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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, distribuição, importação e uso das canetas emagrecedoras Gluconex e Tirzedral no Brasil. Os dois produtos vinham sendo trazidos do Paraguai.

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As marcas são versões de tirzepatida, princípio ativo desenvolvido e registrado pela farmacêutica Eli Lilly no medicamento Mounjaro. No Brasil, a empresa detém a patente da substância, válida até 2036, o que significa que apenas ela pode produzir e comercializar medicamentos à base desse composto no país.

No entanto, o que a Anvisa alerta é que as duas marcas não têm a empresa identificada e não têm registro no Brasil. Por isso, são considerados irregulares. A agência alerta que, por serem de origem desconhecida, não há garantia sobre a composição, a qualidade ou a segurança dessas canetas.

Nas redes sociais, há várias publicações, principalmente em contas sobre importações do Paraguai, anunciando a venda desses medicamentos. Agora, eles são proibidos e não podem mais entrar no país.

A Anvisa afirma que tem intensificado ações de fiscalização para conter a entrada de produtos sem registro no país, especialmente medicamentos para emagrecimento, que têm alta demanda e circulação em mercados paralelos.

O caso ocorre em um momento de expansão desse tipo de tratamento. Recentemente, caiu a patente da semaglutida — substância usada em medicamentos como Wegovy e Ozempic — o que abriu espaço para a entrada de novos fabricantes. Atualmente, a Anvisa analisa ao menos 17 pedidos de registro de canetas com esse princípio ativo, incluindo propostas de empresas nacionais.

G1

Foto: Divulgação

A insuficiência renal é uma das doenças mais silenciosas da medicina e costuma evoluir por anos sem causar dor evidente. Reconhecer os sinais iniciais faz toda a diferença para evitar diálise, transplante e complicações graves. O nefrologista brasileiro Dr. Pedro Pinheiro, especialista pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e pela Sociedade Brasileira de Nefrologia, alerta que cinco sintomas discretos são frequentemente ignorados e merecem atenção imediata.

urina

Por que a insuficiência renal é tão silenciosa? Os rins têm grande capacidade de adaptação e seguem trabalhando mesmo quando boa parte da função já foi perdida. Por isso, muitas pessoas só percebem que algo está errado em estágios avançados, quando o tratamento se torna mais limitado.

Esse caráter discreto explica por que exames de rotina, como creatinina e urina tipo 1, são tão importantes. Conhecer os primeiros sintomas de problemas nos rins ajuda a procurar avaliação médica antes que o quadro se agrave.

Quais são os cinco sinais precoces apontados pelo nefrologista? Segundo o Dr. Pedro Pinheiro, alguns sintomas considerados banais podem ser as primeiras manifestações de uma lesão renal em curso. Esses sinais, quando combinados, justificam investigação imediata. Os cinco principais são:

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A presença simultânea de dois ou mais desses sinais já é motivo para procurar um clínico geral ou nefrologista.

Como um estudo científico confirma o valor do diagnóstico precoce? A relevância desses sinais iniciais é amplamente sustentada por pesquisas internacionais. Uma revisão sistemática com meta-análise avaliou os principais fatores de risco para o desenvolvimento e a progressão da doença renal crônica, reunindo dados de dezenas de estudos populacionais ao redor do mundo.

De acordo com o estudo Risk Factors for Development and Progression of Chronic Kidney Disease publicado na revista Medicine, a presença de proteinúria substancial aumentou em até 64 por cento o risco de progressão para insuficiência renal, reforçando que a urina espumosa não deve ser ignorada.

Quem tem maior risco e deve redobrar a atenção? Algumas condições aumentam significativamente as chances de desenvolver insuficiência renal e exigem acompanhamento mais frequente. Identificar esses fatores ajuda a antecipar exames e adotar mudanças no estilo de vida. Entre os principais grupos de risco estão:

Pessoas com diabetes, especialmente quando descompensada; Portadores de hipertensão arterial não controlada; Indivíduos com obesidade e colesterol elevado; Pacientes com histórico familiar de doença renal; Usuários frequentes de anti-inflamatórios sem prescrição. Nesses casos, é fundamental realizar exames periódicos como dosagem de creatinina no sangue, urina tipo 1 e relação albumina/creatinina urinária, capazes de identificar alterações antes mesmo do surgimento dos sintomas.

Tua Saúde

Em muitos adultos, levantar até 1 vez por noite para urinar pode acontecer sem indicar problema, especialmente com o avanço da idade. Já quando a pessoa passa a acordar 2 ou mais vezes com frequência, isso tende a afetar o sono e merece mais atenção. O mais importante é observar se esse padrão virou rotina, se piorou com o tempo ou se veio acompanhado de outros sintomas urinários.

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Quando ir ao banheiro à noite ainda pode ser considerado esperado O trato urinário não funciona igual para todo mundo, e a idade influencia bastante. Em adultos mais jovens, o mais comum é dormir a noite toda sem precisar levantar ou, no máximo, acordar uma vez. Em idosos, levantar uma vez pode ser mais frequente e ainda assim não significar doença.

O ponto prático é este: se você acorda de vez em quando para urinar, sem dor, sem urgência exagerada e sem prejuízo importante do sono, isso pode estar dentro do esperado. Mas se as idas noturnas são repetidas, começam a atrapalhar o descanso ou exigem investigação, o cenário muda.

Quando a noctúria começa a merecer atenção Noctúria é o nome dado ao hábito de acordar à noite para urinar. Nem todo episódio é preocupante, mas alguns sinais indicam que vale investigar melhor.

Acordar 2 ou mais vezes por noite de forma frequente Piora progressiva ao longo das semanas ou meses Urgência para urinar ou perda de urina Ardor, dor ou sangue na urina Muita sede ou aumento do volume de urina Inchaço nas pernas ou falta de ar

O que costuma aumentar as idas ao banheiro durante a noite Nem sempre o problema está só na bexiga. Às vezes, a pessoa produz mais urina à noite, dorme mal e acorda, ou tem um quadro clínico que favorece noctúria.

Beber muito líquido perto da hora de dormir Café, chá preto, energéticos e álcool Apneia do sono Aumento da próstata em homens Bexiga hiperativa Diabetes, insuficiência cardíaca ou retenção de líquido nas pernas O que um estudo científico mostra sobre quantas vezes isso afeta a qualidade de vida Nem toda ida noturna ao banheiro tem o mesmo peso. Segundo a revisão The effect of nocturia on sleep, publicada no BJU International, pessoas com 2 ou mais episódios por noite tendem a relatar prejuízo mais claro do sono e da qualidade de vida. Isso ajuda a entender por que acordar uma vez pode ser tolerável para muita gente, enquanto duas ou mais vezes já costumam ser mais incômodas e clinicamente relevantes. Você pode ler o estudo em PMC.

O que fazer para reduzir as idas noturnas Algumas medidas simples já podem ajudar bastante, principalmente quando o problema ainda é leve. Vale distribuir melhor os líquidos ao longo do dia, reduzir cafeína e álcool à noite e observar se existe relação com remédios diuréticos ou inchaço nas pernas no fim do dia.

Tua Saúde

A falta de vitamina B12 pode causar muito mais do que dor no corpo. Esse nutriente é essencial para a formação das células do sangue, para o funcionamento dos nervos e para a saúde do cérebro. Quando os níveis ficam baixos, os sintomas podem envolver cansaço, palidez, formigamento, tontura, alterações de equilíbrio, falhas de memória e até mudanças de humor. Em casos mais prolongados, a deficiência também pode estar ligada a anemia megaloblástica e danos neurológicos que nem sempre são reversíveis.

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Os sintomas mais comuns além da dor no corpo Muita gente associa a vitamina B12 apenas à energia, mas a deficiência costuma afetar várias áreas ao mesmo tempo. Entre os sinais mais frequentes estão fadiga, fraqueza, pele pálida, palpitações, perda de apetite, perda de peso e sensação de dormência ou formigamento nas mãos e nos pés. Dor ou ardência na boca e na língua também podem aparecer.

Cansaço e fraqueza Palidez Palpitações Perda de apetite e de peso Formigamento nas mãos e nos pés Dor, ardência ou sensibilidade na língua Como a deficiência pode afetar os nervos e o cérebro A vitamina B12 tem papel importante na integridade do sistema nervoso. Por isso, quando ela falta, podem surgir sintomas neurológicos como dormência, alteração de sensibilidade, dificuldade de equilíbrio, fraqueza, marcha instável e piora da coordenação. O detalhe mais importante é que essas manifestações podem acontecer mesmo sem anemia, o que torna o diagnóstico precoce ainda mais importante.

Além disso, a deficiência também pode atingir a parte mental e emocional. Confusão, memória ruim, dificuldade de concentração, depressão e até quadro demencial podem aparecer em alguns casos. Revisões também descrevem alterações neuropsiquiátricas como apatia, agitação e insônia.

Doenças e problemas de saúde ligados à falta de B12 Quando a deficiência se mantém por mais tempo, ela pode estar relacionada a problemas mais claros e diagnosticáveis. A principal doença clássica é a anemia megaloblástica, mas a falta de B12 também pode levar a neuropatia periférica, piora cognitiva e, em casos mais graves, degeneração combinada subaguda da medula, condição neurológica séria associada a alteração de sensibilidade, fraqueza e dificuldade para andar.

Anemia megaloblástica Neuropatia periférica Comprometimento cognitivo Depressão e outras alterações neuropsiquiátricas Degeneração combinada subaguda da medula em casos graves O que um estudo científico mostra sobre as manifestações neurológicas A deficiência de B12 pode se revelar primeiro pelos nervos, e não pelo sangue. Um estudo clássico, Neurologic aspects of cobalamin deficiency, publicado no Medicine, mostrou que queixas neurológicas, especialmente parestesias e ataxia, foram os primeiros sintomas em muitos episódios de deficiência. Isso ajuda a explicar por que algumas pessoas começam com formigamento, desequilíbrio ou lapsos cognitivos antes mesmo de descobrir anemia. Você pode ler o estudo em PubMed.

Quando vale investigar essa deficiência Vale suspeitar de falta de vitamina B12 quando há cansaço persistente, palidez, formigamento, falhas de memória, dificuldade de equilíbrio ou língua dolorida, principalmente em idosos, vegetarianos e veganos sem suplementação adequada, pessoas com anemia perniciosa, quem fez cirurgia bariátrica ou usa metformina e remédios para acidez por longos períodos. Para complementar a leitura, veja também este conteúdo interno do Tua Saúde sobre vitamina B12 neste link.

Atenção: este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico. Se você tem formigamento, fraqueza, esquecimento, anemia ou cansaço frequente, procure orientação médica profissional para investigar a causa e pedir os exames adequados.

Tua Saúde