Na China, pesquisadores do Instituto de Virologia de Wuhan lançaram um alerta sobre a descoberta de um vírus com potencial semelhante ao que causou a pandemia da Covid-19. De acordo com os cientistas, o vírus foi encontrado em morcegos de Hong Kong.

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Já se sabe que o novo vírus utiliza o mesmo receptor da Covid-19 para infectar células humanas. Em entrevista a uma emissora de televisão brasileira, a pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Margareth Dalcolmo, destacou a importância da descoberta, classificando-a como um “alerta muito importante para todo o mundo”.

Desta vez, no entanto, a descoberta pode representar um avanço na pesquisa científica, sendo inclusive elogiada pela rapidez com que os chineses emitiram o alerta. Segundo os pesquisadores, esse novo vírus pertence à família dos coronavírus e recebeu a sigla HKU5-CoV. A descoberta foi publicada na revista científica Cell, que detalha a possibilidade de o vírus utilizar o mesmo receptor que o SARS-CoV-2.

Apesar do potencial semelhante ao do coronavírus, especialistas minimizam a descoberta, evitando alarmes precipitados. Eles ressaltam que, até o momento, as informações disponíveis são baseadas apenas em estudos laboratoriais.

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Se tem uma coisa que a ansiedade sabe fazer, é bagunçar não só a mente, mas também o corpo todo. Coração acelerado, músculos tensionados, dor de estômago... Se você já passou por isso, sabe bem o que é ter uma crise.

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O que pouca gente imagina é que esse impacto vai muito além do nervosismo do momento — a ansiedade pode afetar diversas partes do corpo de formas que nem sempre associamos a ela. Para entender as regiões mais afetadas e por que isso acontece, conversamos com Wanderson Neves, psicólogo da clínica Mantecorpo. Confira as 6 partes do corpo que a ansiedade mais afeta:

  1. Peito Se o seu coração dispara em momentos de ansiedade, saiba que isso é normal. Sensação de aperto, palpitações e até dor no peito são sintomas comuns e podem ser confundidos com problemas cardíacos. “O corpo entra em estado de alerta e libera hormônios como a adrenalina, acelerando os batimentos e causando essa sensação”, explica Neves.
  2. Estômago Tem gente que sente frio na barriga antes de uma situação importante, mas a ansiedade pode ir além e causar dores, náusea, diarreia ou constipação. Isso acontece porque o intestino e o cérebro estão intimamente conectados. “O estresse e a ansiedade podem alterar o funcionamento do sistema digestivo, desencadeando desconfortos gastrointestinais”, afirma o especialista.
  3. Pele De repente, você começa a suar frio, sentir calafrios ou perceber que a pele está mais sensível? Pode ser culpa da ansiedade. “Nosso corpo se prepara para uma possível ameaça ativando o sistema nervoso autônomo, o que pode levar a sudorese excessiva e outras reações cutâneas”, diz Neves.
  4. Músculos Tensão muscular, dores pelo corpo e sensação de rigidez podem ser sinais de que sua ansiedade está se acumulando nos músculos. “Quando estamos ansiosos, contraímos involuntariamente diversos grupos musculares, o que pode resultar em desconforto e dores persistentes”, explica o psicólogo.
  5. Sistema respiratório Aquela sensação de falta de ar ou respiração acelerada também pode ser um efeito da ansiedade. Isso acontece porque o sistema nervoso ativa a resposta de luta ou fuga, alterando o ritmo da respiração. “Muitas vezes, a pessoa sente que não consegue respirar direito, o que pode gerar ainda mais pânico”, alerta Neves.
  6. Dentes Se você acorda com dores na mandíbula ou percebe que seus dentes estão mais sensíveis, a ansiedade pode ser a culpada. O bruxismo, que é o hábito de ranger ou apertar os dentes, muitas vezes acontece durante o sono, como um reflexo inconsciente do estresse. “A tensão acumulada ao longo do dia pode ser descarregada nos músculos da face à noite, causando desgaste nos dentes e dores na mandíbula”, explica o especialista.

Como diminuir esses sintomas da ansiedade Segundo o psicólogo Wanderson Neves, pequenas mudanças na rotina e técnicas de relaxamento podem fazer toda a diferença no controle das emoções. A seguir, veja algumas estratégias para reduzir os sintomas da ansiedade e recuperar o equilíbrio.

  • Faça exercícios de respiração: parece simples, mas respirar da maneira certa pode ajudar (e muito) a controlar a ansiedade. “Praticar a respiração diafragmática, que é profunda e lenta, ajuda a acalmar o sistema nervoso e reduzir a sensação de sufocamento”, explica Wanderson. Para testar, inspire profundamente pelo nariz, expandindo o abdômen, e solte o ar devagar pela boca.
  • Mantenha o corpo em movimento: a atividade física não faz bem só para o físico, mas também para a mente. Caminhadas, corrida, yoga e até um bom alongamento podem ajudar a aliviar a tensão. “Os exercícios liberam endorfinas, que são neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar, ajudando a reduzir a ansiedade”, diz o especialista.
  • Foque no presente: a meditação e o mindfulness são ótimas ferramentas para quem vive com a cabeça no futuro ou remoendo o passado. Essas práticas ajudam a treinar a mente para focar no momento presente, reduzindo o turbilhão de pensamentos ansiosos. “Ao aprender a observar os pensamentos sem se prender a eles, é possível diminuir a intensidade da ansiedade”, afirma Wanderson.
  • Cuide dos seus pensamentos: a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma das abordagens mais eficazes para tratar a ansiedade. Ela ajuda a identificar padrões de pensamento negativos e substituí-los por formas mais equilibradas de enxergar a realidade. “Trabalhar com um terapeuta pode ser fundamental para modificar crenças que alimentam a ansiedade”, ressalta o psicólogo.
  • Crie uma rotina equilibrada: ter horários regulares para dormir, se alimentar e realizar atividades diárias pode proporcionar uma sensação maior de controle e segurança. “A falta de rotina pode intensificar a ansiedade, enquanto hábitos organizados ajudam a trazer mais estabilidade emocional”, explica Wanderson.

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Pesquisas recentes sugerem que o tipo sanguíneo pode desempenhar um papel no processo de envelhecimento e na predisposição a diversas doenças. Estudos apontam que pessoas com sangue tipo B podem envelhecer de maneira mais lenta, enquanto outros grupos sanguíneos estão associados a riscos específicos de saúde.

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Sangue tipo B e o processo de envelhecimento Um estudo publicado no Planet Today sugere que indivíduos com sangue tipo B apresentam um processo de envelhecimento mais gradual em relação aos demais grupos sanguíneos. Essa vantagem pode estar ligada à capacidade do organismo dessas pessoas de se adaptar melhor às mudanças fisiológicas que ocorrem com o passar dos anos.

Os pesquisadores destacam que a eficiência na regeneração celular e na reparação de tecidos pode ser um dos fatores determinantes para essa diferença. Além disso, o sistema imunológico de quem possui sangue tipo B parece ser mais resistente a certas inflamações crônicas, condição frequentemente associada ao envelhecimento acelerado.

A influência do sistema imunológico Um dos pontos mais relevantes apontados pelos cientistas é a relação entre o tipo sanguíneo e a capacidade do sistema imunológico de combater processos inflamatórios. A inflamação crônica é um dos principais fatores que contribuem para doenças associadas ao envelhecimento, como problemas cardiovasculares e neurodegenerativos.

No caso dos indivíduos com sangue tipo B, essa resposta imunológica mais equilibrada pode favorecer um envelhecimento mais saudável. No entanto, os cientistas ressaltam que esse fator isolado não é suficiente para garantir uma vida longa. Elementos como estilo de vida, alimentação e prática de exercícios continuam sendo determinantes para a longevidade.

Estudos relacionados Outro estudo, publicado na revista Experimental Gerontology, no Japão, reforça essa teoria ao sugerir que indivíduos com sangue tipo B tendem a ter uma maior expectativa de vida. A pesquisa analisou diferentes grupos sanguíneos e encontrou evidências de que esse grupo específico pode estar associado a um envelhecimento mais controlado.

Em paralelo, outras investigações têm explorado como os diferentes tipos sanguíneos influenciam a saúde de forma geral. Estudos indicam que pessoas com sangue tipo O possuem menor risco de desenvolver doenças cardiovasculares, enquanto indivíduos com sangue tipo A podem ter uma maior predisposição ao câncer gástrico.

O que isso significa? Apesar das descobertas promissoras, os cientistas alertam que a influência do tipo sanguíneo no envelhecimento ainda não está totalmente comprovada. Embora existam evidências sugerindo que certos grupos sanguíneos podem ter vantagens ou desvantagens específicas em relação à longevidade, é essencial considerar outros fatores que impactam a saúde.

Dessa forma, manter hábitos saudáveis, como uma alimentação balanceada, a prática regular de atividades físicas e a redução do estresse, continua sendo a melhor estratégia para garantir um envelhecimento de qualidade, independentemente do tipo sanguíneo.

Envelhecer com saúde: a ciência mostra o caminho para viver mais e melhor Cuidar do corpo e da mente é fundamental para não apenas prolongar a vida, mas também garantir qualidade em cada etapa. De acordo com o Catraca Livre, práticas como atividade física regular, alimentação equilibrada e sono adequado são pilares essenciais para um envelhecimento saudável. Além disso, manter conexões sociais e gerenciar o estresse contribui significativamente para o bem-estar na terceira idade.

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A sotagliflozina, um medicamento para o tratamento de diabetes, doença renal crônica e fatores de risco cardiovasculares, demonstrou redução significativa no risco de infarto e derrame. Os resultados foram apresentados em um ensaio clínico internacional liderado pelo Mount Sinai, nos Estados Unidos, e publicados na revista The Lancet Diabetes & Endocrinology.

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Como a sotagliflozina atua? Este medicamento pertence à classe dos inibidores do cotransportador de sódio e glicose (SGLT), bloqueando a ação das proteínas SGLT1 e SGLT2. Essa inibição regula os níveis de açúcar no sangue, prevenindo complicações cardiovasculares graves. O estudo foi financiado pela Lexicon Pharmaceuticals, empresa responsável pela fabricação do medicamento.

Impacto na redução de eventos cardiovasculares A pesquisa analisou cerca de 10,6 mil pacientes com doença renal crônica, diabetes tipo 2 e risco cardiovascular elevado. Os participantes foram divididos em dois grupos: um recebeu a sotagliflozina e o outro, placebo. Após 16 meses de acompanhamento, os resultados mostraram que o grupo tratado com a medicação teve uma redução de 23% na incidência de infartos, derrames e mortes cardiovasculares.

A principal diferença da sotagliflozina em relação a outros inibidores de SGLT2 é seu duplo mecanismo de ação, oferecendo uma proteção cardiovascular mais abrangente.

Disponibilidade da medicação Nos Estados Unidos, a sotagliflozina é comercializada sob o nome Inpefa e recebeu aprovação da FDA (Food and Drug Administration) em 2023. No Brasil, o medicamento ainda aguarda autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para comercialização.

As melhores dicas direto no seu WhatsApp! Participe do canal da Catraca Livre. 🌟 Outros medicamentos com benefícios cardíacos Além da sotagliflozina, outras classes de medicamentos para diabetes têm demonstrado efeitos benéficos na saúde cardiovascular. A semaglutida, princípio ativo do Ozempic e Wegovy, mostrou redução de 20% na incidência de eventos cardiovasculares graves. O Wegovy, utilizado no tratamento da obesidade, foi aprovado pela FDA também para reduzir o risco de doenças cardíacas em pacientes com obesidade ou sobrepeso.

Com o avanço das pesquisas, a sotagliflozina surge como uma nova opção eficaz para prevenir complicações cardíacas em pacientes com diabetes e doença renal, podendo se tornar uma alternativa amplamente utilizada no futuro.

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