Profissionais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) estarão em Teresina nos próximos dias 12 e 13 de junho, para realizar um treinamento sobre a RDC nº 11/2011, aprovada em março de 2011, que trata dos novos controles referentes à substância e medicamento Talidomida. Ela vai garantir maior rigor na prescrição e dispensação desse tipo de medicamento. A capacitação será realizada no Diferencial Buffet, a partir das 8:00h.

O treinamento é uma realização da Diretoria de Vigilância Sanitária do Estado e vai capacitar os profissionais de saúde (farmacêuticos, médicos, enfermeiros, dentre outros) e fiscais das vigilâncias sanitárias estaduais e municipais, com o objetivo de controlar e fiscalizar o consumo da substância, evitando o nascimento de crianças vítimas do uso incorreto do remédio por gestantes.

 

A publicação da nova resolução, que passou a vigorar em junho de 2011, tem como objetivo promover o uso racional de um medicamento que possui graves efeitos colaterais. O maior controle do medicamento é devido às conseqüências causadas em mulheres gestantes, levando à má formação nos braços e pernas dos bebês, entre outros tipos de deficiência física.

 

O treinamento deve reunir cerca de 250 profissionais da área. As inscrições estão abertas ainda para os profissionais de instituições de saúde que fazem a prescrição e dispensação do medicamento Talidomida (hospitais públicos e privados, assistência farmacêutica estadual e municipal, diretores e superintendentes da SESAPI, membros do Conselho Estadual de Saúde e do Conselho de Secretários Municipais, sindicatos de medicina, farmácia e enfermagem, bem como as associações dessas áreas).

 

Sesapi

 

Dormir pouco pode aumentar o apetite por comidas gordurosas, segundo um estudo divulgado nesta semana pela Universidade Columbia, nos Estados Unidos.



De acordo com Marie-Pierre St-Onge, autora do estudo, isso acontece porque a visão de alimentos pouco saudáveis, durante um período de restrição de sono, ativa centros de recompensa no cérebro que não são ativados da mesma maneira quando o sono é adequado.



A constatação foi feita depois de submeter vinte e cinco pessoas, entre homens e mulheres, a exames de ressonância magnética enquanto olhavam para imagens de alimentos saudáveis e gordurosos.



Os participantes foram divididos em dois grupos: um que dormiu apenas quatro horas durante cinco noites e outro que dormiu nove horas no mesmo período. Ao compararem dados dos dois grupos, os que dormiram menos se mostraram mais atraídos pelos alimentos gordurosos.



Pesquisas anteriores já mostraram que o sono restrito leva ao maior consumo de alimentos, principalmente doces, e aumenta o risco de obesidade.



"Os resultados sugerem que, sob sono restrito, as pessoas vão achar alimentos ruins melhores do que é, o que pode levar a um maior consumo desses alimentos", afirma St-Onge.




G1

paula e renatoA publicitária Paula Egas perdeu 7 kg nas últimas dez semanas. Com a ajuda do noivo Renato, que é cozinheiro profissional, ela adotou um novo cardápio, com refeições mais leves, usando cereais integrais, comendo de três em três horas. Mas nem sempre foi assim. No primeiro ano de namoro, a paulistana, que hoje mora em Curitiba, ganhou 15 kg. “Ele me conquistou pelo estômago”, brinca. No começo do namoro, há três anos, ela pesava 80 kg. Chegou a 105 kg, antes da dieta atual, e está com 98 kg no momento.

 

O caso de Paula é mais um relato de um problema comum que ocorre com pessoas após o início de um relacionamento estável. O ganho de peso nessas situações não é apenas um mito: é confirmado por estudos, segundo Adriano Segal, psiquiatra ligado à Associação Brasileira para Estudos da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso).

 

“A alimentação no namoro já muda. São mais programas para restaurantes, programas mais caseiros, digamos”, aponta o médico. O especialista afirma que, embora aconteça também entre as mulheres, o ganho de peso na relação é mais comum nos homens. Segal indica alguns fatores para explicar o que acontece. Em primeiro lugar, os solteiros costumam ter uma preocupação maior com a forma por uma questão de aparência – eles querem se manter atraentes.

 

Entre os casados há um segundo fator: eles são, em média, mais velhos do que os solteiros, e essa diferença de idade já explica, em parte, a dificuldade de manter a forma. A partir do segundo filho, as mulheres e seus maridos apresentam tendência ainda maior de ganhar peso.

 

Em terceiro lugar, Segal aponta uma questão que atinge os homens solteiros e que moram sozinhos. Muitas vezes, eles não sabem cozinhar. Fora de casa, eles acabam fazendo menos refeições. Esta alimentação, embora não seja a mais saudável, tende a engordar menos.

 

Dicas para o casal

A relação a dois pode servir também como uma ajuda para recuperar a boa forma. “Especialmente se eles estiverem em uma boa relação, se cuidar estimula o outro a se cuidar também”, diz o psiquiatra. A perda de peso passa por mudanças na alimentação e pela atividade física, e o casal pode se ajudar no processo. Na hora de jantar, Segal aconselha que os dois alterem o cardápio.

 

“Você não precisa comer a velha comida francesa toda vez que sai, pode comer algo mais saudável”, afirma. Em vez de fondue, que é muito gorduroso, o casal pode optar pela comida japonesa, por exemplo. Além disso, é preciso maneirar na bebida. O vinho é saudável quando se bebe apenas uma taça, mas o abuso leva ao ganho de peso.

 

É o que acontece com Paula e Renato. “Dieta não é fácil mesmo, mas com a ajuda do noivo, tudo está ficando mais fácil de levar. O apoio dele e a ajuda com o preparo dos alimentos são o que mais me estimula”, diz a publicitária.

 

Com o novo cardápio que Renato faz em casa, na versão "light", os dois estão perdendo peso. Paula diz que o noivo não tem o hábito de se pesar, mas que a aliança frouxa no dedo é um sinal da evolução.

 

As atividades físicas - que Paula e Renato não fazem por falta de dinheiro para pagar a academia, segundo ela - podem ser feitas em conjunto ou não, mas os dois deveriam praticar esportes, sugere o médico.


G1

enxaqueca copy copyCientistas europeus e australianos indicaram no domingo ter localizado quatro novos genes associados à forma mais comum da enxaqueca, o que ressalta o caráter obrigatório da doença. As variações genéticas foram detectadas no genoma de 4.800 pacientes de enxaqueca "sem aura" (sem sinais neurológicos precursores: transtornos visuais, por exemplo), a forma assumida por três em cada quatro casos de enxaqueca.

 

Estas variações genéticas não foram encontradas, no entanto, no grupo de 7.000 pessoas livres da doença, disseram os pesquisadores. O estudo também confirmou a existência de outros dois genes de predisposição, em um trio de genes já identificados em um trabalho anterior.

 

A enxaqueca afeta aproximadamente uma em cada seis mulheres e um em cada oito homens e é causa importante de faltas no trabalho. Os novos genes identificados neste estudo reforçam o argumento segundo o qual a disfunção das moléculas responsáveis pela transmissão de sinais entre as células nervosas, no cérebro, contribui para o aparecimento da enxaqueca, disseram os pesquisadores.

 

Além disso, dois destes genes reforçam a hipótese de um possível papel das veias, e, portanto, das alterações do fluxo sanguíneo.

 

A pesquisa, publicada na revista especializada Nature Genetics, foi realizada por um consórcio internacional dedicado à pesquisa sobre a genética da enxaqueca (International Headache Genetics Consortium).


AFP