O pessoal da saúde da administração de Floriano prepara mais uma etapa da vacina contra a hepatite B. O processo de vacinação foi iniciado no começo de 2012 e agora começa uma nova etapa com doses da vacina já disponibilizada em todos os postos de saúde da cidade. As informações são da coordenadora de imunização, enfermeira Thays Braglia.
O Ministério preconizou desde o inicio do ano a vacina contra a hepatite B por se tratar de uma doença grave e que pode levar a pessoa a ter um câncer, então, para isso temos a vacinação e agora cada posto recebeu 100 doses, disse Thays, afirmando que o público alvo são jovens de 24 a 29 anos.
Ainda segunda ela essas doses recebidas irão terminar o processo de vacina começado no início do ano.
A profissional aconselha ainda que todas as pessoas nas idades já citadas que procurem o posto mais próximo da sua casa e tomem a dose. É necessário que as interessadas em ser imunizadas levem o seu cartão de vacina.
A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) está promovendo, durante todo o mês de novembro, uma Oficina Estadual de Vigilância de Óbitos, uma recomendação do Ministério da Saúde com o objetivo de melhor avaliar os óbitos ocorridos dentro dos hospitais públicos do país.
No Piauí, a oficina se realiza na sede do Conselho Estadual de Saúde, localizado na Facime, nos turnos da manhã e tarde. De acordo com a coordenadora da Saúde da Criança e Adolescente, Rosa Laura, é a partir da vigilância dos óbitos que as providências são tomadas. “Ao identificarmos os fatores dos óbitos, há mais embasamento para propor medidas de prevenção”, explica.
A coordenadora acrescenta ainda que, no âmbito da mortalidade infantil, o Estado segue a estatística do país. “Todas as mortalidade são prioritárias, porém, o componente neonatal - crianças com até um mês de vida - ainda não teve queda significativa, por isso, há um esforço maior nesse sentido para zerar o número de mortalidade infantil no Piauí”, reitera Rosa Laura.
A oficina segue até o dia 13 de novembro na Facime. Depois acontecerá nas regionais de saúde distribuídas conforme os territórios de desenvolvimento. Todos os municípios do Estado foram convocados a participar.
Uma pesquisa realizada pela Universidade do Sul da Califórnia publicada no jornal britânico Daily Mail alertou para os riscos do consumo de carnes cozidas em altas temperaturas, como é o caso dos hambúrgueres. Eles podem aumentar em até 40% as chances de câncer de próstata.
Cozida desta forma, a carne danifica o DNA, sendo que a carne vermelha representa maior perigo, conforme apontou o estudo realizado com quase 2 mil homens, que tinham por hábito comer o alimento produzido desta maneira. Os que consumiam maisde uma porção e meia de carne vermelha por semana tinham mais 30% de chances de contrair câncer de próstata.
Quando a proteína é cozida a temperaturas elevadas durante longo período de tempo a gordura da carne encosta no fogo, o que cria uma chama que deposita química no organismo, formando as aminas heterocíclicas e os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos.
Há evidências que ambas as substâncias contribuem para determinados tipos de câncer, incluindo o de próstata. Em se tratando de hambúrgueres, o risco de acumulação de cancerígenos é ainda maior, uma vez que podem alcançar altas temperaturas, tanto interna quanto externamente, mais rápido que um bife comum.
Cientistas britânicos descobriram uma proteína presente em muitos tipos de câncer, o que poderia, no futuro, levar a um exame único capaz de detectar várias modalidades diferentes da doença e também auxiliar no diagnóstico precoce da doença.
O grupo, baseado no Instituto Gray de Oncologia e Biologia da Radiação, relatou ao Instituto Nacional de Pesquisa de Câncer da Grã-Bretanha ter identificado câncer de mama em ratos semanas antes de um caroço inicial ser detectado.
A mesma proteína, chamada gamma-H2AX, é encontrada em tumores de pulmão, pele, rins e bexiga e é produzida como uma reação do organismo a DNA danificado.
De acordo com os cientistas, este é um dos primeiros indícios de que uma célula está se tornando cancerígena.
Formação de tumores
O estudo utilizou um anticorpo que é o "parceiro perfeito" para a gamma-H2AX e capaz de procurá-la no organismo. O anticorpo recebeu então pequenas quantidades de material radioativo, servindo como "termômetro" para identificar a presença de câncer no organismo.
Caso os médicos identifiquem um acúmulo de radiação num determinado ponto do corpo, há grandes chances de que ali esteja o início da formação de um tumor.
Diagnóstico precoce
A professora Katherine Vallis diz que, nos ratos usados em laboratório, caroços só puderam ser sentidos quando as cobaias já tinham cerca de 120 dias de idade, mas "nós detectamos mudanças antes disso, entre 90 e 100 dias — antes de um tumor ser clinicamente aparente".
Ela disse à BBC que a proteína gamma-H2AX era, em grande parte, um "fenômeno comum" e que "seria um sonho" desenvolver um exame único para vários tipos de câncer.
Estágio inicial
Embora a comunidade científica e os pacientes que lutam contra a doença tendam a ver os estudos em torno da nova técnica com muita esperança, eles ainda se encontram em um estágio bastante preliminar.
— Esta pesquisa inicial revela que rastrear essa molécula importante poderia nos permitir detectar danos no DNA em todo o organismo. Se estudos mais aprofundados comprovarem isso, a proteína poderia nos fornecer uma nova rota para detectar o câncer em sua fase muito inicial, quando ainda há mais chances de tratá-lo com sucesso.
Julie Sharp, do instituto britânico Cancer Research UK, avalia o estudo como um avanço.
— Esta pesquisa importante revela que ter como alvo esta molécula-chave poderia nos fornecer uma rota animadora por novos caminhos para detectar o câncer em um estágio inicial e ajudar a aplicar radioterapia e monitorar seus efeitos sobre os tumores.