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A sensibilidade à insulina desempenha um papel fundamental na regulação dos níveis de açúcar no sangue e no metabolismo.

insulina

Quando uma pessoa tem baixa sensibilidade à insulina, ou seja, resistência à insulina, seu corpo precisa produzir mais insulina para manter os níveis normais de glicose no sangue, o que pode aumentar o risco de diabetes tipo 2, ganho de peso, doenças cardíacas e outros problemas metabólicos.

Mudanças no estilo de via ajudam a melhorar a sensibilidade à insulina e otimizar o funcionamento desse hormônio.

O que melhora a sensibilidade à insulina? Pratique exercícios físicos regularmente O exercício físico é uma das formas mais eficazes de melhorar a sensibilidade à insulina.

Atividades como treinamento de força, aeróbicos e exercícios de alta intensidade (HIIT) ajudam os músculos a utilizar a glicose de maneira mais eficiente, reduzindo a necessidade de insulina para manter o controle glicêmico.

Além disso, a prática regular de exercícios favorece a queima de gordura, o que também melhora a resposta do corpo à insulina.

Reduza o consumo de carboidratos refinados Dietas ricas em carboidratos refinados e açúcares podem piorar a resistência à insulina, aumentando os níveis de glicose no sangue e forçando o pâncreas a produzir mais insulina.

Substitua alimentos como pão branco, doces e refrigerantes por fontes de carboidratos complexos, como grãos integrais, vegetais e legumes. Esses alimentos liberam glicose de maneira mais lenta, o que ajuda a manter os níveis de açúcar no sangue estáveis.

Adote uma dieta rica em fibras A fibra alimentar é outro aliado importante para melhorar a sensibilidade à insulina. Alimentos ricos em fibras, especialmente as fibras solúveis, ajudam a retardar a absorção de glicose na corrente sanguínea, o que diminui a demanda por insulina.

Fontes ricas em fibras incluem vegetais, frutas com casca, leguminosas, sementes de chia, linhaça e aveia.

Mantenha um peso saudável O excesso de peso, especialmente a gordura abdominal, está fortemente associado à resistência à insulina. A perda de peso, mesmo que modesta, pode melhorar significativamente a sensibilidade à insulina.

Adotar uma dieta balanceada e praticar atividades físicas regularmente são essenciais para alcançar e manter um peso saudável.

Durma bem e reduza o estresse A privação de sono e o estresse crônico podem piorar a sensibilidade à insulina. Dormir mal afeta os hormônios que controlam o apetite e o metabolismo, enquanto o estresse aumenta os níveis de cortisol, o que interfere na função da insulina.

Para melhorar a sensibilidade à insulina, é importante garantir 7 a 9 horas de sono de qualidade por noite e adotar técnicas de gerenciamento do estresse, como meditação, ioga ou exercícios de respiração.

Consuma alimentos ricos em antioxidantes Alimentos ricos em antioxidantes ajudam a combater a inflamação no corpo, que pode contribuir para a resistência à insulina.

Frutas vermelhas, nozes, vegetais verde-escuros, chá verde e cúrcuma são exemplos de alimentos com propriedades anti-inflamatórias que podem ajudar a melhorar a sensibilidade à insulina.

Aumente a ingestão de proteínas O consumo adequado de proteínas pode ajudar a manter os níveis de açúcar no sangue estáveis e a reduzir os picos de insulina. Inclua fontes de proteínas magras, como frango, peixe, ovos, tofu e leguminosas, em todas as refeições.

As proteínas também promovem a saciedade, o que ajuda a evitar excessos alimentares que podem prejudicar o controle da glicemia.

Evite o sedentarismo Além de exercícios regulares, evite ficar parado por longos períodos. O sedentarismo prolongado, como ficar sentado por horas seguidas, pode reduzir a sensibilidade à insulina. Levante-se e caminhe alguns minutos a cada hora para estimular a circulação e promover uma melhor resposta à insulina.

Aumente a ingestão de água e evite bebidas açucaradas Manter-se hidratado é fundamental para o bom funcionamento do corpo, inclusive para a resposta à insulina.

Beber água em vez de bebidas açucaradas ou sucos pode ajudar a melhorar a sensibilidade à insulina e controlar os níveis de açúcar no sangue.

As bebidas adoçadas elevam rapidamente a glicose, exigindo mais insulina para equilibrar os níveis.

Catraca Livre

Foto: © o:eternalcreative/istock

Em 24 de julho de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 15.176/2025, que reconhece oficialmente a fibromialgia, assim como a síndrome da fadiga crônica e a síndrome complexa de dor regional, como deficiência. A norma foi publicada no Diário Oficial da União e entrará em vigor em janeiro de 2026, 180 dias após a sanção.

A fibromialgia é uma condição de saúde complexa e ainda pouco compreendida, caracterizada principalmente por dor crônica difusa — ou seja, que atinge várias partes do corpo, como músculos, tendões e ligamentos, sem uma causa inflamatória ou degenerativa identificável.

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), além da dor, os pacientes costumam relatar fadiga persistente, alterações no sono (como insônia ou sono não reparador), formigamentos, rigidez muscular ao acordar, além de dificuldade de concentração e problemas de memória, sintomas que compõem o chamado “nevoeiro mental”.

Outros sinais comuns incluem ansiedade, depressão, hipersensibilidade ao toque, ao frio, ao calor e a estímulos sonoros.

Segundo Gerhard Müller-Schwefe, do Centro de Dor e Cuidados Paliativos de Göppingen, a fibromialgia tem origem multifatorial, com possível envolvimento de alterações na forma como o sistema nervoso central processa sinais de dor. O diagnóstico é clínico, feito por exclusão de outras doenças, e geralmente exige acompanhamento com reumatologistas, neurologistas e psiquiatras.

De acordo com a SBR, estima-se que cerca de 2% a 3% da população brasileira conviva com a doença, sendo mulheres as mais afetadas, numa proporção de até sete para cada homem.

Embora não tenha cura, a fibromialgia pode ser controlada com tratamento multidisciplinar que envolve medicações, atividade física regular, fisioterapia, e psicoterapia.

O impacto na qualidade de vida, no entanto, é significativo e pode dificultar atividades simples do dia a dia.

O que muda com a nova lei A Lei 15.176 define diretrizes que o Sistema Único de Saúde (SUS) deve seguir no atendimento aos pacientes com fibromialgia. Entre os principais pontos estão:

Atendimento multidisciplinar, com médicos, fisioterapeutas, psicólogos e terapeutas ocupacionais. Participação da comunidade nas fases de implantação e avaliação das ações. Capacitação de profissionais especializados. Campanhas de conscientização e informação sobre a doença. Promoção de inclusão no mercado de trabalho. Além disso, o governo poderá firmar convênios com entidades privadas para o cumprimento das diretrizes e está autorizado a criar um cadastro nacional de pacientes, com informações sobre condições de saúde, necessidades assistenciais e acompanhamento clínico.

Quais benefícios passam a ser garantidos? Na prática, a nova lei permitirá que pacientes com fibromialgia tenham acesso a:

Cotas em concursos públicos e seleções de emprego. Isenção de IPI, ICMS e IOF na compra de veículos adaptados. Aposentadoria por invalidez e auxílio-doença, mediante avaliação pericial. Benefício de Prestação Continuada (BPC), no caso de baixa renda. Pensão por morte, em situações em que a incapacidade para o trabalho for comprovada. SUS terá diretrizes específicas para o atendimento Com a nova legislação, o Ministério da Saúde deverá estruturar protocolos específicos de atendimento dentro do SUS, priorizando ações integradas e atenção continuada. A lei também prevê campanhas de conscientização para reduzir o estigma e facilitar o diagnóstico precoce, algo ainda raro entre os pacientes.

G1

Um estudo publicado na revista Neurology revelou que pessoas com um tipo específico de sangue do grupo A têm maior probabilidade de sofrer um AVC antes dos 60 anos.

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Você provavelmente já ouviu falar dos tipos sanguíneos A, B, AB e O, que se referem a diferentes antígenos — marcadores químicos presentes na superfície dos glóbulos vermelhos. Mas mesmo dentro desses grupos, existem variações genéticas mais sutis que podem impactar a saúde de formas inesperadas.

A pesquisa analisou dados genéticos de 48 estudos, reunindo informações de cerca de 17 mil pacientes que sofreram AVC e quase 600 mil pessoas sem histórico da doença. Todos os participantes tinham entre 18 e 59 anos.

Os cientistas identificaram uma relação clara entre o gene ligado ao subgrupo A1 e o risco aumentado de AVC de início precoce. Uma varredura completa do genoma revelou dois pontos fortemente associados ao risco, sendo um deles justamente o local onde se localizam os genes do tipo sanguíneo.

Na comparação entre variações genéticas, os pesquisadores observaram que indivíduos com o gene do tipo A apresentavam 16% mais chance de sofrer um AVC antes dos 60 anos do que pessoas com outros tipos sanguíneos. Por outro lado, quem possuía o gene O1 apresentava um risco 12% menor.

Apesar disso, os cientistas destacam que o risco adicional para quem tem sangue tipo A é considerado pequeno e não justifica a realização de exames específicos ou triagens preventivas com base apenas nesse fator.

“Não sabemos exatamente por que o sangue tipo A aumenta esse risco, mas é provável que esteja relacionado a fatores de coagulação, como plaquetas, células que revestem os vasos sanguíneos e outras proteínas circulantes envolvidas na formação de coágulos”, explicou o neurologista vascular Steven Kittner, da Universidade de Maryland, autor principal do estudo.

A jornalista científica Felicity Nelson, em entrevista ao portal ScienceAlert, reforçou que, embora os resultados possam parecer alarmantes, eles precisam ser interpretados com cautela. “Nos Estados Unidos, quase 800 mil pessoas sofrem um AVC por ano. Cerca de 75% desses casos ocorrem em pessoas com mais de 65 anos, com o risco dobrando a cada década após os 55”, destacou.

Outro ponto importante: a maioria dos participantes do estudo era de ascendência europeia e vivia na América do Norte, Europa, Japão, Paquistão ou Austrália. Apenas 35% pertenciam a outros grupos étnicos. Estudos futuros com populações mais diversas podem ajudar a esclarecer o real impacto dessas descobertas.

“É evidente que ainda precisamos de mais pesquisas para entender melhor os mecanismos que aumentam o risco de AVC”, concluiu Steven Kittner.

Noticias ao Minuto

Foto: © DR

Tomar café da manhã depois das 9h pode afetar o equilíbrio hormonal e aumentar o risco de doenças metabólicas, como o diabetes tipo 2.

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Estudos mostram que quem toma café da manhã mais cedo tem menor risco de resistência insulínica, obesidade e síndrome metabólica. Além disso, o horário da primeira refeição influencia diretamente os níveis de cortisol — hormônio ligado ao estresse e à regulação da energia — e o funcionamento do relógio biológico.

O cortisol é um hormônio que tem um pico nos primeiros 30 a 45 minutos após o despertar e queda gradual ao longo do dia. O pico ajuda a pessoa a se sentir alerta e aumenta ligeiramente a glicose para fornecer energia através da mobilização dos estoques energéticos.

Durante um jejum prolongado, os níveis de insulina diminuem e o corpo começa a usar estoques de gordura como fonte de energia. Isso pode melhorar a sensibilidade à ação da insulina e reduzir os níveis de açúcar e gordura no sangue.

Mas o horário do jejum importa. Comer muito tarde (café da manhã e/ou jantar) e pular o café da manhã pode desalinhar o relógio biológico e contribuir para distúrbios metabólicos, segundo o médico endocrinologista Fernando Valente.

O que é o cortisol e por que ele importa de manhã? Cortisol é um hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais, que têm várias funções, como regular o metabolismo, modular os níveis de açúcar no sangue, de pressão arterial e de inflamação, tendo uma influência direta no ciclo sono-vigília. Ele é responsável pelo ânimo, pelo vigor, pelo foco e tem uma função positiva na imunidade.

“Embora seja conhecido como o ‘hormônio do estresse’, ele é essencial para manter a nossa energia, foco, imunidade e metabolismo em equilíbrio. Afinal, o ‘estresse’ de forma equilibrada nos promove movimento, ação e nos tira da inércia”, explica a nutricionista clínica e comportamental e terapeuta integrativa Adriana Loyola.

O pico matinal do cortisol é saudável e necessário, porque ele nos ajuda a liberar glicose para gerar energia, melhora a concentração, e até influencia positivamente o humor e a motivação.

Qual a relação entre jejum prolongado, glicose e saúde metabólica? Valente explica que comer muito tarde (café da manhã e/ou jantar) e pular o café da manhã pode desalinhar o relógio biológico e contribuir para distúrbios metabólicos.

O metabolismo humano é mais eficiente pela manhã e comer nas primeiras horas do dia – antes das 9h, principalmente – melhora a regulação da glicose, de insulina e do apetite ao longo do dia, destaca a médica endocrinologista Daniela Fernandes.

Valente defende que o ideal é tomar café da manhã cedo (antes de 8 horas). Isso se alinha ao pico de cortisol e, de acordo com alguns estudos, pode reduzir o risco de obesidade, diabetes e doenças metabólicas. Entre 7 e 8 horas o corpo está mais preparado para metabolizar os nutrientes de forma eficiente, segundo o médico.

Loyola afirma que mais importante do que comer de 3 em 3 horas ou fazer jejum é a constância do número de refeições do dia, calorias e meta proteica que o indivíduo faz durante o longo prazo.

Há risco real de desenvolver doenças por tomar café tarde? Estudos da crononutrição mostram que postergar o café da manhã para depois das 9h da manhã está associado a um aumento do risco de resistência à insulina e alterações na regulação da glicose. Isso acontece porque o corpo é mais sensível à insulina nas primeiras horas do dia, e ignorar essa janela pode desorganizar o ritmo circadiano e gerar estresse metabólico, explica Loyola.

Além disso, quem atrasa muito a primeira refeição tende a concentrar a ingestão calórica mais para o final do dia, o que também está ligado ao aumento de peso, inflamação e desregulação hormonal — fatores que favorecem o desenvolvimento do diabetes.

“Isso não significa que todo café da manhã tardio será prejudicial. Mas para pessoas com tendência à hipoglicemia, histórico familiar de diabetes ou que já apresentam resistência à insulina, atrasar demais a alimentação pela manhã pode piorar o quadro”, diz Loyola.

Valente afirma que tomar o café da manhã tarde pode resultar em desalinhamento do ritmo circadiano, maior risco de obesidade, diabetes, hipertensão, outras doenças metabólicas e até doenças cardiovasculares.

Estudos têm mostrado que o jejum intermitente faz a pessoa emagrecer, mas ocorre também uma grande perda de massa magra, o que não é bom para um emagrecimento saudável.

Uma pesquisa publicada em 2020 por cientistas da Universidade da Califórnia em uma das mais renomadas revistas de medicina, a "Jama International Medicine", mostrou que, apesar da perda de peso na balança das pessoas submetidas ao jejum, o maior volume perdido era de massa magra e não de gordura.

Um estudo feito pelo Departamento de Fisiologia e Biofísica da Universidade de São Paulo (USP) também encontrou o mesmo resultado. A pesquisa foi feita em ratos e comparou os animais em jejum intermitente com os que recebiam livre alimentação. Ao fim de 12 semanas, a pesquisa descobriu que houve, sim, redução de peso entre quem fazia jejum, mas com aumento da reserva de gordura. Ainda foi identificado como alerta para o longo prazo a sobrecarga do pâncreas.

O que comer para ajudar a equilibrar hormônios de manhã? Para favorecer o equilíbrio hormonal pela manhã, o ideal é priorizar alimentos que sustentem a energia de forma estável, sem provocar picos de glicose ou estresse metabólico, como:

Proteínas de boa qualidade: como ovos, iogurte integral, queijos magros, ou proteínas vegetais bem combinadas. Esses alimentos são essenciais, pois ajudam a modular o cortisol e sustentam os níveis de glicose de forma gradual.

Gorduras boas: abacate, azeite, castanhas ou sementes, por exemplo, auxiliam na produção de hormônios esteroides, como o estrogênio, a progesterona e até o próprio cortisol, além de oferecerem saciedade e estabilidade emocional ao longo da manhã. Água morna com limão ajuda na hidratação e na digestão Chás naturais, como chá verde ou hibisco. Café preto sem açúcar.

Os melhores alimentos para a regulação do cortisol, especificamente pela manhã, são: ovos, iogurte natural ou kefir, tofu ou grão-de-bico para vegetarianos, banana, aveia, sementes de abóbora, frutas com casca como maçã, pêra, frutas vermelhas, aveia integral, farelo de aveia, batata-doce em pequenas quantidades, abacate, castanha do Pará, nozes e amêndoas, segundo Fernandes.

Os carboidratos podem ou não estar presentes no café da manhã, dependendo da saúde metabólica e da fase do ciclo (no caso das mulheres). Não há problema em diminuir os carboidratos pela manhã se o corpo estiver adaptado e houver boa resposta energética, explica Loyola. Se o indivíduo for ingerir carboidratos pela manhã, o ideal é que sejam os complexos.

Carboidratos complexos são encontrados em grãos integrais, legumes e tubérculos (como batatas e mandioca). Além de glicose, são ricos em fibras, vitaminas e minerais, que são importantes para a saúde de forma geral.

“Ficar sem carboidratos de manhã não é necessariamente um problema. Pode ser positivo em dietas cetogênicas, mas a ausência total de carboidratos pode resultar, para algumas pessoas, em cansaço e irritabilidade. É importante que o café da manhã tenha fibras, proteínas de alta qualidade e gorduras boas (insaturadas)”, acrescenta Valente.

G1

Foto: Adobe Stock