A Coordenação de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde divulgou, nesta sexta-feira, 29, novos dados da Dengue no Piauí. Até hoje, o estado registrou 10.664 notificações da doença. O número representa uma queda de 2,8% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizadas 10.969 notificações.


Entre as cidades mais afetadas pela doença, Teresina segue como as que mais registraram casos. São 5.999 notificações. Piripiri vem em segundo com 485, seguido de Parnaíba com 369 notificações. Ainda de acordo com o boletim, o Piauí registra quatro óbitos por conta da dengue. Dois em Teresina, um em União e outro em Floriano.


A Secretaria de Saúde alerta para a prevenção da doença. O grande problema para combater o mosquito Aedes aegypti é que sua reprodução ocorre em qualquer recipiente utilizado para armazenar água, tanto em áreas sombrias como ensolaradas. “Por isso é sempre bom manter estes recipientes fechados, como uma caixa d'água, por exemplo,”, ressalta a diretora de vigilância em saúde da Sesapi, Telma Evangelista.
 


O mosquito possui cor preta com manchas (riscos) brancos no dorso, pernas e cabeça. As fêmeas costumam picar o ser humano na parte do começo da manhã ou no final da tarde. Picam nas regiões dos pés, tornozelos e pernas. Isto ocorre, pois costumam voar a uma altura máxima de meio metro do solo. A coleta regular de lixo também reduz os possíveis criadouros de mosquitos.
 


Confira as cidades mais afetadas pela doença:

S. Raimundo Nonato (219 casos)
Altos (77 casos)
Buriti dos Lopes (109 casos)
Beneditinos ( 100 casos)
Floriano (284 casos)
Teresina (5.999 casos)
Piripiri (485 casos)
Jose de Freitas (268 casos)
Oeiras (92 casos)
Pedro II (147 casos)
Valença (144 casos)
Parnaíba (369 casos)
Esperantina (338 casos)
Castelo do Piaui (136 casos)
Milton Brandão(89 casos)




Sesapi

hiv copyUm novo comprimido que combina quatro drogas anti-HIV em um único tratamento diário é seguro e eficaz, de acordo com um estudo publicado nos EUA.


Espera-se que a "pílula quatro em um" torne mais fácil para os pacientes manter a medicação e melhorar os efeitos de seu tratamento.


Um estudo publicado na revista especializada "Lancet" afirma que esta poderia ser uma "nova opção de tratamento".


Um especialista britânico disse que a pílula era "uma grande notícia" e fazia parte de um movimento em direção a doses diárias únicas para portadores do HIV.


O HIV é incurável, e o tratamento da infecção requer terapia que combina múltiplas drogas usadas para controlar o vírus.


Isso pode significar tomar vários comprimidos em diferentes horários do dia. E esquecer-se de um significa que o corpo pode perder a luta contra o HIV.


Pesquisadores e empresas farmacêuticas têm combinado alguns medicamentos em comprimidos individuais, para facilitar a administração das doses.


A "pílula quatro em um" é a primeira a incluir um tipo de droga anti-HIV conhecido como um inibidor da integrase, que interrompe a replicação do vírus.


'Segura, simples, eficaz'

Paul Sax, diretor clínico do Brigham and Women's Hospital, em Boston, Massachusetts, e professor associado da Harvard Medical School, disse: "A adesão dos pacientes à medicação é vital, especialmente para pacientes com HIV, onde a perda de doses pode levar o vírus a tornar-se resistente".


Ele liderou a pesquisa comparando o efeito da pílula quatro em um com o do melhor tratamento disponível até então em 700 pacientes. Ele disse que a pílula quatro em um era tão segura e eficaz quanto às opções anteriores, embora houvesse um nível maior de problemas renais, entre aqueles que a tomam.


"Nossos resultados fornecem uma opção adicional altamente potente e bem tolerada, e reforça a simplicidade do tratamento através da combinação de vários anti-retrovirais em um único comprimido".


Dr. Steve Taylor, especialista em HIV no Birmingham Heartland Hospital, disse: "Sem dúvida, o desenvolvimento de uma pílula única é um grande avanço no combate ao HIV".


"Passamos um longo tempo com pessoas tomando até 40 comprimidos três vezes ao dia", diz.


Ele disse que o novo comprimido foi "uma grande notícia" para as pessoas com HIV e que a pílula quatro em um aumentaria as opções de tratamento.


No entanto, ele alertou que muitas pessoas ainda tinham o HIV não diagnosticado. Um quarto das pessoas com HIV no Reino Unido não sabem que estão infectadas. A pesquisa foi financiada pela empresa de biotecnologia Gilead Sciences.




BBC

Dieta rica em vegetais pode ajudar a evitar o desenvolvimento de pancreatite aguda. É o que sugere estudo publicado na revista Gut.


A pesquisa mostra que pessoas que comem mais vegetais, mais de 4 porções por dia, são 44% menos propensas à doença do que aquelas que comem menos de 1 porção por dia.


Pancreatite se refere à inflamação do pâncreas, glândula localizada atrás do estômago que, entre outras coisas, libera as enzimas digestivas para digerir a comida.


Ocasionalmente, essas enzimas ficam ativas dentro do pâncreas e começam a digerir a própria glândula. Um em cada cinco pessoas com pancreatite aguda tem sintomas graves e potencialmente fatais.


Pesquisas anteriores sugeriram que a produção excessiva de radicais livres, subprodutos de atividade celular, está associada com a pancreatite aguda. Além disso, os níveis de enzimas antioxidantes, que eliminam esses radicais são aumentados durante um ataque.


Com o novo trabalho, a equipe decidiu saber se um desequilíbrio nos níveis de antioxidantes, associado com fatores alimentares, pode tornar o pâncreas mais sensível aos efeitos dos radicais livres e assim aumentar o risco de pancreatite aguda.


Eles analisaram uma amostra populacional de 80 mil adultos que vivem na região central da Suécia entre 1998 e 2009. Em 1997, cada um dos participantes respondeu a um questionário completo sobre quantas vezes eles tinham comido de uma escala de 96 itens alimentares ao longo do ano anterior.


A média de consumo de vegetais e frutas foi de cerca de 2,5 e pouco menos de 2 porções, respectivamente, a cada dia.


Durante o período de monitoramento, 320 pessoas desenvolveram pancreatite aguda que não foi associada com as complicações de cálculos biliares, uma causa relativamente comum da condição.


A quantidade consumida de fruta não pareceu influenciar o risco de desenvolvimento de pancreatite aguda, mas isto não foi o caso para vegetais.


Depois de avaliar fatores susceptíveis de influenciar os resultados, a análise mostrou que aqueles que comiam mais vegetais, mais de 4 porções por dia, eram 44% menos prováveis de desenvolver pancreatite aguda do que aqueles que comiam menos de 1 porção por dia.


A proteção proporcionada por uma dieta rica em vegetais pareceu mais forte entre aqueles que consumiam mais de 1 bebida de álcool por dia, e aqueles que estavam com sobrepeso (IMC de 25 ou mais).


O risco de desenvolver a doença caiu 71% entre os que bebiam e 51% entre aqueles que estavam acima do peso.


A explicação mais provável para o efeito protetor dos vegetais é o elevado nível de antioxidantes que contêm, afirmam os autores, do Karolinska Institutet.


Segundo eles, a razão pela qual frutas, que também contém altos níveis de antioxidantes, não parecem afetar o risco de pancreatite aguda, pode estar no seu teor de frutose, que pode contrariar os efeitos dos antioxidantes.


Se os seus resultados forem confirmados por outras pesquisas, os autores sugerem que o aumento da ingestão de vegetais pode ajudar a evitar o desenvolvimento de pancreatite aguda.



R7

Ficar de pé por longos períodos de tempo durante a gravidez pode impactar o crescimento do feto, apontam as conclusões de um estudo recém-divulgado.


Pesquisadores perceberam que mulheres que passavam a maior parte de sua jornada laboral de pé davam a luz a bebês cujas cabeças eram cerca de 1 cm menores do que a média. Isso, porém, não afetou a saúde dos bebês pesquisados no parto.


A pesquisa, publicada no periódico 'Occupational and Environmental Medicine', acompanhou 4,6 mil mulheres durante a gravidez. Cerca de 40% delas eram profissionais que passavam cerca de 8 horas por dia de pé - por exemplo, cabeleireiras, vendedoras e babás.


O pesquisador-chefe Alex Burdof disse que 'não é surpreendente que a cabeça (dos bebês) seja menor em grávidas que ficavam de pé, mas foi uma boa surpresa descobrir que a diferença é pequena - apenas 3% menor do que a média'.


Não se sabe, porém, que efeito isso pode ter no crescimento das crianças após o nascimento. Para Tim Overton, do Royal College de Obstetrícia e Ginecologia, na Grã-Bretanha, 'é difícil saber se essas descobertas têm relevância clínica. Para saber se o tamanho da cabeça tem um efeito no desenvolvimento neurológico da criança seria necessário acompanhá-las por muitos anos ao longo de seu crescimento'.


Trabalho na gravidez

A pesquisa de Burdof também mostra que trabalhar durante 36 semanas de gravidez não teve nenhum impacto no peso, tamanho ou no nascimento dos bebês estudados.


Tampouco se observaram efeitos em mulheres cujo trabalho envolvia levantar coisas pesadas, ao contrário de outros estudos que sugerem que o esforço físico pode afetar gravidezes de forma indesejada.


Jenny Myers, do Centro de Saúde Materna e Fetal de Manchester, disse que o excesso de esforço físico na gravidez 'pode ter um pequeno efeito no crescimento do feto, mas o impacto disso no desenvolvimento da criança é desconhecido'.


Acredita-se que esforço físico altere o fluxo de sangue ao útero e à placenta, reduzindo o suprimento de oxigênio e nutrientes ao feto. Além disso, o ato de levantar peso e inclinar-se pode aumentar a pressão abdominal, algo que tende a favorecer um parto prematuro.


Ambiente de trabalho

Burdof admite que 'as implicações da pesquisa não estão claras', mas que devem servir de argumento para as profissionais grávidas que trabalham muito tempo de pé pedirem mudanças no ambiente laboral.


'Se ela trabalha por muitas horas, deve pensar em pedir uma redução da jornada no último trimestre da gravidez', disse ele.


Gail Johnson, da Faculdade Real de Parteiras da Grã-Bretanha, afirmou que 'grávidas precisam ter a segurança de que seu trabalho não vai aumentar o risco de problemas. Esta pesquisa abre uma boa oportunidade de discussão de questões laborais para essas mulheres'.


O estudo de Burdof foi feito entre 2002 e 2006, na Holanda. Outros fatores que afetam o crescimento fetal, como fumo, consumo de álcool e a idade da mãe também foram levados em consideração.




BBC Brasil