respiraçaoUm novo estudo mostrou que uma simples análise respiratória pode ser usada para a detecção do câncer de colorretal.  A pesquisa integra o suplemento Improving Outcomes in Gastrointestinal Câncer.

 

O tecido composto por células cancerígenas tem um metabolismo diferente em comparação ao com células saudáveis, e produz algumas substâncias que podem ser detectadas através da respiração destes pacientes. Análises dos compostos orgânicos voláteis (VOCs) estão relacionadas ao câncer e são uma nova perspectiva na detecção.

 

Pesquisadores analisaram a respiração de 37 pacientes com câncer colorretal e de 41 saudáveis para avaliar o perfil dos VOCs. Uma rede neural probabilística foi usada para identificar o padrão destes compostos entre os dois grupos. Os resultados mostraram que pacientes com câncer colorretal têm um padrão seletivo diferente dos compostos voláteis quando comparados com os saudáveis, com base em 15 dos 58 compostos específicos das amostras de ar expirado.

 

O estudo foi capaz de discriminar pacientes com câncer colorretal com uma precisão de mais de 75%. "A técnica de amostragem de respiração é muito fácil e não invasiva, embora o método ainda esteja em fase inicial de desenvolvimento", observa Donato Altomare, líder do estudo, acrescentando que a pesquisa abre caminhos para que o teste de respiração se torne uma ferramenta de diagnóstico.

 

 

Terra

Um estudo dirigido por um médico francês de 2008 a 2010, publicado esta semana na revista "Frontiers in Psychiatry", mostra a eficácia de uma substância chamada baclofeno no tratamento a longo prazo do alcoolismo. O medicamento é originalmente prescrito pela neurologia para o tratamento de doenças como a esclerose múltipla e paralisia, mas é cada vez mais usado na França no tratamento de dependência de álcool. Até o momento, a eficácia desta molécula tinha sido testada apenas em curto e médio prazo, até um ano após o início do tratamento.

 

Os autores advertem, no entanto, que produto não é milagroso e apresenta falhas na sua utilização, principalmente relacionadas com a intolerância de determinados efeitos colaterais, como fadiga e sonolência.

 

O novo estudo, liderado por Renaud de Beaurepaire, do Grupo Hospitalar Paul-Giraud em Villejuif, perto de Paris, focou em 100 pacientes, dependentes de álcool e resistente aos tratamentos convencionais. Eles foram tratados com doses crescentes de baclofeno e sem limite superior.

 

Os resultados mostram que a porcentagem de pacientes que se tornou totalmente abstinente ou que passou a ter um consumo normal, segundo os padrões da Organização Mundial de Saúde (OMS), foi de aproximadamente 50% em todas as avaliações realizadas após três meses, seis meses, um ano e dois anos.

 

Um número de pacientes também conseguiu diminuir significativamente o seu consumo de álcool, mas sem ainda ter total controle, e passaram a se enquadrar na categoria de pacientes com "risco moderado", de acordo com padrões da OMS. O número total de pacientes que "melhorou significativamente" com o tratamento foi de 84% em três meses, 70% em seis meses, 63% em um ano e 62% em dois anos, indica o estudo.

 

O pesquisador é um dos primeiros a receitar altas doses de baclofeno na França e é também autor de um grande estudo nacional, cujos resultados serão publicados em 2014.

 

"Esta é a primeira vez que acompanhamos por dois anos com resultados igualmente bons", afirmou à AFP o professor Philippe Jaury, da Universidade Paris-Descartes.

 

AFP

tatuagem7122012Tatuagem não é só uma maneira de ter uma arte no corpo. Uma nova tinta para fazer desenhos temporários na pele promete acompanhar os sinais vitais do organismo e monitorar o desempenho físico de atletas, de acordo com informações do site Fast Coexist.

 

Pesquisadores da Universidade da Califórnia e da Universidade de Toronto desenvolveram uma tatuagem que se adere facilmente à pele e é capaz de diagnosticar alguns problemas de saúde, já que tem um conjunto de elétrodos que registram os níveis do PH, potássio, magnésio e sódio da pele.

 

Médicos já usam métodos não invasivos para diagnosticar doenças metabólicas ou monitorar o desempenho de um atleta, mas os dispositivos são volumosos e difíceis de serem manuseados. Em contraste, a nova tatuagem é pequena, pegajosa e pode resistir à transpiração intensa.

 

Segundo especialistas, a invenção precisa de mais testes antes que esteja pronta para uso médico. Mas Vinci Hung, pesquisadora da Universidade de Toronto, garante que o novo método já pode ser usado por esportistas.  "Quando os atletas estão fazendo exercícios de resistência, seus corpos produzem uma grande quantidade de ácido láctico. Se ele for saudável, vai se livrar do ácido láctico de forma relativamente rápida. Caso contrário, o pH irá alterar de forma significativa”, explica.

 

A princípio, a tatuagem é um pequeno rosto sorrindo, com orelhas que servem como pontos de conexão para dispositivos de medição, e os olhos que contêm elétrodos. Mas os desenhos são variáveis.

 

Além disso, o produto é barato e fácil de ser produzido. Os materiais usados são prata, fibras de carbono e anilina. E o melhor, não há dor. A tatuagem vem em um pedaço de papel e é aplicada com água.

 

 

Terra

 

Antidepressivos podem ajudar no processo de recuperação dos pacientes que sofreram derrames, diz uma nova pesquisa. A droga pode atuar na redução da incapacidade física, da depressão e da ansiedade no primeiro ano depois do acidente vascular cerebral (AVC), de acordo com o estudo publicado pela Cochrane Library. As informações são do jornal britânico Daily Mail.

 

O estudo ainda indica que a medicação ajuda no crescimento de novas células nervosas no cérebro e protege as que foram danificadas pelo ataque. Pesquisadores da University of Edinburgh examinaram 52 estudos focados em inibidores seletivos da reabsorção da serotonina. O professor Gillian Mead, envolvido na pesquisa, disse que os resultados da análise são extremamente promissores e que, por se tratar de antidepressivos, também ajudam os pacientes a serem mais ativos e isso traz benefícios de um modo geral.

 

Dale Webb, da Stroke Association, disse que no Reino Unido mais de 1 milhão de pessoas sofrem com as consequências de um AVC.  No entanto, os especialistas alertaram que ainda é cedo para que este tipo de medicação passe a ser prescrita nestes casos, mas os resultados encorajam novos estudos e trazem perspectivas positivas. 

 

Terra