O órgão de controle de medicamentos da UE disse, nesta quarta-feira (10), que tem como objetivo aprovar a partir de setembro uma vacina da Pfizer/BioNTech adaptada para duas subvariantes de propagação rápida da cepa Ômicron do coronavírus.

As variantes BA.4 e BA.5 estão provocando uma onda de novos casos na Europa e nos Estados Unidos, o que fez com que a OMS (Organização Mundial da Saúde) alertasse que a pandemia está longe de acabar.

A EMA (Agência Europeia de Medicamentos) anunciou que nesta segunda-feira (8) lançou uma revisão de uma versão adaptada da vacina da Pfizer destinada a essas duas variantes, que são mais transmissíveis e resistentes ao sistema imunológico que as versões anteriores do coronavírus.

"A EMA espera receber uma solicitação para a vacina adaptada BA.4/5 desenvolvida pela Pfizer/BioNTech, que será avaliada para uma possível aprovação rápida em outono", disse um porta-voz da EMA à AFP em um comunicado enviado por e-mail.

Está previsto que esta chegue "pouco depois" da aguardada aprovação de duas vacinas mais adaptadas pela Pfizer e sua rival Moderna destinadas à cepa original do coronavírus e à subvariante BA.1 antes da Ômicron, disse o porta-voz.

Pfizer e Moderna apresentaram solicitações de aprovação separadamente para essas vacinas em 22 de julho, afirmou o porta-voz.

AFP

Para quem deseja ter filhos, é determinante que tenha um estilo de vida saudável, tanto a mulher como o homem precisam ter sua alimentação em dia para ajudar na hora da fecundação. Vícios e outros hábitos ruins, por exemplo, podem tanto prejudicar a qualidade do sêmem como a saúde dos ovários.

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Em matéria do “Metrópolis”, Inarí Ciccone, nutricionista especialista em Obesidade e Emagrecimento pela Universidade Federal do Estado de São Paulo (UNIFESP) e Mestre em Ciências da Saúde pela FMUSP, afirma que 15% dos casais são inférteis. “O sonho da maternidade e da paternidade pode ser um grande desafio para muitos casais que sofrem com a infertilidade. Estudos epidemiológicos demonstram que 15% dos casais apresentam infertilidade. No entanto, a concepção pode ser algo possível de se atingir de forma natural a partir de mudanças adequadas no estilo de vida”, disse.

Com o propósito de ajudar os casais a conseguirem ter uma boa fecundação, a profissional preparou duas listas, uma contendo alimentos que devem estar na dieta dos indivíduos e outras contendo o que deve ser evitado. 5 alimentos para ajudar a engravidar

Nozes: Segundo Ciccone, o consumo frequente delas tem relação com a melhora na qualidade dos espermatozoides e do óvulo, isso ocorre pois as castanhas contribuem como fonte de antioxidantes e gorduras boas.

Peixes de água fria: Tal alimento prova ser positivo para o sazonamento da célula reprodutiva masculina e feminina devido possuir ômega-3. Essa gordura saudável tem ação anti-inflamatória, além de também ter alta concentração de zinco.

Vegetais verdes escuros: A nutricionista aponta que o consumo regular desses alimentos pode aumentar o teor de antioxidantes na dieta das pessoas. Esse composto bioativo prova ser importante para a proteção das células reprodutivas.

Aveia: Seu consumo serve de ajuda para evitar os picos de insulina (hormônio capaz de afetar negativamente a produção dos hormônios sexuais), isso porque é fonte de fibra solúvel.

Ostras: Esses moluscos são fontes ricas de zinco. O mineral é muito importante para a formação do espermatozoide e para a maturação da célula reprodutiva da mulher, o oócito.

5 alimentos para atrapalhar a fecundação

Margarina: Sendo um alimento rico em gordura trans, a mesma pode interferir de forma negativa na qualidade das células reprodutivas.

Refrigerante: A alta quantidade de açúcar refinado, combinado aos corantes e compostos químicos, é prejudicial ao sistema reprodutivo. Ciccone diz que o alto consumo de refrigerantes pode reduzir em, pelo menos, 25% do potencial fértil na mulher e 33% no homem.

Biscoito recheado: A integridade da célula reprodutiva, tanto o óvulo como o espermatozoide, podem ter sua integridade prejudicada com a combinação de açúcar, farinha branca, corante e gordura vegetal hidrogenada.

Embutidos: Alimentos com grande quantidade de sódio, gordura saturada e nitritos (como é o caso do bacon e da calabresa), podem acarretar no aumento da resposta inflamatória, piorarem a eficiência dos hormônios e a qualidade das células reprodutivas.

Açúcar refinado e adoçante químico: Ao serem consumidos, esses alimentos desequilibram o metabolismo hormonal e favorecem reações que podem deteriorar células reprodutivas. A nutricionista aponta que o consumo de açúcar em excesso pode causar resistência à insulina.

 

Lorena R7

Foto: Reprodução/Instagram Karen Marielly e Universo da Gravidez.

Dificuldade de lembrar datas, fazer cálculos ou realizar tarefas básicas do dia a dia são alguns dos sintomas da perda cognitiva. As habilidades cognitivas geralmente diminuem à medida que a idade avança, mas uma pesquisa feita por cientistas da USP (Universidade de São Paulo) mostra que a perda chega a ser 28% maior entre pessoas que consomem mais alimentos ultraprocessados.

Esses alimentos são aqueles que passaram por um processo industrial muito intenso. Encaixam-se nesta categoria pães de forma, salgadinhos, refrigerantes. O declínio cognitivo foi maior entre as pessoas que consumiam mais de 20% das calorias diárias de ultraprocessados. E não é difícil chegar a essa média: 20% equivale a três fatias de pães de forma por dia.

Os resultados foram apresentados na Conferência Internacional de Alzheimer, realizada na semana passada na cidade de San Diego, nos Estados Unidos. Recentemente, um estudo baseado em um banco de dados de saúde do Reino Unido, conhecido como UK Biobank, também mostrou que pessoas que consomem uma maior quantidade de alimentos ultraprocessados, como refrigerantes e batatas fritas industrializadas, podem ter um maior risco de desenvolver demência, se comparadas com aquelas que consomem uma baixa quantidade. O estudo britânico descobriu que substituir 10% dos alimentos ultraprocessados por não processados ou minimamente processados, como frutas frescas, vegetais, legumes, leite e carne, já diminui em 19% o risco de desenvolver a síndrome.

A pesquisa brasileira, por sua vez, analisou o desempenho das pessoas que participaram do mais longo e maior estudo de performance cognitiva realizado no Brasil: o Elsa-Brasil. São cerca de 15 mil pessoas, entre 35 e 74 anos, que começaram a ser acompanhadas em 2008 para investigar fatores de risco para doenças crônicas como hipertensão, arterioesclerose e acidente vascular cerebral.

O estudo analisou os dados conforme o tipo de alimento consumido: alimentos não processados, como vegetais e frutas, os ingredientes culinários, como sal e óleos, os alimentos processados, com modificações leves como adição de sal ou açúcar, e os ultraprocessados.

Dados do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP mostram que o consumo médio de alimentos ultraprocessados no Brasil é justamente de 20%. Como é uma média, algumas pessoas consomem muito mais. Mas ainda assim, é um patamar três vezes menor que a de países ricos, onde a média chega a 60%.

Mas, é justamente essa diferença que torna um país como o Brasil um mercado cobiçado pela indústria de alimentos, explicou a nutricionista e integrante do Núcleo de Pesquisas em Nutrição e Saúde da USP, Renata Levy.

R7 com Agência Brasil