coronavacipiPousou na tarde desta segunda-feira, 18, o avião da Força Aérea Brasileira (FAB) com as primeiras 61.160 mil doses da vacina Coronavac, por volta das 15:00h, no Aeroporto Petrônio Portella, localizado na zona norte de Teresina.

A aeronave decolou do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, por volta das 10h30 de hoje, logo após o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello autorizar o início da vacinação já nesta segunda em todo o país.

O Piauí inicia ainda hoje a vacinação com a Coronavac. Cinco profissionais da saúde que trabalham nas unidades hospitalares que compõem a Rede Estadual serão os primeiros que serão vacinados. A cerimônia será realizada no pátio da Sesapi, às 17 horas.

Os profissionais atuam nos Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella; Hospital Getúlio Vargas; Hospital da Polícia Militar; Hospital Infantil Lucídio Portella e Maternidade Dona Evangelina Rosa.

Uso emergencial aprovado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na tarde deste domingo (17), por unanimidade, o uso emergencial da Coronavac e da vacina de Oxford/AstraZeneca.

A reunião extraordinária que teve início às 10h10 e terminou às 15h20, contou com a votação de cinco diretores: Meiruze Sousa Freitas (relatora); Antonio Barra Torres (diretor-presidente); Cristiane Rose Jourdan Gomes (médica e bacharel em direito); Romison Rodrigues Mota - substituto (servidor da Anvisa); e Alex Machado Campos (advogado).

A diretora da Anvisa e relatora, Meiruze Freitas, votou pela aprovação e destacou que é preciso que o Instituto Butantan assine um termo de compromisso para apresentar dados de imunogenicidade da vacina até 28 de fevereiro (os relatórios sobre o tema foram considerados insuficientes). O termo assinado foi publicado em Diário Oficial da União.

Já a decisão sobre a vacina de Oxford vale apenas para o uso das 2 milhões de doses que o governo ainda tenta importar da Índia.

 

GP1

O laboratório chinês Sinovac Biotech disse nesta segunda-feira (18) que o estudo clínico com a vacina contra covid-19 CoronaVac realizado no Brasil mostrou que o imunizante foi até 20 pontos percentuais mais eficaz em um pequeno sub-grupo de pacientes que receberam a segunda dose do fármaco com um intervalo maior.

A taxa de proteção para 1.394 voluntários que receberam doses da CoronaVac ou um placebo com intervalo de três semanas entre elas foi de quase 70%, disse um porta-voz da Sinovac.


Pesquisadores do Instituto Butantan, que liderou os testes com a CoronaVac no Brasil, disseram na semana passada que a eficácia geral da vacina foi de 50,4% com base nos resultados dos testes em um grupo de 9 mil voluntários que receberam as doses com intervalo de 14 dias entre elas. O instituto também disse que a vacina foi 78% eficaz na prevenção de casos leves de Covid-19 e 100% em evitar quadros moderados e graves.

O porta-voz da Sinovac disse que um pequeno grupo de voluntários receberam a segunda dose após um intervalo maior em relação à primeira devido a uma série de razões, sem entrar em detalhes.
O intervalo entre as doses das vacinas contra covid-19 se tornou um tema quente de debate entre cientistas, reguladores e governos.

Reguladores do Reino Unido disseram que a vacina da AstraZeneca com a Universidade de Oxford é mais eficaz quando aplicada com um intervalo maior entre as doses do que inicialmente planejado.

No domingo (17), a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou o uso emergencial no Brasil da CoronaVac e da vacina Oxford-AstraZeneca e o imunizante do laboratório chinês começou a ser aplicado no país.

O Reino Unido também decidiu permitir um intervalo maior entre as doses da vacina da Pfizer com a BioNTech, apesar de as empresas afirmarem que só têm dados de eficácia para um intervalo mais curto.

O porta-voz da Sinovac alertou que a robustez dos dados do sub-grupo é menor do que o dado da eficácia geral.

Embora os pesquisadores da Sinovac tenham dito que testes em estágio inicial mostraram que um intervalo de quatro semanas entre as doses induziu uma resposta imune mais forte do que com intervalos de duas semanas, é a primeira vez que a empresa divulga dados de eficácia do estudo em Fase 3 com padrões de doses diferentes do protocolo inicial.

A Sinovac ainda não divulgou o resultado global dos testes em Fase 3, mas sua vacina já foi aprovada para uso emergencial em países como Turquia e Indonésia, além do Brasil.

 

Reuters

 

O Ministério da Saúde começa a enviar nesta segunda-feira (18) as doses da CoronaVac de São Paulo aos demais Estados do país.

A distribuição das vacinas irá para todo o país, para que cada governo local possa dar início ao plano de vacinação. No domingo (17), o ministério estabeleceu quantas caixas e doses da vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac ao lado do Instituto Butantan irão para cada Estado. Veja a lista abaixo.


O Ministério da Saúde fará o transporte das caixas por meio das companhias aéreas Azul, Gol, Latam e Voepass às unidades federadas do país que necessitam do transporte aéreo para a chegada das doses.

Cada Estado fará a distribuição aos municípios junto com o Ministério da Defesa.

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R7

carteirvacinaA vacinação nacional contra a covid-19, prevista para ter início na quarta-feira (20), conforme anunciado pelo ministro da Saúde Eduardo Pazuello durante reunião com prefeitos na quinta-feira (14), contará com carteira digital, para registro da dose da vacina, e possibilidade de ser imunizado apenas apresentando o CPF.

"Melhorias no aplicativo Conecte SUS Cidadão vão permitir que a pasta monitore as doses da vacina contra o coronavírus e garanta maior segurança à população imunizada", afirmou o ministério, por meio de nota. O acesso à carteira de vacinação será por meio do aplicativo do Conecte SUS.

As medidas fazem parte de um processo de modernização do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SI-PNI) e facilitará o controle do Ministério da Saúde, evitando que uma mesma pessoa tome vacinas de laboratórios diferentes.

“É importante que todos contribuam com essas informações. Hoje, nós temos uma, duas, três vacinas possíveis a serem aplicadas. E quando tiver três, quatro ou 10? Se nós não tivermos o controle, o paciente pode tomar a vacina de uma dose tipo A e nós temos que evitar que ele tome uma segunda dose da vacina B”, explicou Jacson Venâncio de Barros, diretor do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS).

O sistema ainda permitirá o monitoramento de reações adversas.

A identificação, na hora da vacinação, será realizada por meio do CPF ou do Cartão Nacional de Saúde (CNS). Quem não estiver cadastrado no SUS poderá fazer o resgitro no momento do atendimento, segundo a pasta.

"O DATASUS desenvolve um certificado de vacinação em formato PDF e com QRCode de validação para manter a garantia de segurança do documento emitido", diz a nota.

 

R7

Foto: reprodução