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O Natal tem cheiro de comida recém-feita, mesa farta e casa cheia. É o momento em que o tempo parece desacelerar para dar espaço ao encontro, às conversas longas, aos abraços e às receitas que atravessam gerações. Entre risadas e celebrações, a ceia ganha protagonismo — com pratos saborosos que despertam memórias e convidam ao prazer de comer sem pressa.

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Mas, junto com os sabores tradicionais das festas de fim de ano, também vêm os excessos. Alimentos ricos em gordura, açúcar e sódio costumam ocupar o centro da mesa e, quando consumidos sem moderação, podem impactar diretamente o colesterol e a saúde do coração. Por isso, mesmo em meio à celebração, o equilíbrio segue sendo um aliado importante para aproveitar o Natal com bem-estar.

Por que o colesterol aumenta nas festas de fim de ano? Durante o Natal, o consumo de frituras, carnes gordas, doces e alimentos ultraprocessados tende a crescer. Esses alimentos são ricos em gordura saturada, açúcar e sódio, combinação que eleva o colesterol LDL (conhecido como “colesterol ruim”) e os triglicerídeos.

“A doença arterial coronariana é uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo. Alimentação saudável, prática de atividade física e controle do tabagismo são pilares fundamentais da prevenção, inclusive nas festas de fim de ano”, explica a cardiologista Dra. Rafaela Penalva, chefe da Seção de Cardiometabolismo do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia.

Alimentos que mais aumentam o colesterol na ceia de Natal Alguns itens tradicionais merecem atenção especial de quem quer evitar o colesterol alto:

Rabanada: frita e rica em gordura saturada e açúcar; Panetone e chocotone: concentram açúcar, gordura saturada e, em alguns casos, gordura trans; Tender e carnes processadas: altos teores de sódio, conservantes e gordura; Maionese: calórica e rica em gordura, principalmente quando consumida em excesso; Frituras: óleos aquecidos aumentam a presença de gorduras prejudiciais à saúde; Carnes gordas e embutidos: bacon, pernil com gordura aparente e linguiças elevam o colesterol LDL; Sorvetes cremosos: geralmente feitos com gordura hidrogenada e açúcar em excesso. O que comer no Natal para controlar o colesterol É possível montar uma ceia de Natal saborosa e mais saudável com pequenas substituições. Veja as recomendações da doutora Penalva:

Carnes magras, como frango ou peru sem pele, lombos e peixes

Preparações assadas, grelhadas ou cozidas

Saladas coloridas, legumes e verduras

Arroz com lentilhas ou farofa com aveia e legumes

Queijos leves, como ricota, cottage ou queijo branco

Uso moderado de azeite, nozes e castanhas Frutas frescas como sobremesa

Quem tem colesterol alto deve redobrar os cuidados Pessoas com colesterol alto, hipertensão, diabetes ou histórico familiar de doenças cardíacas precisam de atenção especial nas festas de fim de ano. O acompanhamento com cardiologista, endocrinologista e nutricionista é essencial para manter a saúde em dia e evitar complicações.

“A doença arterial coronariana, especialmente o infarto agudo do miocárdio, é a principal causa de morte no Brasil e no mundo. Ela ocorre pelo acúmulo de gordura nas artérias do coração. Uma alimentação saudável, atividades físicas regulares e o controle do tabagismo são pilares importantes na prevenção. É um cuidado contínuo, que deve permanecer mesmo em datas especiais, como as festas de fim de ano”, declara a cardiologista Rafaela.

Com escolhas conscientes, é possível aproveitar a ceia de Natal sem abrir mão do prazer à mesa — e começar o novo ano com mais equilíbrio e bem-estar.

R7/Como Ser Saudável|Renata Garofano

Foto: InteligênciaArtificial/ChatGPT

Ocasionalmente, sua mão começa a tremer. Suavemente e quase imperceptível. Ou sua perna começa a doer e, de repente, protesta contra sua vontade. A maioria das pessoas atribui isso à fadiga, ao estresse, a um dia difícil. Mas e se não for apenas cansaço? Quando sintomas como esses se repetem, podem ser um sinal de algo mais sério, como doenças neurológicas, ortopédicas ou metabólicas.

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Quando é uma boa ideia consultar um médico com problemas? Quais são os outros sinais de doenças graves e com o que exatamente se preocupar se você estiver incomodado com tremores frequentes nos membros? Não subestime problemas aparentemente inofensivos, pois um exame precoce pode lhe poupar muitos problemas.

Quando a mão treme Uma mão trêmula (profissionalmente um tremor) pode ser uma situação em que os músculos se contraem e relaxam rapidamente de forma alternada. Esse é o distúrbio de movimento mais comum. A forma mais conhecida desse problema afeta até 5% da população. O tremor geralmente se manifesta tanto quando o braço está em movimento quanto em repouso.

É necessário distinguir esse fenômeno de outras condições neurológicas. Ele também pode ser um sintoma de doenças graves. Na doença de Parkinson, por exemplo, o tremor geralmente ocorre quando a mão está em repouso, mas é acompanhado de rigidez e lentidão de movimentos. Às vezes, os tremores nas mãos podem ter outras causas, como o consumo excessivo de cafeína, ansiedade, hipoglicemia ou efeitos colaterais de medicamentos.

É importante monitorar se o tremor piora, se ocorre durante o movimento ou em repouso e se outros sintomas neurológicos estão presentes. Se for o caso, vale a pena fazer um exame neurológico.

Se estiver tendo o problema de membros trêmulos com mais frequência, não demore a fazer um exame. ( Fonte: Thirdman / Pexels ) Por que meus pés doem? A dor no pé pode ter várias causas. Desde sobrecargas mecânicas até doenças sistêmicas ou neurológicas. De acordo com um estudo populacional, aproximadamente 13 a 36% dos adultos sofrem de dor nos pés. O número é ainda maior em pessoas mais velhas, com alguns estudos relatando que até 1 em cada 4 pessoas mais velhas tem dor crônica nas pernas, o que aumenta o risco de quedas.

A dor crônica nas pernas afeta negativamente a qualidade de vida. Estudos demonstraram que pessoas com esse problema têm pontuações significativamente mais baixas nas áreas de atividade física e saúde geral do que um grupo de controle saudável. E, é claro, elas também podem ser sintomas de problemas mais sérios. Portanto, se seus pés doerem muito, não deixe de fazer um exame, especialmente em uma idade mais avançada.

Um corpo cansado pode nem sempre ser a resposta Se você não dormiu o suficiente ou teve um dia agitado, é fácil pensar que mãos trêmulas ou pés doloridos são apenas um sintoma de fadiga. Mas, em muitos casos, é mais do que isso. As pessoas geralmente ignoram esses sintomas, achando que não é nada. E, às vezes, o problema pode ser de curto prazo.

Mas se as complicações se repetirem por vários dias, piorarem ou você as perceber sem motivo aparente, não hesite em fazer um exame. Graças a isso, muitas vezes a pessoa detecta até mesmo uma doença mais séria a tempo e pode trabalhar com ela de alguma forma antes que seja tarde demais.

ComHistoria.com.br

Foto: © Shutterstock / meeboonstudio

Nem toda infecção por dengue resulta em febre, dor ou internação. Um novo estudo internacional ajuda a explicar por quê.

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Pesquisadores identificaram que pessoas infectadas pelo vírus da dengue que não apresentam sintomas ativam mecanismos imunológicos diferentes (e potencialmente mais eficientes) do que aquelas que adoecem.

O trabalho, liderado por cientistas da Mahidol University, na Tailândia, em parceria com a Universidade de Cambridge, no Reino Unido, analisou células do sistema imunológico de indivíduos com infecção assintomática, dengue clássica e dengue hemorrágica. O estudo foi publicado na revista científica "Science Translational Medicine".

A dengue infecta cerca de 390 milhões de pessoas por ano no mundo, principalmente em países tropicais. Entender por que apenas uma parcela desenvolve sintomas graves é um dos grandes desafios da pesquisa sobre a doença.

Imunidade celular mais eficiente Ao analisar células do sangue por meio de transcriptômica de célula única, os pesquisadores observaram que indivíduos assintomáticos apresentam maior ativação de linfócitos T CD8, responsáveis por eliminar células infectadas, além de perfis específicos de células natural killer (NK), que atuam na resposta antiviral precoce.

Segundo os autores, essas pessoas também mostram sinais de processamento mais eficiente de antígenos virais, um passo fundamental para que o sistema imunológico reconheça e combata o vírus rapidamente.

“Esses achados sugerem que respostas celulares robustas podem estar associadas à proteção natural contra os sintomas da dengue”, apontam os pesquisadores nas conclusões do estudo.

Resposta baseada em anticorpos nos casos graves Já entre os pacientes com dengue sintomática, especialmente nos quadros mais graves, os cientistas identificaram padrões ligados à entrada do vírus mediada por anticorpos e à expansão de plasmablastos produtores de imunoglobulinas, associada à ação da citocina IL-10, conhecida por modular respostas inflamatórias.

Esse tipo de resposta pode favorecer inflamação excessiva e está alinhado a hipóteses já discutidas na literatura sobre os mecanismos que levam à dengue grave.

Acompanhamento ao longo do tempo Além da análise pontual, o estudo acompanhou pacientes sintomáticos por até dois meses, permitindo observar como a resposta imunológica evolui desde a fase aguda até a recuperação. Os dados mostram mudanças dinâmicas na ativação de células imunes, reforçando que o desfecho clínico da dengue não depende de um único fator.

Metodologia: pontos fortes e limitações Os pesquisadores realizaram análises de célula única em células mononucleares do sangue periférico (PBMCs), combinando dados genéticos, imunológicos e clínicos. Entre os pontos fortes estão o alto nível de detalhamento celular e o acompanhamento longitudinal de parte dos pacientes.

Como ressalva, os autores destacam a dificuldade de recrutar indivíduos assintomáticos e o caráter observacional do estudo, que não permite afirmar causalidade. Ainda assim, o trabalho oferece um mapa detalhado das respostas imunes associadas à proteção e à gravidade da dengue.

O que isso muda na prática? Os resultados podem ajudar a orientar o desenvolvimento de vacinas e estratégias terapêuticas que estimulem respostas imunológicas semelhantes às observadas em pessoas naturalmente protegidas contra os sintomas da dengue.

G1

Foto: Fabio Rodrigues/g1

As artérias são responsáveis por levar oxigênio e nutrientes do coração para todo o corpo, garantindo o funcionamento adequado das células. Segundo o cardiologista Thiago Marinho, quando essas estruturas começam a se obstruir, a circulação sanguínea se torna ineficiente, o que pode comprometer o desempenho de órgãos, músculos e tecidos.

cardiologista

Em entrevista à coluna Claudia Meireles, o médico especializado em hemodinâmica e cardiologia intervencionista destacou os dois principais fatores que contribuem para o entupimento das artérias: má alimentação e falta de atividade física. Esses comportamentos provocam danos contínuos aos vasos, gerando inflamações, acúmulo de colesterol, hipertensão e níveis elevados de glicose no sangue.

Esses danos constantes às paredes arteriais favorecem a formação de placas de gordura, que se acumulam lentamente ao longo dos anos. De acordo com o cardiologista do Hospital Mater Dei, em Goiânia, os sintomas só costumam surgir quando o quadro já está bastante agravado, o que reforça a importância de prevenir em vez de remediar.

Thiago Marinho enfatiza que manter hábitos saudáveis é muito mais eficaz do que tratar doenças já instaladas. Ele alerta que a obstrução das artérias, conhecida como aterosclerose, é a principal causa de mortes no mundo, sendo responsável por infartos, AVCs, insuficiência renal e até pela perda da força do coração.

Para evitar essas complicações, o médico recomenda uma rotina com alimentação balanceada, controle dos níveis de colesterol, pressão arterial e glicose, além da prática regular de exercícios físicos. Ele ressalta que essas medidas simples são fundamentais para preservar a saúde cardiovascular e evitar o avanço de doenças graves.

PaiPee

©Foto: Instagram