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O câncer é a segunda principal causa de morte no mundo, segundo pesquisa do Global Burden of Disease, ficando atrás apenas das doenças cardiovasculares. Nos casos de câncer de mama, foi observado um crescimento de 29% na incidência entre mulheres jovens de 20 a 54 anos, desde 1990. A estimativa é que esse aumento seja de 74,5% até 2050. Nesse período, mais de 30 milhões de pessoas podem ser afetadas pela doença.

mamografia

A fundadora e presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz, analisa em entrevista ao Hora News que ainda é possível evitar esse aumento; para isso, é necessário revisar o que está sendo feito para mudar essa realidade de fato.

A especialista diz que existem vários motivos para o crescimento da doença no mundo. “A gente está falando sem dúvida nenhuma do envelhecimento da população, a gente está falando da questão da gente hoje conseguir diagnosticar mais, mas a gente também está falando de sedentarismo, de obesidade”.

Ela alerta sobre a importância do diagnóstico precoce, por ser uma das principais ferramentas para aumentar as chances de cura do câncer de mama: “As mulheres não estão fazendo a mamografia. É a mamografia que permite a gente fazer diagnóstico precoce [...] Hoje a gente fala de 95% de chance de cura quando a gente acha pequenininho”, afirma.

Além disso, é importante fazer uma análise do histórico de câncer na família. Segundo a fundadora, “essa é uma informação hoje que vai mudar muito a forma como você vai se cuidar”.

Do R7, com RECORD NEWS

Reprodução/Record News

A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) realizou uma vistoria técnica no município de Bertolínia, a quase 400 km ao sul de Teresina, após um acidente ambiental registrado no Balneário Xixá após uma carreta que transportava cerca de 24 mil litros de produtos químicos tombou no local, na sexta-feira (6), e parte da carga acabou sendo lançada nas proximidades do Riacho Esfolado, levantando a possibilidade de contaminação da água. A orientação do órgão é que água do riacho, que banha o local, não seja utilizada para banho, muito menos para o consumo humano ou animal, até o fim das análises.

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Técnicos da Semarh estiveram na área para realizar o primeiro monitoramento ambiental, verificando as condições de segurança, identificação da carga, sinalização e os possíveis impactos provocados pelos produtos químicos.

Foto: Reprodução/Secom PiauíFoto: Reprodução/Secom PiauíFoto: Ascom Semarh

O trabalho também contou com apoio da Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Segundo o gerente de Fiscalização da Semarh, Renato Nogueira, o acompanhamento da área será contínuo.

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“Nossa equipe realizou uma avaliação inicial no local do acidente para identificar possíveis riscos e iniciar o monitoramento ambiental. A partir de agora, vamos manter o acompanhamento constante para verificar eventuais impactos no recurso hídrico, na fauna e também na comunidade da região”, explicou o gestor.

Foto: Reprodução/Secom PiauíFoto: Reprodução/Secom PiauíFoto: Ascom Semarh

Por medida de precaução, está proibido por tempo indeterminado o banho, a pesca e a coleta de água no local, tanto para consumo humano quanto para dar de beber a animais. A orientação das autoridades é evitar qualquer contato com a água até que novas análises confirmem a segurança da área. Equipe da Agência de Defesa Agropecuária do Piauí (Adapi) também estiveram no local, fazendo perícia do produto.

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Foto: Reprodução/Secom PiauíFoto: Reprodução/Secom PiauíFoto:

Ascom 

Vitaminas são frequentemente associadas à saúde e ao bem-estar, mas poucas pessoas sabem que certas combinações de vitaminas podem sobrecarregar o fígado e causar danos hepáticos graves sem apresentar sintomas aparentes. O consumo simultâneo de suplementos lipossolúveis, como vitamina A, vitamina D e vitamina E em doses elevadas, representa um risco real de intoxicação hepática silenciosa, especialmente quando feito sem orientação médica.

Por que o fígado é o órgão mais afetado pelo excesso de vitaminas? O fígado é o principal responsável por metabolizar e armazenar as vitaminas lipossolúveis que ingerimos. Diferente das vitaminas hidrossolúveis, como a vitamina C e as do complexo B, que são eliminadas pela urina quando em excesso, as vitaminas A, D, E e K se acumulam no tecido hepático e no tecido adiposo por longos períodos.

Quando a ingestão dessas substâncias ultrapassa a capacidade de processamento do órgão, ocorre um estresse oxidativo nas células hepáticas, chamadas hepatócitos. Esse processo inflamatório crônico pode evoluir para fibrose, esteatose e até cirrose, muitas vezes sem que a pessoa perceba qualquer sintoma nos estágios iniciais.

Quais combinações de vitaminas são mais perigosas para o fígado? A suplementação simultânea de determinadas vitaminas potencializa o risco de hepatotoxicidade. Especialistas em hepatologia alertam para as seguintes combinações consideradas de alto risco:

Vitamina A em doses elevadas associada à vitamina E: ambas competem pelas mesmas vias metabólicas no fígado, aumentando o acúmulo tóxico nos hepatócitos e favorecendo a lesão celular. Vitamina A combinada com niacina (vitamina B3): a niacina em altas doses já possui potencial hepatotóxico próprio, e a associação com retinol intensifica a sobrecarga hepática. Vitamina D em megadoses junto com vitamina A: o excesso dessas duas vitaminas lipossolúveis simultaneamente compromete a função biliar e eleva o risco de dano renal e hepático. Multivitamínicos com ferro e vitamina A: o ferro em excesso gera radicais livres no fígado, e combinado ao retinol, acelera o processo de fibrose hepática. Quais são os sinais de que o fígado está sendo intoxicado por vitaminas? A intoxicação hepática por vitaminas costuma ser silenciosa nas fases iniciais, o que a torna especialmente perigosa. No entanto, conforme o dano progride, alguns sinais clínicos podem surgir e devem ser observados com atenção:

Fadiga persistente e falta de energia sem causa aparente. Dor ou desconforto abdominal na região superior direita, onde o fígado está localizado. Náuseas, perda de apetite e alterações no funcionamento intestinal. Pele e olhos com tonalidade amarelada, indicando icterícia. Urina escura e fezes esbranquiçadas, sinais clássicos de comprometimento biliar. Exames laboratoriais como TGO, TGP, GGT e bilirrubina são essenciais para avaliar a saúde do fígado e detectar precocemente qualquer alteração nas enzimas hepáticas causada pelo uso inadequado de suplementos vitamínicos.

O que dizem os estudos científicos sobre vitaminas e danos ao fígado? A ciência tem investigado cada vez mais os riscos do uso indiscriminado de suplementos para a saúde hepática. Uma análise publicada no periódico Hepatology, conduzida pela rede americana Drug-Induced Liver Injury Network (DILIN), acompanhou casos de lesão hepática entre 2004 e 2013 e concluiu que a proporção de danos ao fígado atribuídos a suplementos alimentares e vitamínicos aumentou significativamente ao longo dos anos, passando de 7% para 20% do total de casos avaliados. O estudo completo pode ser consultado no PubMed Central (PMC), reforçando a importância de nunca consumir vitaminas sem acompanhamento profissional.

Para quem deseja entender melhor como o excesso de vitaminas afeta o organismo de forma geral, o portal Tua Saúde oferece um guia completo sobre hipervitaminose: o que é, sintomas, tipos e o que fazer, com orientações práticas para identificar e prevenir a toxicidade vitamínica.

Como proteger o fígado e suplementar vitaminas com segurança? A prevenção da hepatotoxicidade por vitaminas começa com uma atitude simples: nunca iniciar a suplementação sem realizar exames de sangue prévios e obter a prescrição de um médico ou nutricionista. A automedicação com polivitamínicos é um hábito cada vez mais comum entre os brasileiros, mas que oferece riscos reais à saúde hepática.

Priorizar uma alimentação equilibrada e rica em frutas, verduras, legumes e proteínas magras é a forma mais segura de obter todas as vitaminas necessárias para o organismo. O fígado funciona melhor quando não é sobrecarregado com substâncias desnecessárias, e a suplementação só deve existir quando há uma deficiência comprovada por exames laboratoriais e acompanhada por um profissional de saúde.

Tua Saúde

Mudanças na cor, na espessura ou no formato das unhas podem levantar suspeitas sobre a saúde da circulação sanguínea — mas especialistas alertam: nem toda alteração é sinal de artéria entupida. Em muitos casos, as mudanças são consequência de trauma, envelhecimento ou infecções locais.

unhas

Dermatologistas ouvidos pelo g1 explicam quando as unhas realmente podem refletir isquemia (redução da chegada de sangue) ou hipoxemia (redução da oxigenação do sangue) e o que ainda é exagero nas redes sociais.

Unhas e circulação: quando há motivo para investigar O dermatologista Miguel Ceccarelli, coordenador do Ambulatório de Doenças das Unhas do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE-UERJ), afirma que alterações isoladas raramente fecham diagnóstico.

“Algumas alterações de unhas podem ser pistas de problema circulatório, mas quase nunca são a única pista. Em geral, preocupam mais quando aparecem junto com outros sinais, como pele fria, mudança de cor, dor ao caminhar ou feridas que não cicatrizam”, diz.

Segundo ele, na doença arterial periférica — quando há obstrução das artérias das pernas — existe um conjunto típico de alterações.

Alterações associadas à isquemia crônica (má circulação prolongada) Pele fina, brilhante e fria Perda de pelos nas pernas

Unhas dos pés: Opacas Quebradiças Espessas (hipertrofiadas) Deformadas Segundo Ceccarelli, esse conjunto de alterações indica que aquele tecido está recebendo pouco sangue há muito tempo.

Em quadros graves, podem surgir:

Pontas dos dedos muito pálidas ou arroxeadas Áreas enegrecidas Dor intensa Bolhas ou feridas próximas às unhas Isquemia x hipoxemia: qual a diferença? O dermatologista Hélio Amante Miot, docente da Faculdade de Medicina da Unesp, destaca que é fundamental diferenciar a isquemia da hipoxemia e que uma coisa pode estar presente sem a outra:

Isquemia é quando a circulação não chega bem ao tecido. Hipoxemia é quando o sangue chega com pouco oxigênio Segundo Miot, os primeiros sinais costumam aparecer nas extremidades.

“Se você olhar sua mão, a ponta do dedo costuma ser mais vermelhinha. No frio ela fica branca por isquemia. Em situações pulmonares ou cardíacas, pode ficar roxa”, explica.

Sinais que podem indicar isquemia Extremidades frias Pele ressecada sem explicação Crescimento lento da unha Destacamento da unha (onicólise) Retorno lento da cor ao pressionar a ponta do dedo 💨 Sinais ligados à hipoxemia: Cianose (unhas azuladas ou arroxeadas) Mudança no ângulo entre a unha e a pele “Unha em vidro de relógio”: sinal clássico Um dos achados mais conhecidos é o chamado clubbing, popularmente conhecido como “unha em vidro de relógio”.

Miot explica que normalmente existe um ângulo entre a pele e a unha. Quando esse ângulo vai ficando mais reto, mais próximo de 180 graus, a unha assume o aspecto de vidro de relógio.

Segundo o médico, essa alteração pode ser precoce em quadros de redução de oxigenação, especialmente em doenças pulmonares e cardíacas. Por isso, essa é uma forma de suspeitar de redução da oxigenação nas extremidades.

Em estágios mais avançados, pode surgir o chamado “dedo em baqueta de tambor”, com crescimento da parte mole e do osso da ponta do dedo.

Alterações ungueais com base científica em doenças sistêmicas Alguns sinais têm associação descrita na literatura médica com doenças internas.

G1

Foto: arquivo pessoal - Miguel Ceccarelli