A pesquisa "Hipotireoidismo em Foco", idealizada pela farmacêutica Sanofi e desenvolvida pela Instituto Minds4Health, levantou dados de pacientes com a doença que ainda não a compreendem.

 

O estudo foi realizado com 200 pacientes. Entre as pessoas que foram diagnosticadas, 35% não sabem o que é hipotireoidismo, apenas ouviram falar. Além disso, um terço dessa população diz nunca ter feito o exame TSH - que detecta os distúrbios da tireoide.

A falta de informação sobre a doença pode impactar na vida dos pacientes. Segundo a pesquisa, 25% dos indivíduos diagnosticados com hipotireoidismo não fazem o tratamento da forma adequada ou apenas não tratam. Em classes socioeconomicamente mais baixas, esse percentual chega a 45% na classe C e 50% nas classes D/E.

 

"A falta de informações sobre o hipotireoidismo e a ausência de diálogo com o médico faz com que os pacientes subestimem a doença e tenham dificuldades, principalmente, na aderência ao tratamento", afirma José Sgarbi, Presidente do Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). "A maioria das pessoas desconhece não apenas o hipotireoidismo, mas também as consequências de não realizar o tratamento adequadamente, isso faz com que não se preocupem em utilizar a medicação da forma correta ou, por vezes, nem iniciam a terapia", completa.

O que é hipotireoidismo?

O hipotireoidismo é um problema no qual a glândula da tireoide não produz hormônios suficientes para a necessidade do organismo. Saiba os sintomas, tratamentos e causas da doença.

 

Minha Vida

correrEvitar a obesidade e fazer exercícios físicos ajudam a retardar o envelhecimento, de acordo com o médico de família Marcelo Levites, coordenador do Centro de Longevidade do Hospital Nove de Julho, em São Paulo.

Ele explica que estudos já demonstraram que dietas com restrição calórica, que por consequência evitam a obesidade, retardam o envelhecimento. No entanto, ele ressalta que essa restrição pode apresentar riscos se não realizada com orientação de uma nutricionista e acompanhamento médico.


"Uma dieta de baixas calorias, na verdade, se refere a uma dieta balanceada com menos carboidratos e mais proteínas e vegetais. Esse tipo de dieta realmente adia o processo de envelhecimento. A obesidade implica uma série de doenças que diminui a longevidade e atrapalha a autonomia em idade mais avançada", explica.

Segundo Levites, a atividade física também tem papel fundamental no prolongamento da juventude - tanto o exercício aeróbico, como corrida e bicicleta, quanto o anaeróbico, como pilates e musculação. "Evitam doenças associadas ao envelhecimento", explica.

A atividade aeróbica fortalece o coração, aumenta o colesterol bom que ajuda a reduzir o ruim, contribuindo para a diminuição do risco de problemas cardiovasculares, como infarto e AVC. Também reduz a chance de doenças metabólicas, como o diabetes.

Além disso, estimula a produção de endorfina, substância produzida pelo cérebro ligada à sensação de bem estar. "A endorfina produzida pelo exercício aumenta o apetite pela vida", diz.
Já o anaeróbico leva ao ganho de músculos, o que ajuda na autonomia. "Músculos são dias de vida. Você mantém sua autonomia. Consegue subir e descer escada, ter mais mobilidade. Consegue chegar aos 80 com condição de vida melhor para fazer suas atividades".

Ele destaca que é preciso tomar cuidado em não exagerar nos exercícios para não ter lesão ortopédica. "Se não acaba trocando o cardiologista pelo ortopedista. O melhor é não precisar de médico", afirma.

Segundo ele, o ideal é fazer atividade física com orientação de um educador físico e coordenação médica. "Senão a pessoa pode optar por fazer caminhada, por exemplo, sendo que tem artrose, então, nesse caso o mais adequado seria a natação", exemplifica.

Por outro lado, ele frisa que "é melhor fazer exercício por conta própria do que não fazer nada". "Mas, em geral, se não tiver um plenejamento com orientação é dificil sair do lugar", pondera.
A reposição hormonal não altera o processo de envelhecimento nem influencia a longevidade, de acordo com Levites.

"Alguns homens acham que vão ficar mais dispostos, ter mais atração sexual, se fizerem reposição de testosterona. Isso não é verdade. A reposição hormonal só é indicada em casos específicos, como baixa taxa de testosterona", afirma.

Genética influencia envelhecimento dos órgãos

O envelhecimento dos órgãos é determinado 70% pela genética e 30% em como a pessoa "lida com a vida", segundo o médico.

"Há algo bem específico que são os telômeros, a parte final dos cromossomos. Eles indicam a longevidade daquele gene. Reproduzimos genes durante a vida, quando cai cabelo, se machuca, quando um órgão precisa ser regenerado. De acordo como o modo como se vê a vida, se dorme bem, se está bem com os problemas, se está intelectualmente ativo, seguindo uma dieta de baixa caloria, praticando exercício físico aeróbico e anaeróbico, os telômeros aumentam", diz.

Segundo ele, os telômeros atuam nesse 30%. As descobertas no campo dos telômeros ligadas ao envelhecimento renderam à bióloga Elizabeth Blackburn o prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina em 2009. Ela relacionou a integridade dos telômeros ao modo de encarar a vida.

Durante a divisão celular os telômeros encurtam. Esse encurtamento leva a problemas no corpo e, por consequência, ao enevelhecimento. A bióloga descobriu que existe uma enzima chamada telomerase que repõe as unidades de DNA perdidas durante a divisão celular, impedindo esse encurtamento. A ativação dessa enzima ajuda a manter a juventude biológica das células.

"Isso faz uma pessoa viver mais. Então, é possível reverter esses 30% levando a vida deste modo. Isso faz a diferença", afirma.

Obesidade é "mãe" de doenças

A obesidade atua no processo de envelhecimento ao interferir no funcionamento do corpo.

"A obesidade possui um processo inflamatório que acaba prejudicando quase o funcionamento do corpo inteiro. Hoje é muito comum ter a preocupação da gordura no fígado. As pessoas ficam desesperadas quando fazem ultrassom e isso é detectado. Ah estou com gordura no fígado, mas também está com gordura no dedo do pé, no braço...", diz.

"Sabemos que a obesidade produz um processo inflamatório no fígado que pode provocar hepatite não alcoólica. Pode desenvolver doença hepática somente pela questão do peso", completa.

Além disso, a obesidade está associada a um maior risco de hipertensão e diabetes, que podem desencadear ainda outras doenças.

Mas o médico ressalta que não adianta estar com o corpo bom e não "manter a cabeça ativa". "Sabemos que, quando se trabalha a questão intelectual do adulto, ele tende a ter menos quadros demenciais".

Ele explica que o sobrepeso não é tão grave quanto a obesidade. "Muitas vezes, uma pessoa está com sobrepeso, mas está com boa saúde", afirma.

 

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Um milhão de pessoas contrae DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) por dia no mundo, segundo boletim divulgado nesta quinta-feira (6) pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Estima-se que das 357 milhões de novas infecções sejam por uma dessas doenças: clamídia, sífilis, gonorreia e tricmoníase.

Segundo o ginecologista Cesar Fernandes, presidente da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), as principais DSTs em circulação no Brasil são o HIV, hepatite C, clamídia, sífilis, gonorreia, candidíase e tricmoníase.


A faixa etária de15 e 39 anos é a que o HIV mais avança no Brasil, principalmente entre homens. Cerca de 73% dos homens infectados estão dentro dessa faixa etária. A taxa de incidência é de 52 para cada 100 mil habitantes, segundo o Ministério da Saúde.

"A maior causa de essas doenças circularem tanto é a falta de utilização de preservativos, principalmente entre os jovens. Eles pensam que isso nunca vai acontecer com eles, que isso só acontece com os outros. E a falta do uso de camisinha não é nem por falta de acesso à proteção, porque o sistema de saúde distribui camisinhas gratuitamente", afirma o médico.


Outra estatística divulgada pela OMS é quanto às infecções por HPV (Vírus do papiloma humano). Segundo a organização, estima-se que cerca de 290 milhões de mulheres estejam infectadas pelo HPV. Fernandes afirma que, além da camisinha, a transmissão desse vírus pode ser evitada por meio da vacinação, eferecida pelo SUS.

De acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), o vírus do HPV está associado a infecções causadoras de cânceres, sendo o principal o câncer de colo de útero. O órgão estima que, em 2019, 16 mil novos casos de câncer de colo uterino sejam identificados. Cânceres de vagina, vulva, pênis, ânus, ororfaringe e boca também estariam associados a infecções pelo vírus.


"A maioria dessas doenças pode ser tratada garatuitamente pelo SUS e tem boa evolução. Doenças como a clamídia e a gonorreia, se não tratadas, podem causar infertilidade tanto em homens como em mulheres, e é importante que o tratamento não seja unicamente do infectado, mas do casal", finaliza o ginecologista.

 

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alimentO país liberou o uso de 197 novos agrotóxicos desde o início do ano. A ação gerou discussão sobre quais são os níveis aceitáveis do uso desses produtos e de como isso pode afetar a alimentação.

Todos esses agrotóxicos foram aprovados pela Anvisa. Segundo o órgão, os riscos, quando existem, estão relacionados ao cultivo e não ao consumo de alimentos.
“Todo produto, quanto é registrado, passa por uma avaliação de risco dietético. Nessa avaliação, são considerados os resíduos deixados nos alimentos para manter a segurança de consumo”, explica Carlos Alexandre Gomes, gerente-geral de toxicologia da Anvisa.

“A preocupação é com o trabalhador rural, porque é quem realmente pode se expor a quantidades um pouco maiores do produto”, completa.

Os agrotóxicos, que são produtos utilizados nas plantações para combater pragas, promovem certa toxidade aos alimentos, mas ela é muito maior em quem aplica o produto, segundo o toxicologista Daniel Dorta, professor de toxicologia do Departamento de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP-Ribeirão Preto.


“O principal problema em relação aos agrotóxicos é seu uso de forma não indicada. Por exemplo: utilizá-lo em uma cultura para o qual ele não é indicado ou utilizá-lo em concentração maior do que a recomendada”, afirma.

Ele explica que essa concentração maior não significa que foi colocada uma quantidade maior do produto, mas sim que não foi respeitado o período de quarentena, que é o espaço de tempo entre o momento em que o produto é aplicado na cultura e que o alimento possa ser colhido e disponibilizado para consumo. “Por exemplo: era preciso esperar 40 dias, mas, em 15, já foi feita a colheita”, diz.

Mais usado no Brasil, Glifosato é controverso

O Greenpeace divulgou, por meio de nota, que 26% dos agrotóxicos liberados no país já foram banidos pela União Europeia. A entidade também chama a atenção para novos produtos contendo glifosato, agrotóxico mais utilizado no país.

“O glifosato no Brasil foi reavaliado e, assim como em outros países, a decisão foi pela permanência”, afirma o gerente-geral de toxicologia da Anvisa.

Já o toxicologista da USP ressalta que o glifosato é controverso. Trata-se de um herbicida para combater as ervas daninhas que competem com a cultura principal.


“O glifosato é classificado como grupo 2A pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) como potencialmente cancerígeno para humanos”, afirma.
Neste ano, um júri de São Francisco, nos Estados Unidos, decidiu que esse agrotóxico foi um “fator importante” no desenvolvimento do câncer em um homem.

Outro agrotóxico controverso entre os liberados está o fipronil. Segundo o Greenpeace, esse agrotóxico é nocivo para abelhas e outros polinizadores. O toxicologista confirma. “É verdade. Ele é utilizado para dizimar todas as pragas, inclusive abelhas. Também pode ser tóxico para o ser humano. O fipronil também está classificado no grupo 2 do IARC”, afirma.

Resíduos podem ser minimizados

Para minimizar os resíduos de agrotóxicos nos alimentos, que são mínimos e não nocivos à saúde, segundo a Anvisa, o toxicologista orienta a retirar a casca das frutas, por exemplo. “Porém vai perder também muitos nutrientes”, ressalta.

Outra medida é deixar de molho em água com bicarbonato de sódio. A medida é meia colher de sopa para um litro de água por 20 minutos, segundo ele. O toxicologista explica que o hipoclorito é indicado para combater micro-organismos, como vírus e bactérias, e prevenir infecções.

Já o bicarbonato de sódio, segundo ele, minimiza os efeitos de praguicidas. “Tem a capacidade de degradar substâncias químicas, como praguicidas. Não elimina, mas auxilia no processo de redução da concentração encontrada”, afirma.

“Já o hipoclorito é utilizado em situações como: comprei uma verdura da horta perto de casa. Será que ali está tendo contaminação com micro-organismo patogênico?”, completa. O uso de hipoclorito é de 20 gotas para 1 litro de água por 20 minutos.

Segundo ele, entre os alimentos com maior concentração de agrotóxicos estão o morango, por ser poroso, pepino e tomate.

Ele explica que, em análises desse tipo são batidos o fruto inteiro, inclusive com casca. “Por exemplo: entre os alimentos com maior concentração de agrotóxicos está o abacaxi. No entanto, retira-se sua casca para o consumo. Portanto, no momento da alimentação, ele não estará tão concentrado como no resultado dessas análises”, orienta.

 

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