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Data: 4/04/2025

Um estudo recente realizado pela Universidade da Califórnia, São Francisco, publicado no Journal of Alzheimer’s Disease, revela que o uso frequente de medicamentos para dormir pode aumentar o risco de demência, especialmente entre os idosos. Os resultados sugerem que substâncias como zolpidem, clonazepam, diazepam e antidepressivos podem elevar a probabilidade de desenvolvimento de demência em até 79%, conforme o estudo.

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Aumento do risco entre idosos brancos A pesquisa, intitulada “Saúde, Envelhecimento e Composição Corporal”, acompanhou 3 mil idosos ao longo de nove anos. Aproximadamente 42% dos participantes eram negros e 58% brancos. Durante esse período, 20% dos participantes desenvolveram demência. De acordo com o estudo, o aumento do risco foi particularmente mais significativo entre os idosos brancos que faziam uso contínuo de medicamentos para dormir.

A análise mostrou que o uso frequente ou quase constante dessas substâncias aumentou em até 79% o risco de demência nesse grupo. Embora o número de usuários seja menor entre os negros, também foi observada uma elevação do risco entre aqueles que usavam essas medicações com mais frequência.

O papel dos medicamentos e alternativas seguras Os pesquisadores alertam que o tipo e a quantidade dos medicamentos utilizados são fatores determinantes no risco aumentado de demência. A terapia cognitivo-comportamental para insônia foi destacada como uma alternativa segura, sendo considerada a primeira linha de tratamento para insônia diagnosticada.

Em relação aos medicamentos, o estudo sugere que, embora a melatonina seja uma opção mais segura, mais pesquisas são necessárias para avaliar seus efeitos a longo prazo na saúde cerebral. Yue Leng, principal autor da pesquisa, enfatizou a importância de se considerar cuidadosamente as opções farmacológicas para tratar distúrbios do sono.

Medicamentos sedativos e o risco para a saúde cerebral Entre os medicamentos mais utilizados para insônia, o zolpidem, um hipnótico não benzodiazepínico, se destaca. Seu uso prolongado pode ser prejudicial, especialmente em idosos, e está associado a efeitos colaterais como sonolência diurna e dificuldades de coordenação. Já o clonazepam, utilizado no tratamento de ansiedade e distúrbios do sono, pode causar sedação excessiva e dificuldades de memória, além de alterar as habilidades motoras.

O diazepam, uma benzodiazepina com ação ansiolítica, também tem efeitos colaterais semelhantes e pode agravar o risco de demência. Assim, os especialistas alertam que o uso indiscriminado desses medicamentos deve ser evitado, com a orientação médica sempre necessária para qualquer tratamento de longo prazo.

Quase metade dos casos de demência pode ser prevenida Estudos recentes apontam que quase metade dos casos de demência pode ser evitada com mudanças no estilo de vida. Fatores como alimentação saudável, exercícios físicos regulares e controle de doenças como diabetes e hipertensão são essenciais para reduzir o risco de desenvolver a condição. Clique aqui para saber mais.

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Foto: © iStock/Tero Vesalainen

As emoções podem ter um impacto direto na saúde do coração, levando a problemas crônicos que causam danos em todo o organismo. Pressão alta, também conhecida como hipertensão arterial, e ansiedade, são duas condições clínicas distintas que, frequentemente, caminham lado a lado e podem afetar significativamente o bem-estar das pessoas.

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Pressão alta x ansiedade A pressão alta é uma doença crônica caracterizada pelo aumento da pressão sanguínea nas artérias. Esse aumento pode resultar em problemas cardiovasculares graves, como infarto, AVC e insuficiência cardíaca, alerta o coordenador do curso de Farmácia da Faculdade Anhanguera, LincoIn Cardoso.

A ansiedade, por outro lado, é uma resposta emocional a diversas condições do comportamento humano, incluindo angústia, aflição, incerteza, sensação de perigo e insegurança. O que muitos não sabem é que essas duas condições podem estar interligadas.

LincoIn explica que a ansiedade crônica pode desencadear respostas fisiológicas que afetam diretamente o sistema cardiovascular, temporariamente elevando a pressão arterial. Já a pressão alta pode agravar os sintomas de ansiedade, criando um ciclo contínuo de influência mútua.

Os fatores de risco de cada um Entre os fatores de risco para hipertensão arterial estão idade avançada, histórico familiar, obesidade, sedentarismo, má alimentação, consumo de álcool e tabaco, estresse crônico, diabetes, hipercolesterolemia, apneia do sono, doenças renais e uso de certos medicamentos.

Já para ansiedade, destacam-se traumas ou eventos estressantes, personalidade suscetível, doenças físicas ou crônicas, uso de substâncias, desequilíbrios químicos no cérebro, histórico de outras doenças mentais, estresse crônico no trabalho ou vida pessoal, fatores socioeconômicos e traços de personalidade específicos.

Ansiedade ou pressão alta? Saiba diferenciar Identificar se a pressão alta é emocional ou fruto de outros fatores requer atenção. Segundo Lincoln, os sintomas da pressão alta incluem dores de cabeça, tonturas, visão embaçada e palpitações no coração. Já a ansiedade pode apresentar agitação, sudorese, tremores, irritabilidade e dificuldade em dormir. Porém, em algumas pessoas, a ansiedade intensa pode temporariamente elevar a pressão arterial, tornando difícil identificar a causa raiz.

“Para um diagnóstico adequado de pressão alta e ansiedade, é essencial acompanhamento especializado. Médicos e farmacêuticos são profissionais preparados para ajudar nessa jornada de cuidado, realizando monitoramentos da pressão arterial ao longo do dia, inclusive em momentos de estresse ou ansiedade, para identificar possíveis ligações emocionais”, alerta o professor.

Exames adicionais, como monitoramento ambulatorial da pressão arterial (MAPA) e testes de estresse, podem avaliar a influência das emoções na pressão arterial. Além disso, a avaliação psicológica pode fornecer insights sobre a relação entre a ansiedade e a pressão alta, conforme recomenda Lincoln.

Tratamento O profissional aponta ainda que a hipertensão arterial geralmente tem causas multifatoriais, envolvendo combinações de fatores genéticos, comportamentais e ambientais. Portanto, o tratamento deve ser conduzido por um profissional de saúde qualificado, considerando os aspectos clínicos e emocionais. Durante a terapia, mudanças no estilo de vida, como dieta saudável, exercícios físicos e redução do estresse, são fundamentais. Em alguns casos pode ser necessário o uso de medicação.

“O tratamento adequado da pressão alta relacionada à ansiedade requer abordagem integrada. Mudanças no estilo de vida, como prática regular de exercícios físicos, alimentação balanceada e controle do estresse, são fundamentais. A terapia cognitivo-comportamental (TCC) pode auxiliar no controle da ansiedade, promovendo pensamentos e comportamentos adaptativos. Em alguns casos, a medicação também pode ser necessária, seguindo orientações de profissionais de saúde”, recomenda.

Um problema pode agravar o outro O professor alerta ainda que o estresse e a ansiedade podem afetar os níveis de pressão arterial de várias maneiras. Ativação do sistema nervoso simpático, contração dos vasos sanguíneos, liberação de hormônios do estresse, retenção de sódio e água, padrões alimentares pouco saudáveis e falta de sono adequado são alguns exemplos.

O farmacêutico explica que a pressão alta não tratada pode levar a graves consequências a longo prazo, como doenças cardiovasculares, danos aos órgãos, insuficiência renal, problemas visuais, cognitivos, complicações na gravidez, vasculares e aumento do risco de morte. “Buscar diagnóstico precoce e tratamento adequado é essencial para melhorar a qualidade de vida”, destaca.

Por fim, o professor da Faculdade Anhanguera ressalta a importância de cuidar da saúde do coração, não se limitando a medir a pressão arterial. Atentar-se à saúde emocional e buscar formas saudáveis de lidar com estresse e ansiedade é o primeiro passo para uma jornada rumo a um coração mais saudável e uma vida plena de bem-estar.

Saúde em Dia

Uma pesquisa recente da Universidade de Toronto revelou que dietas low carb, ou seja, com baixo teor de carboidratos, podem agravar os efeitos prejudiciais de certas bactérias intestinais, aumentando o risco de câncer colorretal. O estudo, publicado na revista Nature Microbiology, analisou os impactos de diferentes tipos de dietas e sua relação com o microbioma intestinal em camundongos.

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A relação entre dieta e câncer colorretal Os cientistas compararam três tipos de dietas: normal, low-carb e ocidental (rica em gordura e açúcar), observando sua interação com bactérias intestinais específicas. O resultado mostrou que uma cepa da Escherichia coli (E. coli), quando combinada com uma dieta pobre em carboidratos e fibras solúveis, impulsiona o crescimento de pólipos no cólon — um fator de risco significativo para o desenvolvimento do câncer colorretal.

O papel das bactérias intestinais A pesquisa indicou que dietas com baixa ingestão de fibras aumentam a inflamação intestinal e favorecem a proliferação da E. coli produtora de colibactina, um composto que danifica o DNA das células intestinais.

Outro fator preocupante é o afinamento da camada de muco que separa os microrganismos das células epiteliais do cólon. Com essa barreira enfraquecida, a colibactina tem maior facilidade para atingir o DNA celular e favorecer o crescimento tumoral. Esse efeito foi ainda mais pronunciado em camundongos com mutações genéticas que dificultam o reparo do DNA, um problema comum em pessoas com síndrome de Lynch — uma condição hereditária que eleva os riscos de câncer colorretal.

Possíveis medidas de prevenção Os pesquisadores sugerem que pacientes de alto risco poderiam reduzir sua exposição à E. coli produtora de colibactina evitando dietas low-carb ou fazendo uso de antibóticos específicos.

Outra abordagem promissora é a suplementação com fibras solúveis, como a inulina, que pode reduzir os níveis da E. coli nociva e melhorar a saúde intestinal. Estudos adicionais estão sendo conduzidos para identificar quais fontes de fibras oferecem os melhores benefícios.

Os autores do estudo destacam que dietas low-carb são amplamente utilizadas para a perda de peso, mas seus efeitos de longo prazo sobre a saúde intestinal precisam de mais investigação. A descoberta enfatiza a importância de um consumo equilibrado de carboidratos e fibras para evitar problemas de saúde graves.

A pesquisa foi financiada pelos Institutos Canadenses de Pesquisa em Saúde e representa um importante passo na compreensão do impacto das dietas na prevenção do câncer colorretal.

Catraca Livre

Foto: © OlgaMiltsova/istock

 

     

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A Prefeitura de Floriano, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com o Governo do Estado, realizou nos dias 28 e 29 de março, o cadastramento de pacientes beneficiários do programa 'Passo a Frente'. A iniciativa tem como objetivo agilizar o acesso a equipamentos de locomoção para usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

O programa visa garantir a entrega de órteses, próteses e meios de locomoção às pessoas com deficiências locomotoras definitivas e idosos acima de 60 anos. Essa ação melhora significativamente as condições de deslocamento dos beneficiários, promovendo mais autonomia e qualidade de vida.

O mutirão foi realizado na Policlínica de Floriano, onde mais de 200 (duzentos) pacientes receberam atendimento de uma equipe multiprofissional, composta por profissionais como ortopedista, fisioterapeuta, assistente social e agentes de saúde.

 

Durante o evento, um dos coordenadores do 'Passo a Frente', Paulo Batista, ministrou uma oficina ortopédica do Centro Integrado de Reabilitação (CEIR), em parceria com as Secretarias Municipais de Saúde do Vale dos Rios Itaueira e Piauí. Na oportunidade, foram realizadas as medições dos usuários cadastrados que receberão seus equipamentos no prazo de 90 dias.

A secretária de Saúde, Caroline Reis, destacou a importância da ação para a população de Floriano e disse que "o programa 'Passo a Frente' é uma iniciativa essencial para garantir mais dignidade e inclusão social para pessoas com deficiências locomotoras. Nosso compromisso é continuar fortalecendo parcerias e promovendo ações que beneficiem diretamente a população, proporcionando mais qualidade de vida e acessibilidade", afirmou.

Ascom