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A prática de exercícios físicos simples, que podem ser realizados em casa com o apoio de uma cadeira, é fundamental para que idosos mantenham a força, o equilíbrio e a independência. Essas atividades são projetadas para fortalecer as pernas, um aspecto crucial para a segurança ao caminhar, a prevenção de quedas e a manutenção da autonomia em tarefas diárias.

caminhada

O enfraquecimento dos membros inferiores é uma condição comum com o avanço da idade, impactando diretamente a capacidade de realizar ações básicas como levantar da cama, sentar e levantar do sofá, ou caminhar em superfícies irregulares. A perda de força nas pernas eleva significativamente o risco de quedas, o que frequentemente leva muitos idosos a evitar sair de casa, comprometendo sua autonomia e qualidade de vida.

Para combater esse cenário, a inclusão de exercícios específicos para as pernas estimula a musculatura, melhora a circulação sanguínea e favorece o equilíbrio. Um dos exercícios propostos envolve sentar em uma cadeira com encosto, manter a coluna ereta, apoiar uma perna no chão e estender a outra lentamente, com a ponta do pé voltada para o corpo. Esse movimento, que ativa o quadríceps, é essencial para a força necessária ao sentar e levantar, devendo ser feito sem balanços e com progressão gradual.

Outras atividades incluem, ainda sentado, dobrar e esticar o joelho alternadamente, como se estivesse “marcando passo”, o que melhora a circulação e a mobilidade do joelho. Para fortalecer as panturrilhas, o idoso pode elevar os calcanhares, ficando na ponta dos pés, e retornar devagar, um movimento que ajuda a bombear o sangue de volta ao corpo e aumenta a estabilidade ao caminhar. Em pé, com apoio em uma cadeira firme, o idoso pode subir na ponta dos pés e descer lentamente, exercitando a panturrilha.

É importante que a prática desses exercícios seja progressiva, respeitando os limites individuais e qualquer sinal de dor. Recomenda-se começar com poucas repetições, espaçar os dias de treino no início e, em casos de doenças pré-existentes ou histórico de quedas, buscar orientação de um fisioterapeuta. As orientações para essas atividades, que visam o ganho de força e equilíbrio, foram destacadas em uma publicação do Fisio Home Morumbi – Fisioterapia Domiciliar, no YouTube, focando na melhoria da qualidade de vida dos idosos.

Feed TV - Saúde|Do R7

Créditos: Foto/Divulgação Feed TV

A partir dos 45 anos, é comum que o corpo feminino entre em um período de transição chamado climatério, marcado pela queda gradual do estrogênio e pela aproximação da menopausa. Essa redução hormonal natural pode trazer ondas de calor, alterações de humor, ressecamento vaginal e impactos no sono. Reconhecer cedo esses sinais ajuda a diferenciar mudanças esperadas de sintomas que merecem tratamento. Em alguns casos, a reposição hormonal é indicada, mas a decisão precisa seguir critérios médicos específicos, conforme as orientações da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.

Por que o estrogênio começa a cair depois dos 45 anos A queda do estrogênio acontece porque os ovários reduzem progressivamente sua atividade ao longo dos anos, processo natural do envelhecimento reprodutivo. Essa diminuição não ocorre de forma brusca, mas em ondas, com períodos de oscilação que antecedem a última menstruação.

Em geral, a menopausa se manifesta entre os 45 e 55 anos, marcando o fim da fase reprodutiva. Antes dela, o climatério já provoca alterações importantes no corpo, mesmo quando os ciclos menstruais ainda estão presentes.

Quais sintomas indicam queda hormonal? Os sintomas variam bastante de mulher para mulher, tanto na intensidade quanto na duração. Identificar os sinais mais frequentes ajuda a procurar avaliação ginecológica no momento certo e evitar que a qualidade de vida seja muito afetada.

Entre as manifestações mais comuns associadas à queda do estrogênio estão:

Ondas de calor repentinas, conhecidas como fogachos Suores noturnos e dificuldade para dormir Alterações de humor, ansiedade e irritabilidade Ressecamento vaginal e desconforto durante a relação sexual Diminuição da libido e redução da elasticidade da pele Perda gradual de massa óssea e dores articulares

O que mostra um estudo sobre os benefícios e riscos da reposição hormonal Para ajudar mulheres e médicos a tomar decisões mais seguras, pesquisadores reuniram dados de dezenas de ensaios clínicos sobre o tema. As conclusões reforçam a importância do momento em que a terapia é iniciada e da escolha individualizada do tratamento.

Segundo a revisão sistemática e meta-análise Benefícios e riscos da terapia hormonal da menopausa para o sistema cardiovascular em mulheres pós-menopáusicas: uma revisão sistemática e meta-análise, publicada no periódico BMC Women’s Health em 2024, mulheres que iniciaram a terapia hormonal nos primeiros dez anos após a menopausa apresentaram menor mortalidade geral e menos eventos cardiovasculares em comparação com quem começou o tratamento mais tarde. O estudo, que reuniu trinta e três ensaios clínicos com mais de 44 mil participantes, reforça o conceito de janela de oportunidade também adotado pela Febrasgo.

Quando a reposição hormonal é indicada? De acordo com as diretrizes da Febrasgo, a terapia hormonal é recomendada principalmente para mulheres com sintomas moderados a intensos e sem contraindicações específicas. O tratamento deve ser personalizado, considerando o histórico clínico, a idade e o tempo desde o início da menopausa.

É importante lembrar que a reposição hormonal não é indicada para prevenir doenças cardiovasculares e tem contraindicações específicas, como histórico de câncer de mama, trombose ou doença hepática ativa.

Quais alternativas existem além da reposição hormonal? Mulheres que não podem ou não desejam fazer terapia hormonal contam com outras opções para aliviar os sintomas. As alternativas incluem mudanças no estilo de vida e o uso de medicamentos não hormonais, sempre prescritos por um profissional. Atividade física regular, alimentação equilibrada, controle do peso e técnicas de manejo do estresse ajudam a reduzir a intensidade dos sintomas. Também existem medicações específicas e terapias vaginais locais com baixa absorção sistêmica para tratar o ressecamento.

Tua Saúde

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, nesta segunda-feira (11), a comercialização e a divulgação dos medicamentos à base de cannabis das marcas Biocase e Allandiol.

A decisão alcança especificamente os produtos Allandiol Forte Black 1:1 e Allandiol Full Spectrum 300 mg, fabricados pelo Instituto Alma Viva Ltda.

Segundo a agência, os produtos não têm registro sanitário e a empresa responsável não possui Autorização de Funcionamento (AFE) para fabricá-los ou comercializá-los.

As irregularidades foram identificadas no site e no perfil no Instagram da empresa, onde os medicamentos das marcas Biocase/Allandiol eram oferecidos com a divulgação de supostos benefícios terapêuticos sem aprovação sanitária.

A proibição também se aplica a qualquer pessoa ou empresa que anuncie, venda ou divulgue os produtos, em razão do risco à saúde pública.

Na mesma resolução, a Anvisa suspendeu a comercialização, a distribuição e o uso de três lotes do antibiótico Kefazol – 1 g pó para solução injetável (apresentação CT FA VD Trans x 10 ml).

A medida atinge os lotes 111626C, 111750C e 112056C, após a fabricante anunciar o recolhimento voluntário do produto.

De acordo com a agência, a suspensão foi motivada por desvio de qualidade relacionado a falha no processo de embalagem.

As marcas citadas foram procuradas pelo g1, mas ainda não enviaram um posicionamento até a última atualização desta reportagem.

G1

É comum termos sempre à mão alguns medicamentos que ajudam no alívio de condições rotineiras. Analgésicos, antialérgicos e muitos outros fazem parte da rotina de muita gente, muitas vezes sem grandes questionamentos.

histaminico

Mas o uso dessas medicações nem sempre considera os possíveis efeitos a longo prazo. Estudos recentes indicam que alguns desses remédios podem ir além do alívio imediato e estar associados a impactos no cérebro.

Um estudo publicado pela Alzheimer’s Association, por exemplo, apontou que certas classes de medicamentos podem aumentar o risco de desenvolvimento de demência. Confira quais!

Medicamentos que aumentam o risco de demência Anti-histamínicos Os anti-histamínicos, conhecidos popularmente como antialérgicos, atuam bloqueando os receptores de histamina, substância liberada pelo sistema imunológico durante alergias. Com isso, ajudam a aliviar sintomas como coriza e espirros.

Segundo o estudo, os anti-histamínicos anticolinérgicos de primeira geração são os que exigem mais cautela. Isso porque eles também bloqueiam a ação da acetilcolina, um neurotransmissor essencial para funções como memória e atenção.

A curto prazo, podem causar sonolência e falhas de memória. Já a longo prazo, o uso contínuo pode estar associado ao aumento do risco de demência, que pode chegar a cerca de 50%, principalmente em pacientes que utilizam esses medicamentos por muitos anos.

Antipsicóticos Os antipsicóticos, também chamados de neurolépticos, são medicamentos utilizados no tratamento de psicoses, como a esquizofrenia, e atuam no bloqueio de receptores de dopamina. Estudos científicos, como o publicado pela Bentham Science Publishers, associam o uso desses fármacos ao aumento do risco de demência, além de comprometimento cognitivo em pacientes de meia-idade.

Inibidores da bomba de prótons Os inibidores da bomba de prótons (IBPs) são medicamentos que reduzem a produção de ácido no estômago e são amplamente utilizados no tratamento de gastrite e refluxo.

Um estudo publicado no periódico Neurology Journals apontou uma possível associação entre o uso desses medicamentos e o aumento de casos de demência. Uma das hipóteses é que os IBPs possam contribuir para a deficiência de vitamina B12, condição ligada ao comprometimento cognitivo. Ainda assim, não há consenso científico sobre essa relação.

Benzodiazepínicos Os benzodiazepínicos são medicamentos que atuam no sistema nervoso central, produzindo efeitos ansiolíticos, sedativos e anticonvulsivantes. Em geral, são indicados para o tratamento de ansiedade e insônia.

Alguns estudos apontam uma possível associação entre o uso desses remédios e o aumento do risco de demência, mas essa relação ainda não é totalmente clara. Isso porque condições como ansiedade e insônia, que frequentemente levam à prescrição dos benzodiazepínicos, também podem estar ligadas a esse risco ou até representar sinais iniciais da doença.

Por isso, os próprios pesquisadores ressaltam que ainda são necessários mais estudos para entender melhor essa relação.

Minha Vida

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