O secretário estadual da Saúde, Ernani Maia, instituiu o serviço de Ouvidoria do SUS no Piauí, no âmbito da Secretaria Estadual da Saúde (Sesapi). A portaria, que foi publicada no Diário Oficial do Estado, do dia 10 de janeiro deste ano, visa estabelecer um canal permanente de interlocução e proteção ao usuário. A medida leva em conta as atribuições e competências exigidas pelo Ministério da Saúde para todos os Estados da federação.

 

Caberá ao serviço de Ouvidoria do SUS/PI: estimular e apoiar a criação de estruturas descentralizadas de serviços de Ouvidoria nas unidades de saúde de referência regional, que integram a rede estadual de Saúde, bem como atuar como canal de mediação entre o cidadão e a gestão pública de saúde, com o objetivo de responder as demandas formuladas pelo cidadão e a necessidade de melhoria da qualidade do serviço prestado.

 

Atuar na disseminação de informações em saúde, segundo às orientações dos órgãos competentes, manter atualizada as informações relativas a denúncias, reclamações, sugestões, elogios e ainda o esclarecimento de dúvidas relacionadas ao Sistema Único de Saúde também são funções de responsabilidade da Ouvidoria.

 

Sesapi

Comer fast-food três vezes por semana pode levar crianças a contrair asma ou eczema (inflamação na pele), segundo uma pesquisa que analisou padrões de dietas e doenças em todo o mundo. O estudo verificou dados de 500 mil crianças de mais de 50 países e indicou que aquelas que comiam fast-food como hambúrgueres com regularidade corriam mais risco de sofrer condições alérgicas como asma severa, eczema, coceira e lacrimejamento nos olhos.

 

As conclusões, publicadas na revista especializada "Thorax", afirmam que alimentos do tipo fast-food contêm altas doses de ácidos gordos transaturados, ou gordura trans, conhecida por afetar a imunidade.

 

A pesquisa indica ainda que o consumo de frutas pode ajudar a reduzir os efeitos negativos do consumo excessivo de comidas do tipo fast-food, já que as futas são ricas em antioxidantes e outros componentes benéficos. De acordo com o estudo, crianças no início da adolescência que comiam fast-food três ou mais vezes por semana tinham 39% mais riscos de sofrer de asma severa. E crianças entre 6 e 7 anos tinham 27% a mais de chances de sofrer dessa condição.

 

Efeito de frutas

O consumo de três ou mais porções de frutas por semana reduz o risco de asma, eczema e rinite alérgica em 11% a 14%.

 

Os autores do estudo, Inneas Asher, da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, e Hywel Williams, da Universidade de Nottingham, na Grã-Bretanha, dizem que as conclusões da pesquisa ''têm grande importância para a saúde pública, por causa do aumento mundial de consumo de fast food''.

 

Em determinados casos, alimentos como leite bovino, ovos, peixes, mariscos, produtos de levedura, nozes e alguns corantes e conservantes podem agravar os sintomas.

 

Malayka Rahman, da entidade Asthma UK, afirma que pesquisas mostram que os hábitos alimentares de uma pessoa podem contribuir para o risco de elas desenvolverem asma, e que uma dieta saudável pode ter efeitos benéficos.

 

''As evidências sugerem que as vitaminas e antioxidantes encontrados em frutas e legumes frescos têm um efeito benéfico sobre a asma. Portanto, aconselhamos as pessoas com asma a manter uma dieta saudável e equilibrada, incluindo cinco porções de frutas ou legumes todos os dias, peixes mais de duas vezes por semana, e leguminosas mais de uma vez por semana", comenta Malayka.

 

BBC

amamentar1412013Aleitamento materno não traz benefícios apenas para os bebês. De acordo com pesquisadores australianos, mulheres que amamentam por, pelo menos, 13 meses têm 63% menos probabilidade de desenvolver câncer de ovário em comparação com as que seguiram a recomendação por menos de sete meses. Os dados foram mencionados na publicação American Journal of Clinical Nutrition e divulgados pelo jornal Daily Mail.

 

A pesquisa analisou 493 mães diagnosticadas com câncer de ovário e as comparou com 472 voluntárias saudáveis de idade similar. Constatou-se também que, quanto mais crianças amamentavam, maior era o benefício. As que tiveram três filhos e forneceram seu leite por 31 meses ou mais diminuíram em 91% as chances de um tumor.

 

A explicação é que a amamentação retarda a ovulação e os cientistas acreditam que um maior número de ovulações aumenta o risco de formação de células mutantes devido à exposição a altos níveis de estrogênio.

 

Ponto a Ponto Idéias

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou uma nova indicação para a vacina contra o HPV (papilomavírus humano). Agora, além de indicada para prevenir câncer do colo do útero em mulheres e verrugas genitais em homens, a mesma vacina passa a valer no combate ao câncer anal, para ambos os sexos. A idade em que a imunização deve ser feita continua a mesma --de 9 a 26 anos--, para que a prevenção seja feita antes do contato com o vírus.

 

Por enquanto, a vacina contra HPV não faz parte do programa nacional de imunização e está disponível em clínicas particulares. Municípios como Taboão da Serra (SP) e Campos (RJ) já anunciaram a oferta da vacina. A aprovação da nova indicação foi baseada em um estudo publicado no "New England Journal of Medicine", que mostrou que a vacina diminuiu em 77% as lesões causadas pelos tipos de HPV cobertos na vacina quadrivalente (6, 11, 16 e 18) e em 55% as lesões associadas a outros 14 tipos de HPV.

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Os 602 voluntários do estudo eram homens mais suscetíveis a desenvolver o câncer anal por praticarem sexo com outros homens.

 

Mas, segundo a pesquisadora Luisa Villa Lina, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e uma das maiores especialistas em HPV no país, a ampliação da indicação para homens e mulheres em geral foi feita porque entende-se que o benefício pode ser extrapolado.

 

"A frequência de câncer anal é maior em mulheres e em homens que fazem sexo com homens, mas a doença também acomete héteros e quem nunca fez sexo anal."

 

Isso porque o HPV é altamente transmissível e pode ser transferido na relação sexual com a mulher ou pela manipulação com os dedos. Grupos de maior risco, porém, poderão ter a indicação reforçada por seus médicos, como pacientes com HIV.

 

Fabio Atui, médico responsável pelo ambulatório de proctologia e DST/Aids do Hospital das Clínicas da USP, diz acreditar que a vacina poderá diminuir a incidência do câncer anal no futuro e ser uma arma a mais para a prevenção, principalmente quando o tabu ou o desconhecimento impedem que as pessoas de alto risco façam o diagnóstico precoce das lesões causadas pelo HPV.

 

RARO

O câncer de ânus é raro (1,5 caso em 100 mil pessoas), mas, nos últimos anos, a incidência do tumor cresceu 1,5 vez entre os homens e triplicou entre as mulheres, segundo artigo da "Revista Femina", da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).Uma explicação é o fato de mulheres com infecção cervical pelo HPV terem um risco três vezes maior de infecção anal simultânea, segundo estudo feito no Havaí.

 

Cerca de 80% da população sexualmente ativa já teve contato com o HPV. Nem todos, porém, desenvolverão verrugas genitais ou câncer.

 

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