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Ocasionalmente, sua mão começa a tremer. Suavemente e quase imperceptível. Ou sua perna começa a doer e, de repente, protesta contra sua vontade. A maioria das pessoas atribui isso à fadiga, ao estresse, a um dia difícil. Mas e se não for apenas cansaço? Quando sintomas como esses se repetem, podem ser um sinal de algo mais sério, como doenças neurológicas, ortopédicas ou metabólicas.

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Quando é uma boa ideia consultar um médico com problemas? Quais são os outros sinais de doenças graves e com o que exatamente se preocupar se você estiver incomodado com tremores frequentes nos membros? Não subestime problemas aparentemente inofensivos, pois um exame precoce pode lhe poupar muitos problemas.

Quando a mão treme Uma mão trêmula (profissionalmente um tremor) pode ser uma situação em que os músculos se contraem e relaxam rapidamente de forma alternada. Esse é o distúrbio de movimento mais comum. A forma mais conhecida desse problema afeta até 5% da população. O tremor geralmente se manifesta tanto quando o braço está em movimento quanto em repouso.

É necessário distinguir esse fenômeno de outras condições neurológicas. Ele também pode ser um sintoma de doenças graves. Na doença de Parkinson, por exemplo, o tremor geralmente ocorre quando a mão está em repouso, mas é acompanhado de rigidez e lentidão de movimentos. Às vezes, os tremores nas mãos podem ter outras causas, como o consumo excessivo de cafeína, ansiedade, hipoglicemia ou efeitos colaterais de medicamentos.

É importante monitorar se o tremor piora, se ocorre durante o movimento ou em repouso e se outros sintomas neurológicos estão presentes. Se for o caso, vale a pena fazer um exame neurológico.

Se estiver tendo o problema de membros trêmulos com mais frequência, não demore a fazer um exame. ( Fonte: Thirdman / Pexels ) Por que meus pés doem? A dor no pé pode ter várias causas. Desde sobrecargas mecânicas até doenças sistêmicas ou neurológicas. De acordo com um estudo populacional, aproximadamente 13 a 36% dos adultos sofrem de dor nos pés. O número é ainda maior em pessoas mais velhas, com alguns estudos relatando que até 1 em cada 4 pessoas mais velhas tem dor crônica nas pernas, o que aumenta o risco de quedas.

A dor crônica nas pernas afeta negativamente a qualidade de vida. Estudos demonstraram que pessoas com esse problema têm pontuações significativamente mais baixas nas áreas de atividade física e saúde geral do que um grupo de controle saudável. E, é claro, elas também podem ser sintomas de problemas mais sérios. Portanto, se seus pés doerem muito, não deixe de fazer um exame, especialmente em uma idade mais avançada.

Um corpo cansado pode nem sempre ser a resposta Se você não dormiu o suficiente ou teve um dia agitado, é fácil pensar que mãos trêmulas ou pés doloridos são apenas um sintoma de fadiga. Mas, em muitos casos, é mais do que isso. As pessoas geralmente ignoram esses sintomas, achando que não é nada. E, às vezes, o problema pode ser de curto prazo.

Mas se as complicações se repetirem por vários dias, piorarem ou você as perceber sem motivo aparente, não hesite em fazer um exame. Graças a isso, muitas vezes a pessoa detecta até mesmo uma doença mais séria a tempo e pode trabalhar com ela de alguma forma antes que seja tarde demais.

ComHistoria.com.br

Foto: © Shutterstock / meeboonstudio

Nem toda infecção por dengue resulta em febre, dor ou internação. Um novo estudo internacional ajuda a explicar por quê.

mosquito

Pesquisadores identificaram que pessoas infectadas pelo vírus da dengue que não apresentam sintomas ativam mecanismos imunológicos diferentes (e potencialmente mais eficientes) do que aquelas que adoecem.

O trabalho, liderado por cientistas da Mahidol University, na Tailândia, em parceria com a Universidade de Cambridge, no Reino Unido, analisou células do sistema imunológico de indivíduos com infecção assintomática, dengue clássica e dengue hemorrágica. O estudo foi publicado na revista científica "Science Translational Medicine".

A dengue infecta cerca de 390 milhões de pessoas por ano no mundo, principalmente em países tropicais. Entender por que apenas uma parcela desenvolve sintomas graves é um dos grandes desafios da pesquisa sobre a doença.

Imunidade celular mais eficiente Ao analisar células do sangue por meio de transcriptômica de célula única, os pesquisadores observaram que indivíduos assintomáticos apresentam maior ativação de linfócitos T CD8, responsáveis por eliminar células infectadas, além de perfis específicos de células natural killer (NK), que atuam na resposta antiviral precoce.

Segundo os autores, essas pessoas também mostram sinais de processamento mais eficiente de antígenos virais, um passo fundamental para que o sistema imunológico reconheça e combata o vírus rapidamente.

“Esses achados sugerem que respostas celulares robustas podem estar associadas à proteção natural contra os sintomas da dengue”, apontam os pesquisadores nas conclusões do estudo.

Resposta baseada em anticorpos nos casos graves Já entre os pacientes com dengue sintomática, especialmente nos quadros mais graves, os cientistas identificaram padrões ligados à entrada do vírus mediada por anticorpos e à expansão de plasmablastos produtores de imunoglobulinas, associada à ação da citocina IL-10, conhecida por modular respostas inflamatórias.

Esse tipo de resposta pode favorecer inflamação excessiva e está alinhado a hipóteses já discutidas na literatura sobre os mecanismos que levam à dengue grave.

Acompanhamento ao longo do tempo Além da análise pontual, o estudo acompanhou pacientes sintomáticos por até dois meses, permitindo observar como a resposta imunológica evolui desde a fase aguda até a recuperação. Os dados mostram mudanças dinâmicas na ativação de células imunes, reforçando que o desfecho clínico da dengue não depende de um único fator.

Metodologia: pontos fortes e limitações Os pesquisadores realizaram análises de célula única em células mononucleares do sangue periférico (PBMCs), combinando dados genéticos, imunológicos e clínicos. Entre os pontos fortes estão o alto nível de detalhamento celular e o acompanhamento longitudinal de parte dos pacientes.

Como ressalva, os autores destacam a dificuldade de recrutar indivíduos assintomáticos e o caráter observacional do estudo, que não permite afirmar causalidade. Ainda assim, o trabalho oferece um mapa detalhado das respostas imunes associadas à proteção e à gravidade da dengue.

O que isso muda na prática? Os resultados podem ajudar a orientar o desenvolvimento de vacinas e estratégias terapêuticas que estimulem respostas imunológicas semelhantes às observadas em pessoas naturalmente protegidas contra os sintomas da dengue.

G1

Foto: Fabio Rodrigues/g1

As artérias são responsáveis por levar oxigênio e nutrientes do coração para todo o corpo, garantindo o funcionamento adequado das células. Segundo o cardiologista Thiago Marinho, quando essas estruturas começam a se obstruir, a circulação sanguínea se torna ineficiente, o que pode comprometer o desempenho de órgãos, músculos e tecidos.

cardiologista

Em entrevista à coluna Claudia Meireles, o médico especializado em hemodinâmica e cardiologia intervencionista destacou os dois principais fatores que contribuem para o entupimento das artérias: má alimentação e falta de atividade física. Esses comportamentos provocam danos contínuos aos vasos, gerando inflamações, acúmulo de colesterol, hipertensão e níveis elevados de glicose no sangue.

Esses danos constantes às paredes arteriais favorecem a formação de placas de gordura, que se acumulam lentamente ao longo dos anos. De acordo com o cardiologista do Hospital Mater Dei, em Goiânia, os sintomas só costumam surgir quando o quadro já está bastante agravado, o que reforça a importância de prevenir em vez de remediar.

Thiago Marinho enfatiza que manter hábitos saudáveis é muito mais eficaz do que tratar doenças já instaladas. Ele alerta que a obstrução das artérias, conhecida como aterosclerose, é a principal causa de mortes no mundo, sendo responsável por infartos, AVCs, insuficiência renal e até pela perda da força do coração.

Para evitar essas complicações, o médico recomenda uma rotina com alimentação balanceada, controle dos níveis de colesterol, pressão arterial e glicose, além da prática regular de exercícios físicos. Ele ressalta que essas medidas simples são fundamentais para preservar a saúde cardiovascular e evitar o avanço de doenças graves.

PaiPee

©Foto: Instagram

Mais uma evidência dos benefícios da vacina contra o Papilomavírus Humano (HPV) foi identificada durante pesquisa. Após a implementação da vacina contra o HPV no Sistema Único de Saúde, em 2014, houve uma queda expressiva nas internações por duas doenças causadas pelo vírus: as verrugas anogenitais e a neoplasia intraepitelial cervical, doença precursora do câncer de colo de útero.

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O estudo analisou a taxa de hospitalizações de adolescentes e jovens - com idades de 15 a 19 anos - e comparou os dados do período pré-vacinal com o período após a introdução da vacina, utilizando os registros do Sistema de Informações Hospitalares.

No caso de meninas, houve uma diminuição de 66% nas internações por neoplasia intraepitelial cervical de alto grau; e de 77% nas hospitalizações por verrugas anogenitais, quando comparados os números de 2014 e 2019.

Como os meninos só começaram a ser vacinados em 2017, a comparação foi feita entre este ano e 2019, mas também mostrou queda de 50,9% nas hospitalizações por verrugas anogenitais.

A pesquisa foi realizada pela empresa farmacêutica MSD e os resultados publicados na revista Human Vaccines and Immunotherapeutics.

Segundo Cintia Parellada, diretora executiva de Pesquisa de Dados de Mundo Real Latam da MSD e líder do estudo, a redução das doenças causadas pelo HPV por causa da vacinação é um marco histórico na saúde pública, mas, "para eliminar os cânceres causados pelo vírus, além de manter a cobertura vacinal alta, também é necessário ampliar o rastreamento e garantir tratamento adequado para todos os estágios da doença".

Outra pesquisa recente - realizada pela Fundação Oswaldo Cruz - havia detectado redução de 58% nos casos de câncer de colo de útero.

O HPV também pode causar outros tipos de câncer, como os de vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe.

Cobertura vacinal A vacina contra o HPV é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o público-alvo, crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, e também pessoas com HIV, transplantadas e com câncer, usuários de PrEP (Profilaxia Pré-Exposição ao HIV) e pessoas com papilomatose respiratória recorrente. Desde 2024, a aplicação da vacina passou a ser em dose única, substituindo o modelo de duas doses.

Os números - atualizados em 2024 - mostram que, para as meninas, a adesão à vacina é de 82,83% e para os meninos, é de 67%, o que coloca o Brasil muito acima da média global de 12% medida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Entretanto, a cobertura ainda está abaixo da meta de 90%.

*Estagiária sob supervisão de Tâmara Freire

Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil