Você pode não saber, mas cozinhar folhas de louro junto com o feijão traz grandes benefícios para o seu intestino sem que você perceba. Esse truque culinário, além de realçar o sabor do prato, tem propriedades digestivas poderosas que ajudam a evitar inchaço, gases e aquela sensação de estômago pesado após as refeições.

Mas por que exatamente o louro é um aliado tão forte da digestão? E como ele age no organismo? A resposta está nos compostos naturais da folha, que estimulam o sistema digestivo e combatem desconfortos intestinais. A nutricionista Elaine Rosa explica melhor esses benefícios.

Leia mais: Veja por que você deve queimar folhas de louro em sua casa

Por que colocar folhas de louro no feijão? Se você ainda não adiciona folhas de louro na hora de cozinhar o feijão, saiba que esse hábito vai muito além do sabor. Essa erva é rica em propriedades digestivas que podem fazer toda a diferença na sua alimentação, ajudando a reduzir gases, inchaço e até cólicas intestinais.

De acordo com a nutricionista Elaine Rosa, “o louro possui ação anti-inflamatória e antiespasmódica, ajudando a diminuir os gases devido às suas propriedades carminativas, que reduzem a formação de flatulência.”

Além de ser um aliado do sistema digestivo, o louro também é fonte de vitaminas e minerais essenciais, como cálcio, magnésio, ferro e zinco, contribuindo para a saúde do organismo como um todo. “Essa propriedade estimula a produção de enzimas digestivas, facilitando a quebra dos alimentos e, com isso, melhora a digestão, reduzindo estufamento e cólicas intestinais”, explica a especialista.

Para aproveitar todos esses benefícios, a dica da nutricionista é simples: use de duas a três folhas grandes de louro para cada 500g de feijão ou outro grão. Adicione as folhas durante o cozimento para que suas substâncias sejam liberadas e absorvidas pelo alimento. Assim, além de um feijão mais saboroso, você garante uma digestão muito mais leve.

Além do louro: cuidados antes de cozinhar o feijão Se você já tem o hábito de colocar folhas de louro no feijão para deixá-lo mais gostoso e facilitar a digestão, aqui vai mais uma dica essencial: o remolho. Esse passo simples – e muitas vezes ignorado – pode fazer toda a diferença para tornar o feijão mais leve e nutritivo.

A nutricionista Elaine Rosa explica que “deixar o feijão de molho por 8 a 12 horas e trocar a água antes de cozinhar ajuda a reduzir os fitatos, substâncias que podem dificultar a absorção de nutrientes e causar desconforto gástrico, como má digestão e inchaço.” Ou seja, além de melhorar a digestão, o remolho ainda potencializa os benefícios do feijão.

Para fazer do jeito certo, basta cobrir os grãos com água e deixá-los de molho por pelo menos 8 horas – se possível, estenda até 12 horas. Depois, descarte essa água e cozinhe com uma nova, garantindo um feijão mais leve e menos propenso a causar gases.

Minha Vida

 

Quando o assunto é alimentação infantil, uma das maiores preocupações dos pais é o consumo de açúcar para crianças. Afinal, será que um docinho aqui e ali pode influenciar negativamente o paladar dos pequenos?

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Mas, um estudo recente, publicado no The Journal of Nutrition, traz insights surpreendentes sobre como os hábitos alimentares das crianças são formados e o que realmente importa quando o assunto é a relação entre açúcar e saúde infantil.

Açúcar para crianças: vilão ou mocinho?

Açúcar e crianças parecem uma combinação inevitável. Desde os primeiros anos de vida, os pequenos demonstram uma preferência natural por sabores doces, uma herança evolutiva que garantia a sobrevivência dos nossos ancestrais, ao buscar alimentos calóricos e energéticos.

No entanto, nos dias de hoje, essa preferência pode ser um desafio para os pais, especialmente em um mundo repleto de guloseimas e produtos industrializados.

A ideia era descobrir se a exposição precoce a sabores doces ou neutros influenciaria as preferências alimentares das crianças ao longo do tempo. Para isso, os pesquisadores analisaram a ingestão diária de alimentos, categorizando-os em grupos como “doce-ácido”, “doce-gorduroso”, “gorduroso-salgado” e “neutro”.

Resultados surpreendentes Ao contrário do que muitos poderiam esperar, a exposição precoce a alimentos doces não teve um impacto significativo nas preferências alimentares das crianças ao longo dos três anos de acompanhamento.

Ambos os grupos — o que recebeu alimentos doces e o que recebeu alimentos neutros — apresentaram uma evolução semelhante em suas dietas.

Aos 12 meses, os alimentos neutros representavam a maior parte da ingestão diária de energia (61%) e peso dos alimentos consumidos (74%). No entanto, aos 36 meses, essa proporção diminuiu para 44% e 62%, respectivamente. Ao mesmo tempo, o consumo de alimentos doces-gordurosos e gordurosos-salados aumentou significativamente, refletindo uma transição natural para uma dieta mais variada e densa em energia.

O estudo também mostrou que as crianças passaram a consumir uma maior variedade de alimentos ao longo do tempo, indicando que o paladar infantil se desenvolve de forma dinâmica, independentemente da exposição inicial a sabores doces ou neutros.

Por que o açúcar para crianças não é o único fator? Uma das descobertas mais interessantes do estudo é que a preferência inata das crianças por sabores doces pode criar um “efeito teto”.

Isso significa que, como os pequenos já nascem com uma tendência a gostar de doces, a exposição adicional a esses sabores não necessariamente reforça essa preferência. Em outras palavras, oferecer um docinho ocasional não vai “viciar” o paladar da criança, desde que a alimentação como um todo seja equilibrada.

Além disso, os pesquisadores destacam que fatores ambientais, como os hábitos alimentares da família e a disponibilidade de alimentos em casa, têm um impacto muito maior na formação do paladar infantil do que a exposição precoce a sabores doces.

Ou seja, o exemplo dos pais e a variedade de alimentos oferecidos no dia a dia são determinantes para que as crianças desenvolvam uma relação saudável com a comida.

O papel da família na alimentação infantil A pesquisa reforça a ideia de que a alimentação infantil não deve ser vista de forma isolada. Em vez de se preocupar excessivamente com a quantidade de açúcar para crianças, os pais devem focar em criar um ambiente alimentar positivo, onde refeições em família e a exposição a uma variedade de sabores sejam prioridades.

Quando as crianças veem os pais consumindo alimentos saudáveis e experimentando novos sabores, elas são mais propensas a seguir o exemplo.

Além disso, a inclusão de alimentos amargos e ácidos na dieta, como vegetais folhosos e frutas cítricas, pode ajudar a ampliar o paladar dos pequenos e promover uma alimentação mais diversificada.

Equilíbrio é a chave O estudo da Universidade de Wageningen traz uma mensagem importante: a formação do paladar infantil é um processo complexo, influenciado por múltiplos fatores.

Embora o açúcar para crianças seja um tema que gere preocupação, a pesquisa mostra que a exposição precoce a sabores doces não é o principal determinante das preferências alimentares futuras.

Em vez de demonizar o açúcar, os pais devem buscar um equilíbrio, oferecendo uma dieta variada e rica em nutrientes, enquanto aproveitam momentos especiais para compartilhar um docinho com os filhos.

Afinal, a alimentação também é sobre prazer e conexão, e esses aspectos são fundamentais para uma relação saudável com a comida.

Portanto, da próxima vez que seu filho pedir um docinho, lembre-se: o que realmente importa é o exemplo que você dá e o ambiente alimentar que você cria. Um docinho pode não fazer mal, mas o que faz toda a diferença é o conjunto de hábitos que você ensina ao seu pequeno.

Saúde Lab

Foto: Canva PRO

A gente sabe que muitas coisas encontradas na natureza podem nos matar, desde bichos até plantas. O que muita gente não sabe é que algumas delas chegam até a nossa mesa em forma de comida. É isso mesmo, estamos falando de um alimento consumido por quase todos os brasileiros e que é considerado um dos “mais mortais do mundo”, com diversos casos de envenenamento e óbito ao ano. 

Alimento mortal faz parte da dieta da maioria dos brasileiros

Considerado como um dos alimentos mais mortais do mundo, a mandioca é uma planta muito presente na culinária e na dieta brasileira. Oriunda da América do Sul, hoje ela já se espalhou para o mundo, com centenas de milhões de toneladas consumidas todo ano em diversos países do globo. O país que mais produz mandioca é a Nigéria, seguida da Tailândia e Indonésia; o Brasil só aparece em 4º na lista.

Quem vê toda essa popularidade mal imagina que existe uma substância presente na mandioca que é fatal para o ser humano, o cianeto de hidrogênio. Ele se encontra nas raízes, cacas e folhas da planta e, por isso, ela é tóxica quando crua.

Existem inúmeros tipos de mandioca espalhadas pelo mundo, com a mais popular no Brasil sendo a mandioca mansa, também conhecida como mandioca de mesa, e chamada de macaxeira e aipim. Ela contém poucas quantidades da substância tóxica, com até 20 mg de cianeto por quilograma. Nesse caso, um cozimento simples é o suficiente para que ela seja consumida.

No entanto, quando o assunto é a mandioca-brava, as coisas mudam um pouco. Ela é do tipo que tem alta concentração de cianeto de hidrogênio, cerca de 1.000 mg por quilo. Para ela poder ser consumida de forma segura, é necessário passar por um cozimento industrial. Por isso, ela é muito usada para fazer fécula, polvilhos e outras farinhas. 

O que acontece se comer mandioca crua?

Como você pode perceber, a mandioca crua é altamente tóxica para o ser humano, até mesmo os tipos mansos ou de mesa. Dessa forma, é importante ter em mente que você nunca deve consumi-la sem cozinhar primeiro. Consumir mandioca crua pode ser fatal! De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o envenenamento por mandioca causa aproximadamente 200 mortes ao ano.

A intoxicação por cianeto causa sintomas como náuseas, vômitos, dores de cabeça, dores de estômago, inchaço na glote, tontura e desidratação. A depender da quantidade consumida, pode ser necessário internação.

Tudo Gostoso

O iogurte, muito comum no café da manhã ou da tarde, tem sido apontado como um aliado da saúde intestinal, ajudando no equilíbrio da flora, na digestão e até na saciedade.

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Pesquisadores da Universidade de Harvard e do Mass General Brigham, inclusive, descobriram que o consumo frequente desse alimento pode estar associado a um menor risco de desenvolver câncer de intestino.

Como o iogurte pode proteger contra o câncer de intestino?

Publicado na revista científica Gut Microbes, o estudo sugere que a proteção ocorre por meio de mudanças no microbioma intestinal.

Os pesquisadores analisaram dados de grandes estudos que acompanharam participantes por décadas e perceberam que aqueles que consumiam duas ou mais porções de iogurte por semana tinham uma taxa menor de câncer colorretal positivo para Bifidobacterium.

Essa espécie de bactéria, presente no iogurte, foi encontrada nos tumores de aproximadamente 30% dos pacientes com câncer colorretal.

Os pesquisadores notaram que a presença do Bifidobacterium estava ligada a um tipo específico da doença, e o consumo de iogurte pareceu reduzir o risco desses tumores. O câncer de cólon proximal Bifidobacterium-positivo ocorre no lado direito do cólon. 

O que dizem os especialistas?

Os pesquisadores ressaltam que, apesar das evidências promissoras, mais estudos são necessários para confirmar essa relação.

Apesar disso, Tomotaka Ugai, coautor sênior do estudo, reforça a importância da descoberta: “Há muito tempo acredita-se que iogurte e outros produtos lácteos fermentados são benéficos para a saúde gastrointestinal. (…) Nossas novas descobertas sugerem que esse efeito protetor pode ser específico para tumores Bifidobacterium-positivos.”

Os especialistas destacam que o iogurte deve fazer parte de um estilo de vida equilibrado, que inclua uma alimentação saudável, prática de exercícios e acompanhamento médico regular.

Catraca Livre

Foto: © iStock/ChrisChrisW