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A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe começa hoje (10) em todo o país. O lançamento será em Porto Alegre, com a presença do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, no Centro de Saúde Modelo do Bairro Santana.

A mobilização vai até 31 de maio. A meta do Ministério da Saúde é atingir pelo menos 90% dos grupos elegíveis para vacinação.

Nesta fase da campanha, de 10 a 18 de abril, o objetivo é imunizar crianças com idade entre 1 e 6 anos, grávidas em qualquer período gestacional e puérperas (mulheres até 45 dias após o parto). A partir de 22 de abril, todo o público-alvo da vacinação poderá receber a dose.

O público-alvo da campanha é constituído por trabalhadores da saúde, povos indígenas, idosos, professores de escolas públicas e privadas, pessoas com comorbidades e outras condições clínicas especiais, jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade.

Composição

Os grupos são definidos de acordo com recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). O ministério considera também estudos epidemiológicos e o comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe.

Segundo o Ministério da Saúde, em relação ao ano passado, houve alteração de duas cepas na vacina. Por isso, o ministério recomenda que os grupos selecionados, ainda que já tenham sido imunizados anteriormente, recebam a nova dose este ano.

“O Ministério da Saúde não indica a utilização da vacina contra influenza com cepas 2018, pois não tem a mesma composição da vacina de 2019, o que faz com que não seja eficaz para proteção, diz a nota da pasta.

 

 

tosseCom a chegada do outono é difícil não ver uma pessoa que não esteja tossindo. De acordo com o pneumologista Elie Fiss, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a aparição do sintoma nessa época do ano é comum, visto que o ar frio pode irritar as vias aéreas e, além disso, há uma grande circulação de vírus no ar, aumentando o número de casos de problemas respiratórios.

Fiss afirma que a tosse é um mecanismo de defesa do corpo, sendo o sintoma mais frequente na procura de atendimento médico. O pneumologista explica que a tosse pode ser também um sintoma de outros tipos de problemas, como a resposta a alguma irritação, sintoma de gripes, resfriados, sinusites, rinites e bronquites ou até mesmo de problemas não relacionados ao sistema respiratório, como é o caso da tosse por refluxo gastroesofágico.


A queda da umidade do ar nos próximos meses também é causadora de tosse, já que a mudança climática favorece o aparecimento de infecções, como gripes e resfriados, e piora a reatividade dos brônquios. Além disso, há a possibilidade de a tosse ser uma resposta à uma irritação, no caso de aspiração de partículas.

O pneumologista afirma que, diferentemente da crença popular, a tosse não é um problema, mas o sintoma de um problema que deve ser tratado. Segundo Fiss, a tosse pode ser classificada de três maneiras: aguda, com duração de até três semanas, sendo ocasionada por infecções, de maneira geral, como gripe; sub-aguda, com duração de três a oito semanas, que pode ser pós-infecciosa, já que, após um resfriado, os brônquios podem levar até oito semanas para desinflamarem; e tosse crônica, com duração superior a oito semanas, podendo ser causada por outras doenças, como asma, bronquite ou refluxo gastroesofágico.


Dessa forma, o pneumologista afirma que não há um tratamento específico para a tosse. "A causa da tosse deve ser investigada para que, a partir daí seja passado o tratamento correto. O pior erro que existe é quando receitam um xarope expectorante que não vai ajudar a tratar o problema e ainda pode piorá-lo", explica.
Com a circulação de viroses nessa época do ano, a tosse em locais públicos pode causar transmissões, mas não seria tão procupante, segundo o médico. Ele afirma que o que mais chama a atenção na tosse em público é o estigma inconsciente por tuberculose, mas não necessariamenteo o sintoma significa uma doença transmissível.

Em qualquer caso, o médico recomenda que seja feita uma investigação para a causada tosse.
O pneumologista afirma que, até que seja feita a investigação correta da causa da tosse, o paciente deve tomar bastante líquido, o que ajuda bastante na expectoração, e não tomar xaropes expectorantes.

 

R7

Foto: Fripik

A alta ingestão de sal e baixa de grãos e de frutas são os principais fatores de risco alimentar para mortes no mundo, segundo uma das maiores pesquisas sobre hábitos alimentares e longevidade realizada pela Universidade de Washington, nos Estados Unidos, com financiamento da Fundação Bill & Melinda Gates.

O estudo foi publicado na revista científica Lancet na última quarta-feira (3).A pesquisa comprova que quem mantém uma alimentação rica em sal, açúcar e gordura trans apresenta maior tendência a morrer precocemente. Mas os pesquisadores afirmam que não haveria necessidade de cortar esses itens, mas sim de apenas acrescentar alimentos saudáveis à dieta para reduzir a mortalidade.

O estudo, que ressalta que a relação entre hábitos alimentares a doenças crônicas tem sido amplamente investigada, analisou dados de alimentação de pessoas com mais de 25 anos de 195 países entre 1990 e 2017, e o consumo de 15 categorias alimentícias.

Segundo os pesquisadores, em 2017, 11 milhões de mortes foram atribuídas a fatores de risco alimentares. Entre elas, 10 milhões foram causadas por doenças cardiovasculares, 913 por câncer e 339 mil mortes por diabetes tipo 2.

O estudo mostrou que a ingestão média de carne vermelha é de 27 gramas por dia, 18% maior que a ingestão ideal. O de carne processada, de 4 g por dia, 90% maior que a quantidade ideal. Já a de sódio, de 6 g por dia, 86% acima da quantidade adequada.

A maior ingestão de bebidas açucaradas foi observada entre adultos jovens e mostrou uma tendência decrescente com a idade.
A pesquisa ressalta a importância de políticas públicas para melhorar o acesso a alimentos saudáveis, geralmente mais caros, e a responsabilidade das empresas alimentícias em criar produtos mais saudáveis.

 

R7

 

vacinaQual a composição da vacina deste ano? A vacina trivalente da gripe desta temporada disponível na rede pública tem em sua composição os vírus inativados do H1N1 (A/Michigan/45/2015), H3N2 (A/Switzerland/8060/2017) e o vírus do tipo B da linhagem B/Victoria/2/87 (B/Colorado/06/2017). Nas vacinas quadrivalentes, ofertadas somente na rede privada, há a inclusão do vírus B da linhagem B/Yamagata/16/88 (B/Phuket/3073/2013).


Quem é o público-alvo da campanha de vacinação? A campanha nacional de vacinação contra a gripe que começa nesta quarta-feira (10) é exclusiva para grávidas, puérperas e crianças de 6 meses a 6 anos - o que é uma novidade, já que no ano anterior era a partir de 1 ano. Após o dia 22 de abril, a campanha será ampliada para outros grupos prioritários, como idosos e doentes crônicos. O final da campanha está previsto para 31 de maio e o dia D, para 4 de maio. Vale ressaltar que a campanha teve início dia 18 de março no Amazonas, que passava por surto da doença.


Quais são os grupos prioritários? Grávidas, puérperas e crianças de 6 meses a 6 anos, trabalhadores de saúde, indígenas, idosos, professores e pessoas com comorbidades, além de funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade. Quem não se encaixa nos grupos prioritários só poderá tomar a vacina contra a gripe na rede privada.


Quem não pode tomar a vacina da gripe? Cunha afirma que bebês abaixo dos 6 meses de idade e pessoas que tenham tomado a vacina anteriormente e tenham sofrido ataque anafilático não devem tomar a vacina da gripe. A novidade este ano é que pessoas com alergia leve a ovo não têm contraindicação para tomar a vacina e com alergia severa (anafilaxia) também poderão se imunizar, porém somente em ambientes seguros, com recursos para atendimento, caso necessário, segundo o presidente da SBIm. Segundo o médico, a vacina não mudou. O que mudou foi a conduta adotada pelo Ministério da Saúde.

 
Posso ficar gripado depois de tomar a vacina? Não. De acordo com o pediatra Juarez Cunha, presidente da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), como os vírus da vacina são inativados, ou seja, estão mortos, a pessoa não ficará gripada após tomar a vacina. Entretanto, a vacina demora cerca de 15 dias para fazer efeito e, desta forma, caso a pessoa tenha gripe, pode ter sido ou pelo imunizante ainda não ter tido efeito ou porque a pessoa foi infectada antes de tomar a vacina.


A vacina da gripe tem efeitos adversos? Não. Como é feita de vírus mortos, não causa efeitos colaterais. Pode causar, apenas, dor ou inchaço local
Posso tomar a vacina se estiver com gripe? Cunha afirma que, em casos leves de gripe, ou seja, sem presença de febre, apresentando apenas tosse, a pessoa poderá tomar a vacina da gripe. Em casos moderados ou graves, o paciente deve evitar qualquer imunização até a regressão do quadro.


Tomei a vacina no ano passado. Tenho que tomar a vacina esse ano novamente? Sim. A vacina da gripe protege durante um ano e sua composição está sempre mudando, pois a OMS (Organização Mundial da Saúde) faz um estudo com amostras do vírus circulante em cada região, orientado a formulação da nova vacina.

 

R7

Foto: Rovena Rosa/Agência Bras