O diretor da instituição, Tedros Adhanom Ghebreyesus, se alinhou com a opinião de um comitê de especialistas que considerou o nível de alerta alto justificado pelo “aumento contínuo dos casos e a disseminação geográfica, a violência no leste da República Democrática do Congo, que dificulta a resposta, bem como a falta de financiamento para implementar a resposta”, segundo o comunicado.

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Tedros declarou uma emergência de saúde pública internacional em 14 de agosto de 2022 diante da rápida disseminação da doença, especialmente na República Democrática do Congo.

A Mpox é causada por um vírus da mesma família da varíola, que pode ser transmitido aos seres humanos por animais infectados, mas também de pessoa para pessoa por meio de contato físico próximo.

A doença, que foi detectada pela primeira vez em humanos em 1970 na RDC, causa febre, dores musculares e grandes lesões na pele semelhantes a furúnculos, podendo ser fatal.

Há dois subtipos da doença: clade 1 e clade 2. O vírus, há muito endêmico na África Central, chamou a atenção mundial em maio de 2022, quando o clade 2 se espalhou pelos continentes, afetando principalmente homens que se relacionam sexualmente com outros homens.

Desde então, quase 128 mil casos de Mpox foram confirmados em 130 países, incluindo 281 mortes, de acordo com os dados mais recentes da OMS.

Vacinação da população de áreas remotas terá R$ 20 milhões em 2025 O Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), irá investir cerca de R$ 20 milhões na Operação Gota 2025, que tem o objetivo de vacinar populações que vivem em áreas remotas e de difícil acesso.

A ação abrange regiões de fronteira e comunidades indígenas, ribeirinhas, quilombolas e rurais na Amazônia Legal.

Serão disponibilizadas todas as 22 vacinas do Calendário Nacional de Vacinação, com exceção da vacina contra a dengue, que não está recomendada para áreas remotas e de difícil acesso.

Criada em 1993, a Operação Gota facilita o transporte de vacinas, medicamentos e equipes de saúde e promove treinamento especializado para as equipes locais. O Ministério da Saúde coordena e financia a operação, que conta com o apoio do Ministério da Defesa, da Força Aérea Brasileira (FAB), secretarias estaduais e Secretaria de Saúde Indígena.

O planejamento da Operação Gota 2025 foi feito em uma reunião nesta semana entre a equipe do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e a FAB. Técnicos e pilotos da FAB ficarão responsáveis pelo georreferenciamento, pontos de saída, rotas e locais de pouso nas comunidades atendidas.

Os critérios para definir as áreas contempladas incluem:

Regiões sem acesso por rodovias ou hidrovias;

Locais que exigem mais de cinco dias de viagem para atendimento;

Áreas sem visitação por mais de seis meses ao ano;

Territórios com barreiras geográficas significativas;

Regiões de floresta onde o profissional precisa permanecer por mais de quatro dias sem comunicação.

Correio do Brasil

 

A perimenopausa, fase de transição para a menopausa, é frequentemente associada a mulheres na casa dos 50 anos. No entanto, um estudo recente conduzido pela UVA Health e pelo aplicativo de saúde feminina Flo revela que os sintomas dessa fase podem surgir muito antes do esperado.

Mais de 55% das mulheres entre 30 e 35 anos já relatam sintomas moderados a graves, como ansiedade, irritabilidade e depressão, mas a maioria só busca tratamento décadas depois. Esse cenário expõe uma lacuna alarmante no entendimento e no cuidado com a saúde feminina.

O Que é Perimenopausa e Por Que Ela é Pouco Compreendida? A perimenopausa é o período que antecede a menopausa, marcado por flutuações hormonais que podem durar de 4 a 10 anos.

Sintomas como alterações de humor, ondas de calor e irregularidades menstruais são comuns, mas muitas mulheres e até médicos subestimam sua ocorrência em idades mais jovens.

Dra. Jennifer Payne, coautora do estudo e especialista em psiquiatria reprodutiva, explica: “Há uma crença equivocada de que os sintomas só aparecem após os 50 anos. Isso faz com que muitas mulheres sofram em silêncio, sem buscar ajuda.”

Dados Alarmantes do Estudo O estudo analisou dados de mais de 4.400 mulheres americanas com 30 anos ou mais, coletados por meio de um questionário online e no aplicativo Flo.

55,4% das mulheres entre 30 e 35 anos relataram sintomas moderados a graves na Escala de Avaliação da Menopausa (MRS). Esse número aumenta para 64,3% entre 36 e 40 anos. Apesar disso, a maioria das mulheres só procura tratamento após os 56 anos, quando os sintomas físicos, como secura vaginal e problemas urinários, se tornam mais evidentes.

Sintomas Psicológicos vs. Físicos: Uma Trajetória Inesperada Sintomas psicológicos (ansiedade, depressão e irritabilidade) atingem o pico entre 41 e 45 anos, diminuindo após os 56 anos.

Sintomas físicos (problemas sexuais, secura vaginal e ondas de calor) são mais comuns após os 51 anos.

Isso sugere que os impactos emocionais da perimenopausa começam muito antes do que se imaginava, exigindo atenção precoce.

Falta de Apoio e Desinformação A perimenopausa ainda é um tema pouco estudado e frequentemente negligenciado por profissionais de saúde.

Liudmila Zhaunova, diretora de ciência do Flo, ressalta: “Precisamos entender melhor o que está acontecendo com essas mulheres para que elas recebam o cuidado necessário.”

perimenopausa

A desinformação faz com que muitas mulheres atribuam seus sintomas ao estresse ou a outras condições, retardando o diagnóstico e o tratamento adequado.

Impacto na Qualidade de Vida Os sintomas da perimenopausa podem afetar significativamente a qualidade de vida, impactando relacionamentos, produtividade no trabalho e saúde mental.

Mulheres mais jovens, que ainda estão no auge de suas carreiras e vida familiar, são particularmente vulneráveis a esses efeitos.

O estudo publicado na npj Women’s Health é um alerta para a necessidade de maior conscientização sobre a perimenopausa precoce. Mulheres a partir dos 30 anos devem estar atentas aos sintomas e buscar ajuda médica, enquanto os profissionais de saúde precisam se atualizar para oferecer suporte adequado.

Quebrar o silêncio em torno desse tema é essencial para garantir que as mulheres vivam essa fase com mais qualidade de vida e menos sofrimento.

Saude Lab

Foto: Canva PRO

Os casos de Acidente Vascular Cerebral (AVC) aumentaram 15% em pessoas jovens. Um estudo publicado pela revista científica The Lancet Neurology indicou aumento de 14,8% entre pessoas com menos de 70 anos em todo o mundo.

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No Brasil, aproximadamente 18% dos casos de AVC ocorrem em indivíduos com idades entre 18 e 45 anos, conforme dados da Rede Brasil AVC.

Quais são os fatores que levam ao AVC em jovens? A pesquisa atribui esse aumento a diversos fatores, incluindo sedentarismo, hábitos de vida pouco saudáveis, como alimentação inadequada, que podem levar à obesidade, diabetes e hipertensão, mesmo entre os mais jovens.

Além disso, fatores genéticos e hereditários podem aumentar o risco, incluindo doenças genéticas e hematológicas.

A médica fisiatra especialista em bloqueios neuroquímicos para o tratamento de sequelas do AVC, Prof.ª Dra. Matilde Sposito, com consultório em Sorocaba (SP), informa que a identificação dos sinais para o reconhecimento da ocorrência de um AVC é primordial.

“O Acidente Vascular Cerebral é uma doença tempo-dependente, ou seja, quanto mais rápido o tratamento, maior a chance de recuperação”, afirma.

Sinais para dar atenção Dentre os principais sinais da condição, estão:

fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo; confusão, alteração da fala ou compreensão; alteração na visão (em um ou ambos os olhos); alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no andar; dor de cabeça súbita, intensa e sem causa aparente. “Tanto no momento em que o acidente acontece, que é quando o paciente precisa ser socorrido imediatamente, quanto após, que é quando ele precisa passar por um tratamento, o atendimento precisa ser rápido”, afirma a especialista.

Tipos de AVC Os AVCs são classificados como hemorrágico ou isquêmico, sendo este último o mais frequente, representando em torno de 85% dos casos, segundo o Ministério da Saúde.

O isquêmico ocorre quando há o entupimento de pequenas e grandes artérias cerebrais.

Já o AVC hemorrágico acontece quando há o rompimento dos vasos sanguíneos, provocando hemorragia. Esse subtipo de AVC também pode acontecer pelo entupimento de artérias cerebrais e é mais grave e tem altos índices de mortalidade.

“Após o AVC, quanto mais cedo o paciente recebe a assistência médica-fisiátrica, menores são as chances de que as sequelas se tornem permanentes”, orienta a doutora.

Tratamento A Fisiatria é uma especialidade médica voltada para a reabilitação de pessoas com dificuldades motoras causadas por doenças como o AVC. O processo terapêutico busca estimular o cérebro a se reorganizar, promovendo a recuperação de funções prejudicadas.

De acordo com a Prof.ª Dra. Matilde Sposito, o principal objetivo do tratamento é restaurar a mobilidade, aliviar dores e proporcionar mais qualidade de vida ao paciente. Para isso, diferentes abordagens podem ser adotadas, como acupuntura, fisioterapia, hidroterapia, RPG, pilates e cinesioterapia.

Além das terapias convencionais, a Fisiatria pode utilizar bloqueios neuroquímicos com toxina botulínica para tratar sequelas de AVC, traumas ou outras condições que afetam os movimentos, como a espasticidade – caracterizada pela rigidez muscular e a dificuldade de movimentação.

Outro fator essencial na reabilitação é o suporte emocional e social. “A recuperação não se restringe apenas ao físico. Apoio psicológico e socialização são fundamentais para evitar depressão e ansiedade, que podem surgir após um evento tão impactante”, destaca.

A médica fisiatra reforça que o tratamento deve ser visto de forma abrangente, combinando diferentes recursos terapêuticos e mudanças no estilo de vida para alcançar os melhores resultados: “A reabilitação é um processo integrado, que pode envolver fisioterapia, acompanhamento neurológico e adaptações na rotina do paciente. O foco é sempre proporcionar mais autonomia e bem-estar.”

Catraca Livre

A demência é um termo amplo que engloba diversas síndromes associadas à deterioração das funções cerebrais. Embora a perda de memória seja o sintoma mais reconhecido, existem outros sinais comportamentais que podem indicar a doença, como a perda de confiança.

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Perda de confiança: um sintoma pouco conhecido A demência afeta áreas do cérebro responsáveis pelo raciocínio, memória e percepção da realidade. Como resultado, a pessoa pode começar a duvidar de familiares, amigos e cuidadores, mesmo aqueles em quem sempre confiou.

Pessoas afetadas podem começar a esconder objetos e fazer acusações sem fundamento, acreditando que estão sendo enganadas.

Isso acontece porque a dificuldade de lembrar onde colocou objetos, o esquecimento de conversas e a confusão sobre eventos recentes levam o paciente a criar explicações para essas falhas. Em vez de perceber que esqueceu algo, ele pode acreditar que alguém pegou ou escondeu.

Por outro lado, nem toda dificuldade de memória indica demência. O esquecimento ocasional e a distração fazem parte do envelhecimento normal. A diferença é que, na demência, as mudanças são mais severas e progressivas.

Outros sinais de alerta da demência Perda de memória frequente (especialmente de eventos recentes); Confusão e dificuldade para encontrar palavras; Desorientação em locais familiares; Problemas para gerenciar contas e orçamentos. Com o avanço da doença, outros sintomas podem surgir:

Vocabulário reduzido, levando à repetição de palavras e perguntas; Dificuldade para realizar tarefas simples, como pagar contas ou fazer compras; Mudanças de humor inexplicáveis, como irritabilidade e depressão; Desorientação até dentro de casa e em locais conhecidos; Tendência ao isolamento, evitando encontros sociais. Como ajudar um familiar com demência? Cuidar de alguém com demência pode ser desafiador, mas algumas estratégias podem ajudar:

Conheça os diferentes tipos de demência, como Alzheimer, demência vascular e demência frontotemporal. Cada um tem características e progressões distintas. Use uma comunicação simples e clara. Fale devagar, com tom de voz calmo. Faça perguntas objetivas e evite sobrecarregar a pessoa com muitas informações ao mesmo tempo. Considere opções de tratamento. Não há cura para muitos tipos de demência, mas medicamentos podem ajudar no manejo dos sintomas. Consulte um médico para discutir os riscos e benefícios das opções disponíveis.

Catraca Livre

Foto: © Graphicscoco/istock