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Se você costuma jantar tarde e logo em seguida deitar, talvez já tenha percebido que o sono não “rende” ou que acorda com uma sensação de cansaço mental. A ciência moderna tem revelado que o hábito de dormir após comer e estar com o estômago muito cheio pode ser o grande vilão por trás da sua insônia, interferindo em processos biológicos profundos que só acontecem quando o corpo está em repouso digestivo.

dormir

Por que o estômago vazio ajuda a dormir?

A ciência nos mostra que o repouso digestivo antes de deitar facilita a queda da temperatura basal do corpo, um gatilho essencial para o início do sono profundo. De acordo com o estudo “Efeitos da dieta na qualidade do sono”, o processo de digestão gera calor metabólico, o que pode manter o cérebro em estado de alerta e prejudicar a liberação de melatonina.

Especialistas da World Sleep Society explicam que, ao dar uma pausa na alimentação antes de dormir, permitimos que o organismo direcione energia para a reparação celular e cognitiva. Quando o estômago está vazio, os níveis de insulina baixam, favorecendo a produção do hormônio do crescimento (GH), que é vital para a renovação dos tecidos e para acordarmos com disposição.

Como o jantar tardio afeta o cérebro?

Evidências da revisão científica “A inter-relação entre sono, dieta e metabolismo da glicose” confirmam que refeições pesadas à noite desregulam o nosso relógio biológico, conhecido como ciclo circadiano. Quando comemos muito tarde, enviamos um sinal de “dia” para os órgãos periféricos, enquanto o cérebro tenta iniciar o protocolo de “noite”, criando uma confusão metabólica estressante.

Para evitar esse conflito e garantir que sua mente realmente descanse, especialistas sugerem adotar algumas mudanças práticas no intervalo entre a última refeição e o momento de ir para a cama:

TEMPO IDEAL Tente realizar o jantar entre 2 a 3 horas antes de se deitar para garantir o repouso gástrico.

DIGESTÃO Priorize alimentos leves, evitando gorduras saturadas e o excesso de proteínas pesadas.

CARBOIDRATOS Observe se carboidratos complexos ajudam na saciedade sem gerar sensação de peso abdominal.

CONSTÂNCIA Mantenha horários constantes para estabilizar o seu ciclo circadiano e facilitar o sono.

Quais são os riscos do refluxo noturno causado por dormir após comer?

O Guia Prático de Condutas da Federação Brasileira de Gastroenterologia alerta que deitar-se com o estômago cheio aumenta drasticamente a pressão intra-abdominal, facilitando o retorno do ácido gástrico para o esôfago. Esse refluxo não causa apenas azia, mas pode gerar microdespertares que impedem você de atingir as fases mais restauradoras do sono durante a noite.

A ciência nos mostra que essa irritação crônica pode levar a problemas respiratórios e inflamações na garganta a longo prazo. Especialistas da American Heart Association (AHA) também associam o sono fragmentado por má digestão a um maior risco de hipertensão, reforçando que o estômago em repouso é um aliado direto da saúde do seu coração.

Como evitar a fome antes de deitar?

Sentir fome excessiva antes de dormir pode ser um sinal de que sua alimentação durante o dia foi insuficiente ou desequilibrada em termos de nutrientes. Evidências do Guia Alimentar para a População Brasileira do Ministério da Saúde mostram que uma dieta rica em fibras e alimentos in natura ajuda a manter a saciedade por mais tempo, evitando o “assalto à geladeira” noturno.

Para quem sente dificuldade em manter o estômago vazio à noite, existem estratégias nutricionais que ajudam a sinalizar saciedade ao cérebro sem sobrecarregar o sistema digestivo:

Aumente o aporte de fibras no café da manhã e no almoço. Utilize chás calmantes, como camomila ou melissa, para reduzir a ansiedade noturna. Verifique se a sua ingestão de água está adequada, pois a sede muitas vezes é confundida com fome. Pratique o comer consciente (mindful eating) para identificar sinais reais de apetite.

Qual é o seu próximo hábito saudável?

Para colher os benefícios de um sono verdadeiramente reparador, o próximo passo é testar o adiantamento da sua última refeição em apenas 30 minutos hoje à noite. Essa pequena mudança permite que você observe como o seu corpo reage e se a clareza mental ao despertar melhora, transformando o silêncio do seu estômago em combustível para a sua produtividade diária.

O acompanhamento com um médico é fundamental para um diagnóstico preciso e tratamento seguro.

Tua Saúde

 

Você já passou pela frustração de retirar o glúten, cortar a lactose e, ainda assim, terminar o dia sentindo que engoliu um balão?

inchaçoabdominal

Para muitas mulheres e homens, a jornada em busca de um abdômen sem dor parece um labirinto sem saída. Comemos “limpo”, investimos em fibras e saladas, mas o estufamento persiste.

Se esse é o seu caso, a peça que falta no seu quebra-cabeça pode não ser o que você come, mas quem está morando no seu sistema digestivo.

O culpado pode ser a SIBO (Supercrescimento Bacteriano no Intestino Delgado), uma condição que frequentemente se camufla sob o rótulo de “intolerância alimentar”.

O que é a SIBO? Em um sistema digestivo saudável, a grande massa de bactérias vive no intestino grosso. A SIBO ocorre quando essas bactérias migram ou se proliferam excessivamente no intestino delgado, um lugar onde elas não deveriam estar em grandes quantidades.

Ali, elas encontram o alimento ainda em processo de digestão e começam a fermentá-lo precocemente. O resultado?

Uma produção massiva de gases em um canal estreito, gerando aquela distensão abdominal dolorosa e persistente.

Por que ela é confundida com intolerância? A sobreposição de sintomas é o que torna o diagnóstico difícil. Gases, dor e estufamento são comuns a ambas.

No entanto, o Dr. Cássio Vieira de Oliveira, médico gastroenterologista, destaca diferenças fundamentais:

Intolerância Real: Os sintomas aparecem sempre após o consumo de um alimento específico (como o leite) e desaparecem totalmente quando você o retira da dieta.

SIBO: O desconforto é mais generalizado. Ele pode surgir mesmo sem um gatilho óbvio e costuma apresentar uma piora progressiva ao longo do dia, independentemente do que você comeu no café da manhã.

Os diferenciais da SIBO: Sinais para observar Existem pistas que indicam que o problema vai além de uma simples sensibilidade ao leite ou ao trigo:

Reação a alimentos “saudáveis”: Se você sente que maçã, alho, cebola ou excesso de fibras (os chamados FODMAPs) te deixam inchada, isso é um forte indício de SIBO.

Inchaço constante: Diferente da intolerância, onde o abdômen volta ao normal após a digestão, na SIBO a distensão pode ser constante e acompanhada de arrotos frequentes.

Sintomas sistêmicos: A SIBO pode interferir na absorção de nutrientes, levando a deficiências (como a de vitamina B12) e sintomas como névoa mental e fadiga.

Por que o diagnóstico correto é vital? Tentar tratar SIBO apenas excluindo alimentos é como enxugar gelo. Como o problema é o excesso de bactérias no local errado, a dieta de exclusão pode aliviar o sintoma, mas não remove a causa raiz.

Segundo o Dr. Cássio, a investigação precisa ir além do óbvio. O diagnóstico é feito geralmente por meio do teste do sopro (hidrogênio expirado), que detecta os gases produzidos pelas bactérias.

Uma vez confirmada, o tratamento envolve protocolos específicos que podem incluir antibióticos direcionados ou herbais, além de uma dieta temporária de baixa fermentação.

Próximos Passos Se você vive em uma dieta restritiva e o inchaço continua sendo seu companheiro diário, pare de culpar apenas os alimentos. Observe o padrão: seu inchaço piora ao entardecer? Alimentos saudáveis te fazem mal?

Procure um gastroenterologista e mencione a suspeita de SIBO. Entender o que acontece no seu intestino é o primeiro passo para ter, finalmente, paz com o seu corpo.

Saúde em Dia

O número de casos de sarampo aumentou quase 32 vezes nas Américas entre 2025 e o início de 2026. Os dados fizeram a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) emitir um alerta para os países da região.

sarampo

Segundo a organização, no último ano, foram registrados 14.891 casos contra 446 do ano anterior, além de 29 óbitos. O levantamento aponta que a maior concentração está na América do Norte, com quase 95% dos diagnósticos em 2025, ou 14.106 relatos. México lidera o número de ocorrências (6.428), seguido de Canadá (5.436) e dos Estados Unidos (2.242).

Um fato que chama a atenção é a relação entre o número de casos e o percentual de indivíduos não vacinados, com 78% das pessoas que não receberam o imunizante e outros 11% com status de vacinação desconhecido — no Brasil, dos 38 casos, 36 ocorreram entre não vacinados.

Para João Prats, infectologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo, esse cenário se deve pelos atuais movimentos antivacina que cresceram no mundo após a pandemia de Covid-19.

Outro ponto destacado pelo médico é como a eficácia do imunizante, com a redução de casos, fez com que se criasse uma “ilusão” de que o sarampo estivesse erradicado. No entanto, ele lembra que a vacinação apenas impede a propagação do vírus e que, sem a proteção do imunizante, a doença volta a circular entre a população.

“A história contou para a gente quesarampo, caxumba e rubéola é uma vacina muito segura e que nos protegia de uma doença potencialmente grave como sarampo. Que pena, né? A gente tem que mudar de novo, trazer à tona de novo, porque essa é uma vacina excelente, que está aí há muito tempo, e que, veja, o Brasil está melhor que os Estados Unidos”, ressalta Prats em entrevista ao News 19h.

Do R7, com RECORD NEWS

Foto: Reprodução/Record News

Quando o calor parece insuportável, o ventilador se torna o herói da noite. O ar circulando dá uma sensação imediata de alívio, ajuda a adormecer e parece inofensivo.

ventilador

Mas o que pouca gente sabe é que dormir com o ventilador ligado por horas pode trazer riscos reais à saúde, principalmente para quem tem alergias respiratórias, sinusite ou pele sensível.

O ventilador e os riscos respiratórios O maior problema do uso contínuo do ventilador é o ressecamento das vias respiratórias. O ar em movimento acelera a evaporação da umidade natural da mucosa nasal, o que facilita a entrada de vírus, bactérias e poeira.

Em quem já sofre com rinite ou sinusite, esse ressecamento pode agravar o quadro e causar dor de cabeça, congestão e sensação de garganta seca ao acordar.

Além disso, se o ventilador estiver sujo, o risco aumenta consideravelmente. A poeira acumulada nas hélices vira um “coquetel” de micro-organismos que se espalham por todo o quarto.

É por isso que especialistas recomendam a limpeza completa do aparelho ao menos uma vez por semana durante o verão, retirando a grade, as pás e limpando com pano úmido e detergente neutro.

O perigo do ar parado e da umidade Há quem pense que o ventilador apenas “move o ar”, mas em ambientes fechados e úmidos ele também pode espalhar mofo e fungos.

Dormir em um quarto com pouca ventilação natural, janelas fechadas e roupas úmidas secando no mesmo ambiente é uma combinação perigosa para quem tem problemas respiratórios. O aparelho faz circular o ar contaminado, aumentando o risco de alergias e crises asmáticas.

O ideal é ligar o ventilador apenas por um tempo, para refrescar o ambiente antes de dormir, e depois deixá-lo em rotação suave, direcionado para a parede ou o teto, e nunca diretamente para o rosto ou o corpo.

Como usar o ventilador de forma segura Dormir com ventilador não é necessariamente ruim, desde que o uso seja feito de maneira consciente. Algumas medidas simples ajudam a evitar os efeitos colaterais e tornam o ambiente mais saudável:

Mantenha o ventilador limpo: limpe as hélices e a grade semanalmente com pano úmido e sabão neutro Evite direcionar o vento para o corpo: prefira colocá-lo voltado para a parede, para que o ar circule de forma indireta Use uma bacia com água no quarto: isso ajuda a manter a umidade do ar e evitar o ressecamento das vias respiratórias Mantenha o ambiente arejado: abra janelas durante o dia para renovar o ar e reduzir a concentração de poeira Esses cuidados simples reduzem os riscos de alergias e desconfortos, além de prolongar a vida útil do aparelho.

O equilíbrio entre conforto e saúde Em noites quentes, o ventilador pode continuar sendo um grande aliado — desde que usado com moderação. O segredo está no equilíbrio: refrescar o quarto sem exageros e garantir que o ar esteja limpo e bem distribuído.

No fim das contas, o conforto térmico não precisa custar caro para a sua saúde. Bastam pequenos ajustes para transformar o ventilador de vilão silencioso em aliado do seu sono.

Tudo Gostoso