A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento decidiram retirar do mercado brasileiro o agrotóxico aldicarbe, usado irregularmente para o controle doméstico de ratos. A medida vale desde outubro. Segundo o órgão, esse tipo de raticida responde por quase 60% (4.800) dos 8 mil casos anuais de intoxicação ligados a "chumbinho" no país. O chumbinho é um produto clandestino altamente tóxico, em geral um veneno agrícola, que não tem autorização do governo para combater pragas de animais. É vendido sob a forma de grãos de cor cinza-escura ou grafite, que lembra o chumbo – daí o nome.

 

O aldicarbe tinha aprovação da Anvisa apenas para aplicação em culturas de batata, café, algodão, feijão, cana-de-açúcar e frutas cítricas, como laranja e limão. O único produto que era vendido no país legalmente era o Temik 150, da Bayer. Desde o ano passado, a empresa se comprometeu a recolher qualquer sobra que estivesse nas mãos de agricultores.

 

Segundo a Anvisa, essa reavaliação do agrotóxico foi necessária dentro de um contexto de uso irregular e indiscriminado, tanto para envenenar roedores e outros bichos quanto para provocar abortos, homicídios e suicídios. A facilidade de acesso ao produto, principalmente nos centros urbanos, tornou-se um problema de saúde pública. Para o diretor de Controle e Monitoramento Sanitário da Anvisa, Agenor Álvares, o aldicarbe tem a taxa de toxicidade mais alta entre todos os ingredientes ativos de agrotóxicos vendidos no Brasil.

 

Por ser um produto perigoso, comercializado por quadrilhas que roubam cargas ou lavouras e por casas agrícolas que fazem as vendas às escondidas, o chumbinho não tem rótulo com orientações sobre manuseio, segurança, informações médicas, telefones de emergência, descrição dos ingredientes e dos antídotos que devem ser usados em caso de envenenamento. Dessa forma, o risco de uma pessoa morrer é muito maior.

 

Os principais sintomas decorrentes da intoxicação, que aparecem em menos de uma hora após a ingestão, são: náusea, vômito, falta de ar, contração da pupila, visão borrada, dor abdominal, suor e salivação excessivos, diarreia, taquicardia e tremores.

 

Em caso de suspeita de algum problema desse tipo, a Anvisa indica o Disque-Intoxicação, disponível para todo o país no número 0800-722-6001. Além disso, a agência pede que a compra e a venda de chumbinho sejam denunciadas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. A pessoa não precisa se identificar, e os dados eventualmente fornecidos são mantidos em sigilo.

 

Ineficaz também contra ratos

A Anvisa destaca, ainda, que o chumbinho não é eficiente nem para o controle de roedores, pois o produto geralmente mata o primeiro animal e os demais veem isso e não consomem o alimento envenenado.

 

Os raticidas legalizados pela agência são próprios para combater ratos e atuam como anticoagulantes, ou seja, causam um envenenamento lento. Assim, a morte do animal não é relacionada à ingestão do produto, o que faz com que os demais integrantes da colônia também caiam na armadilha.

 

G1

dabetesO diabetes devasta a pessoa desde a artéria do pé até a artéria do cérebro e, por isso, devemos saber como repassar os cuidados necessários aos pacientes”. A afirmação é da médica endocrinologista, referência no Estado, Lúcia Farias, que abriu a programação da Oficina Estadual de Diretrizes de Hipertensão Arterial, Diabetes e Doenças Cardiovasculares. A oficina, que prossegue até ests terça-feira, 6, no Diferencial Buffet, inicia as atividades referentes ao Dia Mundial do Diabetes.

 

O evento está sendo realizado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), através da Coordenação da Saúde do Adulto e do Idoso, e, entre os dias 5 e 6 de novembro, capacitará mais de 200 profissionais entre médicos, enfermeiros, educadores físicos, assistentes sociais e demais profissionais de todo o Estado, através de palestras e mesas redondas de técnicos do Ministério da Saúde, da Sesapi e da Fundação Municipal de Saúde (FMS).

 

Para a coordenadora técnica de Doenças Crônicas do Ministério da Saúde, Danusa Brandão, a ideia do Governo Federal é reforçar as estratégias nos municípios na busca por melhores serviços de prevenção da doença. “Queremos mostrar aos gestores municipais que capacitando nossos profissionais de saúde, possibilitaremos melhores serviços à população, pois, além de ter um profissional atencioso, o município terá capacidade de receber com maior facilidade mais recursos, já que mostrará novas metas alcançadas, através dessas ações”, afirma.

 

De acordo com Gisela Brito, coordenadora do Adulto e Idoso, o Governo do Estado pretende não só capacitar os profissionais de saúde, mas também fazer um diagnóstico do serviço prestado nesta área Piauí a fora. “Esta oficina pretende capacitar esses profissionais de forma mais aprofundada, sobre novos métodos de prevenção do diabetes. Com a troca de experiência, poderemos também saber onde há mais necessidade de recursos e onde há experiências exitosas que possam ser aplicadas de forma correta”, explica.

 

A oficina debaterá diversos temas relacionados às metas sobre prevenção, medicamentos e alimentação. A programação tem o apoio da Supervisão do Programa Hiperdia, em parceria com a Coordenação Nacional de Hipertensão e Diabetes, Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo - PI, Fundação Oftalmologia do Piauí e Sociedade Brasileira de Cardiologia - PI.

 

De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, aproximadamente, 5,8% da população, a partir dos 18 anos, têm diabetes tipo 2, o que equivale a 7,6 milhões de pessoas. E aparecem 500 novos casos por dia. O diabetes tipo 1 e 2 juntos atingem 10 milhões de pessoas.

 

Diabetes Mellitus

 

O Diabetes Mellitus é uma doença caracterizada por um aumento anormal do açúcar ou glicose no sangue. A glicose é a principal fonte de energia do organismo, porém, quando em excesso, pode trazer várias complicações à saúde como, por exemplo, muito sono no estágio inicial, cansaço, dentre outras.

 

 

govpi

dispoditivoCientistas da Universidade de Michigan, nos EUA, criaram um dispositivo capaz de aproveitar a energia do batimento cardíaco para produzir eletricidade suficiente para manter um marca-passo funcionando.

 

Operações repetidas são atualmente necessárias para substituir baterias em marca-passos. Testes sugerem que o dispositivo, que utiliza a piezoeletricidade, carga elétrica gerada a partir do movimento, poderia produzir 10 vezes a quantidade de energia necessária.

 

"A abordagem é uma solução tecnológica promissora para marca-passos porque requer apenas pequenas quantidades de energia para operar. A piezoeletricidade também pode alimentar outros dispositivos cardíacos implantáveis, como desfibriladores, que também têm necessidades mínimas de energia", afirma o autor da pesquisa M. Amin Karami.

 

Marca-passos hoje devem ser substituídos a cada cinco a sete anos, quando suas baterias se esgotam, o que é caro e inconveniente. Muitos pacientes são crianças que vivem com o aparelho por muitos anos. Segundo os pesquisadores, a nova tecnologia tem potencial para evitar muitas operações.

 

Os pesquisadores mediram as vibrações induzidas pelo batimento cardíaco no peito. Então, eles usaram um aparelho para reproduzir as vibrações no laboratório e o conectaram a um protótipo de coletor de energia cardíaca.

 

As medições de desempenho do protótipo, baseado em conjuntos de 100 batimentos cardíacos, simulados em diversas frequências cardíacas, mostrou que o coletor de energia gerou mais de 10 vezes a potência que os marca-passos modernos exigem.

 

O próximo passo será a implantar o coletor de energia, que é cerca de metade do tamanho de pilhas usadas agora em marca-passos. Os pesquisadores esperam integrar sua tecnologia a marca-passos comerciais.

 

Dois tipos de coletores de energia podem alimentar um marca-passo típico: linear e não linear. Coletores lineares funcionam bem apenas com uma frequência cardíaca específica, por isso as mudanças de frequência cardíaca os impedem de colher energia suficiente.

 

Em contraste, um coletor não linear, do tipo utilizado no estudo, usa ímãs para aumentar a produção de energia e tornar a ceifeira menos sensível a variações do ritmo cardíaco. O coletor não linear gera energia suficiente de batimentos cardíacos que vão de 20 a 600 batimentos alimentando continuamente um marca-passo.

 

A equipe destaca que dispositivos como telefones celulares ou micro-ondas não afetariam o dispositivo não linear.

 

 saudenanet

Quando o siso começa a sair, na maioria das vezes, ele atrapalha a arcada dentária por ter um tamanho incompatível com o restante dos dentes. Para evitar que isso aconteça, os dentistas geralmente optam por removê-lo. Essa extração previne também infecções graves, lesões que causam perda óssea e problemas na ATM (articulação temporomandibular). Em alguns raros casos, o dente nasce de maneira harmoniosa e a retirada não é necessária. No entanto, grande parte dos pacientes tem problemas, especialmente se parte do siso fica encoberta pela gengiva – isso pode causar uma infecção e pode levar até mesmo a morte. Por isso, a extração é indicada principalmente como prevenção para essas e outras complicações.

 

O ideal é que o dente seja removido até a formação de um terço da raiz, ou seja, normalmente antes dos 18 anos. Quanto mais tarde for feita a remoção, mais dolorido é o processo e a recuperação. Dependendo da posição do siso e da quantidade de osso envolvida na cirurgia, é possível tirar até 4 dentes de uma só vez. Mas normalmente, são extraídos 2 do mesmo lado por vez para que o paciente sempre tenha o outro lado para mastigar.

 

A cirurgia dura em média 40 minutos e o acesso é sempre por dentro da boca. Cerca de 12 horas após a remoção, por causa da força aplicada sobre o dente, é normal aparecer um inchaço que dura de 3 a 4 dias. Nesse período, é importante tomar sorvete para diminuir o inchaço e o sangramento, comer alimentos pastosos e macios e evitar tomar coisas quentes, pelo menos nas primeiras 24 horas.

 

Além disso, os especialistas não recomendam fazer força, exercícios físicos e abaixar a cabeça para pegar objetos no chão já que isso pode levar o sangue para a cabeça e atrapalhar a coagulação. Dormir com a cabeça mais alta que o corpo, por exemplo, com dois travesseiros, também pode contribuir para uma boa recuperação, assim como escovar os dentes corretamente para prevenir infecções.

 

Implante

A arcada dentária pode ser afetada também pela falta de um dente. Nesse caso, o implante é a solução para estabilizar a oclusão e estabilizar os outros dentes na boca; a prótese substitui o dente perdido e um parafuso substitui a raiz. Mas nem todo mundo pode fazer implante. O paciente tem que ter condições mínimas de saúde, como alta imunidade, higiene e boa alimentação, para que o procedimento seja bem sucedido e para que a cicatrização seja correta. Por exemplo, pessoas que fumam geralmente têm a cicatrização mais longa.

 

Teoricamente, a prótese é colocada para durar a vida inteira. Mas como é mais sensível e frágil do que um dente normal, dura geralmente 4 anos até a próxima troca. Após a cirurgia, o ideal é ficar 30 dias sem forçar o implante, comendo apenas alimentos moles. Normalmente, ao contrário da cirurgia de remoção do siso, não há dor e não há inchaço.

 

Para manter o implante, o paciente não pode esquecer de escovar os dentes e deve ir ao dentista de 6 em 6 meses para o monitoramento da prótese. Geralmente, o valor do procedimento custa por volta de R$ 4 mil: R$ 2 mil da parte cirúrgica mais R$ 2 mil da parte protética.

 

G1