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cancerinfantO cantor Michael Bublé anunciou recentemente a aposentadoria de sua carreira para estar mais presente na vida de seu filho Noah, 5, que foi diagnosticado com câncer de fígado aos três anos. Após cirurgia e quiomioterapia, o tumor foi eliminado.

No Brasil, o câncer infantil representa 3% do total, o que equivale a 12 mil casos novos por ano, segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer).

A prevalência é de 16 para cada 100 mil crianças, entre 1 e 19 anos.

Como a mortalidade infantil por doenças infectocontagiosas caiu no Brasil nas últimas décadas, o câncer se tornou a principal causa de morte de crianças no país.

Os tipos de câncer mais frequentes nessa faixa etária são a leucemia, os linfomas (tumores dos glânglios linfáticos) e o tumor cerebral.

A oncologista Cecília Costa, chefe do departamento de Oncologia Pediátrica do A.C.Camargo Cancer Center, explica que, embora o câncer em crianças evolua de forma mais rápida que no adulto, a taxa de cura é maior, de 70% a 80%. "Elas respondem melhor à quimioterapia", diz.

A leucemia, que corresponde à maioria dos casos, se manifesta geralmente entre os 2 e 4 anos ou na adolescência, segundo a médica.

Diferentemente do câncer em adulto, que pode originado por fatores hereditários ou externos, o câncer infantil ainda não teve sua causa identificada, segundo a oncologista.

Cecília explica que o câncer infantil ocorre por uma série de alterações nas células embrionárias, no processo de formação da criança durante a gestação. Algumas dessas células não amadurecem, mantendo as mesmas características da célula do embrião, com rápida multiplicação.

A médica afirma que não é possível prevenir câncer em crianças, mas ressalta que o diagnóstico precoce é o diferencial para uma boa taxa de cura.

"Para identificar o câncer em crianças, o acompanhamento pediátrico é imprescindível, pois o profissional acompanhará a evolução da criança e de sua saúde, além de conhecer como a criança funciona", afirma a oncologista.

Segundo ela, alguns dos sinais que o câncer infantil podem apresentar são anemia, sonolência, indisposição, sangramentos, manchas, febres sem infecção e aumento do fígado ou do baço, podendo ter nódulos ou não.

A oncologista afirma que, mesmo que a criança cure o câncer, isso não garante que ela estará livre da doença na fase adulta. "Pelo contrário. A pessoa que passou por um câncer tem maior chance de reincidência do mesmo ou de outro tipo de câncer do que a população em geral", afirma.

A médica afirma que a pessoa que passou por um câncer na infância deverá manter acompanhamento médico ao longo da vida para avaliar o risco de volta da doença.

 

R7

Foto: reprodução Instagram

 

Cerca de 55% dos adolescentes se alimentam mal. Isso significa que estão comendo produtos industrializados, como macarrão instantâneo, salgadinhos e bolachas recheadas acima do estipulado para uma dieta saudável.

Os dados, do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), foram divulgados nesta terça-feira (16), Dia Mundial da Alimentação, e utilizam como parâmetro adolescentes acompanhados pelos serviços de atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS).

O levantamento mostra que 42% desses jovens costumam comer hambúrguer e/ou embutidos e 43% biscoitos recheados, doces e guloseimas.

Há também um recorte por região. A pesquisa revela que jovens da região Sul são os que mais consomem macarrão instantâneo, hambúrguer e embutidos, ou seja, 54%. São também os que mais comem salgadinhos, 59%.

A região com o menor percentual nesses dois grupos de alimentos é a Norte, com 33% e 47%, respectivamente.

Saiba mais: Consumo de frutas cítricas ajuda a prevenir a endometriose

Já em relação às bolachas recheadas e guloseimas, a região Sul também está na frente (46%), mas empatada com a Nordeste (46%).

O estudo demonstra que meninos se alimentam ligeiramente pior que meninas. Cerca de 58% dos meninos e 54% das meninas consomem produtos industrializados.

Fast food também apresenta maior preferência entre os meninos (41%) do que entre meninas (38%); e bolachas recheadas também, sendo a predileção de 42% das meninas e 41% dos meninos.

O Ministério da Saúde afirma que os maus hábitos à mesa se reflete na saúde e no excesso de peso dos adolescentes. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PENSE), 7,8% dos adolescentes das escolas entre 13 e 17 anos estão obesos, sendo a incidência de 8,3% em meninos e 7,3% em meninas.

De acordo com o Sisvan, 8,2% dos adolescentes (10 a 19 anos) atendidos na atenção básica no ano passado são obesos.

“Dados revelam que adolescentes com obesidade aos 19 anos têm 89% de chance de ser obeso aos 35 anos, por isso é necessário investir na promoção de uma alimentação adequada e saudável, especialmente na infância e na adolescência, tendo em vista a relação de práticas alimentares inadequadas com o aumento da obesidade na população”, afirmou Eduardo Nilson, coordenador-substituto de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, por meio de nota.

Se por um lado os adolescentes apresentam mau hábitos alimentares, os adultos brasileiros já estão demonstrando mudança em relação à dieta, de acordo com a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2017.

O levantamento mostrou um aumento no consumo regular de frutas e hortaliças de 4,8% (de 2008 a 2017), e queda do uso de refrigerantes e bebidas açucaradas de 52,8% (de 2007 a 2017).

 

 

 

fecundidadeO Brasil figura entre os países que apresenta queda acentuada da taxa de fecundidade. A taxa do país de 1,7 está abaixo do nível de reposição populacional, de 2,2.

O dado, do relatório “Situação da população mundial”, realizado anualmente pela UNFPA (Fundo de Populações das Nações Unidas), agência da ONU para questões populacionais, foi divulgado nesta quarta-feira (17).

Essa diminuição do número de filhos foi observada em todas as regiões do país e extratos sociais, no entanto, a maior queda foi registrada na população mais pobre e menos escolarizada.

“A fecundidade no grupo populacional com menor renda, que corresponde aos 20% mais pobres, caiu 1 filho por mulher nos últimos 14 anos, entre 2001 e 2015”, afirma Vinícius Monteiro, oficial do Programas para População e Desenvolvimento do UNFPA no Brasil.

Na faixa mais pobre e com menos escolaridade (de zero a quatro anos de estudo), a taxa de fecundidade caiu de 3,45 para 2,9 filhos por mulher.

Na faixa com maior renda e maior escolaridade (a partir de 12 anos de estudo), a taxa de fecundidade também caiu, mas proporcionalmente menos - de 1,56 para 1,18.

Vale ressaltar que o número é quebrado, pois se trata de uma taxa. A taxa de fecundidade corresponde ao número total de filhos nascidos dividido pela população de mulheres em idade reprodutiva (15 a 49 anos) naquele ano. Essa taxa de fecundidade é relativa ao ano de 2015, ano das estatísticas mais recentes divulgadas nesta pesquisa.

“Observamos que o acesso a serviços de saúde e à informação, além do processo de urbanização, fizeram com que mulheres tivessem mais condições de aproximar o número de filhos que gostariam ter ao que realmente tem”, afirma Monteiro.

Razões da queda incluem acesso à informação

A principal razão da queda das taxas é o acesso à informação e serviços que vem aumentando desde a década de 1990 por meio de programas sociais, segundo ele. “Basta apenas informação e desenvolvimento para garantir o poder da escolha do número de filhos”.

O Brasil teve queda de fecundidade acentuada e ainda está caindo, mas há contrastes internos muito marcados, principalmente relacionados à educação e renda, de acordo como oficial da UNFPA no Brasil.

“Geralmente, mulheres com maior nível educacional e maior renda tendem a engravidar mais tardiamente e ter menos filhos, com taxa de fecundidade próxima a de países tidos como mais desenvolvidos. Já mulheres com menor nível de escolaridade e de renda também estão tendo cada vez menos filhos, mas elas ainda têm mais filhos e mais cedo do que gostariam”, completa.

O levantamento mostra que existe uma tendência de convergência entre as taxas de fecundidade das regiões do Brasil, mas as taxas da região Norte ainda são mais elevadas em relação às demais áreas. Mesmo assim, está bem próximo do nível de reposição populacional.

A região Norte apresenta taxa de 2,12. No Sudeste, é de 1,7. “São os extremos do Brasil”, diz o oficial da ONU. “No Norte e Nordeste, a taxa caiu mais aceleradamente. No Nordeste passou de 2,68 em 2001 para 1,96 em 2015. E no Norte caiu de 2,6 para 2,12”, explica Monteiro.

O relatório afirma que a fecundidade no meio rural tende a ser mais elevada por uma questão cultural. A tendência é que os países, de uma forma geral, alcancem um maior nível de urbanização e, por consequência, reduzam a sua fecundidade. No Brasil, o nível de urbanização é de 84%, de acordo com o estudo.

Gravidez em adolescentes ainda preocupa

A pesquisa releva que a taxa de fecundidade no país só não está diminuindo entre as adolescentes. “A gravidez na adolescência é um grande desafio no Brasil. Ela impacta de maneira muito decisiva a trajetória dessas meninas. Um filho em uma situação não-desejada e em idade precoce pode significar interrupção da trajetória escolar e dificuldade de ingresso no mercado de trabalho, gerando uma série de impactos que vão ter reflexo para sempre na vida dessas meninas”, afirma.

O Brasil dispõe da sétima maior taxa de gravidez em adolescentes da América do Sul, empatando com Peru e Suriname, com índice de 65 gestações para cada 1 mil meninas entre 15 e 19 anos. De acordo com a UNFPA no Brasil, um em cada cinco bebês que nascem no país é filho de mãe adolescente. Entre elas, de cada cinco, três não trabalham nem estudam; sete em cada dez são afrodescendentes e cerca de metade mora na região Nordeste.

“A gravidez entre as jovens ainda é alta, mas acima de tudo é importante não culpabilizar as adolescentes. É preciso ressaltar que a fecundidade das adolescentes está associada a questões de acesso à informação e a serviços. Oferecer isso e, principalmente, oportunidades de trajetória para a vida é importante para que fecundidade não aconteça de maneira não-desejada e para que elas tenham um projeto de vida que vá além de ser mãe e dona de casa”, afirma o oficial da UNFPA no Brasil.

Monteiro destaca que, mesmo na era da internet, existe falta de informação sobre essas questões. “Na internet, a informação está misturada com desinformação. Então, é preciso que o governo, junto à sociedade civil, trabalhe em gerar informações mais qualificadas, além de considerar quem não têm acesso à internet ou não procura por esse conteúdo na rede”, diz.

Queda da mortalidade leva à queda da fecundidade

A taxa de fecundidade no Brasil começou a cair por volta da década de 1960, quando a média eram seis filhos por mulher, mas o ritmo e os momentos desse declínio foram diferentes em cada região, tendo início no Sudeste e se estendendo posteriormente para Norte e Nordeste, de acordo como relatório.

Em 1960, a taxa de fecundidade na região Norte, então a maior do país, era de 8,33. Em 2015, de 2,12.

Essa chamada “transição da fecundidade" segue uma lógica, segundo Monteiro. “Primeiro ocorre queda na taxa de mortalidade, para em seguida ocorrer na de fecundidade”, explica.

A partir dos anos 1970, o Brasil passou por um declínio intenso da taxa de fecundidade, que seguiu caindo em ritmo constante até os anos 2000, segundo o levantamento.

Número de gestações desejadas x realizadas

Monteiro afirma que se observa que ainda existe uma distância muito grande entre o número de gestações desejadas e realizadas. “Mulheres com maior nível educacional têm 1 filho em média e muitas gostariam de ter tido mais. Já as que nunca estudaram ainda que quisessem ter três filhos, elas acabam tendo mais que quatro, por exemplo”, afirma.

Embora o Brasil tenha taxa abaixo da estabelecida para garantir a reposição populacional, isso não significa necessariamente que a população brasileira irá imediatamente parar de crescer.

“Existe um fenômeno chamado de inércia populacional. Como há ainda muitas mulheres entrando em idade reprodutiva, a população tende a crescer até um determinado ponto”, diz.

A expectativa é que população brasileira se estabilize a partir de 2045, se for mantida essa tendência de queda da fecundidade, abaixo do nível de reposição, explica Monteiro. “Essa ainda não é uma preocupação do Brasil, mas de alguns países asiáticos e do Norte da Europa”.

O país com a maior taxa de fecundidade é a Somália, com 6,1, e com a menor, Portugal, com 1,2.

 

R7

Foto: Pixabay

Portaria do Ministério da Saúde publicada nesta terça-feira (16) no Diário Oficial da União incorpora o medicamento Sofosbuvir em associação ao Velpatasvir para o tratamento da hepatite Crônica no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o texto, o prazo máximo para efetivar a oferta na rede pública é de 180 dias. O relatório de recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) sobre o medicamento está disponível no site.

A Conitec informou, por meio de nota, que a associação entre o Sofosbuvir (400 mg) e o Velpatasvir (100 mg) será utilizada de acordo com o protocolo clínico para o tratamento da doença e apresenta uma posologia bastante favorável e cômoda ao paciente (um comprimido ao dia).

“Além disso, a medicação trata todos os genótipos do vírus da hepatite C e, dependendo da condição clínica dos pacientes, o tratamento pode durar 12 semanas com alta eficácia e segurança”, destacou a comissão.

A doença

Dados do Ministério da Saúde mostram que cerca de 80% das pessoas que contraem o vírus da hepatite C vão desenvolver a forma crônica da doença.

A infecção é, geralmente, acompanhada por sintomas inespecíficos – as primeiras manifestações clínicas características aparecem já nas fases mais adiantadas da doença.

 

Agência Brasil