Termina nesta sexta-feira (31) a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, destinada a vacinar exclusivamente o público prioritário, entre eles, idosos, crianças, gestantes, profissionais de saúde e professores.

De acordo com o Ministério da Saúde, a partir de segunda-feira (3), as doses restantes da campanha ficarão disponíveis para a população em geral. Até esta quarta-feira, 44,6 milhões de pessoas que buscaram os postos de vacinação, o que representa 75% da população-alvo.

“Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis, que inclui pessoas com deficiências específicas, devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do SUS deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receber a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.


A meta do ministério é vacinar 90% do público-alvo, formado por 59,4 milhões de pessoas. Dois estados já bateram a meta de 90%: Amazonas (94,4%) e Amapá (94,7%). Os estados com menor cobertura vacinal são Rio de Janeiro (57,6%), Acre (64,9%) e São Paulo (65,4%). Segundo a pasta, a campanha mantém, em todo o país, uma estrutura com mais de 41,8 mil postos de vacinação e a participação de aproximadamente 196,5 mil pessoas.


Os dados divulgados pelo ministério indicam que, entre a população prioritária, os funcionários do sistema prisional registram a maior cobertura vacinal, com 94,2%, seguido pelas puérperas (91%), indígenas (86,7%), idosos (85,3%) e professores (82,8%). Os grupos que menos se vacinaram foram os profissionais das forças de segurança e salvamento (32,2%), população privada de liberdade (50,4%), pessoas com comorbidades (66,6%), crianças (69,9%), gestantes (70,8%) e trabalhadores de saúde (72,9%).


No Brasil, a escolha do público prioritário obedece recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias”, diz a pasta da Saúde.

 

Agência Brasil

O vínculo afetivo entre o bebê e os pais é muito importante. A mãe cria esse vínculo ainda na barriga, mas e o pai? O Bem Estar acompanhou o ator Júlio Rocha durante os três primeiros meses de vida do filho José. No último episódio do ‘Sou pai, e agora?’, vamos mostrar que o vínculo depende do envolvimento do pai, principalmente depois que o bebê nasceu. (VEJA O VÍDEO)

Para a mãe, a amamentação é o vínculo maior, mas isso não quer dizer que o pai fique fora do processo. O pai também cria o vínculo ao colocar o bebê para arrotar, segurar no colo, dar banho, conversar e brincar.

E por que o vínculo afetivo é tão importante? Ele é fundamental para o desenvolvimento do bebê. Nos dois primeiros anos de vida, o bebê está criando uma rede de neurônios, fazendo as sinapses. O vínculo afetivo aumenta essas conexões, que é a neuroplasticidade. Quanto maior for essa rede de neurônios, maior será a capacidade cognitiva dessa criança, ou seja, ela vai aprender com mais facilidade, será um adulto mais inteligente.
O vínculo com o bebê se forma com:

Brincadeiras
Conversas
Leituras
Carinho
Canto
Aconchego
Amamentação

 

G1

As bebidas energéticas, muito populares especialmente entre os jovens, representam graves riscos para a saúde, segundo advertiu nesta quarta-feira (29) a Associação Americana do Coração.

Um artigo publicado nesta quarta-feira (29) na revista acadêmica Journal of the American Heart Association indica que a ingestão de 900 mililitros de uma dessas bebidas em um curto período de tempo pode aumentar a pressão arterial e o risco de distúrbios elétricos no coração.


Estas bebidas, que surgiram na década de 90, em geral têm alto teor de cafeína e açúcares, vitaminas e estimulantes de origem vegetal - como guaraná ou ginkgo biloba e taurina -, além de metabolitos - como a carnitina. Outros ingredientes achados nas bebidas usadas na pesquisa incluem vitamina B e glucoronolactona, encontrada em plantas e em tecidos conjuntivo.

O estudo recrutou 34 voluntários com boa saúde e idades entre 18 e 40 anos. Os participantes receberam ao acaso 900 mililitros de uma das duas bebidas energéticas comumente vendidas ou a de um placebo em três dias diferentes.


Os participantes consumiram as bebidas em uma hora, mas sem ultrapassar 450 miligramas em menos de 30 minutos. Ambas as bebidas energéticas continham de 304 a 320 miligramas de cafeína para cada 900 mililitros. O placebo consistia em água gaseificada e suco de limão.

Os pesquisadores mediram a atividade elétrica no coração dos voluntários com eletrocardiograma e avaliaram a pressão arterial. Todas as medições foram feitas no início do estudo e a cada 30 minutos durante quatro horas depois da ingestão das bebidas.

O estudo constatou que, nos participantes que tinham consumido alguma das bebidas energéticas, o intervalo QT nos eletrocardiogramas foi 7,7 milissegundos maior em quatro horas do que nos que tomaram o placebo.

O intervalo QT mede o tempo que os ventrículos do coração levam se preparando para a próxima pulsação. Se o intervalo é muito curto ou longo demais, o resultado pode ser um batimento anormal ou a arritmia.


"Encontramos conexões entre o consumo de bebidas energéticas, as mudanças em intervalos QT e a pressão sanguínea que não podem ser atribuídas à cafeína. Temos que estudar urgentemente os ingredientes particulares ou a combinação de ingredientes em diferentes tipos de bebidas energéticas para explicar as conclusões do nosso teste clínico", explicou Sachin Shah, professor de farmácia da Universidade do Pacífico, em Stockton, na Califórnia, que dirigiu a pesquisa.

De acordo com Shah, o público deve estar ciente do impacto das bebidas energéticas no corpo, especialmente se a pessoa tiver condições especiais de saúde.

 

EFE

canpeleQual a diferença entre o melanoma e o câncer de pele não-melanoma? Por que um é mais raro e mais grave e outro, mais comum e inofensivo? O dermatologista Pedro Dantas, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), explica que o melanoma surge a partir dos melanócitos, células que produzem a melanina que dá cor à pele. Diferentemente dos outros subtipos de câncer de pele mais comuns, o melanoma tende a evoluir rapidamente e fazer metástase precocemente, sendo mais agressivo. Já o não-melanoma leva mais tempo para evoluir para metástase e costuma ser lesões sangrantes e de crescimento lento, curadas com cirurgia.


O melanoma se desenvolve sobre uma pinta preexistente? O dermatologista afirma que o melanoma pode se desenvolver a partir de uma pinta que esteja na pele desde a infância, no entanto, isso não é o mais comum. Segundo ele, em cerca de 66% dos casos o melanoma surge sem lesão anterior. Por essa razão, é preciso ficar atento a “pintas” mais recentes e que costumam aumentar de tamanho ou mudar as características rapidamente.


O câncer de pele é subestimado? Mais do que subestimado, ele é desconhecido, afirma a dermatologista Jade Martins, coordenadora do Departamento de Oncologia Cutânea da SBD. “As pessoas não têm ideia de quão frequente é o câncer de pele”. Segundo ela, a maioria se assunta quando recebe o diagnóstico de câncer de pele. Mas algumas, mesmo tendo o melanoma – de crescimento rápido e risco de metástase –, não compreende sua gravidade e não dá seguimento ao tratamento.


O câncer de pele é o mais frequente do mundo? Sim. O câncer de pele não-melanoma é o mais frequente no Brasil e no mundo, mas o tipo melanoma representa apenas 3% dos casos de câncer de pele no país. Este ano são esperados 6 mil novos casos, de acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer). A maioria dos casos ocorre na região Sul, em pessoas de pele clara.

 
O melanoma, se não diagnosticado precocemente, tem risco de metástase. Para qual órgãos se estende? Pode matar? O melanoma é o mais letal dos cânceres de pele principalmente pelo seu grande potencial metastático, conforme explica o dermatologista. Ele pode se disseminar para vários órgãos, como pulmões, fígado, cérebro, ossos e linfonodos. A taxa de sobrevida em 5 anos é menor que 10%.


O melanoma, se não diagnosticado precocemente, tem risco de metástase. Para qual órgãos se estende? Pode matar? O melanoma é o mais letal dos cânceres de pele principalmente pelo seu grande potencial metastático, conforme explica o dermatologista. Ele pode se disseminar para vários órgãos, como pulmões, fígado, cérebro, ossos e linfonodos. A taxa de sobrevida em 5 anos é menor que 10%.


Como prevenir esse tipo de câncer? O melanoma tem um fator genético e ambiental. A principal ação do ambiente é a exposição à radiação ultravioleta, segundo Dantas. Portanto, a melhor forma de preveni-lo é evitar a exposição ao sol, tanto as queimaduras quanto a exposição contínua cumulativa. Já a dermatologista ressalta a importância de se fazer um exame dermatológico anual.


Quem tem mais risco de desenvolver melanoma? Pessoas com história de câncer de pele na família, pele clara, história prévia de outros cânceres de pele e albinismo. O dermatologista ressalta que o diagnóstico precoce é essencial para diminuir o risco de morte, principalmente nesses pacientes com risco aumentado
Como é o tratamento? É preciso fazer quimioterapia? O principal tratamento é a retirada cirúrgica que, quando feita precocemente, leva à cura da doença. “Infelizmente, alguns casos são diagnosticados tardiamente e, além do procedimento cirúrgico, pode ser necessária a complementação com radioterapia ou quimioterapia”, diz o médico.


Quem teve melanoma tem risco para outros tipos de câncer e vice-versa? O dermatologista afirma que o melanoma pode estar associado a alterações genéticas que predispõem a outros tipos de câncer em cerca de 5% a 10% dos casos, tanto o surgimento de novos melanomas como de câncer de pâncreas e de mama, dependendo da alteração genética.

 


R7

Foto: Pixabay