O estado de saúde do sanfoneiro, cantor e compositor pernambucano Dominguinhos, de 71 anos, é estável, mas o artista segue internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Santa Joana, no Recife.
De acordo com boletim médico emitido na manhã desta segunda-feira, 24, véspera de Natal, Dominguinhos se mantém em cuidados intensivos, tratando uma infecção respiratória e arritmia cardíaca. Ele está sedado e em assistência médica ventilatória mecânica. A arritmia, segundo o boletim, está sendo controlada com medicação e ajuda de um marca-passo temporário.
"A infecção vem respondendo bem ao tratamento instituído e a previsão é de manutenção da conduta nos próximos dias", informa o documento assinado pelo médico Odin Barbosa da Silva, coordenador do Centro de Terapia Intensiva.
José Domingos de Moraes, seu nome completo, está internado no CTI do Hospital Santa Joana desde o dia 17 de dezembro. Em 2011, o sanfoneiro teve diagnosticado um câncer de pulmão, posteriormente tratado. O artista foi uma das atrações das comemorações do centenário de Luiz Gonzaga que aconteceram na cidade de Exu, no sertão pernambucano, em meados deste mês.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou portaria nesta segunda-feira, 24, no "Diário Oficial da União" que determina a suspensão da importação de medicamentos de origem plasmática humana produzidos pela empresa francesa LFB Medicaments.
De acordo com a agência, requerimentos de boas práticas de fabricação exigidos durante vistoria feita em agosto não foram cumpridos após a detecção de irregularidades.
Com isso, a portaria suspende a importação de produtos da linha de injetáveis (hemoderivados) nas formas farmacêuticas como pós-liofilizados e soluções parenterais com preparação asséptica, todos produzidos na cidade francesa de Lille.
Com escritório no Rio de Janeiro, a LFB Medicaments foi procurada pela reportagem, mas ninguém foi encontrado para comentar o caso.
Um grupo de cientistas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto investiga o uso de canabidiol contra a esquizofrenia. Essa doença, que distancia o paciente da realidade, tem as causas desconhecidas pelos cientistas, o que a torna, na visão da maioria dos médicos, uma patologia de difícil tratamento. Canabidiol é considerada um canabinóide, ou seja, faz parte dos 80 componentes presentes na planta Cannabis sativa (maconha). No entanto, diferente do canabinóide Delta 9 – Tetrahidrocanabinol (THC), que é o responsável pelos efeitos típicos da planta – alucinógenos e estimulantes – o canabidiol não produz essas sensações.
De acordo com Antonio Waldo Zuardi, professor titular de psiquiatria da Faculdade de Medicina de Ribeirão da Universidade de São Paulo (USP), o canabidiol foi usado em diversos estudos com animais e humanos, os quais sugeriram que a substância pode atenuar sintomas psicóticos.
Zuardi, que é coordenador da pesquisa desenvolvida pelo seu grupo, conta que começou a estudar a substância em 1976, durante o doutorado que fez na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Desde então, essas pesquisas são feitas na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, onde estou desde 1982”, disse.
O estudioso explica que o canabidiol é alvo de pesquisas de muitos cientistas brasileiros e também do exterior. “Este ano, foi publicado um estudo realizado por um grupo de pesquisadores alemães, que mostra que o canabidiol diminuiu os sintomas de pacientes esquizofrênicos de forma semelhante a outro antipsicótico já conhecido”, disse.
Segundo o pesquisador, a substância tem a vantagem, em relação ao medicamento já existente, de apresentar baixa propensão a produzir efeitos colaterais indesejáveis. Além de apresentar sinais de eficácia na redução de sintomas psicóticos, a utilização do canabidiol é estudada em outros quadros, como transtornos de ansiedade, doença de Parkinson, sono, abstinência de drogas e como anti-inflamatório.
O pesquisador alerta, porém, que outros componentes da Cannabis sativa, como o THC, podem ser maléficos. “Eles podem produzir sintomas psicóticos em indivíduos saudáveis e agravar os sintomas da esquizofrenia”, explica Zuardi. Por isso, o THC é visto como um componente psicotomimético, ou seja, produz sintomas semelhantes aos observados nas psicoses. “O THC em doses elevadas produz esses sintomas, mas o mesmo não ocorre com o canabidiol. Por isso, ele é considerado não psicotomimético”, disse.
A combinação do canabidiol com o THC, explica Zuardi, é liberada em diversos países para uso em pacientes com esclerose múltipla, com a função de diminuir a espasticidade (distúrbio motor caracterizado pelo aumento do tônus muscular). Para as outras indicações, como a esquizofrenia, porém, o desenvolvimento de um medicamento necessita de mais estudos que comprovem os seus efeitos. “Embora animadoras, as evidências ainda são insuficientes para que o canabidiol possa ser utilizado na clínica. Para isso, serão necessários estudos com número muito maior de pacientes”, acrescenta.
Cientistas dos departamentos médicos da Universidade Yale e da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, junto com instituições de ensino chinesas, identificaram neurônios ligados ao aparecimento da coceira, aponta um estudo publicado na revista "Nature Neuroscience" neste domingo, 23.
Até recentemente, a existência de neurônios com essa função específica era colocada em dúvida. A razão, segundo os pesquisadores, é que as células nervosas anteriormente identificadas com a vontade de coçar também estavam ligadas à dor.
Ao estudar um subgrupo dos neurônios chamados MrgprA3+ em ratos, os cientistas descobriram que sua supressão reduziu o comichão causado por várias substâncias irritantes na pele. A sensibilidade à dor, no entanto, não foi alterada, segundo os pesquisadores.
O subgrupo dos neurônios se localiza nos gânglios espinhais, regiões associadas à sensibilidade, de acordo com os autores. As terminações nervosas dos MgprA3+ estão na epiderme, o que é um forte indício de que que eles estão associados ao comichão, afirma o estudo.
Além disso, essas células nervosas responderam positivamente a inúmeros agentes irritantes da pele. O texto sugere, ainda, que a descoberta pode ajudar a tratar vários tipos de alergia no futuro.
"É de relevância clínica a observação de que a coceira espontânea ou a causada por respostas alérgicas foi substancialmente atenuada com a supressão desses neurônios", diz a pesquisa.