A Secretaria da Saúde (Sesapi), por meio da Coordenação Estadual do programa Mais Médicos, realizou, nesta quinta-feira (13), o acolhimento dos novos médicos que atuarão nas macrorregiões de saúde Cerrado e Semiárido. O evento foi realizado no auditório do Instituto Federal (IFPI) de Floriano e reuniu profissionais dos 38º e 40º ciclos do programa, incluindo novos médicos e aqueles que renovaram sua participação no serviço.

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Participaram das atividades de acolhimento 76 profissionais que atuarão em 44 municípios da região, além de secretários municipais e coordenadores da atenção básica.

Durante o evento, os profissionais e gestores acompanharam apresentações sobre a estrutura da rede de saúde do Estado, as atribuições dentro do programa, condução de casos graves, panorama de arboviroses, entre outros temas.

Idvani Braga, coordenadora Estadual do Programa Mais Médicos, destacou a importância desse momento junto aos gestores e médicos que atenderão a população. “Esse é o momento de tirar dúvidas, entender direitos e deveres dentro do programa e também de atualizar os profissionais que já participaram, para que possam levar um serviço de maior qualidade até a população, no momento do atendimento”, afirmou a gestora. 

Ascom

Um estudo publicado na revista Neurology, da Academia Americana de Neurologia, revelou que mulheres que convivem com estresse crônico têm uma maior facilidade de sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico. Segundo a pesquisa, mesmo níveis moderados de estresse já aumentam em 78% o risco de derrame em mulheres.

Os pesquisadores analisaram 426 pessoas entre 18 e 49 anos que tiveram um AVC isquêmico sem causa aparente e compararam os dados com um grupo controle, formado por outras 426 pessoas sem histórico da doença. Os participantes responderam questionários sobre seus níveis de estresse no último mês e, os que já tiveram um AVC, 46% relataram estresse moderado ou alto.

O neurocirurgião Victor Hugo Espíndola, especialista em doenças cerebrovasculares, explica como o estresse pode impactar a saúde. “Quando estamos sob pressão, nosso corpo libera substâncias como as catecolaminas, que aumentam a pressão arterial, esse é um fator de risco importante para o AVC”, destaca.

“O AVC isquêmico ocorre quando uma artéria fica obstruída, impedindo a passagem de oxigênio para as células do cérebro, que acabam morrendo. Esse tipo de derrame é o mais comum, representando 85% dos casos, de acordo com o Ministério da Saúde”, explica o Dr Victor Hugo.

Além do estresse, o especialista destaca que outros fatores podem aumentar o risco de AVC em mulheres, como uso de anticoncepcionais hormonais, enxaqueca com aura, hipertensão, tabagismo e gestação sem acompanhamento adequado. “As oscilações hormonais na mulher, especialmente durante a gravidez e a menopausa, podem impactar a saúde vascular, aumentando a vulnerabilidade ao AVC”, alerta.

Como reduzir o estresse e prevenir o AVC? Algumas mudanças no estilo de vida podem ajudar a controlar o estresse e diminuir os riscos de um AVC.

Movimente-se mais: atividades físicas liberam endorfinas e ajudam a aliviar a tensão; Relaxe: técnicas como meditação, respiração profunda e ioga são eficazes para manter o equilíbrio emocional; Cuide da alimentação: incluir frutas, vegetais e alimentos ricos em ômega-3 melhora a saúde vascular; Evite sobrecarga: organizar melhor a rotina pode ajudar a reduzir o estresse diário. “Embora o estudo não prove que o estresse seja a causa direta do AVC, os dados mostram a necessidade de atenção à saúde mental, com estratégias mais eficazes de prevenção, especialmente entre as mulheres”, conclui o especialista.

Outras dicas de Saúde na Catraca Livre Uma pesquisa recente revelou que a prática de atividades físicas traz benefícios para a saúde do coração, independentemente do dia da semana em que são realizadas. Entenda por que praticar exercícios apenas aos finais de semana também é benéfico para o corpo.

Catraca Livre

Um dos maiores riscos para a nossa saúde, principalmente à medida que envelhecemos, é o aparecimento de doenças cardiovasculares. Monitorar o desenvolvimento desses problemas nem sempre é fácil, mas uma das maneiras de se fazer isso é medindo e acompanhando a pressão arterial.

A pressão arterial nada mais é que o nível de pressão com que o seu sangue circula através dos vasos sanguíneos. Ela é utilizada para avaliar o estado de saúde do sistema cardiovascular e a pressão alta (hipertensão) está associada a falhas desse sistema. Em termos práticos, o aumento da pressão se deve à contração dos vasos por algum motivo, fazendo com que o sangue tenha menos espaço para circular.

Por isso, é importante acompanhar e estar atento à pressão arterial, pois essa medida é o que permite que os profissionais da saúde observem e intervenham preventivamente para evitar doenças que ameacem a vida — uma vez que a hipertensão está entre as principais causas de morte, principalmente entre os idosos.

Antigamente, a pressão arterial era comumente medida com esfigmomanômetros de mercúrio, que hoje já são substituídos pelos aparelhos medidores de pressão eletrônicos, de encaixar no pulso. Por isso que a unidade de medida utilizada para aferir a pressão arterial chama-se milímetros de mercúrio (mmHg).

Vale ressaltar também que a medição da pressão arterial é dupla (x por x). De um lado, mede-se a pressão máxima atingida quando o coração bombeia sangue, chamada de pressão sistólica. Do outro, está a pressão mínima de nossas artérias quando o coração recebe sangue, intitulada pressão diastólica.

Qual é o valor normal da pressão arterial? Levando em consideração a diversidade de pessoas, não existe uma resposta exata para essa questão, pois pode haver variações no que é considerado uma pressão normal. No entanto, é comum que uma pressão arterial saudável esteja abaixo de 120 e 80 mmHg (12 por 8) de pressão sistólica e diastólica, respectivamente.

Uma pressão acima de 120 mmHg e abaixo de 130 já é considerada alta, pois a hipertensão começa a ser diagnosticada entre 130 e 140 mmHg. Enquanto isso, a pressão arterial baixa, chamada hipotensão, apesar de causar sintomas mais leves, como tontura e desmaio, também traz riscos à saúde. O normal é que a pressão não fique abaixo de 90 e 60 mmHg.

Como controlar a pressão arterial Em artigo publicado no MinhaVida, o cardiologista Pedro Mekhitarian explica quais são as causas da hipertensão. “Normalmente, é causada quando há uma resistência e endurecimento maior dos vasos sanguíneos para a passagem do sangue, o que demanda uma força maior do coração para o bombeamento do sangue. Isso pode ser um processo natural do corpo, mas é aumentado com alguns dos fatores de risco”, diz.

Não só relacionado a problemas pulmonares, o uso do tabaco é um desses elementos que pode prejudicar a saúde cardiovascular. Para evitar que isso aconteça, é recomendado não fumar. O álcool é outro fator de risco que, quando consumido em excesso, pode levar à hipertensão. Além disso, o diagnóstico de diabetes e o excesso de peso também estão associados à doença.

Assim, para manter a saúde em dia, uma das recomendações é controlar a pressão arterial e sempre estar atento a ela. Sabemos que cada organismo age de uma maneira, porém, existem algumas mudanças no estilo de vida que podem ajudar na prevenção tanto da hipertensão como da hipotensão.

Praticar exercícios físicos regularmente é uma alternativa para evitar o sedentarismo e passar longe da hipertensão. Você pode começar com atividades simples, como a caminhada. Outra orientação é seguir uma dieta saudável, aumentando o consumo de frutas e vegetais e reduzindo a ingestão de alimentos ultraprocessados ou que possuem grandes quantidades de sódio.

Em entrevista ao MinhaVida, a nutricionista Catia Medeiros explica que, embora não tenha cura, a hipertensão pode ser controlada através do consumo de alguns alimentos ricos em potássio. “[O nutriente] está presente no inhame, feijão preto, abóbora, cenoura, espinafre, maracujá, laranja, banana e em diversos outros alimentos”, afirma. Então, capriche no prato e movimente-se para garantir uma qualidade de vida melhor!

Minha vida

Imagine uma solução natural para o controle do apetite e a perda de peso, tão eficaz quanto os medicamentos mais modernos, mas sem os incômodos efeitos colaterais. Como se fosse um Ozempic Natural

Parece sonho? Pois essa realidade pode estar mais próxima do que imaginamos, graças a uma descoberta revolucionária de pesquisadores da Stanford Medicine.

Eles identificaram uma molécula natural, batizada de BRP, que age de forma semelhante ao Ozempic (semaglutida), mas com uma abordagem mais específica e menos efeitos adversos. Hoje, aqui no SaúdeLAB, que tal conhecer essa promessa que pode mudar o jogo no tratamento da obesidade?

O que é o Ozempic Natural? A molécula BRP, descoberta recentemente, mostrou-se capaz de suprimir o apetite e promover a perda de peso em testes com animais, sem causar náuseas, constipação ou perda significativa de massa muscular – efeitos comuns associados ao uso do Ozempic.

A grande diferença está na forma como a BRP atua no organismo.

Enquanto o Ozempic age em receptores distribuídos por várias partes do corpo, incluindo cérebro, intestino e pâncreas, a BRP parece atuar de maneira mais direcionada, especificamente no hipotálamo, região do cérebro responsável pelo controle do apetite e do metabolismo.

Essa descoberta abre portas para um tratamento mais seguro e eficaz, especialmente para quem busca alternativas naturais e menos invasivas.

A pesquisa, publicada na renomada revista Nature em março deste ano, foi liderada pela Dra. Katrin Svensson, professora de patologia em Stanford, e pela Dra. Laetitia Coassolo, cientista sênior. Juntas, elas estão à frente de uma empresa que planeja iniciar testes clínicos em humanos em breve.

Como a BRP foi descoberta? A descoberta da BRP não foi obra do acaso. Os pesquisadores utilizaram inteligência artificial para analisar dezenas de proteínas da classe das pro-hormonas, moléculas biologicamente inativas que, quando clivadas, geram peptídeos com funções hormonais. Esses peptídeos regulam processos complexos, como o metabolismo energético.

Com a ajuda de um algoritmo chamado Peptide Predictor, a equipe identificou 2.683 peptídeos únicos derivados de 373 pro-hormonas.

Entre eles, destacou-se a BRP, um pequeno peptídeo de apenas 12 aminoácidos, que mostrou um efeito impressionante em células neuronais cultivadas em laboratório: aumentou sua atividade em dez vezes, superando até mesmo o GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon), que é a base de ação do Ozempic.

Resultados promissores em animais Os testes em animais foram igualmente animadores. Em camundongos e miniporcos (que têm um metabolismo mais próximo ao humano), uma injeção intramuscular de BRP reduziu o consumo de alimentos em até 50% na hora seguinte à administração.

Além disso, camundongos obesos tratados com injeções diárias de BRP por 14 dias perderam, em média, 3 gramas de gordura, enquanto os animais do grupo controle ganharam peso. Outro ponto positivo foi a melhora na tolerância à glicose e à insulina, indicando um potencial benefício para o controle do diabetes. Além disso, a descoberta da BRP reforça o poder da inteligência artificial na ciência. Sem o algoritmo Peptide Predictor, identificar essa molécula entre milhares de peptídeos seria uma tarefa quase impossível. Neste caso, o algoritmo foi absolutamente essencial para as descobertas.

O que esperar do futuro? A equipe de pesquisadores já está trabalhando para identificar os receptores celulares que se ligam à BRP e entender melhor seus mecanismos de ação. Outro desafio é prolongar o tempo de ação da molécula no organismo, o que permitiria uma dosagem mais conveniente, talvez até em formato de comprimido.

A expectativa é que, em breve, a BRP possa ser testada em humanos, abrindo caminho para um novo capítulo no tratamento da obesidade.

A descoberta da BRP representa um avanço significativo na busca por tratamentos mais naturais e eficazes para a obesidade. Com um mecanismo de ação específico e menos efeitos colaterais, essa molécula pode se tornar a base de uma nova geração de terapias para o controle do peso e do metabolismo.

Enquanto aguardamos os resultados dos testes clínicos em humanos, uma coisa é certa: o futuro da medicina está cada vez mais alinhado com soluções inteligentes, naturais e personalizadas. E o “Ozempic Natural” pode ser apenas o começo dessa revolução.

E o melhor: não foram observados efeitos colaterais significativos, como alterações no comportamento, na ingestão de água ou na produção de fezes. Isso sugere que a BRP atua de forma mais suave e específica, sem interferir em outras funções do organismo.

Por que essa descoberta é tão importante? A obesidade é um dos maiores desafios de saúde pública da atualidade, com poucas opções de tratamento realmente eficazes e seguras. O Ozempic, apesar de revolucionário, ainda causa efeitos colaterais que limitam seu uso prolongado.

A BRP surge como uma alternativa promissora, com potencial para oferecer os mesmos benefícios, mas com menos riscos.

Saude Lab