenvolvido por um consócio internacional.

O avanço da pesquisa se deu após os cientistas juntarem dois anticorpos naturais em uma molécula artificial única, nomeada de anticorpo biespecífico, e observarem que foi eficaz na ação contra mutações do vírus já em circulação e na formação de novas variantes.

Alguns ensaios pré-clínicos realizados em camundongos reafirmaram as observações após os anticorpos duplos neutralizarem potencialmente o Sars-Cov-2. Com apenas uma injeção já foi possível reduzir efetivamente a carga viral nos pulmões e diminuir a inflamação causada pela Covid nas cobaias.

O uso de anticorpos já vem sendo empregado no combate a alguns tipos de câncer e a nova descoberta de prevenção e tratamento da Covid-19 representa para os especialistas uma luz no fim do túnel.

 

Claudia

intubadoQuando um paciente internado com covid-19 evolui para um quadro de insuficiência respiratória hipoxêmica grave, ou seja, quando perde a capacidade de fazer a oxigenação adequada e não consegue mais respirar sozinho, ele precisa passar pelo procedimento de intubação, que o auxilia na respiração por meio de um tubo colocado na garganta. É o que explica Fernando Sabia Tallo, médico clínico intensivista e coordenador da Força-Tarefa Covid da Associação Médica Brasileira.

“Nesses casos, o médico é obrigado a intubar o paciente, colocá-lo em um ventilador artificial que é capaz de dar concentração de oxigênio de até 100%”, explica. Segundo Sabia Tallo, pelo menos 10% das pessoas internadas com covid-19 precisam ser intubadas, procedimento que faz parte do tratamento nas UTIs (Unidade de Terapia Intensiva).

“Tenho dois pacientes com o mesmo nível de pulmão acometido, mas eles vão reagir de formas diferentes, pode ser que um eu tenha que intubar e o outro não, vai da experiência e da equipe médica perceber isso”, afirma.

Intubação não é sentença de morte Um estudo publicado na revista científica The Lancet Respiratory Medicine revelou que 80% dos pacientes que precisaram ser intubados por causa da covid-19 morreram no Brasil. Mas, segundo o médico, o procedimento não pode ser considerado uma sentença de morte.

Para ele, a mortalidade está associada à falta de estrutura para lidar com a alta demanda das UTIs causada pela pandemia - país enfrenta colapso no sistema de saúde com a falta de leitos de terapia intensiva em todos os estados.

“Se eu citar grandes hospitais brasileiros, a mortalidade por covid nessas UTIs jamais será grande, mas em alguns hospitais que não tinham nenhum leito de UTI e de repente precisaram abrir 10 e não tinham equipe especializada, aí posso imaginar que a mortalidade seja alta. Nós temos 8 mil intensivistas que são especialistas para esse tipo de atendimento, mas hoje nossa demanda para isso é pelo menos 50 vezes maior”, avalia. Segundo o médico, a iminente falta do “kit intubação” nos hospitais - conjunto de anestésicos, sedativos e relaxantes musculares, necessário para realizar o procedimento - também pode aumentar a possibilidade de óbito em pacientes intubados.

“A falta do kit intubação prejudica, porque se não há os sedativos adequados isso leva a um prejuízo no processo de ventilação, o que pode ter impacto na mortalidade”, afirma Sabia Tallo.

O que leva uma pessoa a ser intubada duas vezes? De acordo com o médico clínico intensivista, de 10% a 15% dos pacientes que passaram pelo procedimento de intubação precisam ser intubados novamente. Isso porque, segundo explica, nenhum dos critérios para a extubação é 100% seguro.

“Se o paciente está acordado e ventilando bem, com capacidade de respirar sozinho, ele está em condições de ser extubado. Mas a cada 10 pacientes, 1 começa de novo a sentir falta de ar e precisa ser intubado novamente”, afirma.

 

R7

Foto: AMANDA PEROBELLI/REUTERS

O secretário estadual Florentino Neto, da Saúde, está neste momento em Floriano tratando de mais leitos para pacientes COVID em órgãos em saúde na cidade.

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O secretário participou de uma reunião em que estavam o Joel Rodrigues, prefeito de Floriano-PI, o advogado James Rodrigues, da pasta da Saúde local, o vereador presidente Joab Curvina, da Câmara de Vereadores local, o vereador Carlos Eduardo e outras autoridades. O Dr. Marcus Vinicius, diretor da Clinicor, estava presente, pois o Hospital Clinicor passa agora a receber pacientes COVID. A cidade ganha vinte e cinco novos leitos COVID.

Acompanhem um pouco da reunião numa cobertura ao vivo do Piauí Notícias.

Da redação

A Anvisa recebeu, nesta quarta-feira (24), o pedido de uso emergencial da vacina de dose única contra covid-19 da Janssen, um um braço farmacêutico da Johnson&Johnson. A agência informou que já iniciou a triagem dos documentos presentes no pedido.

"As primeiras 24 horas serão utilizadas para fazer uma triagem do processo e verificar se os documentos necessários estão disponíveis. Se houver informação importante faltando, a Anvisa pode solicitar as informações adicionais ao laboratório", informa o comunicado.

A meta da agência é fazer a análise do uso emergencial em até sete dias úteis, descontando eventual tempo que o processo possa ficar pendente de informações, a serem apresentadas pelo laboratório.

No último dia 15, o então ministro da Saúde Eduardo Pazuello anunciou a assinatura do contrato com a Janssen e a Pfizer para a aquisição de vacinas contra a covid-19, o que deve garantir 138 milhões de doses ao Brasil até novembro de 2021 (100 milhões da Pfizer e 38 milhões da Janssen).

O imunizante não precisa de refrigeração abaixo de zero, o que facilita a distribuição e a aplicação em um maior número de pessoas.

Para fazer sua avaliação, a Anvisa vai utilizar as informações apresentadas junto com o pedido e também as informações já analisadas por meio da Submissão Contínua. A análise do pedido de uso emergencial é feita por uma equipe multidisciplinar que envolve especialistas das áreas de registro, monitoramento e inspeção. A equipe vem atuando de forma integrada, com as ações otimizadas e acompanhadas pela Comissão que envolve três diretorias da Agência.

Neste momento, há duas vacinas em aplicação contra o coronavírus no país, a CoronaVac e a vacina de Oxford, por meio de autorização de uso emergencial da Anvisa, o que restringe sua aplicação a grupos prioritários. Outras cinco, com compras já negociadas pelo governo federal, podem passar a compor o PNI (Programa Nacional de Imunizações). São elas: a vacina da Pfizer - única com registro definitivo da Anvisa -, aCovaxin (Bharat Biotech), a vacina da Janssen, a Sputnik V (Instituto Gamaleya) e a vacina da Moderna.

 

R7