Pacientes com câncer de mama geralmente precisam seguir uma dieta diferente da que é considerada saudável para o restante da população. Eles precisam comer para manter a energia e superar os efeitos colaterais do tratamento.

Quando a saúde está boa, comer o bastante não costuma ser um problema. No entanto, diante de um câncer e do tratamento correspondente, isso pode ser um verdadeiro desafio. É por esse motivo que hoje explicaremos como deve ser a dieta de pacientes com câncer de mama.

O câncer de mama e a alimentação
O câncer de mama é um tipo de câncer que se forma nas células da mama. Após o câncer de pele, o câncer de mama é o tipo mais comum de câncer diagnosticado em mulheres nos Estados Unidos. O câncer de mama pode ocorrer em homens e mulheres, mas é muito mais comum em mulheres.

O apoio substancial à conscientização e financiamento para pesquisas ajudaram nos avanços no diagnóstico e tratamento do câncer de mama. As taxas de sobrevivência desta doença aumentaram e o número de mortes relacionadas está diminuindo constantemente.
Como deve ser a dieta de pacientes com câncer de mama?

Comer corretamente durante o tratamento do câncer de mama pode ajudar a:

Manter-se saudável
Manter a energia
Obter os nutrientes adequados
Evitar um ganho de peso inesperado
Enquanto você estiver fazendo quimioterapia, radioterapia ou ambas, siga estas dicas:

Beba ao menos 8 copos de bebidas sem calorias (ou seja, água, chá) ou com poucas calorias todos os dias. Não beber líquido suficiente pode causar tontura, náusea, constipação, fadiga e infecção do trato urinário.


Evite pular as refeições. Tente fazer pequenas refeições, espaçadas regularmente ao longo do dia.


Limite o consumo de álcool ou pare de beber completamente. Se você tiver alguma dúvida, converse com a sua equipe de médicos.


Em que proporção e o que comer?
O equilíbrio de alimentos no seu prato é importante quando você está tentando comer de forma saudável . Lembre-se da imagem do prato mostrado abaixo. Ela pode ajudá-lo a escolher o tamanho certo da porção para diferentes alimentos.


A proteína pode ser vegetal ou animal
A proteína vegetal é obtida a partir da quinoa, brotos, leguminosas, trigo, vegetais, entre outras fontes. A proteína animal é obtida de carnes brancas, como peixe, peru, frango e entre outros. Você pode consumir carne vermelha, mas apenas uma ou duas vezes por semana, devido ao alto teor de colesterol que ela possui.

Frutas e verduras de todas as cores são bem-vindas
Se os pacientes não estiverem em quimioterapia, podem consumir frutas e vegetais crus. No entanto, se eles estiverem realizando a quimioterapia e entraram em um estado de neutropenia (imunidade baixa), devem consumir apenas alimentos cozidos.


O que os pacientes com câncer de mama devem evitar na sua dieta?
Ouvir uma grande série de “não” pode ser desmotivador. Por esse motivo, recomendamos que você não pense nos “nãos”. Em vez disso, preste atenção nos motivos pelos quais você deve evitar esses alimentos.

Um paciente com câncer deve evitar enlatados, alimentos defumados e frituras. Os embutidos também não são uma opção porque contêm nitritos e nitratos, substâncias cancerígenas, conforme indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Os alimentos defumados, grelhados e batatas fritas contêm gorduras saturadas não saudáveis.


Recomenda-se que, no caso do câncer de mama, o consumo de soja e toranja seja restrito. Para um paciente com outro tipo de câncer, a soja pode ser benéfica pelas proteínas que possui. No entanto, para um paciente que está fazendo quimioterapia, esse alimento deve ser restrito, pois pode causar algum tipo de interação com o tratamento.


A toranja é um alimento não recomendado para pacientes com câncer de mama, pois pode causar interações com o tratamento quimioterápico.
A toranja produz uma enzima que ajuda a eliminar os medicamentos do corpo e também gera interação com outras drogas usadas ​​na quimioterapia.
Se você estiver com as defesas baixas ou com neutropenia, é melhor evitar os probióticos. Eles são bons regeneradores, mas no caso de pacientes com imunidade baixa, podem causar o efeito oposto. Por exemplo: em vez de defender a flora intestinal, podem causar um tipo de infecção.

Por fim, além da dieta, a atividade física também é recomendada. Caminhadas leves, ioga e dança são atividades que ajudam a gerar endorfinas para os pacientes com câncer de mama.

melhorcomsaude

Um grupo de pesquisadores mexicanos desenvolveu uma vacina contra a Covid-19 através da proteína spike do vírus SARS CoV-2 (responsável pela entrada e infecção do vírus nas células). Os testes já estão sendo feitos em animais e a expectativa é que em setembro sejam iniciados em humanos, informa o site de notícias local Milenio.

Caso os testes em humanos realmente sejam realizados ainda neste ano, conforme previsto, essa seria a primeira vacina desenvolvida na América Latina a atingir tal estágio.

A pesquisa liderada por Manuel Aguilar Yáñez, do Tecnológico de Monterrey, Julio Valencia Suárez e Alejandro Carballo Amador, da Universidade Autônoma da Baixa California (UABC), chamou a atenção de outras organizações e 17 universidades e instituições de saúde, que se uniram para consolidar o projeto.

"Nosso objetivo é obter a certificação e a licença para uso generalizado (da vacina) até o final de setembro do próximo ano", disse o médico Julio Valencia, especialista em engenharia genética e biotecnologia.


Valencia ainda afirmou que o objetivo da pesquisa é produzir aproximadamente 100 milhões de doses nos próximos 15 meses. Até o final de 2021, ele vislumbra uma capacidade de 200 milhões de doses.


"A vacina funciona fornecendo às células do corpo um pequeno pedaço de informação genética, o DNA, que dará às células tudo o que é necessário para produzir pequenas quantidades de proteína a partir deste vírus, o 'spike'. Ela é exposta ao corpo para que a proteína seja detectada e uma resposta imune celular seja gerada, ou seja, células e moléculas que nosso sistema imunológico produz para neutralizar e destruir o vírus”, explicou Manuel Aguilar, líder de estratégia molecular da vacina em entrevista ao Milenio.

Os pesquisadores acreditam que a produção desta vacina tem grandes vantagens em comparação com as convencionais. Além da produção em massa e o baixo custo, a tecnologia genômica é mais segura e eficaz.

Alejandro Carballo, um dos responsáveis pela pesquisa, afirmou que a vacina está na fase pré-clínica e cerca de 60 ratos estão sendo testados na Universidade Autônoma da Baja California, além da Escola de Medicina Veterinária e Pecuária da UNAM, na Cidade do México, e da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos

"São estudos de segurança e espera-se que em cerca de 20 dias ou um mês teremos os resultados, e então saberemos se isso causa algum dano ao rato, como febre ou algumas reações, porque estamos expondo o corpo a algo estranho. É o que avaliaremos", contou Carballo, especialista em biotecnologia e bioinformática.

O projeto sem fins lucrativos vem recebendo apoio de empresas do setor e instituições públicas. Através do site o jscovid19.org, eles também recebem doações para dar prosseguimento às pesquisas.

 

G1

renmdesivirA Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – publicou uma portaria no Diário Oficial da União, na última quarta-feira, 24, autorizando dois testes clínicos com medicamentos em pacientes com covid-19. Os remédios usados serão o remdesivir associado ao tocilizumabe e o ruxolitinibe.

O remdesivir tem se mostrado resultados promissores no tratamento contra a covid-19. Segundo um estudo feito com macacos e publicado na revista científica Nature, ele foi capaz de reduzir a carga viral e os danos nos pulmões dos animais infectados.

Já o ruxolitinibe será usado com o objetivo de controlar a chamada “tempestade de citocinas”, que é quando o organismo gera uma quantidade exagerada de defesas (citocinas) contra a doença, causando agravamento do quadro clínico.


Como serão os testes?
O primeiro deles é um estudo de fase 3 destinado à avaliação da eficácia e da segurança do medicamento experimental remdesivir em pacientes com pneumonia grave provocada pela Covid-19. Essa pesquisa deve envolver 105 voluntários. O produto será usado no tratamento de dois grupos, sendo que um receberá o medicamento associado ao fármaco tocilizumabe e outro será tratado com o remdesivir com placebo.

O outro estudo com ruxolitinibe, que também está na fase 3, irá avaliar a eficácia e a segurança do medicamento experimental. A pesquisa é da Novartis Biociências S.A. e deve incluir 60 pacientes.

Arsenal farmacológico contra a covid-19
Além desses medicamentos citados acima, vale falar sobre o dexametasona, um corticoide que se mostrou eficaz na redução de mortes de pacientes graves internados com ventilação mecânica. Esse tratamento já tem sido aplicado em alguns hospitais brasileiros como uma das terapias farmacológicas para o doente grave.

O dexametasona, no entanto, não é indicado para a fase inicial da doença. Segundo a OMS não há evidências de que este medicamento funcione em pacientes com sintomas leves ou como medida preventiva. Além do mais, sem supervisão médica, ele pode causar danos.

 

catracalivre

Foto: sittithat tangwitthayaphum/istock

tosseNos casos mais leves de covid-19, a tosse pode levar até duas semanas para deseparecer, já nos casos mais severos, de três a seis semanas, segundo o infectologista Marcos Cyrillo, da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).

O sintoma é um dos primeiros a aparecer e um dos últimos a sumir na covid-19. Isso acontece, pois, as células do trato respiratório possuem muitos receptores a que o vírus consegue se ligar, explica o médico.


“Quando o vírus gruda na célula, ele causa uma inflamação ali, além disso, o corpo vai produzir uma série de substâncias para combater esse corpo estranho que também gera uma inflamação e, em consequência, a tosse.”

A tosse causada pela covid-19 pode ser tanto seca quanto com catarro. O médico explica que a inflamação gerada pelo vírus pode favorecer a proliferação de bactérias que já vivem normalmente no corpo, o que gera a produção de muco.

“Tosse com catarro amarelo é, normalmente, pneumonia bacteriana. Mas você pode ter uma infecção pelo coronavírus que tem tosse com muco, inicialmente branco e depois amarelo também.”


Segundo Cyrillo, a tosse pode persistir mesmo após a eliminação do vírus do corpo. “É como quando você pega gripe, passa uns 10 dias e você ainda está com tosse. Isso acontece porque a inflamação gerada pelo vírus pode continuar, mesmo depois que ele foi combatido.”

O médico orienta que, diante de uma tosse crônica, é necessário procurar orientação médica. Ele aponta que beber bastante água, fazer exercícios respiratórios, dormir e se alimentar bem e fazer atividades como caminhada pode ajudar na recuperação.

“São coisas que vão melhorar a expansão do pulmão e a tosse. A água, ajuda na fluidez do muco. Se ele está mais fluido, é mais fácil expelir e aí se tosse menos.”

 

R7

Foto: Flickr/Donna Sergi