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O Brasil já vive uma epidemia de dependência em remédio para dormir. Essa é a opinião da neurologista e especialista em medicina do sono Rosa Hasan, coordenadora do Laboratório do Sono do Hospital das Clínicas, em São Paulo.

“Nós estamos vendo nos últimos anos, não só aqui como no mundo todo, um aumento expressivo de casos de abuso e de uso em grandes quantidades de remédio. Casos que a gente precisa internar o paciente porque não é seguro suspender a medicação”, diz Hasan.

Heródoto Barbeiro/R7

 

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) endureceu as regras para a venda do zolpidem, um medicamento para dormir. O órgão regulador estabeleceu que, a partir de 1º de agosto, qualquer dosagem desse remédio exigirá receita tipo B (azul), a mesma necessária para calmantes, como clonazepam e alprazolam, por exemplo.

zolpidem

“A medida foi adotada a partir do aumento de relatos de uso irregular e abusivo relacionados ao uso do zolpidem. A análise conduzida pela Anvisa demonstrou um crescimento no consumo dessa substância e a constatação do aumento nas ocorrências de eventos adversos relacionados ao seu uso”, diz a agência em nota. Os efeitos colaterais do zolpidem incluem sonambulismo e alucinações, podendo ser potencialmente perigosos, pois colocam os usuários em situações de risco em alguns casos.

O zolpidem é um remédio da classe dos hipnóticos e tem a venda autorizada no Brasil desde 2007, mas começou a se popularizar a partir de 2011, ano em que 1,7 milhão de caixas haviam sido vendidas. No ano seguinte, houve uma alta de 41,7%, chegando a 2,4 milhões.

Em 2021, último ano em que há dados disponíveis, foram dispensadas nas farmácias brasileiras mais de 19 milhões de caixas.

Atualmente, somente o zolpidem acima de 10 mg exige a apresentação de receita azul. A Anvisa diz que durante a análise, “foi possível ainda identificar que não há dados científicos que demonstrem que concentrações de até 10 mg do medicamento mereçam um critério regulatório diferenciado”.

O que é o zolpidem Desenvolvido na década de 1980, o zolpidem tornou-se nos últimos anos um medicamento substituto dos benzodiazepínicos — categoria que inclui Rivotril (clonazepam), Valium (diazepam) e Frontal (alprazolam) — para indivíduos que se queixam de dificuldade para dormir.

Trata-se de um fármaco sedativo-hipnótico que começou a ser vendido nos Estados Unidos em 1993, sob o nome comercial Ambien, após cinco anos de uso na Europa.

No Brasil, o zolpidem foi autorizado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 2007.

O medicamento de referência é o Stilnox, produzido pela farmacêutica Sanofi. Mais recentemente, surgiram dezenas de genéricos e similares. O zolpidem faz parte de uma família de drogas chamadas de Z-hipnóticos, que inclui também outros medicamentos, como o zaleplon e a zopiclona.

Eles entram na categoria de não benzodiazepínicos, por não possuírem em suas formulações anéis de benzeno e diazepina fundidos. Na prática, essa diferença química faz com que as drogas Z tenham uma particularidade na indução ao sono.

Os benzodiazepínicos causam sonolência, mas também têm propriedades ansiolíticas, relaxantes musculares e anticonvulsivantes, que costumam fazer com que as pessoas acordem grogues pela manhã.

Rivotril, Valium, Frontal e outros, na verdade, são ansiolíticos e não devem ser usados para induzir ao sono. São remédios que se destinam ao alívio de crises agudas de ansiedade ou, em alguns casos, para convulsões.

No caso dos Z-hipnóticos, mantém-se a indução ao sono com quase nenhuma das outras três características dos benzodiazepínicos.

O zolpidem, particularmente, tornou-se popular por fazer a pessoa dormir rapidamente sem causar sonolência no dia seguinte, desde que ela durma ininterruptamente de sete a oito horas. Seu efeito adverso mais perigoso é a parassonia — o indivíduo entra em um estado de sonambulismo.

De acordo com as bulas aprovadas pela Anvisa, o zolpidem “é destinado ao tratamento da insônia (dificuldade para dormir), que pode ser ocasional (eventual), transitória (passageira) ou crônica (que dura há muito tempo)”.

Especialistas, porém, defendiam nos últimos anos que a venda desse remédio fosse mais restrita no Brasil.

R7

Um estudo realizado na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, descobriu uma característica que pode ser sinal de demência.

conversa

De acordo com os pesquisadores, pessoas com um tipo de doença neurodegenerativa chamada demência frontotemporal (DFT) podem não perceber o sarcasmo e a mentira nos diálogos.

Ter conhecimento sobre esse aspecto e percebê-lo pode ajudar a se chegar ao diagnóstico mais cedo.

Detalhes sobre o estudo A descoberta veio depois que os participantes foram convidados a assistir a vídeos de interações.

O estudo, que envolveu 175 participantes – 103 dos quais tinham algum tipo de demência e 72 dos quais não tinham. Eles precisavam avaliar vídeos com diálogos.

As pessoas que tinham essas conversas eram muitas vezes obviamente sarcásticas. Depois de receberem perguntas de sim ou não sobre o que viram, os pesquisadores mediram as respostas dos participantes em relação a mapas de sua estrutura cerebral.

Descobertas Os cientistas descobriram que tanto as pessoas com Alzheimer quanto com demência frontotemporal (DFT) tinham dificuldade para captar o sarcasmo.

No entanto, pessoas com DFT tendiam a ter ainda mais dificuldade para discernir o sarcasmo.

O que é demência frontotemporal? A demência frontotemporal (DFT) é um tipo de demência que afeta principalmente as áreas do cérebro conhecidas como lobo frontal e lobo temporal.

Essas áreas desempenham papéis importantes no comportamento, personalidade e linguagem.

De acordo com Alzheimer Society, no estágio inicial da demência frontotemporal, alterações de comportamento ou problemas com a fala podem aparecer separadamente.

No entanto, à medida que a doença progride, esses sintomas se sobrepõem cada vez mais.

Ao contrário da doença de Alzheimer, as pessoas com demência frontotemporal geralmente permanecem conscientes do tempo (por exemplo, em que ano estamos), e a memória não é motivo de preocupação nos estágios iniciais.

Nos estágios posteriores, surgem sintomas gerais de demência, incluindo confusão e esquecimento. As habilidades motoras são perdidas e ocorrem dificuldades de deglutição.

Catrca Livre

Foto: © tdvoret/depositphotos

Pequenos nódulos ou placas de cor amarelada que se formam sob a pele ou em outras partes do corpo, como tendões, articulações e outros órgãos, chamados de xantomas, indicam quando há níveis elevados de colesterol LDL.Visualmente, as feridas se assemelham a espinhas e são particularmente comuns nos braços, pernas, nádegas e no rosto, na região das pálpebras.

colesterolalto

Essas lesões, segundo os especialistas, são uma resposta inflamatória do organismo ao depósito excessivo de colesterol ou triglicerídeos nos tecidos.

Isso porque quando os níveis de colesterol estão muito elevados no sangue, o excesso de lipídios pode extravasar das artérias para os tecidos circundantes. Assim, o colesterol em excesso é processado pelos macrófagos, células do sistema imunológico, que tentam eliminar esse acúmulo anormal.

Contudo, em algumas situações, essas células não conseguem processar completamente esses lipídios e acabam formando depósitos amarelados conhecidos como xantomas. Prevenção de níveis elevados de colesterol Há uma série de coisas que você pode fazer para prevenir níveis elevados de colesterol. Acima de tudo, o mais importante é adotar um estilo de vida saudável. Isso inclui o seguinte:

Controle do peso Manter um peso saudável pode ajudar a reduzir os níveis de colesterol e melhorar a saúde cardiovascular. Para isso, a prática de atividade física regular é muito importante. O exercício regular, como caminhar, nadar, correr ou praticar atividades aeróbicas, pode aumentar o colesterol HDL (colesterol “bom”) e diminuir o LDL.

Alimentação saudável Reduza o consumo de gorduras saturadas e trans, encontradas em carnes gordurosas, produtos lácteos integrais, alimentos processados e frituras. Opte por gorduras insaturadas saudáveis, como as encontradas em peixes, nozes, sementes, abacate e azeite de oliva. Consuma mais fibras, presentes em frutas, legumes, grãos integrais e feijões, pois elas ajudam a reduzir o colesterol LDL (colesterol “ruim”). Evite alimentos ricos em colesterol, como gema de ovo.

Pare de fumar O tabagismo pode diminuir o colesterol HDL e aumentar o LDL, além de ser prejudicial à saúde geral.

Consumo moderado de álcool Se você optar por beber álcool, faça-o com moderação, pois o consumo excessivo pode afetar negativamente os níveis de colesterol.

Lembrando que cada pessoa é única e que é fundamental consultar um profissional de saúde para avaliar sua situação específica, especialmente se você tiver histórico familiar de colesterol elevado ou doenças cardiovasculares. Um médico poderá fornecer orientações personalizadas e um plano de tratamento adequado para controlar os níveis de colesterol e melhorar sua saúde geral.

Catraca Livre

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