cerebroA dopamina, serotonina e adrenalina são neurotransmissores, substâncias químicas produzidas pelos neurônios, que regulam o humor e a liberação de alguns hormônios. Quando liberados no cérebro, dão sensação de bem-estar e felicidade.

Um artigo publicado em 2014 discutiu que há aspectos endógenos e externos (socioculturais, econômicos, geográficos, eventos da vida), que influenciam a felicidade. Entre os endógenos, há cinco fatores: genética, neurotransmissores cerebrais, hormônios e glândulas endócrinas, saúde física e biótipo.


Tem pessoas que possuem genes mais favoráveis à liberação de serotonina, ou seja, produzem mais serotonina. Mesmo que você seja uma pessoa que geneticamente produz menos serotonina, tudo bem. Isso só quer dizer que você vai precisar se esforçar mais para sentir-se feliz. Ter um gene favorável à produção de serotonina não determina que você será mais feliz, mas é uma constatação de que a genética influencia, sim, no seu estado de humor. Estudos com gêmeos sugerem que fatores genéticos influem 35-50% na felicidade.


COMO LIBERAR OS NEUROTRANSMISSORES DO PRAZER?
1) Tenha pensamentos positivos: o pensamento positivo aumenta a liberação de endorfina, o que equilibra o sistema nervoso autônomo simpático e parassimpático e dá sensação de felicidade. Pensamento positivo não é só achar que tudo vai dar certo, mas pensar em algo que lhe traz felicidade, como um momento bom que teve no passado.

2) Faça atividade física: quando fazemos atividade física, o corpo libera dopamina, que dá motivação para correr mais; e serotonina que dá bem-estar mais prolongado. Vale lembrar que não funciona só se mexer de vez em quando! Se você tem dificuldade de fazer atividade sozinho, convide alguém para ir com você. Além de liberar dopamina, você ainda libera endorfina.

3) Socialize: ter relações de amizade e fazer atividades em grupo aumentam a liberação de endorfina.

4) Faça o bem: um estudo mostrou que comprar presentes para uma pessoa que precisa mantém a sensação de felicidade e bem-estar por mais tempo do que comprar presente para si próprio.

5) Coma chocolate: o chocolate tem teobromina, substância que aumenta a produção de dopamina. Só tome cuidado com exageros. Saiba que após comer, você vai sentir-se feliz, mas logo depois ficará com vontade de comer mais para manter a sensação de prazer, se tiver tendência a comportamentos de compulsão

6) Abrace: o abraço aumenta a ocitocina, que facilita relacionamentos e melhora comportamentos sociais. Aumenta conexões.

7) Ouça música: olhe fotos antigas e converse sobre momentos felizes do passado com amigos. Isso aumenta a serotonina.

8) Medite: os neurocientistas descobriram que monges que passam anos meditando apresentam um maior crescimento do córtex pré-frontal esquerdo, a principal parte do cérebro responsável pelo sentimento de felicidade. Mas não se preocupe. Você não precisa passar anos vivendo isolado e em silêncio como celibatário. Bastam cinco minutos por dia observando sua respiração. Enquanto faz isso tente ser paciente.

 

G1

 

Durante as festas de final de ano, muitas pessoas tiram um tempo para pensar em tudo o que aconteceu no período que está terminando e começar a fazer planos para o ano que se aproxima. Nesse momento é comum surgir uma sensação de tristeza, angustia e até depressão. Alguns porque não alcançaram algum objetivo desejado, outros pelas situações que vivenciou ao longos dos últimos 12 meses. E nesse momento, o clima festivo é mais complicado de ser encarado.

Por causa disso, o site especializado Health preparou uma lista de como lidar com os momentos que podem trazer angústia. Confira:

1. Planeje-se
Segundo especialistas, é importante focar em si mesmo durante esse período e descobrir como cuidar das suas necessidades. Para isso, é necessário criar rotinas que visam restaurar o seu ânimo e aliviar a tensão. Escolha atividades que goste de fazer, como ler um livro ou assistir uma série divertida, e coloque na sua agenda como se fosse compromisso (só que é com você mesmo!).

“Descubra as coisas pequenas que vão te ajudar a suportar os feriados de final de ano e faça delas sua prioridade”, orienta o psiquiatra John Sharp, do Beth Israel Deaconess Medical Center, nos Estados Unidos.
2. Evite conflitos familiares
Todo mundo sabe que reunir a família em um só lugar pode ser a receita perfeita para um desastre. Mas existem algumas maneiras de preservar a sua sanidade durante esses momentos. Caso se veja em uma situação de conflito, pense em respostas neutras que não vão jogar mais lenha na fogueira como “podemos falar disso em outro momento” ou “entendo o que você quer dizer”.

Caso não dê certo, se ofereça para ajudar na cozinha ou vá brincar com as crianças – qualquer coisa que possa te afastar do conflito. Vale a pena também convidar um amigo próximo com quem você possa conversar em situações como essa.

3. Foque nas pessoas boas
Já falamos aqui que reuniões de família podem ser difíceis, especialmente quando não gostamos muito de algum parente. Mas é importante deixar de lado esse sentimento e pensar nas pessoas bacanas com quem poderá compartilhar mais um final de ano. “É aí que devemos colocar nossa energia”, diz o psicólogo Scott Bea, da Cleveland Clinic, nos Estados Unidos.
4. Não tente ser perfeito
Muitas pessoas acabam se estressando ao tentar fazer das festas de final de ano algo perfeito. Outras tentam parecer perfeitas para evitar as críticas. Nada disso fará bem porque a perfeição não existe. Então, apenas tente não se concentrar tanto em si mesmo – e nos seus problemas – e busque pensar que existem pessoas em uma situação mais difícil que a sua a quem você pode ajudar.
“Quando você tira os olhos de si mesmo e se concentra naqueles que têm muito menos do que você, não pode ficar deprimido. Aprendi a ser grato pelas bênçãos que recebi e recebi muito”, conta Debbie Thurman, 57 anos, que sofreu com depressão há alguns anos.

5. Não tenha medo de sofrer
As festas de final de ano também podem ser um momento de tristeza para quem perdeu um parente querido recentemente. Por isso, não tente fingir que está tudo bem. Fale sobre os seus sentimentos, busque apoio e não tenha vergonha de sentir falta de alguém nessas ocasiões. “Todos os sentimentos são um sinal de que você é humano e reflete onde está no seu processo de cura”, comenta Deborah Jonsson, Avow Hospice, nos Estados Unidos.

6. Durma
Na correria dos preparativos, é comum deixarmos de lado o sono para conseguir dar conta de tudo. Mas para quem tem depressão isso pode ser perigoso. Estudos mostram que há uma ligação entre dormir pouco e depressão, portanto, seja extremamente cuidadoso com o seu sono.

Procure ir para a cama e acordar nos mesmo horário todos os dias e não coma demais ou se exercite próximo da hora de dormir. Também evite atividades que possam interferir na qualidade do seu sono, isso inclui evitar o celular depois de deitar.
7. Limite o contato com as redes sociais
Muitos de nós sabemos que a felicidade nas redes sociais é apenas uma fachada. Mas, ainda assim, acabamos nos deixando afetar por essa falsa alegria, portanto, mantenha pouco contato com as mídias sociais – isso inclui a TV com seus comerciais de famílias perfeitas no Natal.

8. Peça ajuda
A depressão pode fazer com que a pessoa se afaste de quem mais gosta por medo de ser um incômodo, mas é possível que essas pessoas estejam apenas esperando ser procurados para conversar. E desabafar com eles pode trazer muitos benefícios.

9. Se exercite
É cientificamente comprovado que a prática de atividade física melhora o humor. Então, não importa o quão agitada esteja a sua rotina neste final de ano, não deixe de se exercitar. “Saia e faça alguma coisa. Isso também ajuda a gastar as calorias dos alimentos gordurosos e açucarados das festas de final de ano”, orienta Jeffrey Greeson, professor de psiquiatria da Universidade Duke, nos Estados Unidos.


10. Saia ao sol
Algumas pessoas podem sofrer de depressão sazonal, condição que afeta a pessoa durante as mudanças de estações. Especialistas indicam que para esses pacientes, uma caminhada sob a luz do sol pode fazer muito bem. Aliás, se expor por pelo menos 30 minutos diários à luz do sol faz bem para todo mundo, não é mesmo?


11. Tenha outros planos
Não foque todas as suas atividades em prol das festas de final de ano. Tenha planos não relacionados às comemorações, faça algo por você. Sai com seus amigos, vá ao cinema ou ao parque sem pensar que o ano está acabando.

12. Concentre-se no que realmente importa
Um dos problemas mais comuns do final de ano é o endividamento. Mesmo sem caber no orçamento, muitas pessoas compram presentes para todo mundo. Isso é problemático para o seu psicológico e o seu financeiro.

Não tenha medo de dizer “não” para um presente para aquela prima que você vê só uma vez por ano. Os amigos e familiares mais próximos podem sim receber presentes que você mesmo fez. Ou você pode apenas se concentrar na companhia deles e aproveitar cada segundo das comemorações para compartilhar ao lado deles. Considere resgatar os jogos de tabuleiros e brincadeiras bobas da infância. Tudo isso vai criar lembranças muito mais divertidas e duradouras do que o presente.

13. Controle a boca
Comidas deliciosas. Bebidas para todos os gostos. O que não falta nas festas de final de ano são delícias para se empaturrar. Por isso é importante manter o controle sobre a boca. Não adianta nada comer e repetir tudo que está na mesa se depois você vai se arrepender e se sentir culpado por exagerar.

O mesmo vale para a bebida. O álcool pode intensificar suas emoções e deixá-lo se sentindo pior quando seu efeito desaparecer.

14. Não assuma compromissos
Se você realmente sentir que não vai ficar bem durante as reuniões de família, simplesmente não vá. Se for importante para você celebrar de alguma forma, pense em maneiras de ajudar alguém – existem muitos programas de voluntariado criados especialmente para essa época do ano. Você ainda pode viajar e conhecer um lugar novo.

 

Veja

Bebidas compostas por leite vegano, como de soja ou de amêndoas, podem ser menos saudáveis do que as bebidas feitas com leite tradicional, segundo pesquisa realizada pela Action on Sugar, uma instituição de caridade do Reino Unido. De acordo com os resultados, as bebidas quentes feitas com leites alternativos contém muito mais açúcar e, apesar disso, os clientes não têm acesso a essa informação de forma clara e compram o produto acreditando que é mais saudável e menos calórico.

A equipe descobriu que um café expresso feito com leite vegano, por exemplo, pode conter quase sete colheres de açúcar e 350 calorias em comparação com a mesma bebida feita com leite semidesnatado (cinco colheres de açúcar e 168 calorias). Já o café expresso com caramelo pode ter mais de 20 colheres de açúcar – o equivalente a quatro bolos de chocolate branco e morango ou três latas de Coca-Cola.

Por causa disso, a Action on Sugar alertou que os consumidores procurando por alternativas mais saudáveis que o leite tradicional podem estar consumindo açúcar em excesso devido à falta de rotulagem das bebidas. “Os clientes que procuram alternativas de laticínios podem se surpreender ao saber que muitas cafeterias usam leites alternativos pré-adoçados. Isso porque as informações nutricionais geralmente não estão facilmente disponíveis”, comentou Katharine Jenner, da Universidade Queen Mary, na Inglaterra.

Os valores foram avaliados a partir da análise de bebidas feitas em cafeterias e redes de fast food populares do Reino Unido – algumas que também estão presentes no Brasil.


Alerta
Para os pesquisadores, as descobertas são preocupantes e devem servir de alerta, pois o problema também pode afetar as crianças, que também ingerem algumas dessas bebidas, como o chocolate quente. “Todos os dias, pelo menos 100 crianças estão em hospitais do Reino Unido com dentes podres arrancados por causa de cáries provocadas por alimentos e bebidas açucaradas”, alertou Saul Konviser, da Dental Wellness Trust, no Reino Unido.

O especialista ainda destacou que as cafeterias precisam agir de forma mais responsável, começando por reduzir a quantidade de açúcar dos produtos alimentícios que produzem. “[As empresas] precisam parar de colocar os lucros à frente da saúde da população. Elas estão alimentando a obesidade, o diabetes tipo 2 e a crise de cárie dentária”, ressaltou.

Bebidas calóricas

Tipo de Leite Quantidade de calorias Quantidade de Açúcar
Leite de Aveia 350 29,5 gramas
Leite Desnatado 168 22 gramas
Leite Integral 298 21,1 gramas
Leite Semidesnatado 235 21,1 gramas
Leite de Coco 214 14,1 gramas
Leite de Soja 195 13,6 gramas
Leite de Amêndoas 121 11 gramas

 

Veja

Os jovens de 20 e 34 anos são maioria entre os casos de infecção por HIV que ocorreram desde o ano de 2007 até junho de 2019: correspondem a 52,7% dos 300.496 infectados no período, segundo o Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), do Ministério da Saúde - 17.873 são do primeiro semestre deste ano.

O infectologista Jamal Suleiman, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, diz que o quadro pode ser explicado por alguns fatores, dentre eles uma vida sexual mais ativa, a vulgarização da aids entre os jovens e a dificuldade de se comunicar com eles.

“Os jovens têm mais parceiros sexuais e entre eles existe uma ideia de que ter aids não é um problema. Mas isso não é verdade, a aids se tornou uma doença crônica, mas é grave e exige medicação a vida toda”, destaca.

Ele também ressalta que a doença já não é mais pautada pela imprensa como antigamente. “Mas a educação sexual precisa ser um ato contínuo porque as gerações se sucedem e elas são distintas, cada uma tem sua necessidade”, analisa.

“Além disso, de maneira geral, eles não gostam de ler. Então, precisamos disseminar informação de maneira rápida e curta, coisa que não é simples se tratando de HIV”, completa o especialista.

No final de novembro, o Ministério da Saúde estimou que 135 mil brasileiros vivem com HIV sem saber.

O infectologista Evaldo Stanislau Affonso de Araújo, membro da diretoria da Sociedade Paulista de Infectologia, ressaltou em entrevista ao R7 no começo deste mês que o vírus causador da aids é silencioso.

“É uma infecção assintomática. A maior parte [das pessoas] só vai descobrir se fizer o exame para detecção do HIV”, afirma. “Se alguém não fez o exame, pode ser que o quadro evolua depois de anos e a doença [aids] se manifeste”, explica.

Desde o ano de 2012, há uma diminuição na taxa de detecção de aids no Brasil, que passou de 21,4 a cada 100.000 habitantes em 2012 para 17,8 no ano de 2018 – uma diminuição de 16,8%, segundo o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde.

Por sua vez, Suleiman ressalta que existem desafios no combate à transmissão do HIV e, consequentemente, da aids. O primeiro deles é oferecer de maneira uniforme as profilaxias pré-exposição (PrEP) e pós-exposição (PEP) ao vírus.

“Tanto no centro como na periferia, onde se concentra grande parte da população vulnerável”, afirma.


Outra necessidade é fazer com que todos tenham acesso ao tratamento. “Existe uma fila de espera por consulta no SUS que dura em média três meses depois que a pessoa descobriu que tem HIV”, diz o infectologista.

Mais de 300 mil casos de infecção por HIV foram notificados no ministério de 2007 até junho de 2018. A maioria deles veio das regiões sudeste e sul.
Mas é preciso analisar esses dados com cautela e considerar a desigualdade que existe no Brasil.

“São regiões com maior visibilidade. Em outros lugares o acesso a serviços de saúde é mais complicado. Muitas vezes, as pessoas não procuram assistência porque não têm conhecimento sobre esses serviços, embora eles existam”, analisa o médico.

Detecção do HIV aumenta em gestantes
Por outro lado, entre 2008 e 2018, houve um aumento de 38,1% na detecção de HIV em gestantes: passou de 2,1 para 2,9 casos a cada mil nascidos vivos. A ampliação do diagnóstico no pré-natal é uma das explicações para esse fato.

“É preciso oferecer testes para todas as mulheres que estão fazendo o pré-natal, isso previne a transmissão [do HIV] para o bebê”, enfatiza Suleiman. “Quanto mais precoce o tratamento para a mãe infectada, melhor, porque maior é a chance de prevenção”.

De 2000 até junho de 2019, foram notificados no Sinan mais de 125 mil casos de gestantes infectadas por HIV – 4.500 foam no primeiro semestre deste ano. A maioria tem entre 20 e 24 anos: são 28% do total.

São Paulo elimina transmissão do HIV de mãe para filho
Em novembro de 2019, São Paulo foi reconhecida como o terceiro município do Brasil a eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho. Com 12,1 milhões de habitantes, é a cidade com maior população do mundo a receber o reconhecimento, de acordo com o ministério.

O município de Curitiba foi o primeiro a ser certificado no país, em 2017, seguido por Umuarama, no noroeste do Paraná, em 2019.

“São Paulo conquistou esse avanço porque tem um serviço de vigilância epidemiológica bem estruturado. Mas isso não é unânime em todo o país. Outras regiões, como o nordeste têm dificuldade de acesso aos serviços de saúde, o que impede consultas médicas e a prevenção”, pondera Suleiman.

 

R7