A vacina contra a poliomielite vai mudar e a versão em gotas não deve mais ser aplicada nas campanhas nacionais a partir do próximo dia 4 de novembro.

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O Ministério da Saúde vai substituir as duas doses de reforço com a vacina oral poliomielite bivalente (VOPb), conhecida como gotinha, por uma dose da Vacina Inativada pPoliomielite (VIP), que é injetável.

A mudança foi baseada em critérios epidemiológicos, evidências científicas e recomendações internacionais para deixar o esquema vacinal ainda mais seguro.

O esquema vacinal atual contempla a administração de três doses da VIP aos 2, 4 e 6 meses e duas doses de reforço da VOPb, a gotinha, aos 15 meses e aos 4 anos de idade.

Segundo o Coordenador de Imunização da Sesapi, Arthur Brito, a partir de 4 de novembro, com a gotinha deixando de ser utilizada, será necessária apenas uma dose de reforço com a injetável.

“Estamos passando por um período de transição, mas as crianças que já cumpriram o esquema vacinal, não vão precisar de um novo reforço da vacina”, afirma.

Hoje, 24 de outubro, é comemorado o Dia Mundial de Combate contra a Poliomielite. O Brasil está há 34 anos sem o registro da doença.

Sesapi

Durante o Outubro Rosa, mês de conscientização sobre o câncer de mama e nesse ano também sobre o câncer do colo do útero, ações voltadas à saúde da mulher são intensificadas em todo o Brasil pelo Ministério da Saúde. E todo esse esforço se justifica.

cancermam

De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de mama é o tipo de câncer mais frequente em mulheres, após o câncer de pele não melanoma. Para o Brasil, foram estimados 73,6 mil novos casos em 2024, com um risco de 66,54 casos a cada 100 mil mulheres.

Já o câncer do colo do útero é o terceiro tumor mais incidente entre as brasileiras com 17 mil novos casos por ano no triênio 2023-2025, correspondendo a uma taxa de incidência de 15,38 casos a cada 100 mil mulheres.

Apesar dos números elevados, o câncer do colo do útero é quase 100% evitável e o câncer de mama é considerado de bom prognóstico, especialmente se diagnosticado e tratado em fases iniciais, garante o Ministério da Saúde.

E é justamente a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama e de colo do útero o foco da campanha Outubro Rosa 2024 do Ministério da Saúde, cujo tema é “Mulher: seu corpo, sua vida”.

“O câncer de mama e o câncer de colo de útero são dois dos mais comuns entre mulheres no Brasil. Mas existe cura e prevenção. O diagnóstico e o tratamento para todos os tipos de câncer estão disponíveis no SUS, assim como a vacina HPV, para prevenção do câncer de colo de útero, e a mamografia, para a detecção precoce do câncer de mama”, afirma Nísia Trindade, ministra da Saúde.

Simbolizada por um auto abraço, reafirmando o protagonismo feminino e valorizando o autocuidado, a campanha “Mulher: seu corpo, sua vida” está sendo veiculada desde o começo deste mês. Assista:

Sinais e sintomas do câncer de mama ● Nódulo (caroço), fixo e geralmente indolor

  • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja
  • Alterações no bico do peito (mamilo) como retrações
  • Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço
  • Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos

De acordo com o Ministério da Saúde, esses sinais e sintomas devem sempre ser investigados por um médico para que seja avaliado o risco de se tratar de um câncer. É importante reforçar que a mamografia periódica de rastreio é recomendada com intervalo de dois anos para mulheres entre 50 e 69 anos.

Esse exame também pode ser feito periodicamente no caso das mulheres que têm recomendação médica, independentemente da faixa etária, se o profissional de saúde que faz o acompanhamento considerar necessário.

O SUS (Sistema Único de Saúde) oferece ações de prevenção, diagnóstico e tratamento dos casos.

Sinais e sintomas do câncer do colo do útero ● Pode não apresentar sintomas em fase inicial

  • Nos casos mais avançados, pode evoluir para sangramento vaginal intermitente (que vai e volta) ou após a relação sexual
  • Secreção vaginal anormal
  • Dor durante a relação sexual
  • Dor abdominal
  • Queixas urinárias ou intestinais

O Ministério da Saúde disponibiliza a vacina contra o HPV gratuitamente pelo SUS para adolescentes de 9 a 14 anos, com dose única.

Além disso, o exame preventivo Papanicolau ajuda identificar as lesões precursoras do tumor. Todas as mulheres que têm ou já tiveram atividade sexual, com idade de 25 a 64 anos, devem se submeter ao exame a cada três anos. As mulheres grávidas também podem fazer o preventivo.

Mulher, conhecer o seu corpo ajuda a identificar se algo não está certo. Percebeu algo diferente? Procure avaliação médica.

R7

Foto: Divulgação/Ministério da Saúde

A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) enviou médicos para participar da "Oficina de Atualização do PCDT de Manejo da Infecção HIV/AIDS em Crianças e Adolescentes" em Brasília. O evento reuniu profissionais de diversas partes do país com o objetivo de qualificar o atendimento prestado a pacientes infectados pelo vírus HIV, especialmente na faixa etária pediátrica e adolescente.

Entre os participantes da oficina estavam médicos de Teresina, do Hospital Natan Portella, além de representantes do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA/SAE) de Floriano e Piripiri. Os profissionais Dra Dennise Carvalho (SAE do Hospital Natan Portella), Dr. Vinicius Coelho (SAE Floriano) e Dra. Maria Das Dores (SAE Piripiri), foram selecionados pela Sesapi como parte de um esforço contínuo para investir na qualificação da equipe de saúde do estado.

De acordo com Dirceu Campêlo, superintendente de Média e Alta Complexidade da Sesapi, a capacitação dos profissionais de saúde é fundamental para garantir um atendimento de qualidade à população. "Capacitar nossos médicos é uma forma de assegurar uma assistência mais qualificada e ampliar o acesso dos usuários aos serviços de saúde", afirmou Campêlo.

Essa iniciativa faz parte do compromisso da Sesapi em melhorar os serviços oferecidos aos piauienses, investindo em treinamento especializado para que os profissionais estejam sempre atualizados com as melhores práticas de tratamento e manejo de doenças.

Sesapi

O uso de cannabis durante a gravidez pode proporcionar mudanças genéticas em bebês que podem ter impacto por toda a vida, alimentando a chance de efeitos colaterais da droga no desenvolvimento cerebral infantil.

Segundo estudos feitos na Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia, foi sugerido que o consumo da substância pela mãe pode deixar marcas no código genético do bebê, influenciando seu futuro neurodesenvolvimento de maneiras que ainda não pode ser compreendida.

Pesquisadores de várias partes do mundo descobriram que a exposição pré-natal ao cannabis provoca mudanças na forma como certos genes se expressam. Tais alterações genéticas foram acompanhadas em bebês logo após o nascimento e, curiosamente, permaneceram até a vida adulta.

Os genes afetados estão envolvidos na construção das redes neurais e no crescimento das vias neurais durante várias etapas do desenvolvimento. Foi possível identificar um número significativo de modificações moleculares em genes relacionados ao desenvolvimento neurológico e a doenças neuropsiquiátricas.

Embora os dados – ainda – não possam provar que a cannabis ocasiona mudanças genéticas, as evidências são suficientes para justificar uma investigação profunda. Quando se considera que o consumo de maconha entre grávidas nos Estado Unidos aumentou para a marca de 8% – era em torno de 3,4% em 2002 -, há uma cautela maior.

BossaNews Brasil