Muita gente ainda tem dúvida se a ginástica convencional pode ser substituída pela dança. Mas, a variedade de treinos repletos de coreografias que existe nas academias de ginástica é uma prova que a dança pode, sim, substituir a malhação convencional. Mais variadas ainda são as modalidades de dança: balé clássico, sapateado, dança do ventre, samba, street dance, flamenco, jazz, pole dance, entre outras.

 

O segredo para perder muitas calorias é o treino. Quanto mais se consegue realizar as coreografias com intensidade e sem pausa, o gasto calórico é maior. Sem falar que a dança melhora a flexibilidade e a postura corporal. E o condicionamento aeróbico provocado pela dança aprimora a coordenação motora e o equilíbrio. Mas os benefícios não são só para o corpo. Durante o ato de dançar liberamos emoções e deixamos a depressão de lado, por ser a dança uma atividade social e bastante divertida. . Pessoas de todas as idades podem dançar juntas e interagir.

 

Estadão

A região Nordeste, hoje a terceira economia do Brasil, já representa o segundo maior mercado em consumo de medicamentos, segundo dados exclusivos damedicamentos6112012 IMS Health compilados pela Associação Brasileira dos Distribuidores de Laboratórios Nacionais (Abradilan). Apesar de ter a menor renda per capita do País, a região, com 17,3% de participação no consumo, está atrás apenas do Sudeste, que tem 53%.

 

Em seguida estão as regiões Sul (17,2%), Centro-Oeste (8,2%) e Norte (5,4%). Os associados da Abradilan acompanharam este aquecimento no Nordeste e, de acordo com a entidade, detém 20% do mercado em unidades vendidas de medicamentos na região. Em relação aos genéricos, os associados ocupam uma fatia de 29% das unidades vendidas.

 

Para o diretor executivo da Abradilan, Geraldo Monteiro, "o crescimento do consumo nesta região se deve às melhores oportunidades de emprego, possibilitando um aumento na renda da população. Mediante isso, a população do Nordeste passou a ter mais possibilidade de acesso às consultas médicas e consequentemente passou a cuidar mais da saúde".

 

Estadão

Mais do que uma herança da tradição chinesa, a acupuntura tem conseguido avanços que a medicina ocidental não consegue sozinha. É o caso do tratamento para fertilidade.  O método, que é utilizado de forma isolada ou juntamente com técnicas de reprodução assistida, pode ser um grande aliado para quem sofre de infertilidade. Além de ser menos invasiva e ter menos efeitos colaterais, a acupuntura aumenta as chances de pacientes que tentam engravidar de 23% a 26% para cerca de 50%.  

 

Acupuntura somente poderá ser exercida por médicos

Segundo o clínico geral e acupunturiatra (médico especializado em acupuntura) Dr. Fernando Genschow, que esteve no II Congresso Internacional de Acupuntura e XVII Congresso Brasileiro de Acupuntura, em São Paulo, a busca para ajudar quem tem dificuldade para ter filhos tem aumentado, uma vez que as próprias clínicas de fertilização in vitro indicam a técnica milenar chinesa: 

— Nesses casos, usamos a acupuntura de duas formas: uma é para estimular a ovulação quando existem alterações atribuídas a desordens emocionais. Isso acontece quando os médicos não encontram causas biológicas que impedem a gravidez e chegam à conclusão de que pode haver ansiedade ou desordem hormonal. Assim, a técnica ajuda na reestruturação do eixo neuro-hormonal. O outro caso é quando a acupuntura auxilia técnicas de reprodução assistida, seguindo um protocolo de sessões mais específico. 

 

Presidente do CMBA (Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura), o acupunturiatra Dr. Hildebrando Sabato, explica que o mecanismo de ação da acupuntura na mulher que deseja engravidar funciona na regulação de neurotransmissores, a fim de preparar o organismo para a gravidez e diminuir o nível de estresse da mulher. 

 

— Primeiro, estimula-se a secreção das gonadotrofinas (hormônios mensageiros que regulam o funcionamento dos ovários), que influencia o ciclo menstrual. Depois, trabalha-se para um aumento do fluxo sanguíneo para o útero, assim como para a inibição das contrações uterinas. Por último, foca-se na produção endógena de opióides (como a endorfina), que diminuem a resposta fisiológica ao estresse. 

 

Assim, afirma o especialista, há melhora considerável na chamada receptividade no útero, diminuindo as chances de rejeição do embrião.  

 

Em palestra no congresso, o médico taiwanês Dr. Yu Sheng Tze, membro da Sociedade Argentina de Acupuntura, ressaltou ainda que a acupuntura ajuda mulheres que tentam engravidar ao estimular o fluxo sanguíneo para engrossar o endométrio (membrana que reveste a parede interna do útero), com o objetivo de tonificá-lo para a implantação do embrião. Segundo ele, a técnica chinesa é recomendada para mulheres que sofrem de: endometriose, dor uterina, irregularidade menstrual, obstrução das trompas, fluxo menstrual intenso ou mesmo aquelas que se queixam de diminuição da libido.  

 

Efeitos colaterais

Diferentemente de recursos da medicina ocidental, a acupuntura não causa efeitos colaterais indesejáveis, explica o Dr. Genschow: 

— O estímulo da acupuntura é neurológico e não é ruim, pois usamos as vias naturais do organismo.  

 

O especialista conta ainda que a técnica pode ser promissora não apenas para mulheres, mas também para homens: 

— Há homens cujos espermatozoides aparecem em número reduzido no espermograma, com perda de movimento ou mesmo com algum tipo de deformidade. A urologia não tem propostas medicamentosas para isso, mas a acupuntura conseguiu resultados surpreendentes e apresentou melhoras tanto na quantidade dos espermatozoides, quanto na mobilidade e no formato.  

 

Acupunturiatra e especialista em fertilização, o Dr. Silvio Siqueira Harres, explica que é necessário um total de oito sessões de acupuntura para mulheres que querem ser mãe: quatro sessões semanais antes da inserção do embrião no útero, uma sessão feita imediatamente antes e uma logo após o procedimento, outra realizada quatro dias depois e mais uma no oitavo dia após o “ovo” ter sido implantado. Recomenda-se ainda mais 12 sessões semanais para o período crítico da gravidez, quando as chances de abortar são maiores.  

 

— Comparando com as taxas internacionais de tratamento de fertilização in vitro sem acupuntura, que vão de 23% a 26%, conseguimos dobrar e chegar a 50%. Das primeiras 50 pacientes que não conseguiam engravidar de jeito nenhum, 12 até desistiram de fazer a fertilização in vitro, pois engravidaram espontaneamente logo nas primeiras sessões.  

 

Para os homens, o protocolo recomenda tratamento por um período de seis semanas, com duas sessões semanais que durem de 20 a 30 minutos.  

 

Além de clínicas particulares especializadas, o tratamento baseado na tradicional medicina chinesa também é disponibilizado na rede pública do País pelo SUS (Sistema Único de Saúde) nos Estados de Pernambuco, Sergipe, Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e no Distrito Federal. 

 

R7

Um estudo intitulado Freedom — que contou com a participação de 140 centros cardiológicos nas Américas e na Europa — concluiu que para pacientes com diabetes a cirurgia é melhor alternativa do que a angioplastia com implante de stent recoberto com medicamento. O resultado foi apresentado em um dos principais congressos mundiais de cardiologia, que está acontecendo essa semana em Los Angeles, nos Estados Unidos.

 

Para o cardiologista Dr. Whady Hueb, coordenador da equipe de pesquisadores do Freedom no Incor (Instituto do Coração de São Paulo), a indicação de angioplastia com stent para revascularização do coração de pacientes diabéticos deve ser muito criteriosa.

 

— No caso de o paciente apresentar apenas uma obstrução ou obstruções de baixo impacto, comorbidades importantes e idade avançada a angioplastia com stent pode ser cogitada.

 

De acordo com o médico, a recomendação para a cirurgia deve ser priorizada em diabéticos que possuem múltiplas obstruções nas artérias (característica do estágio mais grave da doença), baixa comorbidade (doenças associadas) e idade não muito avançada.

 

O Freedom acompanhou durante cinco anos a evolução de 1.900 diabéticos cardíacos com obstrução em três artérias coronárias principais, fase em que é preciso intervir diretamente na obstrução para garantir a vida do paciente.

 

Para o cardiologista Dr. Roberto Kalil, diretor da Divisão de Cardiologia Clínica do Incor, esse resultado é importante já que dos 12 milhões de portadores de diabetes que vivem no Brasil, 75% vão desenvolver doença no coração em algum momento da vida, sendo que boa parte do grupo terá necessidade de passar por uma intervenção invasiva no coração para salvar sua vida.

 

— É o primeiro estudo no mundo sobre o assunto e seus resultados certamente contribuirão para orientar a conduta médica no assunto. É mais um dado ao qual o médico poderá lançar mão na hora de decidir sobre a melhor alternativa para cada paciente.

 

R7