Às vezes, as pessoas estão tão cansadas que esquecem de apagar a luz do quarto antes de dormir ou caem no sono com a televisão ligada. Ou têm medo do escuro. O hábito pode representar perigo – e não apenas para o valor da conta de luz. Segundo estudo, dormir com fontes de luz ligadas, como TV e lâmpadas, por exemplo, aumenta em 22% o risco de ganho de peso e em 33% a probabilidade de desenvolver obesidade. A possível explicação para esse efeito é que a incidência de luz durante a noite interfere no funcionamento do relógio biológico e, consequentemente, no metabolismo.

O estudo, publicado esta semana na revista JAMA Internal Medicine, descobriu que em cinco anos, as pessoas podem ganhar, em média, cinco quilos apenas por dormirem com a luz acesa. “Houve um risco de 17% de ganhar esses quilos, mesmo depois do ajuste dos fatores de risco”, explicou Dale Sandler, principal autora da pesquisa, à CNN. O risco pode ser mais significativo para mulheres – grupo avaliado pelos pesquisadores.


Essa não é a primeira vez que cientistas encontram uma associação entre luminosidade noturna e o ganho de peso. Em 2016, outro estudo mostrou que o aumento da exposição à luz durante a noite eleva em 10% o índice de massa corporal (IMC) no período de um ano em pessoas mais velhas.

Por causa dos riscos, especialistas ressaltam a necessidade de desligar as luzes e os aparelhos eletrônicos antes de ir para a cama. “Estamos no meio de uma epidemia de obesidade e melhor forma prevenção, como se alimentar melhor e fazer mais exercícios, é vista como difícil de cumprir. Se essas descobertas forem verdadeiras é uma mensagem de saúde pública muito fácil: desligar as luzes ao dormir”, comentou Dale.
Menos luz
Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores americanos analisaram dados de 43.732 mulheres entre 35 e 74 anos. As informações foram coletadas de 2003 a 2009 e incluíam hábitos de sono, IMC e dormir ou não com alguma fonte de luz acesa. As participantes foram divididas em categorias: alta exposição (mais de uma fonte de luz dentro e/ou fora do quarto) e baixa exposição (uso de máscara ou sem luz durante o sono).

Ao fim do acompanhamento, a equipe descobriu que dormir com televisão ou luz ligadas estava associado ao ganho de cinco ou mais quilos, aumento de pelo menos 10% no IMC e maior risco de estar acima do peso ou obeso. Vale lembrar que IMC acima de 25 é considerado acima do peso e IMC de 30 ou mais é considerado obesidade. Para calcular esse índice basta dividir o peso pelo altura. Um IMC normal deve ficar entre 18,5 e 24,9.

Apesar dos resultados, os cientistas ressaltam que o estudo teve limitações, como não determinar a relação causal (ou seja, não é possível saber porque a luz produz este efeito, apenas supõem-se que esteja ligado ao relógio biológico). A análise também se baseou em autorrelatos e não houve explicação para o motivo que levaram essa mulheres a manter a luz acesa durante o sono.

Ainda assim, especialistas recomendam reduzir e/ou fontes de luz. “Não foi possível apontar diretamente a causalidade entre a exposição à luz do quarto durante a noite e o ganho de peso, mas o achado é definitivamente um passo nessa direção. Isso indica que precisamos respeitar nosso sono, ou seja, manter ambiente desprovido de qualquer tipo de luz”, concluiu Nathaniel Watson, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, à CNN.

 

Veja

gorduraCerca de 34% das pessoas têm gordura no fígado e esse índice está crescendo, de acordo com a médica hepatologista Bianca Della Guardia, coordenadora do Grupo Médico Assistencial de Doenças Hepáticas da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. Nesta quarta-feira (12), comemora-se o Dia Internacional de Combate à Gordura no Fígado.

No passado, o principal motivo desse tipo de problema era o alcoolismo. Hoje, o avança da doença está ligado ao sedentarismo e à dieta inadequada, além de síndromes metabólicas como obesidade, colesterol alto, hipertensão e diabetes.
"A maioria dos casos está relacionado à diebetes tipo 2, que por sua vez está associada à obesidade. Há pacientes magros que têm gordura no fígado. Nesse caso, leva-se em conta um componente genético", afirma.

Ela explica que, quando uma pessoa descobre que tem gordura no fígado, tende a ficar assustada, mas nem sempre toma medidas para reverter a situação. "Estudos mostram que até a gordura avançada no fígado pode melhorar com alimentação balenceada e exercícios físicos, além do controle de fatores de risco", diz.

A gordura no fígado, chamada de esteatose hepática não alcoólica, é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura nas células do fígado. Ela se desenvolve quando a quantidade de gordura que chega ao órgão é maior do que ele consegue metabolizar. "Mais de 5% de gordura no fígado já é considerada esteatose hepática não alcoólica", explica Bianca.

Caso não seja tratada, a gordura no fígado pode gerar um processo inflamatório, que, ao longo de cerca de 10 anos, cria uma cicatrização chamada fibrose. "A fibrose pode evoluir para cirrose e o fígado pode perder a sua função. Também há aumento do risco de câncer de fígado e de transplante", afirma.


Na fase inicial, a gordura no fígado não é grave, mas não deve ser negligenciada. "Caso seja detectada em exame, não se deve deixar o tratamento para depois. Grande parte dos transplantes de fígado que realizamos chegam a nós como quadros de esteatose hepática avançada".


Como se trata de uma doença silenciosa, não é possível esperar os sintomas para procurar um médico. "Quando há sintomas, como cansaço, o problema está avançado", diz.

Vale ressaltar que gordura no fígado não dá azia, náusea ou refluxo. "Esses sintomas estão associados a problemas gastro-intestinais. A gordura no fígado é uma epidemia silenciosa, assintomática, principalmente na fase inicial".

Quem tem gordura visceral, conhecida como "barriga de chope", está com sobrepeso, tem colesterol alto ou diabetes do tipo 2, associada à obesidade, deve fazer exames preventivos, que são o ultrassom abdominal e exames laboratoriais. Para esse tipo de check up, deve-se procurar um gastroenterologista, de preferência, com especialidade em hepatologia.

Segundo a hepatologista, ainda não existe medicamento para a gordura no fígado. Ela afirma que o tratamento hoje consiste em dieta balanceada e exercícios físicos.

"A alimentação deve ser rica em fibras e vegetais e pobre em gordura. É recomendável beber muita água e evitar bebidas alcoólicas. Já o café, de três a quatro doses por dia, tem efeito benéfico. Enquanto a frutose, o açúcar das frutas, em excesso, não é indicada. O suco de laranja industrializado, por exemplo, traz malefícios", diz.


Em relação à atividade física, Bianca orienta 30 minutos por dia, cinco vezes por semana. "Até um tempo atrás, era recomendado apenas o exercício aeróbico. Hoje, saba-se que a musculação também oferece benefícios".

 

R7

Foto: reprodução TV Record

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na tarde desta terça-feira (11), duas propostas preliminares que podem liberar o cultivo da planta de Cannabis sativa no Brasil para fins medicinais e científicos, além da produção de medicamentos nacionais com base em derivados da substância. Agora, as propostas devem ser publicadas no Diário Oficial da União e submetidas a uma consulta pública.

O plantio doméstico de maconha por pessoas físicas e para o consumo recreativo continuará proibido no país. Os documentos preveem que apenas empresas possam cultivar a planta em ambientes controlados sob supervisão da Anvisa e de autoridades policiais, e que a venda seja feita diretamente para a indústria farmacêutica ou entidades de pesquisa. (veja abaixo os detalhes das duas propostas).

Votação foi unânime
Todos os quatro diretores aprovaram os textos que foram elaborados pela área técnica da agência, enfatizando a necessidade de que a consulta pública garanta à população transparência e divulgação dos dados e evidências a respeito do tema.

Os quatro diretores da Diretoria Colegiada iniciaram a 14ª reunião pública de 2019 por volta das 10h desta terça. Às 13h15, três dos quatro diretores já haviam aprovado a proposta. O último voto a favor das propostas foi proferido às 13h30.

Veja qual foi a ordem de votação:

Willian Dib (diretor-presidente da Anvisa): votou a favor das propostas sem alteração nos textos
Alessandra Soares (diretora): acompanhou o relator
Fernando Mendes (diretor): acompanhou o relator
Renato Porto (diretor): acompanhou o relator
A primeira proposta é para uma resolução que regulamente os requisitos técnicos e administrativos para o cultivo de Cannabis sativa para fins medicinais e científicos. Já a segunda é uma proposta de resolução para definir procedimentos específicos para registro e monitoramento de medicamentos feitos com base em Cannabis sativa ou seus derivados e análogos sintéticos.

Ambos os documentos ainda deverão passar por uma consulta pública, incluindo uma audiência pública para debater o tema, ainda sem data marcada.
O que propõem as duas resoluções
Cultivo
Uma das resoluções a serem avaliadas tem como objetivo a regulamentação dos requisitos técnicos e administrativos para o cultivo da planta com fins medicinais e científicos – desde o plantio até a fase de secagem e distribuição.

A resolução prevê o cultivo somente em sistemas de ambiente fechado e por pessoas jurídicas. O cidadão comum (pessoa física) não poderia ter pés de maconha em casa. Para cultivar, seria preciso ter uma autorização especial da Anvisa e supervisão da Polícia Federal.

Essa inspeção da agência reguladora exigiria, entre outras coisas, um rígido sistema de segurança com controle de acesso por biometria, alarmes e proteção de janelas duplas. Além disso, o local não pode ter identificação externa.

A venda e a entrega da planta produzida seriam somente para instituições de pesquisa, fabricantes de insumos farmacêuticos e fabricantes de medicamentos. O transporte teria de ser feito em veículos especiais.

A autorização para cultivo valeria por 2 anos, podendo ser renovada, e haveria uma cota de cultivo e controle de estoques e de liberação do produto.

Medicamentos
A segunda resolução tem como objetivo definir procedimentos específicos para registro e monitoramento de medicamentos à base de cannabis, seus derivados e análogos sintéticos. Isso inclui os fitoterápicos.

A regulamentação se aplica aos medicamentos nas formas de cápsula, comprimido, pó, líquido, solução ou suspensão (misturas) com administração por via oral.

As próprias empresas deveriam pedir à Anvisa o registro para produção desses medicamentos. Atualmente, há somente um medicamento com cannabis registrado no Brasil, o Mevatyl.

Não haveria uma lista prévia de doenças: a agência analisará registro por registro, conforme os pedidos. Medicamentos já registrados em outros países deverão apresentar relatório técnico de avaliação do remédio emitido pelas respectivas autoridades reguladoras.

O registro inicial teria validade de 3 anos e as renovações seguintes, de 5 anos. Geralmente, para os outros medicamentos, o primeiro registro já vale por 5 anos.

Depois de aprovado o registro, a empresa teria 30 dias para definição do preço máximo e 365 dias para colocar o remédio no mercado. A resolução já prevê a venda em farmácias. A maioria deve ser com retenção de receita médica, mas cada caso seria analisado individualmente.

Neste momento, a Anvisa não tem nenhum pedido de registro pendente.

Haveria, pela proposta, um monitoramento do mercado com fiscalização constante e canais de atendimento para dúvidas de consumidores.
Regras atuais
Atualmente, é proibido cultivar a planta de cannabis em território brasileiro. A lei determina que quem produz a cannabis para consumo pessoal está sujeito à prestação de serviços à comunidade e ao comparecimento a programa educativo, sem fazer ressalva ao uso médico.

Mas, nos últimos anos, a Anvisa e o Poder Judiciário já deram alguns passos no sentido de liberar o cultivo da planta para fins medicinais e científicos. Veja alguns deles abaixo:

Janeiro de 2015: Retirada do canabidiol da lista de substâncias de uso proscrito, abrindo caminho para facilitar a comercialização de medicamentos com a substância no país;
Março de 2016: Autorização da prescrição de remédios à base de canabidiol e THC no Brasil;
Janeiro de 2017: Registro do primeiro remédio à base de maconha no Brasil, o Mevatyl, droga já aprovada em outros 28 países;
Abril de 2017: A Justiça Federal na Paraíba autorizou uma associação de João Pessoa a cultivar maconha para fins exclusivamente medicinais;
Maio de 2017: Inclusão da Cannabis sativa na Lista Completa das Denominações Comuns Brasileiras (DCB) sob a categoria de "planta medicinal".
A ideia é que, ao regulamentar o cultivo da planta, caia o custo da produção de medicamentos com base na Cannabis sativa, e que se reduza também o número de ações judiciais para compra de remédios não registrados no Brasil.

Pacientes que sofrem de diversas doenças podem ser beneficiados com a mudança na regras, entre eles os que têm esclerose múltipla, autismo e dores crônicas oncológicas.

As propostas avaliadas nesta terça não preveem a liberação do cultivo nem do consumo de maconha para fins recreativos.

 

G1 e TV Globo

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF) e do Instituto de Pesquisa do Hospital Infantil de Oakland, ambos nos Estados Unidos, afirma que o consumo de carne branca, assim como de carne vermelha, é capaz de elevar os níveis de colesterol ruim (LDL).

Entretanto, o resultado não se aplicaria à carne de peixe e às carnes processadas, como bacon e linguiça, que não foram utilizadas no estudo.


A pesquisa, publicada na revista científica norte-americana American Journal of Clinical Nutrition, alega que o consumo elevado de ambos os tipos de carne era mais prejudicial do que a alta ingestão de proteínas vegetais, como ovos. Além disso, o estudo mostrou que o consumo de gorduras saturadas aumenta os níveis de colesterol na mesma proporção entre os três tipos de proteínas.

Já dietas vegetarianas, ou seja, que restringem o consumo de carne, trariam menor prejuízo à saúde quando comparadas às dietas em que pessoas consomem carnes brancas e vermelhas.

Apoiado nos resultados, os pesquisadores orientam que a população reduza o consumo de carnes brancas e vermelhas e procure consumir mais proteínas de origem vegetal, que seriam menos prejudiciais à saúde.


Existe o colesterol “bom” e o “ruim”. O LDL, sigla de lipoproteínas de baixa densidade, é o “ruim”. Ele carrega o colesterol do fígado para o resto do corpo, mas costuma deixar parte dessa carga nos vasos sanguíneos, favorecendo a formação das placas. Já o HDL, lipoproteínas de alta densidade, o “bom”, faz o trabalho contrário, recolhendo a gordura acumulada nas artérias.


Cerca de 360 mil brasileiros com colesterol alto não sabem que têm, segundo estimativa do Instituto do Coração (InCor) do HC de São Paulo. O colesterol alto pode levar ao infarto e ao AVC (acidente vascular cerebral).

 

R7