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A realidade virtual promete ser uma das grandes aliadas do envelhecimento. Sua aplicação no campo da longevidade ainda é restrita e cara, mas esperamos que siga o caminho de toda inovação tecnológica e se popularize. Na Universidade de Utah, nos Estados Unidos, o professor Kenneth Bo Foreman, diretor do Motion Analysis Core Facility, lidera um projeto cujo objetivo é melhorar o equilíbrio de pacientes com Doença de Parkinson, diminuindo o risco de quedas.

Visualize o que acontece no laboratório dessa universidade: ali está sendo testado um programa chamado Treadport, desenvolvido num ambiente que, em inglês, se chama CAVE (Cave Automatic Virtual Environment). Num lugar fechado, a pessoa com Parkinson coloca um par de óculos que se assemelha aos disponíveis no mercado e sobe numa esteira. Utilizando um equipamento de segurança com alças e correias que a impede de cair – lembra um pouco o usado em voos de asa delta – anda em direção a um espaço aberto que é projetado no chão e nas paredes: à sua frente e nas laterais. Os comandos pedem que ande em linha reta, para os lados e até corra, podendo se deparar com obstáculos também virtuais, como mostra o vídeo disponibilizado pelo professor Foreman. Quando consegue completar uma etapa com sucesso, o nível seguinte apresenta um grau maior de dificuldades.


Depois de sessões semanais de meia hora durante seis semanas, os pacientes demonstraram melhor equilíbrio e controle para lidar com obstáculos. Esse é um grande avanço, já que, para grande parte dos portadores de Parkinson, o simples ato de andar dentro de casa ou caminhar pela vizinhança pode ser desafiador. Para o cientista, a principal vantagem do experimento é levar o indivíduo a ampliar suas habilidades num ambiente totalmente seguro: “o exercício ganha uma outra dimensão, porque os participantes apreciam a experiência e se divertem com ela. Conseguem superar seus limites sem o medo de cair”.

Foreman apresentou seu trabalho no Experimental Biology 2019, evento que atrai cerca de 12 mil cientistas e expositores e foi realizado entre 6 e 9 de abril na Flórida. O próximo passo é levar o Treadport para o centro de reabilitação da universidade. Numa rápida conversa por e-mail com o G1, o professor Foreman admitiu que o grande desafio é o equipamento ser utilizado em grande escala: “já há muitos ambientes de realidade virtual, mas poucos com projeção no chão e que tenham sido customizados para um grupo específico com problemas de mobilidade. Optamos por usar óculos semelhantes aos comuns porque eles tornam a experiência mais real e também desenvolvemos sapatos especiais que recriam a sensação de pisar no terreno acidentado que está na tela. Nossa esperança é que de esse treinamento possa um dia beneficiar o maior número possível de pessoas”.

 

G1

 

labiolaporinoO lábio leporino é uma fissura decorrente da má formação do lábio e/ou palato ainda antes do bebê nascer. Essa condição é marcada por uma abertura, geralmente, no lado esquerdo e direito do lábio - de maneira que ambas as partes não se juntam e formam uma linha vertical aberta. Também chamada de fissura labiopalatal, essa anomalia afeta a fala e até mesmo a sucção do leite materno.


É um problema genético?
Acredita-se que o lábio leporino ocorra devido à predisposição genética do feto associada a fatores ambientais durante a gravidez, como consumo de bebidas alcoólicas, fumo e uso de medicamentos como corticoides e anticonvulsivantes.


Como saber quando a criança ter?
Segundo Dr. Paulo Marinho, ginecologista e obstetra da Perinatal, é possível descobrir se o bebê terá essa malformação ainda na barriga da mãe. Dependendo do tamanho da fissura, o diagnóstico pode ser feito no pré-natal, por meio de ultrassom. Durante o exame, que geralmente é realizado a partir da 20ª semana de gestação, são analisadas diversas áreas do corpo do bebê – inclusive possíveis lesões nos lábios.

Mas, de acordo com o médico, em alguns casos essa anomalia não é percebida. Ele explica que, em casos raros, as lesões podem passar despercebidas por serem pequenas ou pelo bebê estar em uma posição desfavorável no momento do exame. No entanto, na hora do parto são identificadas.


Tratamento
Ainda de acordo com Marinho, recomenda-se que a malformação seja corrigida o mais rapidamente possível. Ele explica que alguns procedimentos podem começar já nas primeiras horas de vida, como a colocação de placa moldada no céu da boca do bebê.“Essa intervenção não cirúrgica irá permitir que o bebê respire com mais facilidade, e muitas vezes consiga mamar ao seio, ou em mamadeira, com um menor risco de aspirar alimentos para o pulmão.


Como é a cirurgia?
Os procedimentos cirúrgicos são indicados após os três meses de vida e consiste em uma série de cirurgias que buscam corrigir a fissura palatina, reconstituir o lábio superior e reposicionar o nariz. A cirurgia assegura a integridade da estrutura óssea, a funcionalidade da musculatura da boca e face, além de evitar a voz anasalada e deficiências na respiração. Contudo, o número de operações depende do crescimento e da idade do paciente, bem como das estruturas envolvidas, como nariz, lábios e céu da boca.

O tratamento do lábio leporino leva de 16 a 20 anos para ser concluído e, durante a reabilitação, o crescimento dos ossos do crânio da face devem ser observados com atenção para que a pessoa não fique com sequelas, como crescimento inadequado dos ossos craniofaciais.


Pós-tratamento
A criança com lábio leporino deverá ser acompanhada por diversos profissionais de áreas como fonoaudiologia, cirurgia plástica, odontologia e psicologia. A atuação da equipe multidisciplinar é fundamental para estimular o desenvolvimento adequado da estrutura ortodôntica e evitar distúrbios respiratórios, infecções crônicas, má nutrição e problemas na dentição.

 

Vix

Foto: Fleckstone/Shutterstock

A FDA (Food and Drug Administration), órgão responsável pela liberação de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, aprovou no começo deste mês um novo remédio antirretroviral capaz de simplificar o tratamento para o HIV.

O medicamento em comprimido é composto por duas drogas — dolutegravir (DTG) e lamivudine (3TC) —, e é capaz de oferecer um tratamento completo para o HIV em pessoas que nunca receberam medicação para a infecção.


De acordo com o relato da diretora da Divisão de Produtos Antivirais dos EUA, Debra Birnkrant ao FDA, a aprovação do medicamento beneficiaria os pacientes que nunca se trataram, eliminando os efeitos tóxicos de interações de medicamentos quando há um tratamento combinado.
Segundo o órgão, a eficácia do medicamento foi comprovada por meio de um estudo realizado com 1.433 pessoas, que tomavam o remédio diariamente, e que não haviam realizado tratamentos anteriores.

 

Entre as reações adversas mais comuns estavam a cefaleia, náuseas, diarreia, insônia e fadiga. O FDA alerta, ainda, que pacientes gestantes e que tenham hepatite B devem ter atenção ao uso do medicamento.

 

R7

vacinaA Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe entra em nova etapa segunda-feira (22) em todo o país. A primeira fase, que teve início em 10 de abril, vacinou crianças, gestantes e puérperas. A partir da próxima segunda-feira (29), o Ministério da Saúde abrirá ao restante do público-alvo.

A partir desta segunda, também podem receber a vacina trabalhadores da saúde, povos indígenas, idosos, professores de escolas públicas e privadas, pessoas com comorbidades e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade.


De acordo com o ministério, 41,8 mil postos de vacinação estão à disposição da população. Além disso, 196,5 mil profissionais estão envolvidos, com a utilização de 21,5 mil veículos terrestres, marítimos e fluviais.


A influenza é uma doença sazonal, mais comum no inverno, que causa epidemias anuais, sendo que há anos com maior ou menor intensidade de circulação desse tipo de vírus e, consequentemente, maior ou menor número de casos e mortes.

No Brasil, devido a diferenças climáticas e geográficas, podem ocorrer diferentes intensidades de sazonalidade da influenza e em diferentes períodos nas unidades federadas. No caso específico do Amazonas, a circulação, de acordo com o ministério, segue o período sazonal da doença potencializado pelas chuvas e enchentes e consequente aglomeração de pessoas.

Até o fim de março, antes do lançamento da campanha, foram registrados 255 casos de influenza em todo o país, com 55 mortes. Até o momento, o subtipo predominante no país é influenza A H1N1, com 162 casos e 41 óbitos. O Amazonas foi o estado com mais casos registrados: 118 casos e 33 mortes. Por isso, a campanha foi antecipada no estado.

 

Agência Brasil

Foto: Erasmo Salomao/Divulgação Ministério da Saúde