Uma recente pesquisa do Cancer Research UK e da Universidade de Leeds aponta que um gene ligado à obesidade também está relacionado ao câncer de pele. Esse tipo de câncer é causado especialmente pela exposição ao sol e ao bronzeamento artificial, mas pode ser influenciado pelo gene FTO, o mesmo da obesidade. Os dados são do Daily Mail.
A pesquisa analisou o DNA de 73 mil voluntários, sendo que 13 mil deles já apresentavam câncer de pele. Verificou-se que os mais prováveis de desenvolver a doença tinham uma variação do FTO.
Um dos autores do estudo, Mark Iles, ressaltou que é a primeira vez que se observa uma ligação entre o gene FTO, relacionado à obesidade e diversas outras doenças, ao melanoma.
Médicos dos Estados Unidos conseguiram o que está sendo chamado de cura "funcional" do vírus HIV em uma criança de 2 anos. De acordo com os americanos, uma menina soropositiva do Estado do Mississippi (sul do país) não demonstra sinais de infecção pelo vírus após deixar o tratamento por cerca de um ano.
A cura livrou a criança de uma vida que seria marcada pelo alto consumo de medicamentos, o preconceito e o dilema de contar a amigos e familiares sobre a doença. Mas, além da história de triunfo dos médicos, surge uma grande questão: esta descoberta coloca o mundo mais perto de uma cura para a Aids?
No caso da garota americana existem circunstâncias especiais: os médicos conseguiram atingir o vírus muito cedo e com muita força. Isto não é possível em adultos, que descobrem que contraíram pelo HIV meses e até anos depois da contaminação, quando o vírus já está completamente estabelecido.
Também não se sabe ainda como o sistema imunológico de um bebê recém-nascido pode afetar o tratamento. Bebês conseguem grande parte da sua proteção contra doenças a partir do leite materno.
Uma coisa é certa - esta abordagem não irá curar a grande maioria dos portadores do vírus. O que levanta a dúvida: haverá um dia esperança para os que vivem há décadas com o HIV?
Tratamento
O vírus da Aids não é mais o assassino que costumava ser. Ele apareceu primeiro na África no começo do século 20 e se transformou em um problema de saúde global na década de 1980. Nos primeiros anos da epidemia, não havia tratamento.
O vírus matou mais de 25 milhões de pessoas nas últimas três décadas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A partir da metade da década de 1990 surgiram as terapias com antiretrovirais, e o impacto que tiveram no número de mortes por Aids foi dramático.
As pessoas infectadas com o HIV que têm acesso a esse tratamento podem ter uma expectativa de vida normal, mas nem todas conseguem. Cerca de 70% das pessoas que vivem com o HIV estão na África ao sul do deserto do Saara, onde o acesso aos medicamentos é relativamente limitado.
A busca pela cura continua.
"Sempre presumimos que era impossível, mas começamos a descobrir coisas que não sabíamos antes, e (isso) está abrindo uma fenda na blindagem", disse à BBC o pesquisador John Frater, da Universidade de Oxford.
Escondido
Depois que uma pessoa é infectada pelo HIV, o vírus se espalha rapidamente, infectando células em todo o corpo. Ele se esconde dentro do DNA, onde não será afetado pelas terapias. Já existem agora medicamentos experimentais para tratamento de câncer que poderiam tornar o vírus mais vulnerável.
"(O medicamento) ataca o vírus dentro da célula e o deixa visível para o sistema imunológico. Poderemos alcançá-lo com uma vacina", afirmou Frater.
No entanto, a abordagem requer medicamentos que façam com que o vírus fique ativo e uma vacina que treine o sistema imunológico para acabar com ele. E isso não é algo que está próximo de ser descoberto.
Outro caminho sendo considerado envolve uma mutação rara que faz com que as pessoas fiquem resistentes à infecção. Em 2007, Timothy Ray Brown se transformou no primeiro paciente que teria erradicado o vírus.
Seu sistema imunológico foi destruído como parte de um tratamento de leucemia. Em seguida, ele foi restaurado graças a um transplante de células-tronco de um paciente com a mutação.
Um pouco de engenharia genética também poderia ajudar a modificar o sistema imunológico do próprio paciente, para que ele adquira a mutação protetora.
Mas, novamente, esta é uma perspectiva distante.
Medicina experimental
Para o presidente do programa de vacina da Aids da Grã-Bretanha, Jonathan Weber, professor da universidade Imperial College, no sul da Inglaterra, não há um consenso nos tratamentos para os que já estão infectados.
"Para a infecção estabelecida nós temos algumas ideias, mas tudo ainda nos domínios da medicina experimental. Não há um consenso e nenhum caminho claro (a ser seguido)", afirmou. Para Weber, uma cura seria a solução para o problema dos gastos, já que dar remédios para as pessoas todos os dias para o resto de suas vidas pode ser muito caro.
A professora Jane Anderson, do Hospital Homerton, em Londres, prefere ser mais cautelosa sobre a possibilidade de uma cura para a Aids depois do caso nos Estados Unidos.
"Este é um momento muito animador, mas não é a resposta no mundo atual. Temo que, por querer uma cura tão desesperadamente, nos esqueçamos das questões de custo e eficiência, que fazem a diferença", afirmou. Quase todos os casos de transmissão do HIV da mãe para a criança podem ser evitados com medicamentos, com a escolha pela cesariana e evitando que a mãe amamente o filho.
Em adultos, a maioria dos casos de infecção por HIV ocorre como resultado de sexo sem o uso de preservativos.
Ser soropositivo aumenta em 50% os riscos de uma pessoa sofrer um ataque cardíaco, apontou um estudo publicado nesta segunda-feira, 4, que confirma descobertas anteriores. Na pesquisa, publicada nos Archives of Internal Medicine, publicação do periódico "Journal of the American Medical Association" (Jama), foram acompanhados 82.459 adultos americanos, a maioria homens.
Segundo o trabalho, feito com três grupos etários, a incidência média de ataque cardíaco foi consistente e significativamente maior para pessoas com o vírus HIV, em comparação com veteranos não infectados.
Após serem classificados segundo a ocorrência de doenças, tabagismo, consumo de álcool e outros fatores de risco, como hipertensão e colesterol alto, os indivíduos soropositivos demonstraram ter um risco 50% maior de virem a sofrer um ataque cardíaco do que pessoas saudáveis.
A pesquisa foi conduzida por Matthew Freiberg, da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh.
Alguns estudos anteriores demonstraram que a ativação crônica do sistema imunológico vinculada à infecção por HIV anterior ao tratamento com terapia antirretroviral parece causar a inflamação que aparentemente acelera o processo de envelhecimento e deixa o paciente mais vulnerável a doenças associadas ao envelhecimento.
Um trabalho publicado em julho pelo Jama demonstrou que os soropositivos têm duas vezes mais risco de sofrer ataques cardíacos ou acidentes vasculares cerebrais em comparação com pessoas não infectadas. Os autores vincularam esse risco aumentado à inflamação das artérias.
Imagine que uma pessoa com deficiência visual tenha à sua disposição um equipamento, que durante o seu deslocamento lhe informe quando ele se aproxima de algum obstáculo, podendo assim desviar e continuar a se locomover. Parece história de filme de ficção científica, mas isso começa a se tornar realidade no Piauí. Esse e outros equipamentos voltados para melhorar a vida de pessoas com deficiência estão sendo desenvolvidos por pesquisadores piauienses nos laboratórios das universidades públicas do Estado.
A luva ultrassônica, como foi batizado o equipamento que identifica obstáculos para os deficientes visuais, foi desenvolvida pelo professor do Instituto Federal do Piauí (IFPI), Marcelino Almeida, juntamente com os alunos dos cursos de sistema de informação e eletrotécnica, do campus de Parnaíba. O experimento, que ainda está na fase de protótipo, foi premiado como um dos 20 melhores projetos na Mostra Nacional de Robótica de 2012, realizada em Fortaleza-CE.
Durante reunião realizada entre representantes da Secretaria Estadual para Inclusão da Pessoa com Deficiência (Seid), da Coordenadoria Estadual da Juventude (Cojuv), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi) e da Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Tecnológico do Piauí (Sedet), o professor Marcelino fez uma demonstração do seu experimento. O servidor da Seid, Luís Sampaio, que é deficiente visual, utilizou a luva e ficou impressionado. “Esse é um equipamento super importante, que será muito útil para pessoas com deficiência visual, como é o meu caso”, destaca.
A reunião entre os órgãos do Estado teve como objetivo encontrar alternativas para despertar em pesquisadores e estudantes o interesse em desenvolver tecnologias que ajudem as pessoas com deficiência no seu dia-a-dia. O secretário Hélder Jacobina (Seid), conta que o Piauí deve se integrar a uma rede nacional de pesquisa já existente, que desenvolve tecnologias assistivas. “Já realizamos algumas reuniões e queremos que o Piauí faça parte da rede de pesquisa do Centro Nacional de Referência em Tecnologias Assistivas (CNRTA), que atualmente conta com 29 universidades”, explica.
Para a presidente da Fapepi, Bárbara Melo, é muito importante firmar essa integração entre as pessoas com deficiência, com as universidades, para que se desenvolvam tecnologias voltadas a melhorar a vida dessas pessoas. O professor Marcelino ressalta que a luva ultrassônica ainda está em fase de protótipo, mas que tecnologias como essa, desenvolvidas no Piauí podem ajudar para melhorar a vida de pessoas com deficiência.
O diretor técnico-científico da Fapepi e professor da Uespi, Ricardo de Andrade, ressalta que a aproximação entre a academia e a sociedade é essencial para que os pesquisadores compreendam as demandas da sociedade e possam trabalhar para solucioná-las.
Luís Sampaio destacou a importância de ouvir as pessoas com deficiência durante o desenvolvimento dessas tecnologias. “Gostaria de parabenizar aqui tanto o secretário Hélder Jacobina, quanto os pesquisadores. O secretário teve a iniciativa, que para mim é louvável, de chamar as partes interessadas para descobrir o que é mais urgente nesse trabalho”, conta.
Para Hélder Jacobina não há como beneficiar as pessoas com deficiência, sem a participação da parte mais interessada. “Existe uma máxima nesse segmento que diz: nada sobre nós, sem nós. E é isso que estamos procurando fazer”, afirma.