mosquito copyA Coordenação de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde divulgou, nesta sexta-feira, 15, novos dados da Dengue no Piauí. Até hoje, o estado registrou 9.983 casos da doença. O número representa uma queda de 6,8% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizadas 10.707 notificações. 



Entre as cidades mais afetadas pela doença, Teresina segue como as que mais registraram casos. São 5.580 notificações. Piripiri vem em segundo com 456 casos, seguido de Parnaíba com 301 notificações. Ainda de acordo com o boletim, o Piauí registra quatro óbitos por conta da dengue. Dois em Teresina, um em União e outro em Floriano.



A Secretaria de Saúde alerta para a prevenção da doença. O grande problema para combater o mosquito Aedes aegypti é que sua reprodução ocorre em qualquer recipiente utilizado para armazenar água, tanto em áreas sombrias como ensolaradas. “Por isso é sempre bom manter estes recipientes fechados, como uma caixa d'água, por exemplo.”, ressalta a diretora de vigilância em saúde da Sesapi, Telma Evangelista.

 


O mosquito possui cor preta com manchas (riscos) brancos no dorso, pernas e cabeça. As fêmeas costumam picar o ser humano na parte do começo da manhã ou no final da tarde. Picam nas regiões dos pés, tornozelos e pernas. Isto ocorre, pois costumam voar a uma altura máxima de meio metro do solo. A coleta regular de lixo também reduz os possíveis criadouros de mosquitos.

 

Confira as cidades mais afetadas pela doença:

  • S. Raimundo Nonato (219 casos)
  • Altos (72 casos)
  • Buriti dos Lopes (104 casos)
  • Beneditinos (100 casos)
  • Floriano (284 casos)
  • Teresina (5.580 casos)
  • Piripiri (456 casos)
  • José de Freitas (257 casos)
  • Oeiras (91 casos)
  • Pedro II (119 casos)
  • Valença (124 casos)
  • Parnaíba (301 casos)
  • Esperantina (302casos)
  • Castelo do Piauí (134 casos)
  • Milton Brandão (89 casos)

 

 

 

Sesapi

O Ministério da Saúde autorizou o repasse de R$ 28,08 milhões, em parcela única, para que 1.389 municípios, de 24 estados, ampliem a oferta de exames do componente pré-natal e adquirem testes rápidos de gravidez. A estimativa é que mais de 557 mil gestantes sejam beneficiadas com os novos exames e mais de 523 testes sejam realizados. A lista dos municípios beneficiados pode ser conferida na portaria nº 1.222 publicada nessa quinta-feira, 14. 

 

“Essas medidas buscam garantir acolhimento e captação precoce da gestante, além de ampliar o acesso aos serviços de saúde e melhorar a qualidade do pré-natal”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele ressalta que o diagnóstico rápido permite à mulher iniciar o pré-natal, assim que a gravidez seja confirmada.

 

A coordenadora da área técnica de Saúde da Mulher, do Ministério da Saúde, Esther Vilela, destaca as vantagens do teste rápido. “Ele apresenta o resultado cerca de cinco minutos após a coleta da urina, já o tradicional demora de um a cinco dias para a entrega do resultado”, explica a coordenadora. Segundo ela, o teste rápido também é importante para as adolescentes que procuram as unidades de saúde. “É uma oportunidade para que a equipe de saúde converse e oriente estas adolescentes”, observa ela. “Caso o resultado do teste seja negativo, a equipe deverá encaminhar a paciente ao planejamento reprodutivo e reforçar a orientação sobre o uso de métodos contraceptivos”, acrescenta a coordenadora.

 

Para a ampliação dos exames foram destinados R$ 27,7 milhões e, aos testes rápidos de gravidez, R$ 301,3 mil. Este tipo de exame foi inserido no SUS por meio da Rede Cegonha, assim como os testes rápido de sífilis e HIV. São ofertados 23 exames do componente pré-natal, deste total, 14 foram acrescidos com a Rede Cegonha.

 

Esses serviços estão garantidos pela estratégia Rede Cegonha, lançada no ano passado. Todos os estados já aderiram à estratégia, que consiste em uma rede de cuidados com o objetivo de assegurar à mulher o direito ao planejamento reprodutivo, bem como atenção humanizada durante a gravidez, o parto e após o nascimento do bebê. A rede também prevê que as crianças tenham o direito ao nascimento seguro e ao crescimento e desenvolvimento saudáveis.

 

Pré-natal

Dentre as ações previstas do componente pré-natal, está o acolhimento às intercorrências na gestação; acesso ao pré-natal de alto de risco; realização dos exames de pré-natal de risco habitual e de alto risco; acesso rápido aos resultados; vinculação da gestante - desde o pré-natal - ao local em que será realizado o parto; implementação de ações relacionados à saúde sexual e reprodutiva; além de prevenção e tratamento das DST/HIV/Aids e Hepatites.

 

Com a Rede Cegonha, já foi possível avançar no acesso às consultas de pré-natal. Em 2011, mais de 1,7 milhão de mulheres fizeram, no mínimo, sete consultas pré-natais.


Agência Saúde/Portal da saúde

Um estudo de duas universidades americanas publicado na edição de junho da revista “Genetics” estabelece um novo elo genético entre o Alzheimer e a diabetes. Cientistas do Departamento de Biologia da City College e da City University, ambas em Nova York, demonstraram que um gene do verme Caenorhabditis elegans – espécie de nematódeo que mede cerca de 1 milímetro – é similar a um gene humano relacionado à doença de Alzheimer e também está envolvido em vários processos metabólicos, como o da insulina produzida pelo pâncreas.

 

A resistência à insulina é uma das causas da diabetes tipo 2. Esse hormônio começa a ter dificuldade de metabolizar o açúcar no sangue, que acaba não entrando nas células e se acumulando na circulação. Segundo o pesquisador Chris Li, mutações em três genes – incluindo o da proteína precursora do amiloide, cujo depósito leva ao desenvolvimento do Alzheimer – vêm sendo relacionadas a formas hereditárias de demência em humanos.

 

Os vermes investigados tinham alterações no gene APL-1, ligado ao Alzheimer, e nos genes envolvidos no processamento da insulina. Os cientistas identificaram que o APL-1 causou interrupções severas no desenvolvimento dos animais, enquanto mutações compensatórias no metabolismo da insulina inverteram esses “defeitos”.

 

Os estudiosos esperam agora que essa descoberta ajude a criar novas terapias de tratamento contra as duas doenças.

 

O editor-chefe da "Genetics", Mark Johnston, diz que o achado é especialmente importante porque vem ao encontro do novo compromisso do governo dos EUA para tratar e prevenir o Alzheimer até 2025.


G1

reonivruscancerUm estudo da Universidade de Leeds e do Instituto de Pesquisa do Câncer da Grã-Bretanha aponta que o vírus intestinal reovírus é capaz de combater as células cancerosas diretamente, além de provocar uma resposta imune, como uma vacina, que auxilia na eliminação de microorganismos cancerígenos residuais. O estudo foi publicado dia 13 de junho, no jornal Science Translational Medicene.

 

A pesquisa sugere que terapias virais possam ser efetivamente injetadas na corrente sanguínea durante as consultas ambulatoriais de rotina. O reovírus também pode ser injetado diretamente nos tumores, porém este procedimento é complicado e exige conhecimentos específicos. O método também funciona com tumores profundos, como no fígado, pulmões pâncreas e estômago e é aposta de evolução nos tratamentos oncológicos.

 

Durante uma análise em dez pacientes com câncer no intestino em estágio avançado foi possível perceber que, o vírus permanece ativo durante a sua viagem através da corrente sanguínea, se detém sobre as células cancerosas e ignoram os tecidos saudáveis nas proximidades. Exames de sangue realizados após o tratamento mostraram o vírus ativo associado a células do sangue.

 

"Parece que o reovírus é ainda mais inteligente do que pensávamos. Pegando carona em células do sangue, o vírus consegue se esconder da resposta imune natural do organismo e atingir sua meta de forma intacta. Isto poderia ser extremamente importante para a introdução de terapias virais como esta na prática clínica", afirmou o pesquisador Alan Melcherm, da Universidade de Leeds.


EcoD