avonshampoo9122012A Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) do Ministério da Justiça determinou o recall de mais de 500 xampus da linha Avon Care Hidratante que foram vendidos em embalagens de um litro.

 

A justificativa para a medida é a de que os produtos podem causar sérios riscos à saúde, já que testes apontaram que eles estão contaminados com a bactéria Pseudomonas aeruginosa, que em contato com a pele ou os olhos pode "agravar qualquer eventual quadro infeccioso aos consumidores com sistema imunológico debilitado".

 

Fazem parte do recall as embalagens do xampu que estão no lote LP 3182 e que foram fabricadas em 13 de novembro de 2012, com validade para 2015. A Avon informou, por meio da sua assessoria de imprensa, que está recolhendo voluntariamente as 558 unidades do produto.

 

A Avon informou ainda, por meio de nota, que identificou e contatou as revendedoras que adquiriram esses itens e, até agora, mais de 300 unidades do xampu já foram recolhidas.

 

Ainda segundo a Avon, a central de atendimento da empresa não registrou nenhuma reclamação de consumidores a respeito do caso. A empresa recomenda a interrupção do uso e diz que fará a substituição para o consumidor. O contato pode ser feito pelo 0800-708-28-66.

 

Estadão

Um remédio experimental para a leucemia conseguiu eliminar a doença em quase metade dos pacientes examinados em um estudo feito ao longo de um ano. Eles tinham a forma crônica da doença e já não respondiam mais a outros medicamentos, de acordo com a pesquisa.

 

Os testes do novo medicamento, chamado ponatinibe, envolveram 444 pacientes, incluindo 267 com leucemia mieloide crônica e que tinham sido tratados previamente com medicamentos mais antigos. O estudo também mostrou que 56% dos pacientes crônicos atingiram o objetivo de "grande resposta", o que significa que a doença praticamente desapareceu da medula óssea.

 

A farmacêutica responsável pela substância, a Ariad, já tinha apresentado neste ano resultados provisórios dos testes, e a Food and Drug Administration (FDA), agência norte-americana para controle de drogas e alimentos dos EUA, concordou em outubro em fazer uma revisão. A agência deve decidir até 27 de março de 2013 se aprova a entrada do ponatinibe no mercado.

 

"Esperamos a aprovação da FDA em algum momento do primeiro trimestre", afirmou Tim Clackson, chefe científico da Ariad. Ele disse que a empresa está preparada para lançar imediatamente as vendas do medicamento. "Acreditamos que os dados gerais dos testes sugerem atividade em todas as formas resistentes da doença", completou.

 

Reuters

carneA dieta dos prazeres à mesa pode ser uma ameaça à saúde se a escolha do cardápio não for bem diversificada no dia a dia. O alerta é do cirurgião oncologista Samuel Aguiar Júnior, diretor do Núcleo de Tumores Colorretais do Hospital A.C. Camargo, hospital referência no tratamento de câncer.

 

De acordo com o médico, embora não se possa fazer uma associação direta de casos de câncer de intestino com o hábito alimentar, existem evidências de que os riscos de se contrair a doença aumentam nos grupos populacionais onde é exagerado o consumo de carnes, principalmente das processadas, enquanto se deixam de lado as fibras vegetais, as frutas e as verduras.

 

O oncologista esclareceu que os experimentos com animais ainda não puderam esclarecer de maneira convincente qual o real impacto sobre a saúde a que estão sujeitas as pessoas que não abrem mão da carne em suas refeições. “No entanto, existe evidência científica de que padrões em que há excesso de consumo de carne vermelha e excesso contrário de não consumir frutas e verduras aumentam o risco”.

 

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostram que os casos de câncer colorretal (tumores encontrados no intestino grosso e no reto) têm, na maioria das vezes, tratamento e cura quando detectados no início. A doença aparece quase sempre em pólipos - lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso. A retirada desses pólipos é o procedimento correto para evitar que se transformem em tumores malignos.

A taxa estimada de incidência da doença divulgada pelo Inca em relação a este ano e também para 2013 oscila entre 14,23 e 26,19 novos casos a cada grupo de 100 mil homens e de 15,66 a 28,38 novos casos para as mulheres,. As maiores incidências previstas concentram-se em duas localidades: São Paulo, com 26,19 casos a cada grupo de 100 mil homens e de 25,63 referente às mulheres, e no Rio Grande do Sul, onde foi estimado 25,38 em relação às mulheres e 23,04 novos casos para os homens.

 

Perguntado se a população japonesa, que segue à risca a culinária baseada em vegetais e peixes, estaria em vantagem no quesito saúde, o médico respondeu que, entre os japoneses, há alta incidência de câncer de estômago causada pelo consumo de alimentos armazenados em conservas e muito salgados. O ideal é a combinação de uma dieta balanceada com frutas, verduras, legumes de forma mais natural possível e até carne,  aliado a exercícios físicos.

 

“A gente fala muito hoje de balanço energético. Mas há uma diferença entre o que você ingere e o que você gasta. Então você pode até ter uma dieta calórica, mas se você gastar muito, você, teoricamente, está compensado. Você pode ter uma dieta pouco calórica, mas se for sedentário, então, você não está protegido. São muitos fatores associados. Quando você associa a fumo, aí você tem uma bomba relógio maior. É muito difícil você identificar um fator único e isolado para câncer de intestino”

 

O médico salienta que alimentos inadequados, sedentarismo, excesso de álcool e tabagismo por um período prolongado contribuem para a pessoa vir a desenvolver a doença. A grande maioria dos casos surge em pessoas acima dos 50 anos. Apesar de mais raros, observa Samuel, há registro também entre os jovens e, sempre que isto ocorre, desconfia-se da possibilidade de ser um problema hereditário. A incidência , contudo, de fatores genéticos, herdados de pai para filho, por exemplo, responde por apenas 10% dos casos.

 

Até “o velho e bom chimarrão”, muito apreciado pelos habitantes do Sul do país, principalmente, entre os gaúchos, moradores de algumas regiões do Paraná e pelas populações da Argentina e do Uruguai, aparece como um fator de risco, mas para câncer de esôfago. No entanto, são só evidências que não estão relacionadas à erva e sim ao costume de se tomar a bebida muito quente. “Essa evidência, porém, não é tão forte assim”, diz o médico.

 

Agência Brasil

 

comer812Diz-se que comer várias vezes ao dia, de 3 em 3 horas, em pequenas porções, ajuda a manter a forma e é benéfico para a saúde. No entanto, uma pesquisa da Universidade de Missouri, publicada no jornal Obesity, mostra que essa idea não funciona com mulheres obesas.

 

O estudo mostra que comer poucas vezes ao dia, mas em porções maiores, resultou em melhor metabolismo e diminuição de gordura no sangue, o que poderia também diminuir o risco de doenças cardíacas.

 

O estudante de nutrição da universidade, Tim Helden, conduziu uma pesquisa em que eram acompanhadas oito mulheres obesas em dois períodos de 12 horas por dia. Todas ingeriram 1,5 mil calorias, mas algumas em 3 refeições de 500 calorias cada, e outras em 6 refeições de 250 calorias cada. A cada 30 minutos foram medidos o nível de gordura e de açúcar no sangue, e o grupo de 3 refeições ao dia teve uma diminuição considerável de gordura.

 

"A mídia e profissionais da área de saúde dizem para fazer várias pequenas refeições por dia, mas não achamos na literatura muitos estudos que comprovem esse senso comum. Por isso, resolvemos estudar o assunto", disse Heden.

 

 

Terra