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As populares canetas emagrecedoras, cada vez mais usadas por quem busca perder peso rapidamente, entraram no radar de especialistas após um novo estudo levantar um sinal de alerta: parte significativa do peso eliminado pode não ser gordura, mas massa muscular. A descoberta preocupa médicos, já que a perda de músculos pode trazer impactos diretos na saúde e no metabolismo.

De acordo com a pesquisa, medicamentos desse tipo — geralmente indicados para tratar diabetes e obesidade — podem levar a uma redução expressiva da massa magra durante o processo de emagrecimento. Isso acontece porque o corpo, ao perder peso rapidamente, não diferencia totalmente a origem dessa perda, atingindo também músculos importantes para funções básicas do organismo.

Os especialistas destacam que a massa muscular é essencial para manter o metabolismo ativo, a força física e até a saúde a longo prazo. Quando essa perda acontece de forma acentuada, pode haver consequências como fraqueza, maior risco de lesões e até dificuldade em manter o peso após o fim do tratamento, favorecendo o chamado “efeito rebote”.

Diante disso, médicos reforçam que o uso dessas canetas deve ser acompanhado de perto e combinado com estratégias como alimentação equilibrada e prática de exercícios físicos, especialmente os de resistência. O objetivo é preservar ao máximo a massa muscular enquanto ocorre a redução de gordura, evitando efeitos indesejados que podem comprometer os resultados.

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O aumento de casos de câncer colorretal em pessoas com menos de 50 anos pode estar ligado à exposição a pesticidas, segundo um estudo publicado na revista Nature Medicine. A pesquisa identificou uma associação consistente entre a doença em jovens e o herbicida picloram, além de confirmar a influência de fatores como dieta, tabagismo e nível educacional no risco da doença.

colorretal

O trabalho - liderado por pesquisadores do Instituto de Oncologia Vall d’Hebron (VHIO), na Espanha - analisou dados genéticos e ambientais de pacientes e encontrou evidências de que fatores do chamado exposoma (conjunto de exposições ao longo da vida) podem desempenhar papel central no desenvolvimento do câncer colorretal de início precoce.

Casos em jovens têm crescido no mundo O câncer colorretal é o terceiro tipo mais comum de câncer globalmente e a segunda principal causa de morte pela doença. Tradicionalmente associado ao envelhecimento, cerca de 90% dos casos ocorrem em pessoas com mais de 50 anos.

Nos últimos anos, porém, registros de câncer têm mostrado um aumento desproporcional da doença entre jovens, geralmente definida como aquela diagnosticada antes dos 50 anos.

Além de mais frequente, esse tipo de câncer tende a apresentar características mais agressivas, com maior presença de metástases no momento do diagnóstico e tumores menos diferenciados.

Herbicida aparece como novo fator de risco Um dos principais achados do estudo foi a associação entre o câncer colorretal de início precoce e o herbicida picloram, usado mundialmente desde a década de 1960.

Os pesquisadores observaram que pacientes mais jovens apresentavam maior exposição à substância em comparação com aqueles diagnosticados em idade avançada. O resultado foi confirmado em diferentes análises, incluindo uma meta-análise com nove grupos independentes de pacientes.

A relação também foi validada em dados populacionais de 94 condados dos Estados Unidos ao longo de 21 anos, permanecendo significativa mesmo após ajustes para fatores socioeconômicos e uso de outros pesticidas.

“Observamos que os tumores com alta exposição ao pesticida apresentavam menos mutações no gene APC, um gene fundamental no câncer colorretal que regula a via Wnt, relacionada ao crescimento celular. Isso sugere que a exposição ao picloram pode promover o desenvolvimento do câncer mesmo sem mutações no gene APC.”, explica Jose A. Seoane, um dos autores do estudo.

Ele acrescentou ao g1 que, como se trata de um padrão regional, os autores acreditam que a exposição esteja mais relacionada ao local onde o pesticida é utilizado e não ao alimento.

Seone diz ainda que serão necessárias mais pesquisas para confirmar se a exposição ao picloram está de fato por trás do desenvolvimento precoce do câncer colorretal.

Exposição ao longo da vida pode influenciar risco Para investigar o papel do ambiente, os cientistas analisaram 29 fatores do exposoma, incluindo hábitos de vida, poluição do ar e contato com pesticidas.

Como nem sempre há dados diretos sobre exposição, o estudo utilizou marcadores epigenéticos (alterações químicas no DNA) como indicadores indiretos dessas influências.

Os resultados mostraram que níveis mais altos desses marcadores associados a pesticidas estavam ligados ao câncer precoce, sugerindo que a exposição ao longo da vida, possivelmente desde a infância, pode contribuir para o desenvolvimento da doença.

Seoane explica que foram comparadas assinaturas de metilação (alterações no epigenoma associadas a determinadas exposições) entre câncer colorretal de início precoce (menos de 50 anos) e de início tardio (mais de 70 anos). Nessa comparação, as exposições que apresentaram diferenças foram as associadas à dieta, ao tabagismo e ao picloram.

“Medimos isso em tecido tumoral de pacientes com câncer colorretal da população em geral. Não temos dados sobre se os pacientes trabalhavam na agricultura, mas é improvável, já que se trata de uma coorte molecular geral”, afirma.

Dieta, tabagismo e escolaridade também influenciam Além dos pesticidas, o estudo confirmou fatores já conhecidos:

maior exposição ao tabagismo foi associada ao câncer precoce; padrões alimentares menos saudáveis também aumentaram o risco; níveis mais baixos de escolaridade apareceram com maior frequência entre pacientes jovens.

Por outro lado, uma dieta mediterrânea e maior nível educacional foram associados a menor risco.

Mudanças no tumor indicam impacto biológico A pesquisa também identificou diferenças moleculares nos tumores de pacientes com maior exposição ao picloram.

Foram observadas alterações em genes e vias biológicas relacionadas ao crescimento do câncer, o que sugere que o pesticida pode influenciar diretamente o desenvolvimento tumoral.

Os autores destacam, no entanto, que ainda são necessários mais estudos para entender os mecanismos exatos e estabelecer uma relação causal.

Outros pesticidas também foram associados Além do picloram, a análise encontrou associação com outros pesticidas, como glifosato, atrazina, nicosulfuron e esfenvalerato.

Entre eles, o picloram foi o que apresentou resultados mais consistentes ao longo das diferentes análises realizadas pelos pesquisadores.

Pesquisadores pedem mais estudos e políticas públicas Os autores afirmam que os resultados reforçam a importância de fatores ambientais no aumento dos casos de câncer colorretal em jovens.

Elena Élez, da Unidade de Tumores Digestivos do Hospital Universitário Vall d'Hebron e do Grupo de Tumores do Trato Gastrointestinal do VHIO, explica que o câncer colorretal em pacientes com menos de 50 anos apresenta características clínicas e patológicas particulares. Mas, em nível genômico, as alterações moleculares são semelhantes e nenhuma alteração específica foi identificada.

“Por isso, as causas do aumento do câncer colorretal de início precoce permanecem obscuras”, afirmou Iosune Baraibar, pesquisador clínico do Grupo de Tumores do Trato Gastrointestinal do VHIO.

Segundo o estudo, é urgente aprofundar pesquisas sobre os efeitos de longo prazo desses compostos e considerar medidas de prevenção - tanto no nível individual quanto em políticas públicas.

Os achados sugerem que o avanço do câncer colorretal entre jovens pode estar ligado não apenas ao estilo de vida, mas também a exposições ambientais ainda pouco compreendidas.

Seone destaca que o estudo é completamente observacional. Por isso, não são estabelecidas relações causais, apenas associações.

G1

Foto: Adobe Stock

A hidratação adequada é uma das estratégias mais eficazes para preservar a função renal após os 50 anos, já que os rins envelhecem e perdem progressivamente a capacidade de filtrar e concentrar a urina. Nefrologistas recomendam, em geral, o consumo de 30 ml de água por quilo de peso corporal ao dia, com ajustes conforme clima, atividade física e condições clínicas. Monitorar a cor da urina é uma forma simples e confiável de avaliar se a ingestão está adequada, especialmente em uma fase da vida em que a sensação de sede diminui de forma natural.

agua

Por que a hidratação é tão importante após os 50 anos? Com o envelhecimento, os rins perdem cerca de 1% da função filtrante por ano e tornam-se menos eficientes em conservar água. Ao mesmo tempo, o centro da sede no cérebro fica menos sensível, o que faz com que os idosos percebam menos a desidratação, mesmo quando o corpo já apresenta sinais claros.

Esse cenário aumenta o risco de desidratação crônica, que sobrecarrega os rins e acelera a perda de função. Manter uma ingestão regular de água ao longo do dia ajuda a prevenir cálculos renais, infecções urinárias e o desenvolvimento de insuficiência renal.

Qual a quantidade ideal de água por dia? A recomendação geral para adultos saudáveis é de 1,5 a 2 litros de água por dia, o equivalente a 6 a 8 copos. Para quem tem mais de 50 anos, a fórmula prática mais utilizada é 30 ml por quilo de peso corporal, o que para uma pessoa de 70 kg resulta em cerca de 2,1 litros diários.

Essa quantidade pode aumentar em dias quentes, durante a prática de exercícios ou em casos de febre e diarreia. Por outro lado, pessoas com insuficiência cardíaca ou doença renal avançada precisam de orientação individualizada do nefrologista, pois o excesso de líquido também pode ser prejudicial.

O que diz o estudo científico sobre água e função renal? Pesquisas recentes confirmam que a ingestão adequada de água, especialmente água pura, está associada à preservação da função renal em adultos mais velhos. Esses dados reforçam a importância da hidratação como medida simples e de baixo custo na prevenção da doença renal crônica.

Segundo o estudo Long-term association between water intake and kidney function in a population at high cardiovascular risk, publicado no Journal of Nutrition, Health and Aging em 2024, a análise prospectiva de três anos com 1.986 adultos entre 55 e 75 anos do estudo PREDIMED-Plus mostrou que os participantes com maior consumo de água apresentaram menor declínio da taxa de filtração glomerular, indicador direto da função renal.

Como saber se você está bem hidratado? A cor da urina é o indicador prático mais utilizado por nefrologistas para avaliar o estado de hidratação no dia a dia. Quanto mais clara, melhor o equilíbrio hídrico do organismo. Esse método é especialmente útil para idosos, que muitas vezes não percebem a sede.

Como manter a hidratação no dia a dia? Pequenas estratégias ajudam a garantir a ingestão adequada de água ao longo do dia, mesmo quando a sede não se manifesta. Combinar a hidratação com outros cuidados como controle da pressão arterial, do diabetes e do consumo de sódio potencializa a proteção dos rins. Adotar uma dieta para doença renal equilibrada pode ser indicado em situações específicas.

Algumas medidas práticas para manter a hidratação adequada após os 50 anos:

Manter uma garrafa de água visível ao longo do dia, como lembrete constante. Beber um copo de água ao acordar, antes das refeições e ao deitar. Incluir alimentos ricos em água como melancia, pepino, laranja e melão. Reduzir o consumo de cafeína e álcool, que aumentam a perda de líquidos. Aumentar a ingestão em dias quentes ou após atividade física. Consultar um nefrologista regularmente para avaliar a função renal.

Tua Saúde

A Organização Mundial da Saúde reviu sua posição em 2023 e concluiu que não existe nível completamente seguro de consumo de álcool para a saúde, incluindo o fígado. Mesmo doses consideradas moderadas, como uma taça de vinho ou uma cerveja por dia, estão associadas ao aumento progressivo do risco de esteatose hepática, hepatite alcoólica e cirrose. Compreender como o álcool afeta o fígado é o primeiro passo para tomar decisões mais conscientes e proteger esse órgão essencial para o organismo.

Como o álcool afeta o fígado? O fígado é responsável por metabolizar mais de 90% do álcool ingerido. Durante esse processo, o etanol é convertido em acetaldeído, uma substância altamente tóxica e classificada como carcinogênica pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer.

O acúmulo de acetaldeído danifica diretamente as células hepáticas e provoca inflamação progressiva. Com o consumo continuado, o órgão começa a acumular gordura, condição conhecida como gordura no fígado, que pode evoluir para hepatite alcoólica e cirrose ao longo dos anos.

Existe uma quantidade segura de álcool? A OMS afirma que nenhuma dose de álcool é completamente segura, mas algumas instituições estabelecem limites de baixo risco para fins práticos. O Instituto Nacional sobre Abuso de Álcool dos Estados Unidos define como consumo moderado até uma dose padrão por dia para mulheres e até duas para homens.

Uma dose padrão equivale a aproximadamente 14 gramas de álcool puro, o que corresponde a 350 ml de cerveja, 150 ml de vinho ou 45 ml de destilado. Mesmo dentro desses limites, há risco aumentado de lesão hepática em pessoas geneticamente suscetíveis ou com outros fatores como obesidade e diabetes.

O que diz o estudo científico sobre álcool e saúde? A revisão das diretrizes mundiais foi sustentada por evidências robustas reunidas ao longo de décadas. Esses dados embasam a recomendação atual de que qualquer redução no consumo de álcool traz benefícios mensuráveis para o fígado e para o organismo como um todo.

Segundo o posicionamento Health and cancer risks associated with low levels of alcohol consumption, publicado pela Organização Mundial da Saúde na revista The Lancet Public Health em janeiro de 2023, não existe limiar a partir do qual os efeitos tóxicos do álcool deixem de se manifestar, e mesmo o consumo leve está associado a aumento de risco de doenças hepáticas e de pelo menos sete tipos de câncer.

Quais sinais indicam que o fígado está sendo afetado? O dano hepático costuma evoluir de forma silenciosa nos estágios iniciais, sem sintomas evidentes. Reconhecer os primeiros sinais permite buscar avaliação médica antes que a lesão se torne irreversível, especialmente em pessoas com consumo regular.

Os principais sintomas que merecem atenção incluem:

Esses sintomas de esteatose hepática exigem avaliação por hepatologista ou gastroenterologista para investigação adequada.

Como proteger o fígado no dia a dia? A boa notícia é que a esteatose hepática alcoólica em estágio inicial pode ser revertida com mudanças no estilo de vida. Reduzir ou eliminar o consumo de álcool é a medida mais eficaz, e os benefícios começam a aparecer em poucas semanas.

Estratégias respaldadas pela hepatologia para preservar a saúde do fígado incluem:

Limitar ou eliminar o consumo de bebidas alcoólicas, especialmente em dias consecutivos. Manter o peso corporal adequado, já que o sobrepeso potencializa o dano do álcool. Adotar dieta rica em vegetais, frutas, grãos integrais e proteínas magras. Praticar pelo menos 150 minutos semanais de atividade física aeróbica. Controlar diabetes, colesterol e pressão arterial com acompanhamento médico. Evitar o uso indiscriminado de medicamentos sem prescrição, especialmente analgésicos. Realizar exames de sangue e ultrassom abdominal periodicamente. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação médica individualizada. Em caso de consumo regular de álcool, sintomas hepáticos ou alterações em exames, procure um hepatologista ou gastroenterologista para diagnóstico e tratamento adequados.

Tua Saúde