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O Brasil registrou no ano passado 30.298 novos casos de hanseníase, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira, 26, pelo secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa. O número representa queda de 15% no registro da doença em todo o país entre 2010 e 2011. Em 2010, foram 34.894 novos casos (18,22 por 100 mil habitantes), sendo 2.461 na população menor de 15 anos.

 


Em números absolutos, o Brasil é o segundo país que mais registra novos casos por ano no mundo, atrás apenas da Índia, que tem aproximadamente 150 mil novos casos ao ano.


A divulgação antecede o Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase, celebrado no próximo domingo (29). Do total de 30.298 casos, 2.192 foram registrados em menores de 15 anos (4,77 por 100 mil habitantes). O número representa 15,88 novos casos da doença por 100 mil habitantes.


Segundo o secretário, é importante analisar a incidência da doença na população menor de 15 anos porque é alta a possibilidade de haver um adulto não diagnosticado em contato com essa criança.


“Se tem uma criança com hanseníase com certeza tem um adulto ali que não foi diagnosticado. Se o índice na população menor de 15 anos é alto, é sinal de que há muitos casos em adultos que não estão sendo tratados”, explicou.


As regiões Norte, Certo-Oeste e Nordeste são as que apresentam maior índice de novos casos, onde a incidência é considerada média. No Sul e Sudeste, a taxa é tida como baixa.



Metas

A meta do governo – prevista no Plano de Eliminação da Hanseníase - é que haja menos de um caso da doença para cada grupo de 10 mil habitantes até 2015. De acordo com o secretário, o ministério identificou 252 municípios prioritários de combate à hanseníase. Nesses locais, as secretarias municipais de saúde trabalham com a busca ativa, o que aumenta o diagnóstico de novos casos e facilita o tratamento.


“A intenção da busca ativa é não esperar que a pessoa sinta alguma coisa e venha na unidade de saúde, mas buscar identificar precocemente qualquer mancha que tenha aquela sensação de dormência, que é o sintoma básico”, disse.


Outra estratégia prevista no plano é a vigilância de contatos. Jarbas Barbosa afirmou que, para cada caso da doença, outra cinco pessoas com quem o portador tem contato devem ser examinadas. “A gente vai casa da pessoa, examina a família e vê se há outros casos. Isso é bom para a pessoa, porque detecta precocemente e evita que ela possa ter uma forma avançada grave, e a gente vai interrompendo a cadeia de transmissão”, disse.


Repasses

Do total de municípios identificados pelo Ministério da Saúde como prioritários para o tratamento da hanseníase, 245 receberão R$ 16,515 milhões no próximo mês. Essas cidades representam 34,9% da população total do país e 53% dos novos casos. O repasse está previsto no programa de erradicação da extrema pobreza, Brasil sem Miséria.


De acordo com o secretário, na metade do ano esses municípios deverão receber montante ainda maior para tratamento, acompanhamento de portadores, prevenção, reabilitação e vigilância e busca ativa de novos casos.


Tratamento

O ministério esclarece que todos os casos de hanseníase têm tratamento e cura. Atualmente, em todo país há 23.660 pessoas em tratamento, que é oferecido gratuitamente pelo SUS e pode durar 6 meses ou 1 ano.


Feito a base de comprimidos orais, o tratamento também abrange exercícios e orientação da equipe de saúde. De acordo com Jarbas Barbosa, “quase que imediatamente depois que a pessoa começa a se tratar, ela já para de transmitir”.


“Seja para aquela pessoa, seja para impedir que outras pessoas contraiam a hanseníase, é importante detectar a doença o mais rapidamente possível”, esclareceu o secretário. A taxa de cura é de 80%, segundo o ministério, número que poderia ser maior não fosse o abandono do tratamento.


“Uma das metas é também atingir um percentual elevado de cura (90%), porque as pessoas às vezes melhoram e param de fazer o tratamento”, disse.

 

 

G1

Uma equipe de cientistas da Universidade da Califórnia conseguiu criar pela primeira vez neurônios com sintomas de Alzheimer a partir células-tronco induzidas.

O objetivo é criar um modelo para estudos sobre a doença que dispense mexer diretamente com o cérebro dos pacientes. O estudo foi divulgado na revista "Nature" desta semana.

Os pesquisadores norte-americanos da Faculdade de Medicina da universidade, em San Diego, afirmam que até agora os estudos se limitavam a tentar simular a doenças em modelos sem neurônios ou em testes limitados com animais.

Para induzir as células-tronco a se transformarem em neurônios afetados pelo Alzheimer, os cientistas tiraram células (fibroblastos) da pele de dois pacientes com Alzheimer que tinham uma pré-disposição genética a desenvolver a doença. O grupo fez o mesmo procedimento com dois pacientes com a forma mais comum de Alzheimer e duas pessoas saudáveis, sem problemas neurológicos.

O passo seguinte foi fazer os fibroblastos "retornarem" ao estágio de células-tronco induzidas, que se caracterizam pela capacidade de se transformar em quase todo tipo de tecido humano. Logo depois, as células-tronco induzidas foram estimuladas para se transformarem em neurônios portadores dos problemas trazidos pelo Alzheimer.
   
O resultado obtido nas placas de vidro em laboratório foi um tecido de células neuronais que funcionavam normalmente e apresentavam as características dos neurônios dos pacientes com a doença.

Para a equipe, as diferenças entre um neurônio comum e um afetado pelo Alzheimer são sutis, mas possíveis de serem medidas.

Com o novo modelo, os cientistas poderão estudar os estágios iniciais da doença e elencar os processos bioquímicos que levam a sintomas típicos do Alzheimer como a perda de memória. Atualmente, uma das opções mais usadas por cientistas é trabalhar com tecidos cerebrais de pessoas mortas, que apresentam células já muito afetadas.

Quando descoberta cedo, a doença de Alzheimer pode ter seus sintomas amenizados. Não há cura disponível para o problema, que afeta o bom funcionamento da memória, da coordenação motora e da capacidade de aprender.

Somente nos Estados Unidos, 5,4 milhões de pessoas sofrem com o Alzheimer. Até 2050, este número deve subir para 16 milhões, segundo a associação americana sobre a doença.

 

Fonte: G1

Começou nessa quarta-feira, 25, a entrega aos estados da Carta SUS, nova ferramenta do Ministério da Saúde que permitirá aos usuários avaliar o atendimento e os serviços prestados nos hospitais da rede pública ou unidades conveniadas. Além das críticas ou elogios, por meio da carta, os cidadãos poderão denunciar irregularidades, como a cobrança de procedimentos nos hospitais do SUS.


A distribuição começa por Curitiba (PR), onde a Diretoria Regional dos Correios, parceira nesta ação, produziu o primeiro lote de cartas. Até o momento, foram impressas 57mil correspondências, mas o total para o mês de janeiro é de 648 mil.

Essa ação foi lançada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no dia 30 de novembro de 2011. Com o envio das cartas, que será permanente, serão gerados relatórios de avaliação do atendimento."Isso vai servir para o Ministério da Saúde poder, inclusive, incentivar aqueles hospitais que tratam bem as pessoas, que tem qualidade de atendimento, e poder fazer ações em hospitais que tenham baixa qualidade de atendimento”, reforça Padilha. Em caso de irregularidades, serão desencadeados processos de auditoria para averiguar se houve desvio de recursos ou má aplicação de verba pública.


O envio da Carta SUS será mensal e terá o porte-pago, ou seja, sem despesas para o usuário. Está sendo esperada uma média de um milhão de correspondência por mês, de acordo com a demanda detectada pelo Departamento de Regulação, Avaliação e Controle do Ministério da Saúde. Porém, antes de informar a quantidade de correspondências a serem produzidas, os dados serão avaliados pelo Departamento de Informática do SUS para a eliminação de duplicidades no banco de informações.


Em julho do ano passado, Pedro Viana, 56 anos, empresário de Curitiba, sofreu um acidente de moto e machucou a coluna e a cabeça, e foi encaminhado ao Hospital de Pronto Socorro em Porto Alegre. “Fui muito bem atendido lá e se não fossem eles, eu não estaria aqui. O atendimento foi muito bom. Fiquei 15 dias internado, cinco dias na UTI”, diz Viana, o primeiro usuário a receber a carta. “Foi uma surpresa e uma honra saber que fui o primeiro a receber a correspondência”, disse.


Transparência – Além do questionário para a avaliação do paciente, a Carta SUS trará dados como a data da entrada no hospital, o dia da alta e o motivo da internação. O usuário poderá conferir se os dados estão corretos e correspondem ao serviço prestado de fato e conhecerá o custo total da internação.A carta pode ser respondida tanto pelo paciente, quanto por um familiar.


Os endereços serão obtidos nos formulários de Autorização para Internação Hospitalar (AIH), instrumento utilizado pelo Ministério da Saúde para avaliar as ações e serviços do SUS. A AIH integra o Sistema de Informação Hospitalar, que fornece os dados de quais e quantos procedimentos hospitalares foram realizados e os recursos repassados aos estados e municípios para pagamento ao hospital, com regras e critérios pactuados. Portanto, o formulário é instrumento essencial para a gestão dos hospitais e controle de gastos públicos.


Ouvidoria ativa – O Ministério da Saúde está aprimorando os mecanismos de comunicação direta com o cidadão para aperfeiçoar o atendimento e ampliar a transparência do SUS. Neste ano, o telefone da ouvidoria foi simplificado: dos antigos dez dígitos, passou a responder pelo 136, de mais fácil memorização e uso pela população. O serviço é gratuito, de telefone residencial, público ou celular.


Em 2011, o Disque-Saúde já recebeu mais de 3,5 milhões de ligações e disseminou 7,5 milhões de informações. Os temas que geraram maior número de ligações foram o Programa Farmácia Popular (23,4%), tabagismo (23%) e aids (9,6%). 

 

Fonte: Ascom/MS

3dAs TVs 3D, os filmes e games produzidos com essa tecnologia chegaram ao Brasil há pouco tempo e devem ser uma grande aposta da indústria nos próximos anos, mas muita gente pode ficar de fora do mundo tridimensional por não conseguir “enxergar” total ou parcialmente os resultados dessa inovação tecnológica.


O estrabismo – mau alinhamento ou desvio de um olho que faz com que a linha de visão não aponte ao mesmo objeto que o outro olho – é a principal disfunção que impede enxergar em 3D. Mas, de acordo com especialistas, o número de pessoas que têm a visão tridimensional prejudicada deve ser bem maior porque vários outros problemas na visão também fazem com que o 3D não seja percebido.


O 3D é uma ilusão construída na nossa mente a partir das imagens recebidas simultaneamente pelo olho direito e pelo olho esquerdo. A distância entre eles – de 6,5 cm, em média – faz com que cada olho receba a imagem da tela de TV ou do cinema em ângulos um pouco diferentes entre si. No cérebro, as duas imagens serão juntadas e ganharão profundidade, o que chamamos de terceira dimensão.


A TV ou tela do cinema vai emitir as ondas de imagens para cada olho e os óculos 3D funcionam como um filtro, como explica Mikiya Muramatsu, professor de física da USP (Universidade de São Paulo).


- Os óculos funcionam apenas como um sensor para receber as ondas de imagem e diferenciar os dois pontos de vista. A lente direita encaminha ao olho direito o que foi emitido para ele e a lente esquerda também faz o seu respectivo papel. A partir daí, o cérebro é que vai construir essa ilusão 3D.


Para ver em 3D é necessário que os dois olhos trabalhem juntos, enxergando bem.

 

 

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