As fabricantes de adoçantes Gold e Stevia Brasil foram multadas, juntas, em R$ 325 mil pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça (DPDC) por propaganda enganosa e ausência de informações adequadas sobre a composição de produtos nas embalagens.
Segundo a decisão, os rótulos dos adoçantes Doce Menor Stevia Mix, da Gold, e Stevip, da Stevia Brasil, induziam o consumidor a pensar que estava adquirindo um produto à base do adoçante natural Stevia (nome comercial do edulcorante de steviosídeo), mas a quantidade da substância no produto era mínima. Na prática, o sabor do adoçante era dado pelas substâncias artificiais sacarina e ciclamato de sódio. Para o diretor do DPDC, Amaury Oliva, as empresas violaram o direito à informação.
Os rótulos já foram trocados e os produtos continuam em circulação, afirma. A Gold vai pagar R$200 mil e a Stevia Brasil, R$125 mil. Cabe recurso à decisão. O diretor comercial da Stevia Brasil, Flávio Silva, alega que não houve má fé e que todos os produtos da empresa têm fórmula registrada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Procurada, a Gold não atendeu às ligações do jornal O Estado de S. Paulo.
Segundo a nutricionista Julianna Shibao, a troca da estévia pelos adoçantes artificiais não causa prejuízo nutricional, pois as substâncias são permitidas pela legislação. O apelo em relação à estévia é que ela sai de uma planta, ao contrário dos adoçantes artificiais.
Um estudo conduzido nos Estados Unidos revelou que pessoas entre 50 e 60 anos, quando demitidas, correm o risco de sofrer um ataque cardíaco da mesma magnitude que fumantes inveterados. A pesquisa, feita com mais de 13 mil pessoas no país, indica que o risco de infarto cresce 25% durante o ano seguinte à perda do emprego e aumenta proporcionalmente caso o indivíduo seja demitido novamente após conseguir um novo trabalho. O levantamento foi publicado na revista científica "Archives of Internal Medicine".
Especialistas acreditam que o estresse possa ser uma peça fundamental para entender o aumento do risco de parada cardíaca na meia idade. Eles acrescentam, entretanto, que são necessárias mais pesquisas para identificar o principal elo entre as demissões na meia idade e o aumento das chances de infarto. Estudos realizados anteriormente já revelaram que um trabalho estressante pode elevar o risco de parada cardíaca.
Por outro lado, os especialistas da Fundação Britânica do Coração defendem que o estresse em si não é uma causa direta de doença cardíaca, embora possa contribuir para aumentar as chances da fatalidade.
Tabagismo
No último estudo do gênero, que foi conduzido durante quase 20 anos, especialistas registraram mais de 1 mil infartos entre os 13.451 participantes. Quando os pesquisadores analisaram especificamente quais indivíduos foram mais suscetíveis a sofrer a enfermidade, encontraram várias tendências distintas.
Homens e mulheres que fumavam, estavam com sobrepeso ou faziam pouca ou nenhuma atividade física eram mais propensos a sofrer um infarto. Os mais velhos ou aqueles com hipertensão ou diabetes também corriam maior risco de ter uma parada cardíaca.
Depois de analisar os fatores de risco, os pesquisadores descobriram que a perda de emprego também estava associada à doença.
Infartos foram significativamente mais comuns (27%) entre os que tinham sido demitidos havia pouco tempo, independentemente do tipo de ocupação que realizavam. O efeito também foi cumulativo: as chances de sofrer um infarto aumentou 63% entre aqueles que tinham perdido quatro ou mais empregos.
Entre os que fumavam, as chances de ataque cardíaco cresceram quase pela metade (44%).
Linda George, da Universidade Duke, na Carolina do Norte, responsável pelo estudo, disse: "Este é um impacto significativo e semelhante a outros fatores de risco de infarto bem conhecidos e estabelecidos, incluindo o tabagismo e a obesidade".
"Achamos que o estresse de enfrentar o desemprego poderia explicar esta associação", acrescentou.
"E, provavelmente, a perda de um emprego tem um efeito mais forte do que um trabalho estressante", lembrou.
Já a Donna Arnett, da Associação Americana do Coração, disse: "Isto confirma outros estudos que mostram que as pressões da vida podem aumentar o risco de um ataque cardíaco".
"Estar fora do trabalho pode ser muito estressante", acrescentou.
"Mas não sabemos como o estresse afeta o risco cardiovascular. Esta é uma área que necessita de mais pesquisas", lembrou.
A especialista afirmou, ainda, que existem formas de gerir o estresse de maneira a minimizar seus efeitos.
"Exercitar-se é uma ótima maneira de reduzir os níveis de estresse", disse Arnett.
A Resolução RDC nº 11, publicada em março de 2011 e que passou a vigorar em junho do mesmo ano, estabeleceu novas regras para a prescrição e dispensação do medicamento Talidomida. Desde então, a notificação de receita de Talidomida passou a seguir o modelo descrito no Anexo VI da RDC nº 11.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) informou por meio de ofício circular, que serão indeferidas as solicitações de autorização excepcional para uso de Talidomida que forem enviadas com a notificação de receita no modelo antigo. A medida já está valendo desde ontem, 19.
A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (SESAPI) está providenciando o novo modelo de notificação de receita que será disponibilizado para todo o Estado, conforme solicitação de cada município. “Estamos empenhados para que o novo receituário possa estar disponível o mais rápido possível nos municípios, evitando assim, a interrupção do tratamento dos pacientes que utilizam a Talidomida”, disse a coordenadora de medicamentos da DIVISA, Wanieire Veloso.
O maior controle do medicamento é devido às conseqüências causadas em mulheres gestantes, levando à má formação nos braços e pernas dos bebês, entre outros tipos de deficiência física.
Na próxima quinta-feira, 22, o Conselho Estadual de Saúde realizará o Seminário Sobre Fortalecimento da Gestão Participativa e do Controle Social no SUS. Todos os secretários e conselheiros municipais de saúde do Piauí foram convocados a participar.
O evento acontecerá nos dias 22 e 23 no Diferencial Buffet, localizado na rua São Pedro, bairro Ilhotas, zona sul de Teresina . As discussão será em torno da Implementação do PID, Mesa de Negociação Permanente do SUS e Edificação do Sistema de Aconselhamento dos Conselhos de Saúde do Estado.
Outro ponto de destaque do encontro diz respeito à necessidade dos secretários e representantes dos conselhos conhecerem os dispositivos do Tribunal de Contas da União (TCU) que determina o corte de verbas da saúde caso algumas determinações não sejam cumpridas.