Cirurgia estética mais realizada no país, a lipoaspiração é ferramenta comum para modelos que buscam a perfeição física. Segundo o Conselho Regional de Medicina de São Paulo, a cada 200 mil, seis acabam em morte todos os anos. Foi o caso da modelo Pamela Baris Nascimento, 27 anos, que resolveu passar por uma segunda lipoaspiração no fim de outubro.

 

A operação, realizada na zona sul de São Paulo, começou às 11h15 da manhã. Às 18h, ela foi declarada morta. O procedimento ia bem até 16h30, quando a pressão arterial da modelo despencou até sete por três — longe do normal de 12 por oito. Neste momento a modelo sofreu uma parada cardiorrespiratória. A ficha médica indica atividade elétrica sem pulso, ou seja, um volume de sangue tão diminuto que o coração parou de funcionar.

 

A queda de pressão e a parada cardíaca indicam que Pamela sofria de uma grave hemorragia. Os médicos tentaram, sem sucesso, reanimá-la com massagem cardíaca.

 

Pamela foi operada pelo cirurgião Julio Cesar Yoshimura. Segundo relato de um médico auxiliar, ele decidiu fazer uma laparotomia (corte que vai do tórax até a região da pélvis) 45 minutos depois da queda de pressão e parada cardíaca. Ao fazer o corte, os médicos confirmaram que a hemorragia havia sido causada por um corte de 6 cm no fígado.

 

Justiça autoriza exumação de corpo de modelo que morreu durante lipoaspiração

A hipótese mais provável é que a cânula (pequeno tubo que movimenta o equipamento para aspirar a gordura entre a pele e o músculo) usada na lipoaspiração tenha perfurado o fígado da modelo, levando a hemorragia e morte.

 

O Conselho Regional de Medicina instaurou uma sindicância para apurar o caso. A polícia pediu exumação do corpo da modelo, que foi enterrada em sua cidade natal São Francisco do Sul, em Santa Catarina.

 

R7

dengueA Coordenação de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) divulgou, nesta segunda-feira, 05, novos dados da incidência da Dengue no Piauí. Até o dia 1º de novembro foram registrados 15.437 casos da doença, enquanto no ano passado, no mesmo período, os casos chegaram a 13.182.

 

O novo número representa um aumento de 17,1% nos casos, em relação a 2011. Entre as cidades mais afetadas pela doença, Teresina segue como as que mais registraram casos. Já são 8.414 notificações. Parnaíba vem em segundo, com 986, seguido de José de Freitas, com 574 casos (confira a lista das cidades mais afetadas abaixo).

 

Ainda de acordo com o novo boletim, o Piauí permanece com o mesmo número de óbitos provocados pela Dengue, como divulgado no último balanço: são cinco óbitos (três em Teresina, sendo um pela Dengue com Complicação (DCC) e outros dois pela Síndrome do Choque por Dengue (SCD); um em Floriano e outro em União, ambos por Febre Hemorrágica do Dengue (FHD)). Outros dois estão sob investigação em Pedro II e Teresina.

 

A Sesapi para os cuidados e a importância da prevenção da doença. O grande problema para combater o mosquito Aedes aegypti é que sua reprodução ocorre em qualquer recipiente utilizado para armazenar água, tanto em áreas sombrias como ensolaradas. “Por isso é sempre bom manter esses recipientes fechados, como uma caixa d'água, por exemplo”, ressalta a diretora de Vigilância em Saúde da Sesapi, Telma Evangelista.

 

O mosquito possui cor preta, com manchas (riscos) brancos no dorso, pernas e cabeça. As fêmeas costumam picar o ser humano na parte do começo da manhã ou no final da tarde. Picam nas regiões dos pés, tornozelos e pernas. Isso ocorre pois costumam voar a uma altura máxima de meio metro do solo. A coleta regular de lixo também reduz os possíveis criadouros de mosquitos.

 

 Sesapi

esquisofreniaTestes de movimento dos olhos ajudam a detectar a esquizofrenia, um distúrbio psicótico caracterizado por perda de afetividade e da personalidade, alucinações e delírios de perseguição.

 

Segundo estudo divulgado na última quarta-feira e publicado pela Biological Psychiatry, um modelo de testes de olhar teve 98% de precisão em distinguir pessoas com e sem esquizofrenia.

 

A descoberta, dizem os pesquisadores, pode agilizar o diagnóstico da doença. Os autores do estudo, que pertencem à Universidade de Aberdeen (Grã-Bretanha), agora investigam se isso pode servir para que, identificado o mal, o tratamento dos sintomas seja feito com mais rapidez.

 

O estudo foi liderado pelos professores Philip Benson e David St Clair, que explicam que pesquisas prévias já indicavam a relação entre esquizofrenia e alterações no movimento dos olhos.

 

A pesquisa da Universidade de Aberdeen usou diversos testes de olhar, nos quais era pedido que voluntários acompanhassem com os olhos objetos que se moviam lentamente; que observassem uma variedade de cenas do dia a dia; e que mantivessem um olhar fixo sobre um alvo parado.

 

"As pessoas com esquizofrenia têm déficits já bem documentados na habilidade de acompanhar com os olhos objetos em movimento lento", explica Benson, em comunicado da universidade. "Seu movimento dos olhos tende a não acompanhar o objeto a princípio, e depois fazê-lo usando movimentos rápidos dos olhos."

 

O teste de cenas do dia a dia mostrou que "portadores de esquizofrenia têm um padrão anormal (de observação)", diz ele. No último teste, de fixar-se em um objeto parado, esses portadores "têm dificuldades em manter um olhar fixo".

 

A equipe de Benson e St Clair realizou seu estudo com 88 pacientes diagnosticados com esquizofrenia e 88 pessoas em um grupo de controle.

 

Diagnóstico clínico

 

Para Benson, "sabe-se há mais de cem anos que indivíduos com doenças psicóticas têm diversas anormalidades no movimento dos olhos. Mas, até a realização do nosso estudo, usando uma nova bateria de testes, ninguém pensou que essas anormalidades eram sensíveis o bastante para serem usadas como forma de diagnóstico clínico".

 

Seu colega St Clair explica à BBC Brasil que, atualmente, o diagnóstico da esquizofrenia é feito "apenas com (a análise) de sintomas e de comportamento", na ausência de exames de sangue ou de tomografias para isso.

 

"Se você tem sintomas de distúrbios, o diagnóstico é fácil. Mas há muitos pacientes (cujo diagnóstico) não é tão simples", agrega. "É (um procedimento) caro, que consome tempo e requer indivíduos altamente treinados. Em comparação, esses testes de olhar são simples, baratos e podem ser feitos em questão de minutos."

 

Segundo ele, isso significa que um modelo semelhante ao usado no estudo poderia ser aplicado em hospitais e clínicas. "O próximo passo é descobrir quando essas anormalidades são passíveis de serem detectadas pela primeira vez e se isso podem ser usado como pontos de referência para estudos de como intervir na doença".

 

Associações ligadas ao tratamento de esquizofrenia no Brasil dizem que a doença atinge 0,7% da população, o que pode equivaler a 1,2 milhão de pessoas.

 

Texto da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Esquizofrenia (Abre) publicado no site do Programa de Esquizofrenia da Unifesp explica que a doença é causada "por alterações no funcionamento do cérebro e que traz grandes dificuldades sociais para a pessoa e sua família", por causar crises agudas que levam a delírios e alucinações.

 

BBC Brasil

Muitas pessoas sofrem com unhas fracas e quebradiças, mas existem soluções para deixá-las fortes e resistentes. No Bem Estar desta sexta-feira, 2, as dermatologistas Márcia Purceli e Anelise Ghideti explicaram que hidratar é a dica principal para prevenir problemas. No entanto, é importante que as unhas estejam sem esmalte para que a hidratação funcione.

 

Diminuir o uso do esmalte, inclusive, é outra atitude simples que também pode ajudar muito. A recomendação é tirá-lo pelo menos um dia antes de ir à manicure para que a unha “respire” já que os poros precisam estar sempre arejados. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, o esmalte escuro não fortalece as unhas; apenas penetra mais e causa essa falsa sensação.

 

É importante alertar também que a alergia ao esmalte não se manifesta nas unhas. Geralmente, aparece uma coceira no pescoço ou nas pálpebras, locais onde a pessoa passou a mão. Mesmo os esmaltes que dizem ser hipoalérgicos devem ser evitados no caso de alérgicos, como recomendou a dermatologista Márcia Purceli.

 

Em relação à força e espessura da unha, as especialistas explicaram que são características genéticas, assim como a espessura e a força do cabelo. A unha fraca fica quebradiça, descama e não cresce direito. Entre as possíveis causas do problema, está a anemia por carência de ferro no organismo, a alteração no funcionamento da tireóide, o contato constante com água e a má alimentação.

 

Pequenas agressões às unhas também colaboram para que elas fiquem enfraquecidas. Por exemplo, trabalhar digitando na frente do computador, lixá-las demais, abusar das unhas postiças ou ir frequentemente à manicure.

 

A ida constante à manicure, inclusive, é muito comum entre as mulheres, mas não é o hábito mais saudável. Além do risco de contaminação por causa dos materiais utilizados no salão de beleza, o processo de retirar a cutícula também pode ser prejudicial já que ela funciona como proteção da unha, assim como a pele que fica debaixo dela que às vezes também é retirada.

 

Esse espaço abaixo da unha fica muito contaminado com bactérias, por isso, é aconselhada a higiene de tempos em tempos com uma escova de dente velha e macia, segundo a dermatologista Márcia Purceli.

 

Outro problema comum no salão de beleza é o uso da acetona. Apesar de ser o produto mais eficiente para retirar o esmalte, é também o que mais causa ressecamento; o ideal é usar um produto removedor. Além disso, quando os cantos são cortados além do necessário, a unha começa a crescer em outra direção e encrava. Nesse caso, o encravamento causa muita dor e não existem muitas soluções, por isso é importante prevenir e cortar a unha sempre reta.

 

As dermatologistas ressaltaram também a importância de saber identificar um hematoma na unha. Algumas pessoas acreditam que ter a unha roxa é sinal para arrancá-la, mas isso é completamente contra-indicado, exceto em casos extremos, quando há dor, por exemplo.

 

É importante manter a unha no dedo o máximo de tempo possível para proteger a pele de bactérias, fungos e vírus. No caso de muita dor, é importante procurar um médico para avaliar qual o melhor tratamento.

 

As características da unha, como cor, força e forma podem também indicar doenças, como mostrou a dermatologista Anelise Ghideti. Por exemplo, unhas fracas podem ser sinal de hipertireoidismo ou hipotireoidismo. Já a mudança de coloração, quando a unha fica mais clara na matriz e mais escura na ponta, pode indicar mal funcionamento dos rins. As mudanças de formato deixam a unha mais larga e convexa e podem sugerir doenças cardiológicas ou pulmonares relacionadas à falta de oxigenação.

 

bem estar