solidao1112Ser solitário pode trazer diversos problemas à saúde. A mais recente descoberta associa o sentimento de solidão a maiores riscos de desenvolver a Síndrome de Alzheimer na terceira idade. Estudos anteriores já haviam estabelecido ligação entre declínio mental e demência em pessoas que se mantêm isoladas ou têm vida social bem restrita. As informações foram publicadas no Journal of Neurology Neurosurgery and Psychiatry e divulgadas pelo Daily Mail.

 

Agora, a pesquisa feita na Holanda, pela Sociedade de Alzheimer, investigou o assunto em mais de 2 mil pacientes e verificou que um a cada 10 dos solitários apresentou algum sinal de debilidade mental após três anos. Entre os mais ativos socialmente, a ocorrência foi de um em cada 20. E os riscos são maiores mesmo entre as pessoas que têm amigos, mas ainda assim se sentem solitárias.

 

"Esses resultados sugerem que o sentimento de solidão contribui para o risco de demência na terceira idade. Interessante que se sentir sozinho mais do que estar sozinho foi associado a casos de demência, sugerindo que não existe fator objetivo, mas que a percepção da falta de vínculos sociais é que aumenta o risco de declínio cognitivo", disse Jessica Smith, especialista da entidade holandesa.

 

Ponto a Ponto Ideias

fumo1112A Secretaria de Estado da Saúde, por meio da Coordenação de Atenção à Saúde do Adulto e do Idoso, realiza o III Fórum de Mobilização Social para o Controle do Tabaco, no dia 13 de dezembro. O objetivo é fortalecer a sociedade cível para desenvolver ações efetivas para o controle do tabaco no Piauí. O evento será das 7:30h às 13:00h, no auditório do Hemopi.

 

O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A OMS estima que um terço da população mundial adulta, isto é, 1 bilhão e 200 milhões de pessoas (entre as quais 200 milhões de mulheres), sejam fumantes.

 

Pesquisas comprovam que aproximadamente 47% de toda a população masculina e 12% da população feminina no mundo fuma.

“O consumo de derivados do tabaco continua a avançar de forma assustadora, como resultado de estratégias de mercado cada vez mais sofisticadas”, diz Gisela Maria Silva de Brito, coordenadora de Atenção à Saúde do Adulto e do Idoso

 

“Embora o movimento para o controle do tabagismo tenha trazido resultados importantes, em termos de redução de consumo, de adoecimentos e de mortes em parte dos países desenvolvidos, de forma global, o consumo de tabaco continua a crescer”, acrescenta a coordenadora.

 

Segundo dados da pesquisa, Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2011), realizada pelo Ministério da Saúde, o percentual de fumantes no Estado do Piauí aumentou de 13,3%, em 2010, para 15,3%, em 2011), na população adulta - 18 anos e mais.

 

Sesapi

Cientistas das universidades espanholas de Granada e Jaén demonstraram pela primeira vez que as células-tronco retiradas do joelho de pacientes com osteoartrite são capazes de regenerar a cartilagem danificada, informou a Universidade de Granada em comunicado nesta terça-feira, 11.

 

A osteoartrite -- ou artrite degenerativa -- é uma doença comum em pessoas de meia idade que leva à perda da cartilagem que recobre as articulações e cuja função é proteger e amortecer o contato dos ossos. A equipe de cientistas, coordenada pelo professor Juan Antonio Marchal Currais e através de um projeto de excelência, pesquisa como as células-tronco podem reparar a cartilagem danificada em pacientes que têm a doença.

 

Para isso, em colaboração com o Hospital Clínico Universitário de Granada e o Banco Setorial de Tecidos de Málaga, ambos na Andaluzia, isolaram as células-tronco da gordura localizada na articulação do joelho de pacientes submetidos à intervenção cirúrgica para a implantação de próteses de joelho.

 

Uma mostra de cartilagem foi colhida do mesmo paciente, e isolaram-se os condrócitos, como são chamadas as células de cartilagem. As células-tronco adultas têm a capacidade de se converter em células de cartilagem, osso e músculo e, com o uso desta capacidade, os pesquisadores conseguiram a conversão das células-tronco em condrócitos.

 

A técnica usada consistiu na abertura de pequenos buracos nas células-tronco e sua exposição ao extrato celular realizado com os condrócitos dos joelhos afetados.

 

Para regenerar um tecido são necessárias as células que o compõem, mas estas não podem ser distribuídas com ordem aleatória, já que se dispõem com uma determinada forma, que não é plana, mas em 3D.

 

Assim, os cientistas foram além e cultivaram essas células convertidas em suportes 3D, chamados "andaimes", a fim de atuar como suporte para a manutenção e a formação de tecido cartilaginoso.

 

EFE

Um medicamento diurético poderia aliviar os sintomas de certos distúrbios do autismo, segundo um estudo realizado por cientistas do Instituto Nacional da Saúde e da Pesquisa Médica francês Inserm, divulgado esta terça-feira, 11. O ensaio foi realizado pelo método duplo-cego aleatório, que permite analisar a eficácia de um novo medicamento, evitando que o cientista e o indivíduo testado tenham conhecimento se a substância usada é experimental ou uma substância inócua.

 

Participaram do estudo 60 crianças com idades entre 3 e 11 anos, portadoras de várias formas de autismo, que tomaram, aleatoriamente, durante três meses, ora o diurético bumetanida -- na proporção de 1 mg por dia -- para "reduzir os níveis de cloro" nas células, ora um placebo.

 

As crianças foram acompanhadas durante quatro meses, o último deles sem terem ingerido o medicamento. A severidade dos distúrbios autísticos das crianças foi avaliada no início do estudo e ao final do tratamento, ou seja, ao cabo de 90 dias e um mês depois deste prazo.

 

Embora não seja uma cura, o tratamento permitiu a três quartos das crianças tratadas uma diminuição da severidade dos distúrbios autísticos, segundo pesquisadores do instituto francês cujo trabalho foi publicado esta semana no periódico "Translational Psychiatry".

 

Com a suspensão do tratamento, alguns problemas reaparecem.

 

"Mesmo que não possa curar a doença, o diurético diminui a severidade dos distúrbios autísticos da maioria das crianças. Segundo os pais destas crianças, eles são menos presentes", segundo Yhezkel Ben-Ari, pesquisador do Inserm em Marselha, na França, um dos co-autores do estudo. A título de exemplo, os profissionais notaram melhora na atenção e na interação.

 

Para determinar a população abrangida por este tratamento, os cientistas apresentaram um pedido de permissão para fazer um estudo em vários centros em escala europeia e, no futuro, obter uma autorização para esta indicação.

 

Os cientistas reforçaram a necessidade de se avaliar o efeito a longo prazo deste tipo de tratamento e aprofundar a pesquisa sobre seus mecanismos de ação.

 

Em um comentário divulgado pelo periódico, um especialista, o professor emérito Uta Frith, do Instituto de Neurociência Cognitiva da University College, de Londres, na Inglaterra, disse ser "cético" por ver vários tratamentos do autismo surgir e depois desaparecer.

 

AFP