omssO número de casos do novo coronavírus no mundo chegou a 10,11 milhões, após o registro de 96.286 novas infecções nas últimas 24 horas, o que representa uma redução acentuada nos contágios diários, informou nesta terça-feira (30), a Organização Mundial da Saúde (OMS).


Nos últimos dias, os casos confirmados por dia variaram de 130 mil a 160 mil, com um pico de 191 mil infecções em um único dia.

O banco de dados da OMS recebeu a confirmação de 502.278 mortes por Covid-19, o que significa 2.365 óbitos a mais do que no dia anterior.
Este é o menor número de mortes a nível mundial em semanas.

A tabela dos 12 países mais afetados do mundo permanece estável, com os Estados Unidos no topo, com mais de 2,54 milhões de casos, seguidos pelo Brasil, com 1,34 milhão.

Eles são seguidos, em ordem decrescente, pela Rússia, Índia, Reino Unido, Peru, Chile, Espanha, Itália, Irã, México e Paquistão.

 

EFE

Foto: Pierre Albouy/Reuters

Um teste global concebido para analisar se os remédios antimalária hidroxicloroquina e cloroquina podem evitar infecções da covid-19 deve recomeçar depois de ser aprovado por agências reguladoras do Reino Unido.

A Agência Regulatória de Remédios e Produtos de Saúde tomou a decisão a respeito do que é conhecido como teste Copcov depois que outro teste britânico de hidroxicloroquina mostrar que o remédio não oferece benefícios no tratamento de pacientes já infectados com covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus.

O estudo Copcov foi suspenso após os resultados do teste de tratamento e aguarda análise.

Trata-se de um teste aleatório com placebo que visa recrutar 40 mil profissionais de saúde e outros trabalhadores em risco em todo o mundo, e está sendo realizado pela Unidade de Pesquisa de Medicina Tropical Mahidol Oxford da Universidade de Oxford na capital tailandesa Bangcoc.

Em março, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a hidroxicloroquina poderia ser um divisor de águas e depois disse que ele mesmo a estava usando, apesar de a Agência de Alimentos e Remédios (FDA), o organismo regulador norte-americano, alertar que sua eficiência e sua segurança não estão comprovados.

Mais tarde, a FDA revogou a autorização do uso de emergência para os remédios para tratar covid-19 depois que testes mostraram que elas não trazem benefícios no tratamento.

Mas White, que está coliderando o teste Copcov, disse que estudos dos remédios como medicamentos preventivos em potencial ainda não geraram uma resposta conclusiva.

"A hidroxicloroquina ainda pode prevenir infecções, e isto precisa ser determinado em um teste aleatório controlado", disse ele em um comunicado. "A dúvida sobre se ela poder evitar ou não a covid-19 continua tão pertinente como sempre."

A equipe de White disse que o recrutamento de profissionais de saúde britânicos será retomado nesta semana e que existem planos em andamento para novos locais de testes na Tailândia e no sudeste da Ásia, na África e na América do Sul. Os resultados são esperados até o final deste ano.

 

agencia Brasil

hivcovidUma combinação de medicamentos antivirais usada para tratar pacientes com HIV não apresentou benefícios em pacientes hospitalizados com a Covid-19 em um estudo randomizado de larga escala, anunciaram cientistas britânicos nesta segunda-feira (29)

Cientistas conduzindo o estudo Recovery na Universidade de Oxford disseram que os resultados "descartam de maneira convincente qualquer benefício significativo em termos de mortalidade com o uso de lopinavir-ritonavir nos pacientes hospitalizados com a Covid-19 que estudamos".

Os cientistas não encontraram diferenças em mortalidade, tempo de estadia no hospital ou risco de precisar de respiração mecânica, quando comparados os 1.596 pacientes que receberam lopinavir-ritonavir com os 3.376 pacientes no grupo de controle.

O Kaletra, da AbbVie, combina medicamentos lopinavir e ritonavir, usados em conjunto contra o HIV. A empresa aumentou seu estoque enquanto avaliava se os remédios poderiam ser usados no tratamento da Covid-19.

"Esses resultados preliminares mostram que para os pacientes hospitalizados com a Covid-19, respirando sem o auxílio de ventiladores, a combinação lopinavir-ritonavir não é um tratamento eficiente", disse Peter Horby, chefe do estudo.

Os cientistas não conseguiram estabelecer conclusões sobre a eficiência da combinação de medicamentos em pacientes que respiram com o auxílio de ventiladores mecânicos por conta da dificuldade em administrar as substâncias.

O estudo tem examinado a eficiência de seis possíveis tratamentos para a Covid-19, envolvendo 11.800 pacientes.

 

Reuters

Foto: NIAID-RML/Handout via Reuters

A imunologista Daniela Ferreira, que lidera o estudo com a vacina contra a covid-19 em Oxford na Escola de Medicina Tropical de Liverpool, se diz otimista em relação à pesquisa. Ela projeta, inclusive, mais de uma vacina contra o coronavírus ainda este ano, indo na contramão de diversos cientistas que estão mais receosos quanto à disponibilização do imunizante até dezembro.

A vacina do centro britânico é considerada a mais avançada em andamento, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e já está na fase 3 da testagem em humanos, a última etapa antes da liberação para distribuição em larga escala. São mais de 10 mil pessoas sendo submetidas a testes neste momento.


“As pessoas falam que nem devemos usar a palavra esperança como cientista, mas eu tenho esperança e eu, como cientista, acho que vamos ter uma vacina antes do final do ano. Acho que mais de uma, na verdade”, disse a especialista em entrevista ao Fantástico.

A aposta neste imunizante é tão grande que, mesmo ainda longe de aprovação, o produto já está sendo produzido em larga escala. A vacina parte de estudos que já tinham sido feitos para a Síndrome Respiratória Aguda Grade (Sars) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers), também causadas por coronavírus.

Por isso, a segurança da substância já havia sido parcialmente testada, o que permitiu que o processo fosse um pouco mais acelerado.

Em um vírus (adenovírus) atenuado da gripe comum de macacos é acrescentado um material genético semelhante ao de uma proteína específica do novo coronavírus, que é a maior responsável pela infecção. Assim, os especialistas esperam que a vacina induza à produção de anticorpos, tornando o organismo capaz de reconhecer o vírus no futuro, impedindo sua entrada.

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