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Sinais do corpo que parecem uma coisa, mas na verdade são outra. Isso acontece com a síndrome do pânico. Os sintomas são muito parecidos com os do infarto e podem confundir até na hora do atendimento médico.

“Eu comecei a sentir o braço formigar, sentia dor no peito, sentia que tinha alguma coisa empurrando aqui [no coração]”, conta a professora Caroline de Sousa Servente. Ela e o noivo, Daniel Rodrigues Plácido, foram parar várias vezes no hospital com sintomas de um infarto. “Formiga o braço, falta o ar. Chegava no OS, 30 minutos depois não tinha mais nada”, relata o noivo.

O problema não era no coração. Quando descobriram a causa de tudo, o jogo virou. “Comecei a tomar medicação, fazer terapia, ter mais controle sobre os pensamentos, ansiedade, que é o que provoca o pânico. Comecei a aprender a lidar com o problema”, conta a Carol. Ela segue tomando remédios e fazendo terapia.


Aos poucos, ela vai ganhando confiança e autonomia. “Antigamente eu ficava evitando situações que provocavam a crise – dirigir, passar num túnel, pegar transporte público lotado. Hoje eu enfrento. Me sinto melhor, porque sei diferenciar o pânico do estresse, do infarto”.

O Daniel também tem trabalhado para ter controle durante a crise. “Exercícios de respiração, tentar manter a calma. Se eu vejo que não está passando, eu tomo remédio. Mas remédio para mim é o último caso”.


É comum as pessoas irem primeiro ao cardiologista quando têm uma crise de pânico. É importante fazer uma avaliação cardiológica para descartar qualquer problema cardiovascular.


Síndrome do pânico
A síndrome do pânico é uma crise de ansiedade aguda e intensa, acompanhada de sintomas físicos. É repentina e não tem uma causa definida. Diante de uma crise, a pessoa se sente ameaçada, mas não entende as causas e nem sabe como reagir ao problema. Ela dura alguns minutos e passa, mas pode ficar uma sensação de mal-estar.

As crises podem ocorrer uma vez na semana ou várias vezes ao dia. Algumas pessoas desenvolvem fobia de sair porque não querem ter as crises.

A síndrome tem um aspecto biológico muito forte. É preciso tomar remédio para diminuir a ansiedade, além da psicoterapia.

Sintomas da crise:

Musculatura tensa
Respiração ofegante
Coração disparado
Falta de ar
Pressão ou dor no peito
Palidez
Sudorese
Tremores

Bem Estar

adoçanteO adoçante não emagrece nem melhora a saúde, de acordo com um estudo realizado pelo grupo de pesquisa internacional Cochrane a pedido da OMS (Organização Mundial da Saúde) e publicado no British Medical Journal. O órgão prepara um relatório com orientações sobre como substituir a substância.

Em comparação com o açúcar, o estudo mostra que não há evidências convincentes de que os adoçantes possam ajudar a perder peso, embora ressalte que mais pesquisas ainda são necessárias para embasar essa afirmação.


O estudo contou com uma equipe de pesquisadores europeus que analisaram 56 pesquisas sobre o impacto do uso de adoçantes como o aspartame e a estévia no peso, no controle glicêmico e em doenças cardiovasculares.

Como conclusão, o estudo afirma não haver “nenhuma diferença estatística ou clínica relevante entre aqueles que utilizaram adoçantes e açúcar”.

Em editorial do periódico BMJ, Vasanti Malik, da Escola de Saúde Pública da Unviersidade Harvard, nos Estados Unidos, ressaltou que mais pesquisas são necessárias para comprovar essa tese.


No entanto, segundo ele, com base nas evidências já existentes, substituir o açúcar por adoçantes, especialmente em bebidas, pode ser uma estratégia útil para reduzir o risco de diabetes, doença cardíaca e AVC.

O endocrinologista Renato Zilli, do Hospital Sírio-Libanês, frisa que os adoçantes devem ser utilizados em quantidade limitada. “O gosto doce no cérebro faz com que a pessoa deseje alimentos mais doces. Existem estudos que ligam adoçantes a compulsão alimentar, diabetes, ganho de peso e doenças crônicas", afirma.

Fabricantes de alimentos e de bebidas estão sob pressão no Brasil e em outros países ocidentais para ajudar a combater a epidemia de obesidade.
A OMS tem como objetivo produzir orientações sobre os adoçantes, pois seu uso é difundido como uma alternativa saudável ao açúcar.

 

R7

Foto: Pixabay

Todo paciente que vai fazer um tratamento de câncer e ainda está em idade reprodutiva deve ser alertado da possibilidade de perder a fertilidade e saber as opções disponíveis para preservá-la. Alguns tratamentos podem destruir óvulos e espermatozoides, explica o oncologista Fernando Maluf e a ginecologista Ana Lucia Beltrame.

Todo tratamento de câncer pode prejudicar a fertilidade da mulher. Depende da medicação, da dose que foi utilizada e da idade da mulher. Já no homem, a fertilidade não é tão afetada. Entretanto, ele também deve ser alertado da possível perda de fertilidade.
Quando engravidar?


Segundo o oncologista Fernando Maluf, o ideal seria engravidar depois de cinco anos do término do tratamento de câncer. Contudo, a decisão precisa ser discutida caso a caso. A indicação é esperar, no mínimo, um ano após o tratamento para evitar o risco de prematuridade.

Como preservar a fertilidade da mulher?


Congelamento de óvulos


Congelamento dos embriões


Congelamento do tecido ovariano (tratamento experimental)


A psicóloga Carla Alves Loto Crepaldi optou pelo congelamento de óvulos. Aos três anos de casamento, ela e o marido decidiram tentar engravidar, mas descobriram um câncer de mama. Uma médica amiga da família alertou que o tratamento do câncer poderia comprometer a fertilidade. Então, antes de iniciar a quimioterapia, Carla fez um procedimento de preservação dos óvulos.


“A gente não teve dúvidas [na hora de congelar os óvulos]”, conta a psicóloga. A coleta foi feita em São Paulo e o tratamento durou de 12 a 15 dias. Com os óvulos garantidos, Carla começou o tratar o câncer – quimioterapia, retirada de mama e radioterapia.

A doença está controlada, mas o casal ainda precisa esperar o fim do tratamento para tentar a gravidez – por via natural ou, se precisar, utilizando os óvulos congelados.

Como preservar a fertilidade do homem?
A forma mais comum é através do congelamento do sêmen coletado por masturbação, antes da quimioterapia ou radioterapia.

 

G1

remedioAdultos diagnosticados com esclerose múltipla remitente recorrente poderão utilizar o medicamento acetato de glatirâmer na versão de 40 miligramas (mg) via Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, a rede pública oferta apenas a versão de 20 mg. De acordo com o Ministério da Saúde, a incorporação vai permitir que o paciente reduza de sete para três as doses injetadas todas as semanas, garantindo maior qualidade de vida.

A esclerose múltipla pode ser classificada por níveis de evolução clínica. Casos remitentes recorrentes têm por características surtos autolimitados de disfunção neurológica com recuperação completa ou parcial. Segundo a pasta, cerca de 85% dos pacientes com a doença são inicialmente diagnosticados como remitentes recorrentes. Os outros níveis são secundariamente progressiva e primariamente progressiva.

A doença afeta normalmente adultos entre 18 e 55 anos de idade. Além disso, é duas a três vezes mais frequente em mulheres. Entretanto, crianças e idosos também podem ser atingidos.

No mundo, estima-se que a cada 100 mil habitantes, 33 sofram com a enfermidade. No Brasil, o cálculo do ministério é que em torno de 35 mil pessoas convivam com a esclerose múltipla, sendo que cerca de 15 mil estão em tratamento atualmente no SUS.

Entre os principais sintomas estão fadiga, formigamento ou queimação nos membros, visão embaçada, dupla ou perda da visão, tontura, rigidez muscular e problemas de cognição.

 

Agência Brasil