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O verão é a época em que as mulheres precisam ficar mais atentas com a saúde íntima. Os fungos e bactérias, naturalmente presentes na flora vaginal, proliferam com mais rapidez em ambientes úmidos.

saude

Segundo a ginecologista, obstetra e sexóloga Dra. Erica Mantelli há um desequilíbrio no PH vaginal. “Esse fator associado à baixa imunidade do corpo, faz com que haja um aumento nas secreções, corrimentos e até algumas doenças como, por exemplo, a candidíase”, explica a médica.

Para evitar os problemas, a ginecologista alerta que o principal erro está nos hábitos mais simples. “O biquíni molhado, por exemplo, é o principal vilão da vagina no verão. As mulheres entram no mar ou na piscina e continuam com a parte íntima úmida. Isso acarreta no desenvolvimento de fungos e bactérias. O ideal é sempre levar uma troca na bolsa e se manter seca durante o dia.”, ressalta.

O uso incorreto de absorventes diários também são um erro. “Como são feitos de algodão, a vagina fica ainda mais úmida e isso pode desencadear secreções e corrimentos. Absorventes diários são apenas adequados para situações de emergência ou durante o ciclo menstrual, deixando claro que o recomendável é trocá-lo de quatro em quatro horas, mesmo se o fluxo sanguíneo for baixo”, completa Dra. Erica.

Cuidados simples fazem com que o verão seja mais proveitoso e sem desagrados. O sabonete íntimo é indicado para o uso sem exageros. “Todo e qualquer medicamento, sendo natural ou não, deverá passar pela avaliação médica”, conclui.

 

Dra. Erica Mantelli

Graduada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro, com título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Dra. Erica Mantelli tem pós-graduação em Medicina Legal e Perícias Médicas e Sexologia/Sexualidade Humana pela Universidade de São Paulo (USP). É formada também em Programação Neurolinguística, por Mateusz Grzesiak (Elsever Institute).

 

Equipe Contato Comunicação & Marketing

impotenciaO uso prescrito de medicamentos contra a disfunção erétil reativa a vida sexual de homens impotentes e recupera a autoestima. O uso inadequado desses comprimidos, comprados na farmácia sem receita médica, pode fazer mal a saúde, alertam urologistas e outros especialistas.

Foi para sentir-se seguro que Willian, como prefere ser chamado, passou a usar aos 26 anos o Viagra. “Na época eu estava falhando mesmo. O negócio estava feio. O negócio estava ficando sem graça para o meu lado, vergonhoso [...] Estava com completo desinteresse.”

Hoje, aos 39, diz já ter usado vários tipos de medicamento em doses diferentes. Ele conta que, para melhorar a autoestima, costuma tomar o medicamento quando sai com uma nova parceira. Sem modéstia, Willian diz que, assim, dá “um espetáculo”.

Para o especialista Paulo Aguiar, do Conselho Federal de Psicologia, esse tipo de comportamento é  “um grande sintoma da sociedade”. “Isso [o uso do viagra] preenche vazios e inseguranças do sujeito”, analisou.

Aguiar ressalta que o uso indevido de remédios contra impotência expõe homens clinicamente saudáveis à dependência psicológica e reafirma padrões sociais nem sempre positivos, em que prepondera a virilidade masculina.

Uso recreativo

Alex Sandro Baiense, do Conselho Federal de Farmácia, aponta que o caso de Willian é generalizável. “Há um abuso do uso desse tipo de medicamento de pessoas que não tem quadro clínico que justifique o uso desse medicamento. Fica mais no campo do uso recreativo, da questão performática para causar impressão”. Ele lembra que a orientação aos farmacêuticos é de que “qualquer medicamento esteja com a indicação adequada”.

“Nenhuma medicação pode ser usada de forma aleatória, simplesmente alguém chegar à farmácia e comprar. Medicina não funciona assim. Medicina funciona quando há consulta médica, tem que ter uma orientação”, aconselha o urologista Carlos da Ros.

“A gente tem um universo pequeno de pessoas que têm contraindicação absoluta de usar esse tipo de medicação, mas há um universo grande de sintomas e sinais que podem ocorrer com o uso da medicação. Quando o paciente não é alertado disso, ele acaba se surpreendendo com o efeito colateral”, acrescenta o urologista Osei Akoamoa Jr.

Lucio Flavio Gonzaga Silva, cirurgião urologista, também condena o uso desnecessário e a falta de consulta ao médico. “Algumas situações contraindicam o uso desses medicamentos. Se você toma sem avaliação médica prévia, você pode estar em uma dessas situações de contraindicação e pode correr riscos graves. Nunca recomendamos o uso recreativo dessas substâncias”, completou.

O antropólogo Rogerio Lopes Azize, professor adjunto do Instituto de Medicina Social (Uerj), avalia que o consumo indevido de medicamentos para a disfunção erétil é sinal dos tempos. “Vivemos no ocidente contemporâneo em uma sociedade do desempenho, no qual nos vemos como um sujeito-empresa, cuja performance deve ser gerida e aprimorada. Isso atravessa e constrói a nossa subjetividade, influencia nossa relação com drogas em termos gerais, legais e ilegais”.

 

Agência Brasil

Foto: Pixabay

diabetesO diabetes é uma doença crônica que afeta cerca de 12,5 milhões de brasileiros, classificando o Brasil como o quarto em maior número de casos no mundo, segundo o International Diabetes Federation (IDF).

De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, cerca de 5% a 10% dos casos são de diabetes mellitus tipo 1, que está relacionado à genética e se manifesta entre a infância e a adolescência, e 90% é de diabetes mellitus tipo 2, ligada à idade, obesidade e estilo de vida.

Para o diagnóstico do diabetes são feitos três exames, de glicemia em jejum, hemoglobina glicada e o teste oral de tolerância à glicose, de acordo com o endocrinologista Daniel Kendler, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem).


O exame de glicemia em jejum é feito por meio de uma gota de sangue para medir a quantidade de glicose na corrente sanguínea depois de oito horas em jejum e, se o resultado for acima de 126 mg/dl, é considerado diabetes.

O exame de hemoglobina glicada é feito como um exame de sangue comum, avaliando a quantidade de açúcar e picos glicêmicos dos três meses anteriores ao resultado e, se o resultado for de 6,5%, determina que o paciente é diabético.

Já o exame de tolerância oral à glicose é feito a partir da ingestão de um líquido açucarado e, após duas horas, é coletada uma amostra de sangue que, se apresentar resultado a partir de 200, determina o diabetes, conforme explica Kendler.
Segundo Kendler, a partir da detecção, é importante diferenciar o tipo de diabetes (tipo 1 ou tipo 2) do paciente para determinar o tipo de acompanhamento e tratamento que ele necessitará. Kendler afirma que para ambos os tipos de diabetes são recomendadas dietas com acompanhamento nutricional e exercícios.
Fornecimento de insumos

Para diabéticos tipo 1, há a dependência de insulina, na qual é necessária a reposição do hormônio por meio de uma injeção. Nesse caso, é necessário o uso de uma insulina basal e uma insulina de ação rápida. As insulinas disponibilizadas pelo Ministério da Saúde são a insulina de ação rápida, insulina NPH e insulina regular humana, e são distribuídas pela Rede de Atenção Básica de cada município.


De acordo com o Ministério da Saúde, as insulinas devem ser armazenadas na geladeira, com a temperatura entre 2°C e 8°C, enquanto fechada. Após aberta, a insulina tem validade de 30 dias e pode ser deixada em temperatura ambiente menor que 30°C.

Em poucos casos, diabéticos do tipo 2 podem precisar também da reposição de insulina. A maioria dos diabéticos desse tipo pode fazer o controle da doença com remédios também disponibilizados na Rede de Atenção Básica, conforme o receituário médico. O Ministério da Saúde fornece os medicamentos Metformida, Glicazida e Glibenclamida.

Já a aquisição de glicosímetros para o monitoramento glicêmico diário, fitas de teste, agulhas e seringas devem ser receitados pelo médico. Segundo o Ministério da Saúde, o procedimento para a aquisição desses insumos varia em cada cidade, dando a cada município a autonomia para determinar como a distribuição será feita e quais os documentos necessários para aprovar o fornecimento destes.

"As pessoas que mais precisam do glicosímetro são aquelas que usam a insulina, de maneira a fazer o acompanhamento glicêmico para dosar a aplicação do hormônio", afirma o endocrinologista.

De acordo com Kendler, o acompanhamento médico para diabéticos do tipo 1 deve ser feito a cada três meses. Já para diabéticos tipo 2, o tempo de acompanhamento pode variar mediante aos resultados apresentados.

 

R7

Foto: Pixabay

Sabemos que a prática regular de atividades físicas auxilia na manutenção de uma vida saudável. Além disso, análises recentes apontaram os benefícios do exercício contra o câncer de mama. Instituições de pesquisa brasileiras realizaram, em parceria com o Ministério da Saúde, um estudo que constatou que 12% das mortes causadas por câncer de mama no Brasil poderiam ser evitadas com a prática de atividades físicas regularmente. Saiba mais sobre o assunto!

Benefícios do exercício contra o câncer
Exercícios físicos auxiliam no controle da produção de hormônios femininos, entre eles o estrogênio. Essa substância está ligada ao câncer de mama, pois estimula e multiplica as células nos seios. Se alguma delas tiver uma anomalia, o excesso do hormônio favorece a replicação celular, desencadeando o tumor do órgão.

O tempo ideal estipulado pelos cientistas para dedicar à prática de atividades é de 150 minutos por semana, que podem ser divididos de acordo com a disponibilidade da pessoa (30 minutos por dia durante 5 dias na semana, por exemplo). O hábito contribui para o fortalecimento da imunidade e para amenizar a inflamação do organismo, tornando-se um aliado no combate à enfermidade, já que os exercícios equilibram a produção de estrogênio. Outro benefício é a diminuição da formação de leptina, substância encontrada no corpo que, se produzida em excesso, pode provocar câncer na pós-menopausa.

A edição de 2017 da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) informou que pouco mais de 13% das mulheres que moram em capitais brasileiras são sedentárias no tempo livre. O estudo também aponta que 51,3% da população feminina se exercita menos do que deveria. Ou seja: menos da metade desse público pratica a quantia adequada de atividades por semana.

 

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