Indubitavelmente, aquela barriguinha a mais incomoda e só acarreta em prejuízos para autoestima e saúde. Nesse sentido, o estudo disponível no JAHA (Journal of the American Heart Association) aduziu que a circunferência abdominal alta aumenta o risco de infarto e AVC (Acidente Vascular Cerebral).

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A relação da circunferência abdominal alta com o risco de infarto e AVC Pesquisadores da Nanjing Medical University, da China, avaliaram 9.935 indivíduos com nenhuma doença do coração entre 2011 e 2015. No entanto, houve 3.052 eventos cardiovasculares e 894 mortes de 2017 até 2020.

Após a análise da medida da circunferência abdominal de todos, a qual foi registrada de tempos em tempos, os autores perceberam que participantes com cintura mais avantajada apresentaram chance de 61% a 163% de infarto e AVC.

Esse valor alto correspondeu ao risco daqueles com mais de 45 anos. E que já estavam há pelo menos seis deles com uma circunferência abdominal além do desejável.

Além disso, a OMS (Organização Mundial de Saúde) afirma que a medida ideal da circunferência abdominal é de 88 cm para mulheres e 102 cm para os homens.

O que se deve fazer para não aumentar a circunferência abdominal? O ideal é cumprir com a rotina de exercícios físicos, reduzir o consumo alcoólico, diminuir a ingestão de alimentos ultraprocessados, açúcares e gorduras saturadas. E aumentar a ingestão de frutas, vegetais, gordura mono e poli-insaturadas.

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No Dia Mundial do Rim, celebrado nesta quinta-feira (13), dados do Ministério da Saúde mostram que 42.005 pessoas aguardam um transplante do órgão no Brasil. A maioria dos pacientes na fila é composta por homens entre 50 e 64 anos, mas também há 383 crianças e adolescentes de 0 a 17 anos à espera do procedimento. Especialistas destacam que os rins são essenciais para o funcionamento do organismo, pois filtram o sangue e auxiliam na eliminação de toxinas.

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Por serem dois, os rins podem ser doados tanto em vida quanto após o falecimento, sem comprometer a função renal do doador. O órgão desempenha três funções principais:

Eliminação de toxinas: remove substâncias como ureia, creatinina e ácido úrico, resultantes do metabolismo corporal.

✅ Equilíbrio hídrico do organismo: regula a quantidade de água, sais e eletrólitos no corpo, prevenindo inchaços (edemas) e o aumento da pressão arterial.

✅ Produção de hormônios:

Eritropoetina: estimula a produção de glóbulos vermelhos.

Vitamina D: auxilia na absorção de cálcio, fortalecendo os ossos.

Renina: contribui para a regulação da pressão arterial.

Fila de transplante

O painel de doação de órgão, procedimento feito exclusivamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde), mostra que a procura pelo órgão corresponde a nove em cada dez casos na fila de transplante. O segundo colocado, o fígado, conta com 2.299 pacientes.

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Como cuidar bem dos rins? Para manter os rins saudáveis, evitando danos irreversíveis para a função renal, é imprescindível:

Manter uma atenção rigorosa sobre a pressão arterial; O controle da glicemia e da hipertensão no diabético; O diagnóstico da hipertrofia prostática; Detecção precoce de anormalidades urinárias congênitas na infância. Transplantes realizados Em 2024, o Brasil realizou 6.316 transplantes de rins em 2024, sendo a maioria em pacientes homens. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro lideram o ranking dos estados com o maior número de operações. O número é maior do que o de 2023, quando foram feitas 6.211 transplantes.

O mundo está envelhecendo – e rápido. Em cerca de 30 anos, o número de idosos será equivalente ao de crianças, conforme apontam projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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No Brasil, essa revolução etária já começou: pela primeira vez, em 2022, os brasileiros com 60 anos ou mais superaram os jovens entre 15 e 24 anos.

Hoje, 15,8% da população pertence à chamada “melhor idade”, e a tendência é de crescimento: até 2042, quase um terço dos brasileiros será idoso. Essa transformação demográfica nos leva a um novo desafio: como garantir um envelhecimento saudável e repleto de qualidade de vida?

Para isso, alguns cuidados essenciais são indispensáveis. A seguir, confira 10 práticas fundamentais para viver bem na maturidade:

  1. Alimentação: O combustível para a longevidade Uma dieta equilibrada é um dos pilares para um envelhecimento saudável. A recomendação é priorizar alimentos in natura – verduras, legumes, grãos integrais, ovos e carnes – e evitar ao máximo os ultraprocessados. Além disso, o consumo adequado de proteínas é essencial para preservar a massa muscular. Pequenas mudanças na alimentação fazem uma grande diferença no bem-estar diário.
  2. Hidratação: O segredo para um corpo em pleno funcionamento A água é vital para o organismo, mas muitos idosos acabam ingerindo menos do que o necessário. A recomendação é consumir pelo menos dois litros por dia, evitando complicações como desidratação, infecções urinárias e confusão mental. Como o mecanismo da sede fica menos eficiente com a idade, a dica é criar lembretes para beber água ao longo do dia.
  3. Movimento: Exercite-se para uma vida ativa Manter-se ativo é uma das melhores formas de garantir vitalidade. A prática regular de exercícios – sejam eles aeróbicos, de resistência ou equilíbrio – fortalece músculos, melhora a coordenação motora, previne doenças crônicas e aumenta a autonomia. A recomendação da OMS é de pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada.
  4. Prevenção de Quedas: Segurança em primeiro lugar Quedas são um dos maiores riscos para os idosos, podendo levar a fraturas e perda de independência. Medidas simples, como manter a casa livre de obstáculos, usar calçados adequados e fortalecer a musculatura com exercícios, fazem toda a diferença para garantir estabilidade e confiança ao caminhar.
  5. Check-ups médicos: A chave para a prevenção Cada organismo envelhece de forma única, por isso, a rotina de consultas e exames deve ser personalizada. O acompanhamento médico regular permite detectar precocemente problemas de saúde e adotar estratégias preventivas. A recomendação é, no mínimo, uma consulta anual para avaliar aspectos físicos, cognitivos e emocionais.
  6. Uso consciente de medicamentos Com o envelhecimento, é comum o uso de múltiplas medicações, o que pode aumentar o risco de interações e efeitos adversos. Um acompanhamento médico especializado ajuda a ajustar os remédios e evitar excessos desnecessários.
  7. Vida social ativa: O antídoto contra a solidão O contato social é essencial para o bem-estar emocional e a saúde mental. Participar de grupos, cultivar amizades e manter-se inserido em atividades comunitárias ajuda a fortalecer a autoestima e a manter a mente ativa.
  8. Saúde mental: cuidar do corpo e da mente Envelhecer não significa, necessariamente, perder memória ou lidar com transtornos como ansiedade e depressão. A saúde mental merece atenção especial, e sintomas como esquecimento frequente ou mudanças no humor não devem ser ignorados. Procurar apoio psicológico e manter-se cognitivamente ativo são práticas essenciais.
  9. Vacinação: proteção para viver mais e melhor O sistema imunológico se torna mais vulnerável com a idade, tornando a vacinação fundamental. Entre os imunizantes recomendados estão a vacina contra gripe, tétano, hepatite B e Covid-19. A prevenção reduz riscos e garante uma velhice mais segura.
  10. Saúde Bucal: Um sorriso saudável por toda a vida A higiene bucal impacta diretamente a saúde geral. Doenças periodontais podem estar ligadas a problemas cardíacos e diabetes. Visitas regulares ao dentista, higienização adequada e atenção à prótese dentária são fundamentais para manter o bem-estar e a qualidade de vida.

O envelhecimento ativo está em suas mãos A longevidade é uma conquista, mas para que ela venha acompanhada de bem-estar, alguns cuidados são indispensáveis. Com pequenas mudanças no dia a dia, é possível viver mais, melhor e com autonomia. Afinal, envelhecer bem é um privilégio – e cabe a cada um de nós tornar essa jornada mais leve e saudável.

Outras dicas de saúde na Catraca Livre Ser sociável fortalece a imunidade? Uma hipótese intrigante recente considera que, ao interagir mais com diferentes pessoas e ambientes, os extrovertidos acabam sendo expostos a uma variedade maior de microrganismos.

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A demência é uma doença neurodegenerativa que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, impactando a memória, o raciocínio e a capacidade de realizar tarefas cotidianas. Um dos sintomas menos conhecidos, mas extremamente relevante, é o comprometimento da consciência visuoespacial ao subir escadas.

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O que é a consciência visuoespacial? A consciência visuoespacial é a capacidade do cérebro de interpretar informações visuais e espaçais para navegar pelo ambiente. Isso envolve habilidades como perceber distâncias, calcular profundidade e coordenar movimentos com base no que é visto. Problemas nessa função podem afetar a mobilidade e aumentar o risco de quedas.

Subir escadas é uma tarefa que exige integração entre visão, equilíbrio e coordenação motora. Para pessoas com comprometimento visuoespacial inicial, podem surgir dificuldades como:

Sinal precoce de demência ao subir escadas que muitos ignoram 10 destinos incríveis para fugir do turismo de massa Os efeitos do envelhecimento aos 60 anos e suas implicações para a saúde Musculação ajuda a reduzir sintomas de depressão em idosos Erro ao calcular o tamanho dos degraus – dificuldade em julgar a altura e a profundidade dos degraus pode resultar em tropeços ou pisadas erradas. Movimentos inseguros e hesitantes – pausas frequentes e necessidade de apoio excessivo no corrimão podem indicar que o cérebro está tendo dificuldade em processar a informação visual. Desorientação momentânea – confusão sobre a direção correta ou medo repentino de continuar subindo são sinais de alerta. Aumento do risco de quedas – tropeços frequentes e quedas ao subir ou descer escadas podem indicar um declínio cognitivo inicial. Por que esse sintoma está relacionado à demência? A região do cérebro que controla a percepção visuoespacial está ligada ao funcionamento de várias áreas cognitivas. Estudos mostram que danos no lobo parietal, uma das regiões afetadas nos primeiros estágios da demência, podem levar a dificuldades na interpretação do espaço ao redor.

Condições como a doença de Alzheimer e a demência por Corpos de Lewy frequentemente incluem sintomas de comprometimento visuoespacial, tornando esse tipo de dificuldade um possível prenúncio da doença.

Outros sinais visuoespaciais de alerta Se você ou um familiar apresenta dificuldades ao subir escadas, observe também outros sintomas relacionados:

Problemas para estacionar o carro ou calcular distâncias corretamente. Dificuldade para encontrar objetos em superfícies bagunçadas. Confusão ao navegar em espaços conhecidos. Maior dependência de gestos ou do tato para interagir com o ambiente. O que fazer se notar esses sinais? Caso perceba dificuldades frequentes ao subir escadas ou outros sintomas visuoespaciais, é importante buscar avaliação profissional. Um neurologista ou geriatra pode realizar testes específicos para avaliar a saúde cognitiva e indicar medidas preventivas.

Entre as estratégias que podem ajudar estão:

Exercícios cognitivos – jogos de memória, quebra-cabeças e outras atividades que estimulam a percepção visuoespacial. Fisioterapia e treinamento de equilíbrio – fortalecimento muscular e melhora da coordenação ajudam a reduzir riscos de quedas. Adaptações no ambiente – iluminação adequada e uso de corrimãos podem aumentar a segurança.

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