FILTROSOLAR24112012A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) realizou um levantamento com 30 mil brasileiros de todos os locais do País e detectou que 62% não passam filtro solar antes de tomar sol.

 

O maior índice de negligência com os raios solares está no Amazonas, onde 77% afirmaram se expor ao sol sem proteção. Em seguida, Pará (74%), Distrito Federal (73%), Ceará (71%) e Espírito Santo (70%) complementam o ranking de estados com a população mais ameaçada pelos problemas decorrentes da exposição solar desprotegida.

 

“As pessoas ainda precisam se conscientizar sobre a importância do protetor solar”, afirma Marcus Maia, coordenador do Programa Nacional de Controle do Câncer da Pele da SBD.

 

“Além do preço, outras razões prejudicam o uso do filtro. As pessoas não aplicam corretamente, nem reaplicam como deveriam. Também existe resistência dos homens para usar o filtro solar”, completa.

 

Uma das principais sequelas da exposição desprotegida é o câncer de pele. A doença, de acordo com a projeção do Instituto Nacional do Câncer (Inca) deve terminar o ano de 2012 com 134 mil novos casos.

 

Segundo o Inca, a incidência continua altíssima no País e o câncer da pele é ainda o tumor que mais atinge brasileiros, representando 25% de todos os tumores malignos. Por conta disso, o dia 24 de novembro foi escolhido como a data nacional de combate ao câncer de pele, época em que a exposição solar tende a ficar mais frequente devido às férias.

 

Não apenas os bloqueadores solares protegem contra os raios ultravioleta. “O uso de chapéu e camiseta, principalmente nas cores vermelha e azul, que são mais protetoras, e de fibras sintéticas, como poliéster e poliamida, ajudam a proteger contra o câncer de pele”, orienta Maia.

 

Para ampliar a conscientização sobre a importância da prevenção à doença, a SBD promove neste dia 24 ações em 145 postos em todo o Brasil. Serão realizados atendimentos por profissionais para avaliar as pintas – primeiros sinais do câncer de pele – e a presença de câncer (para saber os endereços é só acessar o site da SBD  ou ligar para 0800-7013187).

 

No ano passado, entre as 30 mil pessoas avaliadas, foi detectado que 13% tinham câncer . Desde que as ações começaram em 1999, o índice de tumor diagnosticado quase dobrou, já que a taxa na estreia foi de 7,5%.

 

“Uma das possibilidades para este aumento é o comportamento das pessoas, que ainda não receberam a mensagem adequada sobre proteção solar. Outra possibilidade é a longevidade. As pessoas estão vivendo mais tempo, e o câncer da pele se predispõe a ocorrer mais nas pessoas idosas”, avalia Marcus Maia.

 

 

IG

Foto: divulgação

O Laboratório Central de Saúde Pública “Dr. Costa Alvarenga”, o LACEN, comemora neste sábado, 24, o seu 35º aniversário. A data será lembrada com várias ações, dentre elas, a inauguração da galeria de fotos dos ex-diretores e o descerramento da placa de missão do laboratório. Logo em seguida, o encerramento da Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho, no auditório do CEREST.

 

O LACEN-PI foi inaugurado em setembro de 1977 e institucionalizado através da lei 3.712 de abril/1979, integrando o Sistema Nacional de Laboratórios de Saúde Pública, cuja regulamentação deu-se através da Portaria nº 15, de 03 de janeiro de 2002, que dispõe sobre a organização do Sistema Nacional de Laboratórios de Saúde Pública – SISLAB.

 

Dentre os serviços oferecidos pelo laboratório está a realização de teste do pezinho, investigação de paternidade (DNA), HIV, Hepatite C, além de virologia para Dengue, Sarampo, Rubéola, Citomegalovírus, Hepatites Virais (A, B e C), Sífilis, Doença de Chagas, Toxoplasmose, Leishmaniose (cutânea e visceral), Leptospirose, dentre outros. O LACEN realiza ainda análise de controle de qualidade de produtos e Serviços tais como Águas de Hemodiálise, Água para consumo humano, alimentos e bebidas.

 

“Uma de nossas grandes novidades são os testes de DNA para investigação de paternidade. Estamos trabalhando a todo vapor e programando até um grande mutirão para atender solicitações da Defensoria Pública”, explica Symonara Karina, diretora do LACEN.

Quando fundado, o LACEN homenageou o doutor Costa Alvarenga, um dos grandes médicos do Piauí. Foi ele quem fez a descoberta científica da insuficiência aórtica conhecida no meio científico como “Sinal Alvarenga”.

 

O LACEN tem como objetivo primordial atender à comunidade através da execução das mais diversas análises de interesse em saúde pública, fazendo parte integrante da vigilância em saúde.

 

Sesapi

Uma pesquisa publicada nesta semana nos Estados Unidos identificou, pela primeira vez, uma variação genética responsável pela tendência que todo ser humano tem de preferir trabalhar de dia ou à noite, de dormir tarde ou acordar cedo.

 

Essas preferências são definidas pelo chamado ritmo circadiano, popularmente chamado de "relógio biológico". O estudo publicado pela revista científica “Annals of Neurology” mostrou que esse mecanismo é influenciado pela característica dos genes próximos a uma região do DNA conhecida como “Período 1”.

 

Pesquisas anteriores feitas tanto com gêmeos idênticos, quanto também com animais, já indicavam para uma grande probabilidade de que o relógio biológico fosse regulado por fatores genéticos. O novo estudo confirma essa hipótese.

 

O levantamento foi feito com um grupo de 1,2 mil pessoas na faixa de 65 anos que inicialmente participavam de uma investigação sobre o mal de Alzheimer. O trabalho colheu dados sobre os padrões de sono e sobre o genoma dos participantes, o que permitiu também fazer uma análise voltada ao relógio biológico.

 

Como uma parte dos voluntários desse estudo já haviam morrido, a equipe do Centro Médico Beth Israel Deaconess, ligado à Universidade Harvard, ao analisar seus dados, descobriu que esse mecanismo regula, inclusive, a hora do dia em que uma pessoa provavelmente pode morrer.

 

"O 'relógio biológico' interno regula muitos aspectos da biologia e comportamento humanos, como os horários preferidos para dormir, os momentos de pico de desempenho cognitivo, e a incidência de muitos processos fisiológicos. Ele também influencia o momento de eventos médicos agudos, como derrames e infartos", explica o autor principal Andrew Lim, em comunicado do centro médico.

 

G1

fiodental23112012Visitas ao dentista nunca são agradáveis. Eles insistem em dizer aos pacientes que irão manter os dentes brilhantes e livres de cáries, bem como manter as gengivas saudáveis. O uso de fio dental regularmente, por exemplo, já foi apontado por eles como meio para proteger o coração.

 

Mas, de acordo com o livro Kiss Your Dentist Goodbye, as pessoas que usam o fio dental regularmente estão perdendo tempo.  O livro está criando polêmicas porque foi escrito pela doutora norte-americana Ellie Phillips, uma das primeiras mulheres do Guy’s Hospital, em Londres.  Ela disse que usar fio dental não ajuda a reduzir o risco de cárie dentária. As informações foram publicadas no Daily Mail.

 

E um estudo publicado no British Dental Journal, em 2006, não encontrou nenhuma diferença no número de cáries sofridas por adultos que usam fio dental e aqueles que não usam.

 

"Não há nenhuma evidência de que o fio dental é eficaz na prevenção da cárie dentária a longo prazo," disse o Dr. Graham Barnby, um dentista de Marlow, que também é membro do Simply Health Advisory Research Panel, que analisa as últimas pesquisas e pensamentos médicos. "Então, de certa forma, ela tem alguma razão. No entanto, embora os benefícios da utilização do fio dental possa ser limitado, ele tem um papel na prevenção de doenças da gengiva", afirmou.

 

A cárie dentária ocorre quando o ácido na boca corrói os dentes. Este ácido é encontrado em alimentos, mas é produzido principalmente quando a pessoa ingere açúcar. A doença periodontal, por outro lado, é causada pela placa - uma película de bactérias nos dentes, que, se não for removida com a escovação, irrita a gengiva, causando sangramento e recua. Se a placa for deixada, ela endurece formando o tártaro, que irrita o osso e, em casos graves, pode fazer com que a pessoa perca os dentes.

 

Christina Chatfield, uma higienista dental independente com sede em Brighton, disse que o fio dental eficaz deve ajudar a reduzir os dois problemas. Ela argumenta que os estudos têm mostrado poucos resultados porque poucas pessoas sabem usar o fio dental corretamente. "A maioria das pessoas que faz uso fio dental (que eu acredito ser em torno de 5% da população), não usa de forma eficaz e, por isso, o benefício é mínimo para eles", disse.

 

Dr. Nigel Carter, diretor executivo da British Dental Health Foundation, disse que o fio dental não é definitivamente um desperdício de tempo, desde que você use corretamente. "Nós certamente não devemos encorajar as pessoas a não fazerem isso", disse. "Se você não limpar entre os dentes, você está limpando apenas 60% deles", acrescentou.

 

No entanto, Ellie Phillips argumenta que, ao invés de usar fio dental, você pode fazer três bochechos diferentes: um antes de escovar, e dois depois. Segundo ela, as pessoas, muitas vezes, escovam os dentes imediatamente após a ingestão, mas isso pode desgaste nos dentes. No lugar, ela recomenda o uso de bochechos com produtos com dióxido de cloro - que, segundo estudos, ajudam a remover as bactérias - antes de escovar. Depois de escovar os dentes, ela defende o uso do anti-sépticos bucal, para melhorar o processo de limpeza e, em seguida, um fluoreto de enxaguamento para fortalecer e reparar os dentes.

 

Depois desse processo, ela defende a utilização pastilhas ou goma de mascar contendo o adoçante xilitol, que foi apontado em testes como ajudante na redução de cárie dentária.

 

Na contramão, Christina Chatfield defende outro ponto de vista. "As bactérias ao redor dos dentes que causam a doença periodontal são difíceis de serem eliminadas e nem sequer respondem aos antibióticos", disse. "A ideia de que estas bactérias podem ser eliminadas por bochechos é ridícula", afirmou.

 

 

Terra