A gravidez é um período repleto de descobertas, cuidados e, claro, muitas dúvidas. Entre os questionamentos mais comuns das gestantes está a alimentação: o que pode ou não ser consumido durante os nove meses?

gravidezpimenta

Um estudo recente trouxe uma revelação surpreendente que pode mudar a forma como enxergamos o consumo de pimenta durante a gestação. Será que gravidez e pimenta combinam? A resposta pode estar em um tempero apimentado e seus possíveis benefícios para a saúde materna.

Um toque de pimenta na prevenção do diabetes gestacional

Pesquisadores da State University of New York at Buffalo publicaram um estudo na revista Nutrients que investigou a relação entre o consumo de feijões e pimenta e o risco de desenvolver diabetes mellitus gestacional (DMG).

A DMG é uma condição caracterizada pelo aumento dos níveis de açúcar no sangue durante a gravidez, podendo levar a complicações como partos cesáreos, hipoglicemia neonatal e até mesmo o desenvolvimento de diabetes tipo 2 no futuro.

O estudo analisou dados de 1.397 gestantes nos Estados Unidos, coletados entre 2005 e 2007. Os resultados mostraram que o consumo moderado de chili (um prato que leva pimenta) uma vez por mês estava associado a um risco significativamente menor de desenvolver DMG.

Enquanto 7,4% das mulheres que não consumiam chili desenvolveram a condição, apenas 3,5% das que incluíam o prato em sua dieta mensalmente foram diagnosticadas com DMG.

Mas por que a pimenta, especificamente, teria esse efeito? A resposta pode estar em um composto chamado capsaicina, presente nas pimentas e conhecido por seus benefícios metabólicos.

Estudos anteriores já sugeriram que a capsaicina pode melhorar o controle do açúcar no sangue e reduzir a resistência à insulina. No entanto, os pesquisadores ressaltam que mais estudos são necessários para confirmar essa hipótese.

A gravidez é um período que exige atenção redobrada à alimentação. Uma dieta equilibrada, rica em nutrientes, é essencial para o desenvolvimento do bebê e a saúde da mãe.

No entanto, a dieta típica dos Estados Unidos — e de muitos outros países — é rica em gorduras não saudáveis e açúcares, mas pobre em fibras, frutas e vegetais. Esse desequilíbrio pode aumentar o risco de complicações durante a gestação, incluindo o diabetes gestacional.

Os feijões, em geral, são alimentos ricos em proteínas, fibras e compostos benéficos que ajudam no controle do açúcar no sangue. Apesar disso, o estudo mostrou que o consumo médio de feijões entre as gestantes era de apenas 0,57 xícaras por semana — bem abaixo da recomendação de 1,5 xícaras por semana.

Curiosamente, o consumo de chili, que leva pimenta, mostrou-se mais promissor do que outros tipos de feijões no que diz respeito à prevenção da DMG.

Por que o chili pode ser um aliado?

O chili é um prato tradicional que combina feijões, carne (ou versões vegetarianas) e, claro, pimenta. A pimenta, além de adicionar sabor, traz consigo a capsaicina, que pode ser a chave para os benefícios observados no estudo.

No entanto, os pesquisadores alertam que o modo de preparo do chili também pode influenciar seus efeitos. Por exemplo, versões com carne vermelha em excesso podem não ser tão benéficas quanto as vegetarianas.

Outro ponto interessante é que o consumo moderado de chili — uma vez por mês — foi associado a um menor risco de DMG, mas o consumo em maior frequência não mostrou o mesmo efeito. Isso sugere que o equilíbrio é fundamental. Incluir um pouco de pimenta na dieta pode ser benéfico, mas exagerar não é a solução.

Limitações e próximos passos

Embora os resultados sejam promissores, o estudo tem suas limitações. Os dados sobre o consumo alimentar foram autorrelatados, o que pode levar a imprecisões.

Saúde Lab

Foto: Canva PRO

Gravidez e Arritmia Cardíaca – A gravidez é um momento de grandes mudanças no corpo da mulher, e o coração não fica de fora. Entre as possíveis alterações, as arritmias cardíacas merecem atenção especial, pois podem surgir ou se agravar durante a gestação, trazendo riscos tanto para a mãe quanto para o bebê.

arritmiaa

Segundo a Dra. Maria Alayde Rivera, cardiologista e coordenadora da Área da Mulher da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC), cerca de 1% a 4% das gestantes podem apresentar doenças cardíacas, muitas vezes sem diagnóstico prévio.

Para entender melhor esse tema, conversamos com a especialista, que explicou os principais riscos, sintomas, diagnósticos e tratamentos relacionados a gravidez e arritmia cardíaca. Confira a seguir.

Gravidez e arritmia cardíaca As arritmias cardíacas são alterações no ritmo dos batimentos do coração, que podem ficar mais rápidos, lentos ou irregulares.

Durante a gravidez, o corpo da mulher passa por mudanças hormonais e aumento do volume sanguíneo, o que pode desencadear ou piorar essas arritmias.

Segundo a cardiologista Maria Alayde Rivera, “todas as arritmias podem ocorrer durante a gestação, e há uma maior predisposição para a ocorrência delas nesse período em função das inúmeras modificações hormonais que ocorrem durante a gravidez e o puerpério, e que determinam alterações na atividade elétrica do coração.”

Essas alterações podem ser leves e passageiras, mas, em alguns casos, exigem acompanhamento médico para evitar complicações.

Quais são os riscos das arritmias para a gestante e o bebê? As arritmias cardíacas podem trazer riscos tanto para a mãe quanto para o bebê.

A Dra. Maria Alayde explica que “as arritmias podem elevar muito ou reduzir muito a frequência cardíaca materna, o que compromete a quantidade de sangue que sai do coração materno (diminuindo o débito cardíaco).”

Isso significa que, quando o coração não bate no ritmo certo, o fluxo de sangue para o corpo da mãe e para a placenta pode ser prejudicado.

Como resultado, a gestante pode sentir sintomas como palpitações, falta de ar, tonturas e até desmaios.

Para o bebê, a redução do fluxo sanguíneo pode afetar o crescimento e o desenvolvimento, aumentando o risco de complicações como restrição de crescimento intrauterino, parto prematuro ou sofrimento fetal.

Quais sintomas devem alertar a gestante? Durante a gravidez, é comum sentir alguns desconfortos, como cansaço e falta de ar, devido às mudanças naturais no corpo.

No entanto, alguns sintomas podem indicar problemas cardíacos e exigem atenção redobrada. Se a gestante sentir palpitações (aquela sensação de que o coração está acelerado, batendo irregularmente ou “pulando”), tonturas, desmaios ou falta de ar persistente, é essencial buscar ajuda médica imediatamente.

A cardiologista Maria Alayde Rivera explica que “todos esses sintomas, principalmente quando são frequentes ou não desaparecem, podem ser sinais de doenças cardíacas, especialmente as arritmias.”

É importante lembrar que, embora cansaço e falta de ar sejam comuns na gravidez, quando esses sintomas vêm acompanhados de palpitações ou tonturas, é fundamental investigar se há algo errado com o coração.

Nesses casos, o acompanhamento com um cardiologista e, se necessário, um especialista em arritmias, é essencial para garantir um diagnóstico preciso e um tratamento adequado, protegendo a saúde da mãe e do bebê.

Como é feito o diagnóstico de arritmias na gravidez? O diagnóstico de arritmias cardíacas em gestantes é feito por meio de exames seguros e não invasivos.

A profissional explica que “os exames cardiológicos usualmente utilizados na prática cardiológica (Eletrocardiograma, Ecocardiograma, Holter de 24 horas, Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial) podem ser utilizados na avaliação cardiológica materna, sem riscos.”

Eletrocardiograma (ECG): Registra a atividade elétrica do coração. Ecocardiograma: Usa ultrassom para avaliar a estrutura e o funcionamento do coração. Holter de 24 horas: Monitora o ritmo cardíaco ao longo de um dia, captando possíveis alterações. No entanto, exames que utilizam radiação, como radiografias e tomografias, devem ser evitados, especialmente no primeiro e segundo trimestres da gestação, devido aos riscos de malformações e outros problemas para o bebê.

Tratamento e prevenção de arritmias na gravidez O tratamento das arritmias cardíacas durante a gravidez deve ser cuidadosamente planejado para proteger a saúde da mãe e do bebê.

A cardiologista Maria Alayde ressalta que “para mulheres que têm diagnóstico de arritmias ou de cardiopatias antes da gestação, o planejamento da gravidez, com acompanhamento por uma equipe multiprofissional (obstetra, cardiologista, especialista em arritmias) é a estratégia ideal para reduzir as possíveis complicações maternas e fetais associadas às arritmias.”

Para as arritmias diagnosticadas durante a gestação, o tratamento segue as mesmas orientações utilizadas fora da gravidez, mas com ajustes para minimizar os riscos ao bebê.

Em casos mais graves, procedimentos como a cardioversão (um método para restaurar o ritmo cardíaco normal) podem ser necessários, sempre com monitoramento rigoroso para garantir a segurança da mãe e do bebê.

Cuidados com o coração em todas as fases da vida Além da gravidez, outras fases da vida da mulher, como a menopausa, também exigem atenção especial com a saúde do coração.

A redução dos níveis de estrogênio nesse período aumenta o risco de doenças cardiovasculares, incluindo arritmias.

A Dra. Maria Alayde alerta que “a perda do estrogênio favorece o acúmulo de gordura abdominal, eleva a pressão arterial e os níveis de glicose e colesterol, o que contribui para o desenvolvimento da aterosclerose e de doenças como infarto e morte cardíaca súbita, esta última geralmente desencadeada por arritmias.”

Após a menopausa, o risco de fibrilação atrial, uma arritmia que pode levar a complicações como o AVC, aumenta significativamente.

Por isso, é fundamental que as mulheres nessa fase mantenham um acompanhamento cardiológico regular e adotem hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e prática de exercícios físicos.

Gravidez e Arritmia Cardíaca: é possível garantir uma gestação segura A gravidez é um momento único e especial, mas também exige cuidados redobrados com a saúde, especialmente quando se trata do coração.

As arritmias cardíacas podem surgir ou se agravar nesse período, mas, com o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, é possível garantir uma gestação segura e tranquila.

Para mulheres com histórico de arritmias ou outras condições cardíacas, o planejamento da gravidez é fundamental.

Um pré-natal especializado, com acompanhamento de uma equipe multiprofissional, pode reduzir significativamente os riscos e garantir o bem-estar da mãe e do bebê.

A mensagem final é clara: cuidar do coração é essencial em todas as fases da vida.

Se você está planejando engravidar ou já está grávida, não deixe de fazer um check-up cardíaco.

Compartilhe este texto com outras mulheres e ajude a espalhar informações que podem salvar vidas.

Este conteúdo foi desenvolvido com base na entrevista com a Dra. Maria Alayde Rivera, cardiologista e coordenadora da Área da Mulher da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC). Para mais informações sobre gravidez e arritmia cardíaca, consulte um especialista e mantenha seus exames em dia.

Saude Lab

Foto: Canva PRO

A Campanha do Dia Mundial do Rim deste ano de 2025 está em andamento em alguns centros. A ação que envolve milhares de  profissioais que trabalham diretamente com esse orgao do corpo completa 19 anos. Anualmente, a Sociedade Brasileira de Nefrologia que coordena no Brasil, por meio dos profissionais da área, trabalham campanhas com palestras, encontros e usam os meios de comunicalção para difundir temas ligados a saúde dos renal.

bigman

O Dia Mundial do  Rim, celebrado em 13 de março deste ano, tem como objetivo disseminar informações sobre as doenças renais, com foco na prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado. O objetivo está resumido no tema da campanha em 2025, que é “Seus rins estão ok? Faça exame de creatinina para saberO médico florianense e neurologista Dr. Bigman Barbosa concedeu uma entrevista, ao piauinoticias.com, sobre o tema. 

Da redação

O espirro é um reflexo natural do organismo que tem como principal função expulsar substâncias indesejadas do sistema respiratório. Ele ocorre quando o nariz detecta a presença de irritantes como pó, fumaça, vírus ou bactérias. Para eliminar esses agentes, o corpo gera um fluxo de ar em alta velocidade, resultando no espirro. Esse mecanismo de defesa é essencial para manter as vias aéreas limpas e protegidas.

espirro

Por que segurar o espirro é perigoso? Muitas pessoas têm o hábito de segurar o espirro, seja por vergonha, por estarem em um ambiente silencioso ou por acreditarem que isso é inofensivo. No entanto, essa prática pode trazer sérias consequências para a saúde. Ao bloquear um espirro, a pressão que seria expelida para o ambiente fica retida dentro do corpo, aumentando significativamente a pressão intracraniana.

De acordo com o neurocirurgião Victor Hugo Espíndola, essa pressão elevada pode ser perigosa para pessoas com condições como aneurismas cerebrais ou malformações vasculares. Em casos raros, pode até levar ao rompimento de vasos sanguíneos frágeis, resultando em um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

A relação entre segurar o espirro e problemas vasculares A pressão gerada por um espirro reprimido pode afetar diferentes partes do corpo, especialmente o cérebro. O aumento súbito da pressão pode causar danos em estruturas mais sensíveis, como veias e artérias enfraquecidas. Isso pode levar a complicações como hemorragias internas, dores de cabeça intensas e até mesmo a perda de consciência em casos extremos.

Pessoas que já possuem fatores de risco para problemas vasculares devem estar ainda mais atentas. Indivíduos com hipertensão, histórico de aneurismas na família ou doenças cardiovasculares devem evitar ao máximo reprimir o espirro, pois qualquer aumento brusco da pressão pode ser prejudicial.

Qual a melhor forma de espirrar sem prejudicar a saúde? Já que o espirro é um reflexo incontrolável, a melhor opção é deixá-lo acontecer naturalmente. Para evitar a disseminação de germes e proteger as pessoas ao redor, recomenda-se cobrir a boca e o nariz com um lenço descartável ou com o antebraço ao espirrar. Essa prática reduz o risco de transmissão de doenças e mantém a higiene pessoal.

Após espirrar, é fundamental lavar as mãos com água e sabão ou utilizar álcool em gel para evitar a propagação de vírus e bactérias. Essa simples atitude contribui para a saúde pública e previne infecções respiratórias.

Catraca Livre

Foto: © iStock/G-Stock Faces