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Existem mais de 200 tipos de câncer. Normalmente, os sintomas dependem de onde ele está crescendo no corpo. Por exemplo, o câncer de intestino pode causar o aparecimento de sangue nas fezes e o câncer de pulmão pode causar tosse persistente.

No entanto, outros podem ser menos específicos e facilmente descartados como algo com que não exige tanta preocupação. No entanto, há dois desses sinais com os quais devemos ter cuidado.

Esses sintomas são mais perceptíveis pela manhã, ao acordar.

Eles são:

Acordar encharcado de suor Sentir-se exausto mesmo depois de um longo sono

Suor noturno Muitas pessoas experimentam algum tipo de suor durante a noite. A temperatura do quarto e se você compartilha a cama com um parceiro são causas comuns de suor.

Mas se você acorda regularmente encharcado de suor, isso pode ser um sinal de alerta de câncer. Suores noturnos podem ser sinais de alguns tipo de câncer, como:

Linfoma não-Hodgkin linfoma de Hodgkin Tumores carcinoides Leucemia Mesotelioma Câncer nos ossos Câncer de próstata Câncer de rins Tumores de células germinativas Câncer medular de tireoide avançado Fadiga Semelhante à transpiração, a sensação de cansaço é bastante comum.

Existem várias causas potenciais, como a falta de sono, a falta de alimentação ou a deficiência de uma determinada vitamina, entre outras.

Porém, se você se sentir cansado mesmo depois de acordar de um longo sono, pode ser sinal de algo mais sério.

É importante notar que a fadiga causada pelo câncer pode ser complexa e multifatorial, e diferentes pessoas podem experimentá-la de maneiras diferentes.

Sesapi

O Ministério da Saúde incluiu um novo grupo para receber a vacina contra o HPV e incluiu ao SUS um medicamento para pacientes portadores do HIV. Desde o dia 22 deste mês, pacientes com PRR (papilomatose respiratória recorrente) passaram a fazer parte do grupo prioritário para receber a vacina contra o HPV. A vacina será ofertada mediante apresentação de prescrição médica. E para os menores de 18 anos, é necessário documento com consentimento dos pais ou responsáveis.

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De acordo com a pasta, a decisão foi embasada em estudos que demonstraram os benefícios da vacina como tratamento complementar, reduzindo significativamente a recorrência da doença em pacientes vacinados. A PRR é uma condição rara causada pelo próprio HPV, caracterizada por verrugas nas vias respiratórias. O tratamento cirúrgico é comum, porém as recorrências são frequentes e podem ser graves, especialmente em crianças.

Desde 2006, a vacina contra o HPV tem sido considerada parte do tratamento, apresentando resultados encorajadores. A vacina estará disponível mediante prescrição médica, com consentimento dos pais para menores de 18 anos.

Recentemente, o Ministério da Saúde também anunciou que a vacina contra o HPV será aplicada em dose única no SUS, recomendada para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. Imunossuprimidos e vítimas de violência sexual continuarão seguindo o esquema anterior de até três doses.

Segundo o Ministério da Saúde, a adoção da dose única visa intensificar a proteção contra o câncer de colo do útero e outras complicações associadas ao vírus, dobrando a capacidade de imunização dos estoques disponíveis no país. A estratégia segue as recomendações mais recentes da OMS (Organização Mundial da Saúde) e da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), embasada em estudos que evidenciam a eficácia do esquema.

R7

Foto: Josá Cruz/Agência Brasil - Arquivo

O anúncio foi feito nesta quinta, dia 25. O estado deve receber já nesta sexta, as primeiras 21 mil doses da vacina Qdenga, que serão aplicadas em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. O Brasil iniciou a vacinação contra a doença no mês de fevereiro em 16 estados, totalizando 521 municípios de regiões endêmicas. Agora, 25 estados passam a vacinar contra a dengue.

Ministério da Saúde inclui o Piauí na campanha de vacinação contra a dengue

Segundo nota técnica do MS, vão receber a vacina, municípios do Território entre Rios.

A distribuição das doses nos municípios foi determinada com base em três critérios principais: o ranqueamento das regiões de saúde e municípios, o quantitativo necessário de doses conforme a disponibilidade (prevista pelo fabricante).

A definição de um público-alvo e regiões prioritárias para a imunização foi necessária em razão da capacidade limitada de fornecimento de doses pelo laboratório fabricante da vacina.

Até a 16ª semana epidemiológica de 2024, o Piauí registrou 4.195 confirmados de dengue, um aumento 88,0% em relação ao mesmo período de 2023. O estado já notificou 6 óbitos causados pela doença.

"Assim que as vacinas chegarem vamos encaminhar aos municípios prioritários conforme a nota técnica do Ministério da Saúde, para que eles façam o seu cronograma de imunização obedecendo ao público-alvo de 10 a 14 anos", explica Bárbara Pinheiro, coordenadora de Imunização da Sesapi.

O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer vacina contra a dengue no sistema público de saúde. Essa vacina foi aprovada para uso no país pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em março de 2023. Assim, considerando as etapas e os fluxos que envolvem a incorporação de um imunobiológico no SUS, o Ministério da Saúde, no mesmo ano (dezembro de 2023), incorporou a vacina ao sistema de saúde. A inclusão da vacina foi analisada pela Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias no SUS (Conitec) de forma prioritária e em regime de urgência.

"A vacina é mais uma ferramenta para combater essa doença, que se torna grave e pode matar. Temos que fazer a nossa parte não deixando água parada, eliminando criadouros de mosquitos, e agora precisamos levar nossas crianças e adolescentes para tomar a vacina, que é segura", afirma o secretário de saúde, Antonio Luiz.

A faixa etária de 10 a 14 anos, público-alvo da vacinação contra a dengue, é a que concentra a maior proporção de hospitalização pela doença. É importante lembrar que a vacina Qdenga não oferece proteção contra Zika, Febre Amarela e Chikungunya. A eficácia do imunizante é exclusiva para a prevenção da dengue.

"Temos a vacina agora, mas vale ressaltar que essa ainda não é a principal estratégia para reduzir os casos e mortes por causa da doença. A melhor forma de se proteger contra a dengue é eliminar os focos de transmissão combatendo os criadouros", destaca a superintendente de atenção aos municípios da Sesapi, Leila Santos.

Proteção contra a dengue

A principal forma de combater a dengue é acabar com a proliferação do mosquito por meio da eliminação de criadouros. Vale lembrar que cerca de 75% dos focos do Aedes aegypti, transmissor da doença, estão nas casas das pessoas.

Por isso, mantenha sempre os locais de acúmulo de água totalmente cobertos com telas/capas/tampas, impedindo a criação do mosquito. Fique atento a ralos e demais recipientes (como baldes, vasos de plantas, etc.) que possam acumular água parada.

O uso de repelentes e roupas que tampem as áreas do corpo mais expostas, como braços e pernas, também são uma excelente ação de proteção individual contra a picada do mosquito, que é mais ativo durante o dia.

Mosquiteiros sobre a cama, telas em portas e janelas e ambientes limpos e arejados são mais uma forma de proteção.

Sesapi

Um comprimido uma vez por semana, uma injeção autoaplicada uma vez ao mês ou uma injeção administrada na clínica a cada seis meses. Essas opções podem estar disponíveis nos próximos cinco ou dez anos para prevenir ou tratar o HIV. Em vez dos medicamentos que precisam ser tomados diariamente, os cientistas estão se aproximando de alternativas com ação mais prolongada – talvez até de um cenário futuro em que o HIV precise de atenção só duas vezes ao ano, o que era inconcebível nas décadas mais sombrias dessa epidemia.

“O período atual é de grande inovação. Novos produtos que atendem às necessidades dos pacientes estão sendo desenvolvidos, sobretudo em relação à prevenção, de uma maneira que nunca vimos antes”, disse Mitchell Warren, diretor executivo da Avac, companhia voltada para a prevenção do HIV.

As terapias de ação prolongada podem eliminar a necessidade de se lembrar de tomar uma pílula diária para prevenir ou tratar o HIV. E para alguns pacientes os novos medicamentos podem amenizar o estigma da doença, que, por si só, é um obstáculo para o tratamento. “Não ter de se lembrar disso toda manhã é uma mudança radical para eles. Esse estigma internalizado de tomar um comprimido todos os dias é o que impede que eles o façam”, comentou Rachel Bender Ignacio, diretora da UW Positive da Universidade de Washington, centro de pesquisa clínica dedicado ao HIV.

É provável que os medicamentos de ação prolongada sejam ainda mais benéficos para populações que há muito tempo são difíceis de alcançar: pacientes com acesso irregular aos serviços de saúde ou que têm problemas para tomar comprimidos diariamente em consequência da falta de moradia ou do transporte estável, aqueles que estão lidando com o uso de substâncias, que têm alguma doença mental ou que enfrentam discriminação e preconceito.

Em 2022, quase 30 anos depois do surgimento da terapia antirretroviral combinada, mais de nove dos 39 milhões de pessoas vivendo com HIV no mundo inteiro não estavam recebendo tratamento. No mesmo ano, cerca de 630 mil pessoas morreram de doenças relacionadas à aids. Mesmo nos Estados Unidos, cerca de um terço das pessoas diagnosticadas com HIV não conseguem controlar o vírus. “Ainda não abordamos esses problemas subjacentes relacionados ao acesso. Estamos muito entusiasmados com a ciência e com as implicações clínicas dos medicamentos de ação prolongada. Mas, para muita gente, esse vai ser um sonho distante”, afirmou Gregg Gonsalves, ativista de longa data do HIV e epidemiologista da Escola de Saúde Pública da Universidade Yale.

Um indicador do entusiasmo com os tratamentos de ação prolongada foi sua relevância na Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas que foi promovida em Denver, em março – reunião anual que tem servido como palco para muitos eventos relacionados ao HIV, incluindo o grande momento, em 1996, em que os pesquisadores demonstraram que uma combinação de drogas poderia suprimir o vírus.

Este ano, dezenas de estudos sobre tratamentos de ação prolongada foram apresentados na conferência. (Embora a maioria desses medicamentos esteja tentadoramente próxima de prevenir e tratar o HIV, algumas opções semelhantes para tuberculose e hepatite B e C também estão avançando.) Um deles – o Cabenuva, que consiste em duas injeções a cada dois meses – está disponível há quase três anos e custa mais de US$ 39 mil por ano nos Estados Unidos, motivo pelo qual poucos pacientes podem pagar por ele, sobretudo em países de baixa renda, mesmo com um bom desconto aplicado.

Mesmo assim, muitos pesquisadores que compareceram à conferência estão entusiasmados com os resultados de um estudo que mostrou que o Cabenuva foi mais eficaz no controle do HIV do que os comprimidos diários, mesmo em grupos que geralmente têm dificuldade em aderir ao tratamento. “Quando você pensa em como isso é difícil para algumas pessoas, dar a elas novas ferramentas que possam ajudar a suprimir o vírus é muito importante”, disse a dra. Kimberly Smith, que lidera a área de pesquisa e desenvolvimento na ViiV Healthcare, empresa que fabrica uma das drogas componentes do Cabenuva.

Os medicamentos de ação prolongada podem ser úteis até mesmo para crianças que têm HIV – só cerca da metade das que são diagnosticadas com o vírus no mundo inteiro recebe tratamento. “Isso se deve, em parte, à falta de versões pediátricas desses medicamentos. Mas esse não vai ser mais o caso com as formulações de ação prolongada, que vão ser iguais para crianças e adultos, diferindo só na dosagem”, afirmou Charles Flexner, especialista em HIV da Universidade Johns Hopkins, em uma apresentação na conferência de Denver.

A maioria das injeções de ação prolongada contém nanocristais do medicamento suspensos em líquido. Enquanto os comprimidos orais precisam passar pelo estômago e pelo trato intestinal antes de entrar na circulação, as chamadas injeções de depósito enviam os medicamentos diretamente para a corrente sanguínea, mas o fazem de maneira muito lenta, ao longo de semanas ou meses.

Apoorva Mandavilli, do The New York Times

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