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Oficialmente, o dia 14 de novembro é conhecido como o Dia Mundial do Diabetes. Através de dados fornecidos pela Federação Internacional de Diabetes (IDF, sigla em inglês), em todo o mundo, mais de 300 milhões de pessoas têm a doença e um alto percentual vive em países em desenvolvimento, como o Brasil, por exemplo.

 

No país, a cada ano, o Dia Mundial do Diabetes é centrado em um tema relacionado, direta ou indiretamente, ao diabetes. Os tópicos abordados em anos anteriores incluíram diabetes e direitos humanos, diabetes e estilo de vida, e os custos de diabetes. Em 2012, sob o tema "Educação e Prevenção em Diabetes", o foco é a crescente necessidade de educação sobre diabetes e o aumento de programas de prevenção.

 

Para o Piauí, dezenas de atividades já estão sendo programadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), através da Coordenação de Atenção à Saúde do Adulto e do Idoso. “Sugere-se como atividades: rodas de conversa com os diabéticos ou familiares desses, sobre a convivência com a doença e o seu manejo (troca de experiências); estamos programando, ainda, em parceria com algumas entidades ligadas à causa, caminhadas na capital e no interior, mutirão de detecção, monitoramento do perfil alimentar e nutricional dos diabéticos, oficinas sobre o autocuidado, entre outros”, destaca a coordenadora responsável, Gisela Brito.

 

Dados sobre Diabetes no Brasil e no Piauí

 

De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, aproximadamente, 5,8% da população a partir dos 18 anos têm diabetes tipo 2, o que equivale a 7,6 milhões de pessoas. E aparecem 500 novos casos por dia. O diabetes tipo 1 e 2, juntos, atingem 10 milhões de pessoas. Dessas, pouco mais de 100 mil está no Piauí (VIGITEL/2011).

 

Esses dados reforçam a importância de gestores, profissionais, diabéticos e familiares intensificarem medidas de prevenção e controle da doença, de forma permanente. Gisela Brito frisa, também, que “é de suma importância que os diabéticos recebam orientação para o manejo adequado da doença, visando prevenir as complicações, invalidez e morte precoce, investindo, assim, no  autocuidado”, finalizou.

 

A Coordenadoria de Atenção à Saúde do Adulto e do Idoso aproveita para pedir às secretarias municipais de Saúde que enviem informações sobre suas atividades alusivas à data, para compor o relatório do Estado. Para aquelas interessadas, serão disponibilizados materiais educativos para diabéticos, proporcional ao número cadastrado no SISHIPERDIA.

 

 

Sesapi

 

Dados do Ministério da Saúde mostram que, aos 5 anos de idade, mais de 53% das crianças já tiveram cárie. A Associação Brasileira de Odontologia (ABO), criancascaries25102012com base em informações do ministério, alerta que as crianças nessa idade já têm, em média, mais de duas cáries nos dentes de leite.  De acordo com a consultora da ABO em odontopediatria, Dra. Márcia Vasconcelos, o índice é baixo quando comparado a dados anteriores. Para ela, é fácil uma pessoa chegar à idade adulta sem cáries.

 

 

— Com tudo que se sabe hoje sobre como prevenir a cárie, a criança com 5 anos não deve ter duas cáries, não deve ter nenhuma. É possível chegar à idade adulta sem cárie. E não é difícil.

 

 

No Dia da Saúde Bucal e também do Cirurgião-Dentista, lembrados hoje (25), a odontopediatra recomenda que as mães façam um pré-natal odontológico, ou seja, consultem o dentista antes do nascimento do bebê, para que possam ser orientadas sobre os cuidados com a própria saúde bucal e da criança.

 

 

— As mães costumam soprar a papinha e dar beijo na boca da criança. Se ela tiver a boca contaminada, vai contaminar o bebê.

 

 

Vídeo divulgado este ano na internet mostra uma atriz de Hollywood mastigando a comida e depois passando para a boca da filha. O presidente da ABO, Newton Miranda de Carvalho, diz que isso não é aconselhável.

 

 

— É uma excrescência. Ela está fermentando a comida e a fermentação do alimento é um meio ideal para o crescimento de bactérias. Ela está aumentando o risco de passar alguma doença para a criança.

 

 

Márcia Vasconcelos sugere que nos primeiros meses de vida, os pais levem a criança para uma consulta odontológica, a fim de que o profissional possa orientá-los sobre como fazer a higiene bucal.

 

 

— A mãe tem muito medo de pôr a mão na a boca da criança, tem medo de machucar o bebê. Por isso, o profissional mostra como limpar a boca com uma fralda molhada com água filtrada. Ela vai limpar a gengiva, onde fica resto de leite. É preciso limpar a língua também.

 

 

Para a especialista, o ideal é que até o nascimento do primeiro dente, os pais limpem a boca da criança uma vez por dia. Depois que nasce o primeiro dente, é preciso aumentar a atenção, limpando ainda com uma fralda ou gaze depois das principais refeições. Márcia diz que não há uma fórmula que permita dizer, após determinado número de visitas ao dentista, que a criança não terá problemas de saúde bucal. Ela destaca, no entanto, a importância de um profissional acompanhar o nascimento dos primeiros dentes e os hábitos de higiene que estão sendo seguidos. Márcia lembra que o odontopediatra é o especialista apto a atender pacientes até 18 anos.

 

 

Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 25, quatro resoluções que determinam a apreensão e inutilização de cinco produtos naturais voltados para o emagrecimento, produzidos por três diferentes empresas do país. Fica proibida também a divulgação dos produtos.

 

Segundo a Anvisa, não podem mais ser comercializados os produtos “Emagrecedor sem dieta Dulopes”, da empresa Dulopes Comercio de Produtos Naturais, de Aracruz (ES); “Engordar”, “30 Ervas Emagrecedor” e “Uxi amarelo e Unha de gato”, todos da empresa Flora Brasil Produtos Naturais, localizada em Campo Grande (MS); e “Chá misto 37 ervas”, da Farmacopeia Brasileira.

 

A resolução que trata da Farmacopeia Brasileira diz ainda que "quaisquer produtos cuja rotulagem consta como fabricados pela empresa, localizada em lugar incerto e não sabido" deve ser inutilizadose apreendidos em todo território nacional.

 

A agência afirma que tais determinações foram necessárias porque as empresas citadas não possuem autorização de funcionamento e fabricação concedidas pela Vigilância Sanitária.

 

G1

Uma vacina com a combinação de cinco anticorpos, testada em camundongos e fruto do trabalho do imunologista brasileiro Michel Nussenzweig, conseguiu manter os níveis do vírus da Aids (HIV-1) abaixo dos detectáveis durante mais tempo que os tratamentos atuais, informou nessa quarta-feira, 24, a revista “Nature”.

 

Este tratamento experimental, composto por cinco potentes anticorpos monoclonais (idênticos entre si porque são produzidos pelo mesmo tipo de célula do sistema imunológico), foi desenvolvido pela equipe do cientista brasileiro e membro da Academia Americana de Ciências na Universidade Rockefeller em Nova York.

 

O cientista administrou os anticorpos em camundongos “humanizados”, que dispõem de um sistema imunológico idêntico ao humano, permitindo que sejam infectados com o vírus HIV. Estima-se que esta é uma fórmula que poderia evitar a infecção de novas células.

 

Carga viral reduzida

Nussenzweig observou que, desde que foi iniciado o tratamento, a carga viral tinha caído para níveis abaixo dos detectáveis, e assim se mantiveram por até 60 dias após o término do tratamento. Em seguida, comparou os resultados com os obtidos ao tratar camundongo com uma combinação de três anticorpos monoclonais e, também, com um tratamento baseado em um único anticorpo.

 

Ao tratar os roedores com uma vacina com três anticorpos, o HIV se manteve em níveis baixos até 40 dias após o fim do tratamento, enquanto a monoterapia só permitiu que o vírus não fosse detectado durante o tempo em que o camundongo estava recebendo o tratamento (cerca de duas semanas).

 

“O experimento demonstrou que combinações distintas de anticorpos monoclonais são eficazes na hora de suprimir a replicação do HIV em camundongos “humanizados”, por isso podem prevenir a infecção e servir para o desenvolvimento de novos tratamentos”, defendeu o especialista em seu artigo.

 

Na atualidade, o tratamento antirretroviral em humanos consiste em combinar pelo menos três drogas antivirais para minimizar o surgimento de vírus mutantes resistentes aos remédios. No entanto, o HIV se armazena em uma espécie de “depósito” ou reservatório viral, o que faz com que a carga viral do paciente se eleve quando o tratamento farmacológico é interrompido, e o vírus volta a aparecer depois de 21 dias.

 

Apesar dos resultados promissores de Nussenzweig, ainda serão necessários testes clínicos que permitam avaliar a eficácia do tratamento em humanos e medir os efeitos sobre a infecção em longo prazo.

 

G1

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