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Imagine o seu intestino como uma floresta tropical densa e vibrante, e não apenas como um tubo para digestão e absorção. Trilhões de microrganismos (vírus, fungos e bactérias) habitam essa floresta, formando a chamada microbiota intestinal, que funciona como um órgão extra. Ela ajuda na digestão, produz vitaminas e, o mais importante hoje, de acordo com a ciência: treina o sistema imunológico. Há mais bactérias no intestino do que células humanas no corpo todo.

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Com o advento da imunoterapia, uma revolução recente no tratamento do câncer, o intestino e sua microbiota surgem como uma peça-chave. Ao contrário da quimioterapia (drogas que atacam células que se multiplicam rápido), a imunoterapia não age diretamente sobre o tumor. Ela remove o freio que trava o sistema imunológico e permite que o próprio organismo reconheça e ataque as células tumorais. Alguns pacientes obtêm respostas impressionantes e duradouras, chegando à remissão completa do câncer mesmo em casos avançados. Outros, infelizmente, não respondem bem e não têm benefícios significativos.

Estima-se que entre 70% e 80% das células do sistema imunológico estejam localizadas na parede intestinal, onde são constantemente expostas aos microrganismos da microbiota. Estudos mais recentes identificaram que a presença de determinadas bactérias está associada a um microambiente tumoral mais favorável à ativação do sistema imune, enquanto estados de disbiose, frequentemente relacionados a inflamações crônicas, podem contribuir para a resistência ao tratamento. Desse modo, perfis específicos da microbiota, as Gut OncoMicrobiome Signatures (GOMS), funcionam como biomarcadores capazes de prever a resposta à imunoterapia.

Modulação da resposta imune O impacto da microbiota também ajuda a explicar por que o uso de antibióticos merece atenção especial. Uma grande meta-análise com mais de 46 mil pacientes mostrou que o uso desses medicamentos pouco antes ou no início da imunoterapia está associado a piores desfechos clínicos. Ao eliminar bactérias patogênicas, os antibióticos também reduzem bactérias benéficas, alterando o equilíbrio intestinal e comprometendo a resposta imunológica ao tratamento.

Mais um campo que tem despertado interesse é o transplante de microbiota fecal. Apesar de ainda causar estranhamento, essa técnica já é utilizada com sucesso no tratamento de infecções graves por Clostridium difficile. Em estudos com pacientes com melanoma avançado que não respondiam à imunoterapia, a transferência da microbiota de pacientes respondedores levou parte deles a passar a responder ao tratamento. A hipótese é que as novas bactérias sejam capazes de “reprogramar” o sistema imunológico, tornando-o mais eficiente no combate ao câncer. Atualmente, centenas de estudos clínicos avaliam essa abordagem em diferentes tipos de tumores.

Diferentemente da genética, a microbiota intestinal é altamente modulável, e a alimentação exerce papel central nesse processo. Dietas ricas em fibras, com consumo regular de frutas, verduras, legumes, grãos integrais e sementes, favorecem o crescimento de bactérias benéficas. A variedade alimentar também é determinante: quanto mais variado e colorido o prato, maior tende a ser a diversidade da microbiota. Alimentos fermentados, como iogurtes naturais, kefir e kombucha, podem contribuir para esse equilíbrio quando consumidos de forma adequada.

O futuro do tratamento Por outro lado, alguns hábitos podem comprometer esse ecossistema. O uso indiscriminado de antibióticos, especialmente os de amplo espectro, deve ser evitado e sempre realizado com orientação médica. O consumo frequente de alimentos ultraprocessados, ricos em conservantes, açúcares e adoçantes artificiais, favorece bactérias prejudiciais. Além disso, o uso de probióticos sem indicação adequada pode não trazer benefícios e, em alguns casos, até interferir negativamente na resposta à imunoterapia.

Medicamentos como inibidores de bomba de prótons (usados para proteção estomacal) e laxativos, quando utilizados de forma abusiva ou sem necessidade, também podem contribuir para o desequilíbrio da flora intestinal.

Diversas drogas para tratamento do câncer que agem sobre o sistema imunológico já chegaram e estão disponíveis. Muitas outras irão chegar. Atualmente, a imunoterapia é utilizada em diferentes tipos de tumores, às vezes concomitante à quimioterapia, terapias-alvo e conjugados anticorpo-droga. O futuro do tratamento do câncer será cada vez mais integrado e sistêmico. Não olharemos apenas para o tipo do tumor, mas para todo o ecossistema do organismo do paciente.

É provável, no futuro, que antes de começar a imunoterapia, você faça um exame de fezes para analisar sua microbiota. Com base nisso, o médico poderá prescrever uma dieta de precisão ou um “coquetel de bactérias” específico para garantir que seu corpo responda melhor ao tratamento, com força máxima.

Por The Conversation Brasil

Foto: Adobe Stock

"Só sabe a importância da equoterapia quem tem na família alguém que precisa desse tratamento." Essa colação foi feita por uma mãe de família, a sra. Roseli Borges, que tem um filho, o Braulio,  que está na lista para ser tratado com a equoterapia, que está agora implantada em Floriano-PI.

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O processo envolve vários profissionais de saúde e de outras áreas e, conforme o que está sendo repassado, tudo está pronto para atender comunidade. Uma mãe de um garoto já inscrito no projeto destacou a importância do atendimento.

 

Da redação

O tema divide opiniões. Há quem garanta que beber água durante as refeições faz com que a sensação de saciedade chegue mais rápido, enquanto outros argumentam que beber água pode interferir na digestão.

A revista Real Simple publicou um artigo explorando o assunto.

Como a água afeta a digestão quando ingerida com alimentos

A hidratação diária é importante para a saúde do organismo, e especialistas recomendam beber até dois litros de água por dia.

Mas será que beber água durante as refeições influencia a digestão dos alimentos?

Beber pequenos goles de água pode ter um impacto positivo na digestão, segundo a médica de família Arshpreet Saraan.

“Se você costuma beber água aos poucos durante as refeições, não deve haver necessariamente um aumento ou diminuição na digestão”, destacou. “Ao engolir os alimentos, o corpo os processa: eles descem pelo esôfago, chegam ao estômago e as enzimas digestivas atuam ali… a água apenas ajuda nesse processo.”

A água ajuda a manter tudo em movimento A nutricionista Mackenzie Blair defende que é positivo beber água em pequenas quantidades durante as refeições para ajudar a manter o fluxo digestivo.

“Gosto de pensar no sistema digestivo como um rio: se não houver comida ou água suficiente, nada flui”, afirma.

Na experiência clínica de Saraan, alguns pacientes já perguntaram se beber água durante as refeições poderia diluir as enzimas digestivas ou atrasar a digestão.

“Na verdade, isso não deveria acontecer. A água apenas amolece os alimentos que estão sendo consumidos e ajuda a impulsioná-los pelo trato digestivo”, explica.

Como a água pode contribuir para a sensação de saciedade Algumas pessoas acreditam que beber um copo de água antes das refeições ajuda a evitar comer em excesso. Mas será que isso é comprovado pela ciência?

Blair destaca que beber água durante as refeições “pode influenciar os sinais de saciedade” e ajudar a perceber que já se está satisfeito em um ritmo adequado.

Quem não deve beber água durante as refeições? Pessoas com problemas gastrointestinais Não é recomendado que pessoas com problemas gastrointestinais bebam água durante as refeições, pois a combinação de água com alimentos pode aumentar a pressão intra-abdominal, piorando os sintomas.

Quem acabou de fazer cirurgia bariátrica Se você passou por uma cirurgia bariátrica, é preciso ter cuidado extra. Beber água durante as refeições pode fazer com que a sensação de estômago cheio apareça mais rapidamente, o que pode interferir na quantidade de comida necessária.

“Isso pode causar saciedade precoce e afetar negativamente a quantidade de comida que a pessoa consegue ingerir”, alerta Saraan.

Quando você não bebeu água durante o dia Segundo Blair, o ideal é distribuir o consumo de água ao longo do dia, em vez de concentrá-lo apenas nas refeições. Isso ajuda a manter o corpo hidratado durante todo o dia e evita a necessidade de compensar bebendo água em excesso durante as refeições.

Noticias ao Minuto

A esteatose hepática, conhecida como gordura no fígado, atinge cerca de 20% da população brasileira e avança sem dar sinais. O fígado não dói quando está sobrecarregado, e é justamente essa característica silenciosa que torna a condição perigosa. Muitas vezes, o problema só é descoberto em exames de rotina, quando já existe acúmulo significativo de gordura nas células hepáticas. O que poucos percebem é que alguns hábitos aparentemente inofensivos do almoço do dia a dia podem estar contribuindo diretamente para esse quadro.

Por que o fígado acumula gordura sem aviso O fígado é responsável por mais de 500 funções no organismo, incluindo a metabolização de gorduras e açúcares. Quando a alimentação sobrecarrega esse órgão de forma contínua, ele começa a armazenar gordura em suas próprias células. O processo acontece gradualmente e, como o fígado não possui terminações nervosas que provocam dor, a pessoa não sente nada até que a situação se agrave. A gordura acumulada pode evoluir para inflamação, fibrose e, em casos mais sérios, cirrose ou câncer hepático.

O que a ciência diz sobre açúcar e fígado Uma das principais descobertas sobre a gordura no fígado está relacionada ao consumo excessivo de açúcar, especialmente a frutose presente em bebidas adoçadas. Segundo a revisão científica Fructose and sugar: A major mediator of non-alcoholic fatty liver disease, publicada no Journal of Hepatology, dietas ricas em açúcar aumentam não apenas o risco de esteatose, mas também de inflamação hepática avançada. O estudo explica que a frutose estimula a produção de gordura no fígado de forma mais intensa do que outros nutrientes, além de prejudicar a oxidação de gorduras já existentes. Os pesquisadores destacam que reduzir o consumo de bebidas açucaradas pode trazer benefícios significativos para diminuir o acúmulo de gordura hepática.

4 hábitos do almoço que prejudicam o fígado Alguns costumes muito presentes na rotina alimentar brasileira contribuem para o acúmulo silencioso de gordura no fígado:

Tomar refrigerante ou suco industrializado durante a refeição: essas bebidas são ricas em açúcar e frutose, que chegam rapidamente ao fígado e estimulam a produção de gordura local. Mesmo os sucos de caixinha considerados “naturais” podem conter altas doses de açúcar adicionado Exagerar no arroz branco e pular as fibras: carboidratos refinados em excesso elevam rapidamente a insulina, favorecendo o armazenamento de gordura no fígado. A ausência de fibras no prato acelera ainda mais esse processo Abusar de frituras e carnes gordurosas: bife à milanesa, batata frita e linguiça são escolhas frequentes que sobrecarregam o fígado com gorduras saturadas. Esse tipo de gordura está diretamente ligado à inflamação hepática Repetir sempre o mesmo padrão pesado: almoçar diariamente com combinações de carboidratos refinados, gorduras ruins e bebidas açucaradas cria uma sobrecarga constante que o fígado não consegue processar adequadamente Pequenas mudanças que fazem diferença A boa notícia é que o fígado possui grande capacidade de regeneração quando os hábitos mudam. Substituições simples no almoço podem reduzir a sobrecarga hepática de forma significativa:

Trocar o refrigerante por água ou chá sem açúcar Incluir mais vegetais e legumes no prato, aumentando a ingestão de fibras Preferir arroz integral ou reduzir a porção de arroz branco Escolher proteínas magras como frango grelhado, peixe ou ovos em vez de carnes gordurosas e frituras Usar azeite de oliva no tempero da salada, que possui ação protetora comprovada para o fígado

A perda de peso gradual, entre 7% e 10% do peso corporal, já é suficiente para reduzir a gordura hepática em muitos casos. Exercícios físicos regulares também ajudam o fígado a metabolizar gorduras de forma mais eficiente. Como a esteatose não costuma causar sintomas iniciais, pessoas com fatores de risco como obesidade, diabetes, colesterol alto ou histórico familiar devem fazer exames periódicos para avaliar a saúde do órgão. Saiba mais sobre a esteatose hepática e como identificá-la.

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde. Se você apresenta fatores de risco ou deseja investigar a saúde do fígado, procure orientação médica para diagnóstico e acompanhamento adequados.

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