Qualquer pessoa do bem sabe que tomar café todo dia é uma das melhores coisas da vida. Agora, uma equipe de pesquisadores da Suécia e da China descobriu que, além do prazer sensorial, a ingestão habitual da bebida ou outras com cafeína, principalmente moderadamente, “foi associada a um menor risco de multimorbidade cardiometabólica”.

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Na prática, isso significa que a cafeína consumida todo dia no café ou no chá pode reduzir o risco de duas, ou mais, doenças relacionadas ao coração, de forma especial quando várias xícaras são consumidas por dia.

Conforme diversos estudos publicados, ter dois ou mais distúrbios ao mesmo tempo, em vez de só um, pode mais que dobrar o risco de morte. Essas condições incluem hipertensão, acidente vascular cerebral, diabetes ou doença cardíaca coronária. Esses distúrbios cardiometabólicos, afirma o estudo publicado na revista The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, têm menor chance de se desenvolver em amantes de café e chá.

Como foram identificados os consumidores de café e chá

A pesquisa prospectiva usou dados do grande estudo dietético longitudinal UK Biobank, sendo 172.315 participantes para análise de cafeína e 188.091 para análise de chá e café. Nenhum dos indivíduos, entre 37 e 73 anos, tinha qualquer tipo de doença cardiometabólica. A saúde dos participantes foi rastreada por uma média de 11 anos.

A definição de multimorbidade cardiometabólica (CM na sigla em inglês) foi definida no estudo como sendo a coexistência de pelo menos duas das seguintes condições: diabetes tipo 2, doença cardíaca coronária e derrame.

Já a identificação dos resultados das doenças cardiometabólicas foi feita a partir de condições médicas autorrelatadas pelos próprios participantes, além de dados de cuidados primários, registros de internação hospitalar e atestados de óbitos vinculados ao UK Biobank.

Resultados da pesquisa sobre os benefícios do café, chá e cafeína

A análise dos dados revelou que, quando comparados aos não consumidores ou consumidores de menos de 100 mg de cafeína por dia, os consumidores de três doses diárias de café (considerados moderados), ou 200 a 300 mg diárias de cafeína, tiveram um risco 48,1% ou 40,7% menor para CM de início recente.

Em um comunicado de imprensa, o autor principal do estudo, Chaofu Ke, da Faculdade de Medicina de Suzhou da Universidade Soochow, em Suzhou na China, explicou que “Consumir três xícaras de café, ou 200-300 mg de cafeína, por dia pode ajudar a reduzir o risco de desenvolver multimorbidade cardiometabólica em indivíduos sem nenhuma doença cardiometabólica”.

O estudo vai além e destaca que adotar a ingestão de quantidades moderadas de café ou cafeína como um hábito alimentar por pessoas saudáveis pode prevenir a CM no longo prazo.

Mega Curioso

Foto: Getty Images/Reprodução

A vitamina B ajuda na felicidade, no bom funcionamento dos sistemas nervoso e imunológico, a ter pele e cabelo bonitos. Como você deve ter percebido, ela tem uma infinidade de benefícios para o nosso corpo. E o que o torna tão essencial é que na verdade não é apenas uma molécula, mas oito moléculas diferentes.

O complexo B é formado por: B1, B2, B3, B5, B6, B8, B9 e B12. Solúveis em água, nosso corpo não consegue armazená-las em grandes quantidade e elimina o excesso na urina. Por isso, precisam ser ingeridas regularmente por meio da alimentação ou suplementos.

Para que servem as vitaminas do complexo B e quais os sinais de deficiência? Vitamina B1 (Tiamina) Ajuda a converter carboidratos em energia e é essencial para o funcionamento adequado do sistema nervoso e muscular.

Alimentos ricos em vitamina B1 incluem: carne de porco, frango, feijão, lentilha, ervilha, arroz integral, aveia, trigo integral, nozes e sementes de girassol.

Sinais de deficiência:

Fadiga e fraqueza Confusão mental ou perda de memória Problemas de coordenação muscular Batimentos cardíacos irregulares Formigamento ou dormência nas extremidades Vitamina B2 (Riboflavina) Desempenha um papel crucial no metabolismo energético e também atua como antioxidante, ajudando a combater os radicais livres.

Alimentos ricos em vitamina B2 incluem: leite, queijo, iogurte, ovos, vegetais de folhas verdes e amêndoas.

Sinais de deficiência:

Rachaduras e feridas nos cantos da boca (queilite) Língua inflamada e de cor roxa ou vermelha Olhos sensíveis à luz ou lacrimejamento excessivo Pele seca ou descamada, especialmente ao redor do nariz e orelhas Anemia Vitamina B3 (Niacina) Importante para a produção de energia celular e para a saúde da pele, nervos e sistema digestivo. Também pode ajudar a reduzir o colesterol.

Alimentos ricos em vitamina B3 incluem: frango, peru, atum, salmão, cereais integrais e enriquecidos, lentilhas e feijões.

Sinais de deficiência:

Pele áspera e avermelhada (especialmente quando exposta ao sol Diarreia Confusão mental, irritabilidade e depressão Em casos extremos, deficiência grave de niacina pode causar pelagra, que envolve dermatite, demência e diarreia. Vitamina B5 (Ácido Pantotênico) Necessária para a produção de coenzimas que participam do metabolismo energético e da síntese de hormônios.

Alimentos ricos em vitamina B5 incluem: cogumelos, abacate, ovos, cereais integrais, frango e fígado.

Sinais de deficiência:

Fadiga e irritabilidade Formigamento ou dormência nos pés Dores de cabeça Insônia Vitamina B6 (Piridoxina) Fundamental para a produção de neurotransmissores, como a serotonina e dopamina, que regulam o humor e o sono. Também ajuda no metabolismo de proteínas e na formação de glóbulos vermelhos.

Alimentos ricos em vitamina B6 incluem: carnes, banana, batata, espinafre e grãos integrais.

Sinais de deficiência:

Fissuras nos lábios ou ao redor da boca Irritabilidade e depressão Problemas no sistema nervoso (formigamento, convulsões) Anemia (células vermelhas do sangue anormais) Confusão mental e perda de memória Vitamina B7 (Biotina) Conhecida por seu papel na saúde da pele, unhas e cabelos. Ela também está envolvida no metabolismo de gorduras e carboidratos.

Alimentos ricos em vitamina B7 incluem: ovos (especialmente a gema), nozes e amêndoas, batata-doce, espinafre e levedura.

Perda de cabelo ou enfraquecimento Erupções na pele ou dermatite Unhas quebradiças Fadiga e falta de energia Mudanças de humor, como depressão Vitamina B9 (Ácido Fólico) Essencial para a produção e manutenção de novas células, especialmente em fases de rápido crescimento, como a gravidez. Também é importante na formação do DNA e do RNA.

Alimentos ricos em vitamina B9 incluem: vegetais de folhas verdes, Feijão, lentilha, ervilha, abacate, cereais enriquecidos e beterraba.

Sinais de deficiência:

Anemia megaloblástica (células vermelhas do sangue anormalmente grandes) Cansaço extremo Falta de ar e tontura Alterações no humor e problemas de memória Irritabilidade Em mulheres grávidas, a deficiência pode causar defeitos do tubo neural no feto, como espinha bífida. Vitamina B12 (Cobalamina) Necessária para a produção de glóbulos vermelhos, saúde neurológica e síntese de DNA. Sua deficiência pode levar à anemia e danos neurológicos.

Alimentos ricos em vitamina B12 incluem: carnes, peixes, leite, queijo, iogurte e ovos. Os veganos podem obter B12 através de suplementos ou alimentos fortificados, como cereais, bebidas à base de soja e levedura nutricional.

Sinais de deficiência:

Anemia perniciosa (anemia causada pela má absorção de B12) Fadiga extrema Formigamento ou dormência nas mãos e pés Dificuldades cognitivas (como confusão, perda de memória ou até demência) Palidez Fraqueza muscular Irritabilidade ou mudanças de humor Se você suspeita que pode ter deficiência de alguma vitamina do complexo B, é importante consultar um médico para avaliar e, se necessário, iniciar a suplementação ou ajustar a dieta.

Catraca Livre

Um estudo recente, envolvendo mais de 350 mil pessoas no Reino Unido, revelou 15 fatores de risco para o desenvolvimento de demência precoce, indo além da influência genética.

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Publicada na revista JAMA Neurology em dezembro de 2023, a pesquisa utilizou dados do UK Biobank e destacou aspectos importantes de saúde e estilo de vida que podem contribuir para o surgimento da condição em indivíduos com menos de 65 anos.

Com mais de 4 milhões de casos de demência precoce ao redor do mundo, essa condição impacta a vida de muitos que ainda estão em plena fase produtiva.

A cada ano, cerca de 370 mil novos diagnósticos são feitos, reforçando a importância de compreender melhor os fatores de risco.

Principais fatores de risco identificados Além da genética, os pesquisadores listaram fatores como baixa escolaridade, menor status socioeconômico, uso excessivo de álcool e isolamento social.

Outros elementos, como deficiência de vitamina D, níveis elevados de proteína C-reativa, AVC, diabetes e depressão, também foram destacados.

Essa descoberta ressalta a importância de considerar não apenas predisposições genéticas, mas também a adoção de hábitos saudáveis e a prevenção de doenças relacionadas.

A pesquisa sugere que, ao abordar esses fatores, é possível reduzir significativamente o risco de demência precoce.

Prevenção e próximos passos Os pesquisadores acreditam que esse estudo marca o início de uma nova fase na prevenção da demência precoce. Mais investigações são necessárias para aprofundar o entendimento sobre os fatores que desencadeiam a condição e desenvolver tratamentos mais eficazes. A saúde mental, em especial, foi destacada como um fator essencial, com o estresse crônico, a solidão e a depressão figurando entre os elementos de risco.

Esses achados abrem portas para novas intervenções, visando a redução do risco da demência precoce e a melhora da qualidade de vida de milhões de pessoas.

Sintomas da demência precoce A demência é uma condição que compromete a cognição, memória e o raciocínio, afetando as atividades diárias.

Alguns dos sintomas mais comuns incluem: Perda de memória: Dificuldade em lembrar eventos recentes e informações importantes. Dificuldade de comunicação: Troca de palavras e dificuldade em manter conversas. Problemas de raciocínio: Tomada de decisões simples se torna um desafio. Desorientação: Perda da noção de tempo e confusão sobre o local em que se encontra. Caso esses sintomas sejam identificados, é importante buscar um médico para um diagnóstico e tratamento precoce.

Catraca Livre

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Em algum momento todos nós morremos. No entanto, por razões diferentes. As causas mais comuns de morte incluem doenças cardiovasculares, como derrames e ataques cardíacos. O estilo de vida tem uma influência significativa.

Um estudo publicado no JAMA Network Open descobriu que, em comparação com os homens, as mulheres têm um risco aumentado de morrer de doenças cardiovasculares se fumarem muito maconha. Detalhes do estudo A análise avaliou dados de cerca de 121 mil pessoas, incluindo 66 mil mulheres e 55 mil homens. Quando os primeiros dados foram coletados, os participantes tinham em média 55 anos.

No geral, 3,8% dos homens e 1,9% das mulheres relataram que eram usuários pesados ​​de cannabis, o que foi definido como “uso diário ou quase diário por pelo menos alguns meses”.

Esses indivíduos tendiam a ser mais jovens e fumar tabaco. Eles eram menos propensos a beber álcool ou apresentar hipertensão, dislipidemia, obesidade ou diabetes.

Ao longo do estudo, 2,53% dos homens e 1,45% das mulheres morreram. Entre os homens, 0,57% dessas mortes foram de doenças cardiovasculares e 1,36% foram de câncer.

Entre as mulheres, 0,19% das mortes foram de doenças cardiovasculares e 0,99% foram de câncer.

Ingrediente ativo da cannabis como fator de risco para doenças vasculares Segundo os pesquisadores, é totalmente plausível que a cannabis possa piorar doenças cardiovasculares. O ingrediente ativo THC podem contribui para a inflamação, disfunção endotelial e desenvolvimento de aterosclerose.

Outro fator contribuinte pode ser a maior exposição ao monóxido de carbono através do fumo de cannabis, levando a níveis mais altos de carboxihemoglobina no sangue.

Ainda não está claro por que as mulheres são mais afetadas que os homens. Os pesquisadores acreditam que os hormônios sexuais desempenhem um papel.

Catraca Livre