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homemA falta de higiene peniana é um problema que pode assolar muitos homens. De acordo com a SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), não lavar bem o local pode gerar um ambiente propício ao desenvolvimento do câncer de pênis e, consequentemente, levar à sua amputação. Porém, o urologista Aguinaldo Nardi, do Instituto Lado a Lado pela Vida, afirma que o câncer de pênis não é causado apenas pela má higiene do local.


Nardi afirma que a amputação de pênis pode ser causada por outros fatores. A fimose ocorre quando o prepúcio, pele que reveste a cabeça do pênis (glande) dificulta a sua exposição e, ao dificultar a limpeza, estimula as células a se proliferarem, aumentando o risco de desenvolver câncer de pênis. O médico afirma que, acima dos três anos de idade, é recomendado que os homens façam a cirurgia de circuncisão para evitar problemas.


Outro fator que pode levar a casos de câncer e amputação do pênis é a infecção por DSTs (doenças sexualmente transmissíveis). Nardi explica que homens infectados pelo HPV têm maior chance de desenvolver câncer peniano. Desta forma, o urologista afirma que é importante que todos os homens façam uso de preservativos para evitar a contaminação.


O urologista afirma que a má higienização peniana se dá, em sua maioria, pela falta de informação de como higienizar o órgão de maneira adequada. Nardi explica que o pênis deve ser lavado diariamente, utilizando água e sabão. Ao lavar o órgão, o homem deve puxar a pele do pênis, de maneira a expor a glande, conhecida como cabeça do pênis.


Nardi explica que o pênis possui glândulas ao redor da cabeça que provocam secreções chamadas de esmegma. O esmegma é uma secreção branca composta por células descamadas da pele e óleos produzidos por glândulas da região e, se não for retirada de maneira adequada, ela pode alterar a morte celular programada pelo corpo, provocando o câncer.


Nardi explica que o pênis possui glândulas ao redor da cabeça que provocam secreções chamadas de esmegma. O esmegma é uma secreção branca composta por células descamadas da pele e óleos produzidos por glândulas da região e, se não for retirada de maneira adequada, ela pode alterar a morte celular programada pelo corpo, provocando o câncer.

O urologista afirma que o câncer de pênis pode ser agravado quando há a ocorrência de metástase, pois, além da amputação do pênis, pode afetar a circulação da região e levar o homem à amputação da perna também.

 

R7

Foto: Pixabay

Relatório de entidades ligadas à Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado hoje (29), alerta que o uso excessivo de medicamentos e os consequentes casos de resistência antimicrobiana podem causar a morte de até 10 milhões de pessoas todos os anos até 2050.

O prejuízo à economia global, segundo o documento, pode ser tão catastrófico quanto a crise financeira que assolou o mundo entre 2008 e 2009. A estimativa é que, até 2030, a resistência antimicrobiana leve cerca de 24 milhões de pessoas à extrema pobreza.

Atualmente, pelo menos 700 mil pessoas morrem todos os anos devido a doenças resistentes a medicamentos – incluindo 230 mil por causa da chamada tuberculose multirresistente.

“Mais e mais doenças comuns, incluindo infecções do trato respiratório, infecções sexualmente transmissíveis e infecções do trato urinário estão se tornando intratáveis”, destacou a Organização Mundial da Saúde (OMS) por meio de comunicado.

“O mundo já está sentindo as consequências econômicas e na saúde à medida em que medicamentos cruciais se tornam ineficazes. Sem o investimento dos países em todas as faixas de renda, as futuras gerações terão de enfrentar impactos desastrosos da resistência antimicrobiana descontrolada”, completou a entidade.

O relatório recomenda, entre outras medidas, priorizar planos de ação nacionais para ampliar os esforços de financiamento e capacitação; implementar sistemas regulatórios mais fortes e de apoio a programas de conscientização para o uso responsável de antimicrobianos e investir em pesquisa e no desenvolvimento de novas tecnologia,s para combater a resistência antimicrobiana.

 

Agência Brasil

As varizes são a dilatação das veias da superfície das pernas e das coxas. De acordo com o cirurgião vascular Kenji Nishinari, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, o problema é mais comum em mulheres, mas também pode ocorrer em homens. O médico explica que as varizes surgem devido a um enfraquecimento das válvulas desses vasos sanguíneos, que se dilatam e se tornam mais fracos.


O cirurgião vascular afirma que as varizes aparecem em pessoas com têm pré-disposição genética para desenvolvê-las. Outros fatores, como a realização de esforços repetitivos e ficar muito tempo em pé, podem ser agravantes para que haja esse inchaço nos vasos sanguíneos.


Nishinari afirma que, pelo fato de os homens demorarem mais a procurar um médico e se cuidarem menos, ao buscarem tratamentos, podem estar com graus mais avançados de varizes. Porém, não existe diferença de risco entre homens e mulheres.


Entre as complicações que podem acontecer em decorrência das varizes estão o surgimento de processos inflamatórios, edemas (inchaço) e formação de úlceras venosas, prejudicando a cicatrização. O médico afirma que a formação de úlceras é de difícil cicatrização e exige repouso.


O tratamento para as varizes é feito com meias elásticas de compressão para favorecer o retorno venoso, que é afetado com a dilatação dessas veias. Porém, para acabar definitivamente com o problema, pode ser necessário o tratamento cirúrgico, que consiste na retirada das veias. Existem também os métodos que cauterizam as veias com laser e injetam substâncias, como espuma, para fechar essas veias com funcionamento inadequado.


O tratamento para as varizes é feito com meias elásticas de compressão para favorecer o retorno venoso, que é afetado com a dilatação dessas veias. Porém, para acabar definitivamente com o problema, pode ser necessário o tratamento cirúrgico, que consiste na retirada das veias. Existem também os métodos que cauterizam as veias com laser e injetam substâncias, como espuma, para fechar essas veias com funcionamento inadequado.


O médico afirma que o diagnóstico é feito de maneira clínica, sem a necessidade da realização de exames. "As veias inchadas das varizes são extremamente superficiais e podem ser vistas a olho nu. As pessoas confundem e acham que elas são mais profundas, mas não são", explica.


O médico afirma que não é recomendado que pessoas que tenham varizes pratiquem atividades como halterofilismo e levantamento de peso, pois o esforço necessário para tais atividades pode agravar o problema.

 

R7

 

 

zikaA CAS (Comissão de Assuntos Sociais) do Senado debateu nesta semana a liberação do aborto por grávidas infectadas pelo vírus Zika. O assunto está na pauta de votação do STF (Supremo Tribunal Federal), com julgamento marcado para o dia 22 de maio. Convidados da comissão apresentaram dados que mostram um impacto do vírus em fetos muito menor do que se imaginava quando a epidemia da doença se espalhou em algumas regiões do país, em 2016.


Na ação que está no Supremo desde 2016, a Anadep (Associação Nacional de Defensores Públicos) defende, dentre outras medidas, a descriminalização do aborto no caso de grávidas infectadas pelo Zika. Raphael Parente, do Conselho de Medicina do Rio de Janeiro, afirmou que se sabe muito mais sobre o vírus hoje do que se sabia na época.

“Quando a Adin [ação direta de inconstitucionalidade] foi proposta, o conhecimento sobre o [vírus] Zika era muito incipiente. O conhecimento aumentou muito de lá pra cá. Um estudo publicado na revista The New England mostrou que apenas 15% dos bebês expostos ao Zika tiveram algum tipo de problema grave. Uma pesquisa mais recente, do CDC [Centro de Controle e Prevenção de Doenças] dos Estados Unidos, mostrou 5%”, disse Parente.

Lenise Garcia, doutora em microbiologia e presidente do Movimento Brasil Sem Aborto, apresentou dados do Ministério da Saúde divulgados em maio de 2017. No estudo, a microcefalia foi confirmada em menos de 20% dos casos, depois de alguns meses do nascimento da criança. Em 42% dos casos a doença foi descartada após investigação.


“Se mesmo depois de nascida a criança, é descartada a microcefalia em mais de 50% dos casos, imaginem como é incerto fazer um pré-diagnóstico intrauterino”, disse Lenise. Ela acrescentou que, na Polinésia Francesa, de onde se suspeita ter vindo o vírus, 1% das crianças nasceram com microcefalia, em um universo onde 66% da população foi contaminada pelo vírus.


“Nós temos o dado de que só 1% das crianças são afetadas quando a mãe tem a doença. Estudo científico com dados totais; não é amostragem da epidemia na Polinésia Francesa. Isso nos traz um questionamento a mais sobre usar a zika como justificativa para liberação do aborto”, acrescentou a microbióloga.

O autor do requerimento para a audiência pública, senador Eduardo Girão (Pode-CE), citou uma pesquisa realizada no Reino Unido sobre o impacto do aborto nas mulheres. “A mulher que faz aborto tem propensão muito maior a crises de ansiedade, a depressão, envolvimento com álcool e drogas e suicídio. Nesse aspecto é um caso de saúde pública sim. Quanto mais a gente debate esse assunto, mais a verdade vem à tona.”

Lenise acredita que, mesmo quando é confirmado um caso de microcefalia em um feto, seu direito à vida não pode ser negado. “E é particularmente problemático que se justifique o aborto em função de uma deficiência, porque é um preconceito com a pessoa com deficiência. Estou desconsiderando essa vida como uma vida digna de ser vivida.”

 

Agência Brasil

Foto: arquivo Agência Brasil