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vacinaAdultos que perderam a carteira de vacinação infantil devem receber as  imunizações previstas para aquela faixa etária — 0 aos 10 anos — que estejam dentro do calendário do adulto, de acordo com a pediatra Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Ela afirma que as vacinas obrigatórias para esse período são a tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), hepatites A e B, varicela (catapora) e tríplice bacteriana (difteria, tétano e coqueluche).

Pessoas entre 20 e 59 anos devem receber ainda as doses de imunizações que não existiam durante sua infância. "São quase todas do calendário dos adultos", explica.

Segundo o pediatra Renato Kfouri, vice-presidente da SBIm, o programa de imunizações começou apenas nos anos 1960 e, no caso da vacina contra o sarampo, por exemplo, pessoas acima de 50 anos não a receberam.

Kfouri afirma que só é considerada imune a pessoa que tomou duas doses da imunização depois do primeiro ano de idade, com o intervalo mínimo de um mês entre elas. Portanto, quem tomou apenas uma dose aos 9 meses não está imune. Ele explica que o Ministério da Saúde aplica duas doses da vacina contra sarampo entre um e 29 anos, e dose única entre 30 e 49 anos.

"Muitos adultos perdem a carteirinha de vacinação, não lembram se tomaram determinada vacina ou juram que tomaram, mas a condição é contrária. Esses adultos devem ser revacinados e não existe o menor problema de isso acontecer", completa Ballalai.

Porém, Ballalai afirma que, por uma questão cultural, essa faixa etária acredita que não precisa se vacinar. "As pessoas entendem que vacina é 'coisa de criança'. A vacina é para qualquer idade", assegura. A médica ainda diz que há também há falta de costume por parte dos médicos de fazer essas recomendações, afetando a conscientização da necessidade de receber tais imunizações.

Segundo o calendário de imunizações da SBIm, adultos entre 20 e 59 anos devem receber as vacinas tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba), hepatite A e B, HPV, tríplice bacteriana (difteria, tétano e coqueluche) ou a dupla adulto (difteria e tétano), varicela (catapora), gripe — a vacina deve ser aplicada anualmente pois, além do tempo de proteção expirar, o vírus em circulação muda —, meningocócicas conjugadas, meningocócica B, febre amarela, pneumocócicas e herpes zóster (a partir dos 50 anos).

partir dos 50 anos).

Entretanto, nem todas essas imunizações estão disponibilizadas na rede pública. O Ministério da Saúde oferece as vacinas tríplice viral, hepatite B, dupla adulto (difteria e tétano), febre amarela, HPV — apenas para adolescentes— e gripe — apenas para grupos de risco em Unidades Básicas de Saúde (UBS). Já clínicas privadas de imunização dispõem de todas as vacinas preconizadas pela SBIm.

Ela afirma que, com orientação médica, as vacinas podem ser tomadas todas no mesmo dia. Para mulheres que pretendem engravidar, as vacinas devem ser tomadas com pelo menos 30 dias de antecedência, também com orientação médica.

A vacina de HPV deve ser tomada por adultos, com variação de idade entre os sexos. Para mulheres, é recomendada a vacinação entre 9 e 45 anos. Para homens, entre 9 e 26 anos.

Segundo Ballalai, o correto é passar antes por uma avaliação médica, para que a pessoa receba orientação sobre a necessidade de tomá-las ou não conforme as restrições individuais.

 

R7

Foto: Pixabay

Para o dia-a-dia, o protetor solar toque seco pode ser uma opção para não escorrer nos olhos? A dermatologista Jade Cury Martins, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que o produto toque-seco tem uma cosmética agradável e é ótimo para peles oleosas. Quanto à ardência nos olhos, os filtros inorgânicos são tidos como menos irritantes. Protetor em base ou bastão, mais espessos, mantém o produto no local aplicado, sendo indicados para essa região específica.

Se for usar base e pó, o que vem antes: a base e o pó ou o protetor solar? Atualmente há inúmeros produtos fotoprotetores com coloração que podem substituir o uso da base, mas, se desejar usar base, aplique primeiro o filtro solar e depois a base.


Sobre o protetor solar com cor, como escolher o tom que combina com a pele? A médica explica que existem protetores com cor em forma de pó ou base. "Pós e bases reduzem o brilho da pele, uniformizando a cor e a textura, além de protegerem das radiações solares. Existem diferentes tons a depender das marcas e ainda tons color adapt, ou seja, que se adaptam a diferentes tons de pele", explica.

 
Qual o fator de proteção indicado para cada tom de pele? A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda o uso de fator de proteção solar mínimo de 30 para qualquer tipo de pele, inclusive no dia-a-dia. Produtos com fator de proteção mais alto são indicados para pessoas com maior sensibilidade ao sol, antecedentes pessoais ou familiares de câncer de pele, em tratamento de fotodermatoses, expostos a uma maior quantidade de radiação solar por motivos profissionais ou de lazer.

 
Qual o protetor ideal para peles negras? O fator recomendado é o 30, segundo a dermatologista. "Algumas pessoas com pele negra queixam-se da cosmética dos protetores que, às vezes, podem deixar uma coloração esbranquiçada na pele. Hoje há produtos em gel creme que não causam esse aspecto", diz. Segundo ela, os filtros com cor têm várias opções de tons e podem ser uma opção.

 
Quem fica o dia inteiro no escritório deve usar protetor solar? Sim. O uso de protetor solar deve ser diário, com fator de proteção solar mínima de 30. A radiação ultravioleta ultrapassa janelas e as lâmpadas de dentro do escritório emitem outros tipos de radiação, como luz visível, que podem causar danos à pele, como manchas
Foto: Pixabay
Quais áreas do corpo costumam ser esquecidas pelo protetor? Áreas frequentemente esquecidas são a pele ao redor dos olhos, orelhas, careca e dorso dos pés
Quem gosta de ficar o dia inteiro no mar ou piscina deve optar por qual protetor? Devido à dificuldade de reaplicação e ao alto tempo de exposição, o uso de camisetas com tecidos que possuam proteção ultravioleta e de bonés ou chapéus é indicado, além de óculos escuros que protegem não só os olhos, mas também a região ao seu redor. Já, para o esportista, o ideal é um protetor que permita maior aderência à pele devido ao suor constante e às atividades aquáticas. O spray é uma boa opção devido à rápida aplicação e secagem.


O Hipoglós é uma opção para usar no rosto e nos lábios, em cima do protetor, como os surfistas fazem? O ideal é fazer uso dos fotoprotetores, em bastões ou sticks, e não do Hipoglós. "Todos os protetores solares no Brasil foram testados e se sabe exatamente o fator de proteção. Já o Hipoglós não passou por teste para avaliação de proteção solar. Trata-se de uma pomada para assaduras, de barreira", explica a dermatologista.

 

R7

Em uma reunião realizada na Residência Oficial, nesta quinta-feira (13), o Piauí deu mais um passo rumo ao pioneirismo nos estudos com canabinidol por meio de um trabalho técnico envolvendo universidades e pesquisadores do Piauí e de outros estados. O Piauí é o primeiro estado do Brasil a iniciar um projeto de regulamentação do canabidiol, ou CDB, com fins de saúde pública. A substância é usada para o tratamento de doenças neurológicas e atualmente possui alto valor de mercado. A população que necessita do medicamento muitas vezes recorre à justiça para obter subsídios de custeio.

“Estamos acertando com a Universidade Estadual do Piauí e a Secretaria de Estado de Saúde para fazer uma pesquisa para ver a qualidade dos efeitos do canabidiol consumido por pacientes do Piauí”, informou Wellington Dias.

No Brasil, a comercialização do canabidiol já é permitida para fins médicos através da importação.

Os pesquisadores contam com o apoio do governo no diálogo com instâncias nacionais como o Ministério da Saúde e Agência de Vigilância Sanitária. O indicativo é de que as pesquisas sejam iniciadas em março de 2019, em parceria com Residência Médica em Neurologia do Hospital Universitário (HU) da Universidade Federal do Piauí (UFPI).

De acordo com Franklin Vargas, presidente da Associação Brasileira dos Usuários do Canabidiol (Anuc), um dos objetivos dos estudos que serão realizados no Piauí é baratear o custeio da dosagem do medicamento. “Otimizar o dinheiro que é gasto com a compra de CBD no estado. Hoje as pessoas entram na justiça para pagar o tratamento que é de alto custo. Queremos montar uma pesquisa pioneira no HU e utilizar esse dinheiro que já é gasto para fins de estudos”, explica.

 

Sesapi

ebolaCientistas americanos descobriram uma proteína presente nas células humanas capaz de atrapalhar a reprodução do vírus do ebola. A doença, uma das mais mortais que existem, mata até 90% dos infectados e ainda não há vacina nem medicamento disponível para tratar a população. O vírus chegou a tirar a vida de mais de 11 mil pessoas na África Oriental no surto de 2014.

Segundo a pesquisa, existe uma proteína humana, a RBBP6, que consegue interferir no ciclo de replicação do vírus dentro das células do corpo. O mecanismo funciona da seguinte forma:

Primeiro, o vírus do ebola entra na célula humana. Dentro dessa célula, existe a RBBP6;

O ebola, explicam os cientistas, tem duas proteínas que precisam se ligar uma à outra para que ele consiga se multiplicar — a VP30 e a NP;

Os pesquisadores descobriram que a proteína do vírus VP30 e a proteína humana RBBP6 conseguem se ligar uma à outra. Quando elas duas se conectam, a proteína do vírus não consegue se ligar à sua outra, a NP, o que diminui o ritmo de reprodução do vírus do ebola.

Quando a RBBP6 é removido das células, por sua vez, o vírus se multiplica muito mais rápido.

O estudo foi publicado nesta quinta (13) na revista científica 'Cell', e foi realizado em uma parceria de pesquisadores das universidades americanas Northwestern, do Estado da Geórgia e da Califórnia em San Francisco, além dos Institutos Gladstones.

A descoberta, afirmam os pesquisadores, pode ajudar a desenvolver um medicamento que seja capaz de entrar nas células e replicar o comportamento da RBBP6 — ou seja, atrapalhar a multiplicação do ebola.

Mas, se essa proteína já existe nas células humanas de forma natural, por que não conseguimos lutar contra a doença?

"Infelizmente, não há uma resposta fácil para isso", explica o pesquisador Judd Hultquist, um dos primeiros autores do estudo e professor de infectologia na Universidade Northwestern. "O vírus do ebola, como outros vírus, invade as células hospedeiras e as utiliza para se replicar. As células humanas desenvolvem, então mecanismos de defesa contra esses vírus, mas eles evoluem muito, muito mais rápido que os humanos. O ebola consegue superar esse bloqueio de replicação. Ainda não temos certeza de como isso acontece, mas estamos estudando", explica.

A contaminação pelo vírus se dá pelo contato direto com sangue, saliva ou secreções de quem estiver doente. Hoje, há um surto de ebola no Congo. Até terça (11), a Organização Mundial de Saúde já havia confirmado 457 casos da doença no país, com 250 mortes confirmadas pela doença.

Detecção em meia hora

Uma outra pesquisa, publicada nesta quarta (12) na revista 'Science Translational Medicine', traz possibilidades de detecção rápida do ebola: uma ferramenta que diagnostica a doença em 30 minutos. Os métodos atuais, segundo os pesquisadores, levam de uma a quatro horas para dar um diagnóstico.

Além disso, o teste, desenvolvido por pesquisadores nos Estados Unidos, Guiné e Senegal, consegue também distinguir a doença de outras com sintomas iniciais similares, como a febre de Lassa e malária. Uma única amostra de sangue é suficiente para que o teste consiga detectar antígenos para as três doenças.

Para Kléber Luz, médico do departamento de infectologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e consultor internacional da Organização Pan-Americana da Saúde, o teste ainda precisa ser levado a campo, mas é promissor, inclusive, por conseguir diferenciar essas doenças.

"A OMS não tem, até agora, em seu portfólio, testes rápidos. Esse teste deve ser feito no campo e, se tiver o desempenho esperado, vai representar um grande avanço, tanto em zonas onde ocorre a infecção por ebola, tanto para pacientes que venham da África e venham a cair doentes aqui no Brasil. Você rapidamente faz o teste, detecta a doença, e mantém o paciente em isolamento", avalia .

O isolamento, explica Luz, é necessário porque, mesmo no cadáver de um paciente que morreu por conta do vírus, as chances de transmissão são altas.

Além do tempo maior para dar o resultado, explica Luz, os testes atuais não podem ser feitos no local onde os pacientes estão. Isso é outra vantagem do exame desenvolvido pelos pesquisadores dos três países, avalia o professor da UFRN: a intenção é que ele seja feito fora de laboratórios, na "ponta do atendimento".

"A malária, a febre de Lassa e o ebola são doenças que via de regra ocorrem em surtos, em regiões extremamente distantes dos centros urbanos, com dificuldades de hospitais, postos de saúde e laboratórios", lembra Luz.

A tecnologia da pesquisa publicada nesta quinta (13) não precisa ser guardada em temperaturas frias e pode ser usada em áreas que não têm eletricidade.

Os próprios cientistas que desenvolveram a ferramenta alertam, no entanto, que ainda é preciso fazer mais observações. Eles experimentaram o exame em 586 amostras clínicas, das quais 190 eram de ebola.

 

G1

Foto: Frederick Murphy/CDC via AP