Se você não passa sem alimentos gordurosos e calóricos, fique atento. Uma nova pesquisa realizada pela Universidade de Oxford, nos Estados Unidos, apontou que a gordura desses alimentos é armazenada na região da cintura três horas depois de ser ingerida. O mesmo acontece com quem costuma comer demais ou fazer refeições noturnas. Esse novo estudo vem de encontro a pesquisas anteriores, que apontavam que o ganho de peso acontecia de forma gradual. Tais conclusões foram realizadas a partir de experimentos com voluntários, que ingeriram gordura que poderia ser rastreada no corpo.
Após uma hora, elas chegavam ao intestino e caiam no sangue em forma de pequenas gotículas, que se armazenavam no tecido adiposo em torno da cintura. Enquanto uma pequena quantia da gordura ingerida no café da manhã assume esse caminho, a quantidade dobra na hora do jantar, devido as reações hormonais que ocorrem no final do dia.
Felizmente esse sistema de armazenamento é temporário, já que a gordura logo é mobilizada para alimentar os músculos. Isso quando não comemos demais. Portanto, não tem jeito, o velho ditado vale mais do que nunca. Quem deseja emagrecer precisa mesmo fechar a boca.
Comer um pedaço de chocolate por dia pode ajudar pessoas com mais de 70 anos a evitar doenças como a demência e o Alzheimer, informa uma pesquisa publicada na revista da Associação Americana do Coração nesta semana.
O chocolate amargo é rico em uma substância chamada “flavonoide”, que também é encontrada em outros alimentos, como uvas e o vinho tinto. O chocolate ao leite também tem flavonoides, mas em menor quantidade – além disso, ele também tem mais gordura. Os cientistas já sabiam que esse composto é benéfico para a saúde do coração e que ele tem uma ação anti-inflamatória. Outros estudos investigam uma possível ligação entre a substância e a proteção contra o câncer. A pesquisa publicada agora foi feita com 90 voluntários idosos saudáveis e mostra que os flavonoides agem também no cérebro, fortalecendo os neurônios e, com isso, protegendo a memória. Os cientistas também acreditam que eles podem facilitar o fluxo de sangue no cérebro.
Os resultados mostram que a cognição dos participantes do estudo melhorou, assim como a memória e a agilidade mental. Os voluntários que consumiram mais flavonoides tiveram os melhores índices. Além disso, a pressão arterial e a taxa de açúcar no sangue também melhoraram.
O Ministério da Saúde, por meio do Programa Brasil Sorridente, vem investindo cada vez mais para ampliar a rede assistencial odontológica do Sistema Único de Saúde (SUS). Para chegar às regiões mais pobres, sobretudo nas zonas rurais, serão distribuídas, até 2014, mil novas Unidades Odontológicas Móveis (UOM) em todo o País.
Cada unidade funciona como um consultório odontológico móvel, instalado numa van adaptada, que circula por regiões em que a população tem dificuldade de acesso a tratamentos de saúde bucal, com capacidade para realizar até 350 atendimentos por mês. A ação integra o Programa Brasil Sem Miséria, cujos objetivos são facilitar o acesso aos serviços públicos, elevar a renda e as condições de bem-estar de famílias que estão em extrema pobreza.
Até 2014, o Ministério da Saúde vai investir R$ 3,6 bilhões no programa Brasil Sorridente, que oferece cuidado integral e gratuito, pelo SUS, à saúde bucal, desde a prevenção até a realização de implantes e cirurgias. No Piauí, a projeção é de investimentos de R$ 137,2 milhões, a serem empregados para custear o trabalho das Equipes de Saúde Bucal (ESB), vinculadas às unidades básicas de saúde, e o funcionamento dos Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs).
Na sexta-feira, 10, a presidenta Dilma Rousseff e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciam ainda, para o Piauí, a doação de quatro consultórios odontológicos e equipamentos para o Laboratório de Prótese Dentária, ao município de Água Branca. Outros municípios do estado também serão contemplados com esses investimentos.
O anúncio será feito em evento do Brasil Sorridente, que ocorrerá simultaneamente, além de Água Branca (PI), em Rio Pardo (MG), Ananindeua (PA), Santo Antônio da Platina (PR) e Caxias do Sul (RS).
PIAUÍ
O Piauí foi o estado que mais produziu próteses dentárias no país. O aumento foi 555,9% em relação a 2011. Os municípios piauienses contam, atualmente, com 967 Equipes de Saúde Bucal e 26 CEOs. Têm, ainda, Laboratórios de Próteses Dentárias em 98 cidades, que, nos primeiros cinco meses deste ano, conseguiram elevar em 236,7% a distribuição destes itens no Estado – foram produzidas 5.074 unidades em 2012, contra 1.507 no mesmo período de 2011.
As equipes de saúde bucal - compostas por cirurgião-dentista, auxiliar de saúde bucal e técnico de saúde bucal – realizam, além do tratamento clínico, ações de promoção e prevenção à saúde junto às comunidades. Caso necessitem de tratamento odontológico mais complexo, os pacientes são encaminhados aos CEOs, onde têm acesso a cirurgias ou a tratamentos de canal, por exemplo, ou aos laboratórios regionais de prótese.
Em todo o País, há Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias em 1.304 municípios, 21,7 mil equipes de saúde bucal integradas à rede de atenção básica e 901 Centros de Especialidades Odontológicas. Em 2011, foram realizados mais de 150 milhões de atendimentos odontológicos na rede pública.
BRASIL SORRIDENTE
Lançado em 2004, o Brasil Sorridente implantou, pela primeira vez, políticas e ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde bucal dos brasileiros.
O aumento da oferta de serviços públicos de saúde bucal e de ações preventivas poupou a extração de 400 mil dentes, por ano, no País. Hoje, o programa está presente em quase 90% das cidades das cinco regiões brasileiras. O êxito do programa se traduz em avanços como o fato de que 1,4 milhão de crianças deixaram de ter cáries em 2010, contribuindo para que a proporção de crianças livres de cáries subisse de 31% em 2003 para 44% em 2010.
Uma equipe internacional de pesquisadores identificou dez novos genes relacionados à diabetes tipo 2. A descoberta, publicada na revista "Nature Genetics", eleva para 60 o total de regiões do DNA humano envolvidas na doença, que está ligada à obesidade e a uma resistência à insulina, hormônio produzido pelo pâncreas que ajuda no metabolismo do açúcar no organismo.
Os cientistas, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e da Universidade de Michigan, ambos nos EUA, analisaram o DNA de 35 mil pessoas com diabetes tipo 2 e de 115 mil sem.
Os estudiosos conseguiram obter um mapa completo das variações genéticas e dos processos biológicos em torno do problema. Dos dez novos genes observados, um deles mostrou maior efeito sobre os homens e outro, sobre as mulheres. De todos os 60, há os que estão ligados ao envelhecimento, ao processo de crescimento e divisão celular, e ao controle de outros genes, entre outras funções.
Segundo o principal autor do trabalho, Mark McCarthy, do Centro de Pesquisa de Genética Humana Wellcome Trust, de Oxford, essas dez áreas do DNA levam a uma melhor compreensão da diabetes tipo 2, o que pode ajudar na criação de novos medicamentos. Apesar disso, os estudiosos dizem que os genes têm apenas uma pequena influência sobre o desenvolvimento da doença, que está mais ligada a maus hábitos de vida, como alimentação rica em gordura e açúcar e sedentarismo.
O fato de esses dez novos genes terem sido descobertos, porém, não significa que os cientistas já possam dizer qual deles é responsável por qual mudança específica no DNA – o que deve ser o próximo alvo.
Uma nova pesquisa de sequenciamento de genoma está sendo feita em Oxford, com 1.400 americanos e europeus com diabetes e 1.400 sem. Os resultados devem sair em 2013.
Só no Reino Unido, quase 3 milhões de pessoas sofrem de diabetes (90% do tipo 2, o mais comum), e a estimativa é de que outras 850 mil tenham o problema e não saibam, por falta de diagnóstico.
Se não tratada, a diabetes pode causar várias complicações à saúde, como danos cardiovasculares (infarto e derrame), danos aos nervos e cegueira. Mesmo um nível ligeiramente alto de glicose no sangue pode trazer prejuízos a longo prazo, destacam os cientistas.