Com base em dados do Ministério da Saúde, a SBU (Sociedade Brasileira de Urologia) informou que o câncer de próstata matou, em média, 47 brasileiros por dia em 2023. A associação alerta para os riscos de crescimento dos casos da doença, em meio à campanha do Novembro Azul. A revista científica internacional Lancet, em um texto publicado no primeiro semestre, prevê que o número de novos casos deve aumentar nos próximos anos.

As informações nacionais mostram que 17 mil homens morreram da doença no ano passado, e o diagnóstico tardio aumenta a letalidade da enfermidade, reduzindo as chances de cura. O presidente da SBU, Luiz Otávio Torres, ressalta que os homens tendem a buscar menos atendimento médico do que as mulheres. “Ele fica totalmente sem alguém para cuidar dele, até que chegue a idade adulta e, muitas vezes, sem estar informado sobre tudo o que pode acontecer, acaba desenvolvendo tumores oncológicos em estágios mais avançados”, explica.

Torres também ressalta que o acompanhamento deve começar cedo e levar em conta a saúde geral. “Não estamos falando apenas de urologia; a saúde geral do homem, como diabetes, hipertensão, colesterol alto, vida sedentária e obesidade, são fatores associados a tumores como o câncer de próstata. A importância de o homem fazer os exames e cuidar da sua saúde é diagnosticar doenças em fases iniciais e poder tratá-las, aumentando a sobrevida”, diz Torres.

Casos em alta Segundo a comissão de câncer de próstata da Lancet, os casos da doença devem duplicar até 2040, passando de 1,4 milhão em 2020 para 2,9 milhões em 2040, devido ao aumento da expectativa de vida global. A previsão é que também haja um aumento de 85% no número de mortes (de 375 mil em 2020 para 694 mil em 2040).

Sintomas Entre os principais sintomas do câncer de próstata estão:

Dificuldade para urinar; Sensação de bexiga cheia mesmo após ir ao banheiro; Diminuição do jato de urina; Dores na região pélvica; Presença de sangue na urina ou no sêmen. Porém, os especialistas alertam para os casos assintomáticos, principalmente nas fases iniciais, tornando o acompanhamento ainda mais importante. O câncer de próstata, quando detectado precocemente, tem grandes chances de cura.

Exames Segundo o Ministério da Saúde, a recomendação médica é que, a partir dos 50 anos, homens realizem exames anuais de toque retal e dosagem de PSA (Antígeno Prostático Específico). Para aqueles com histórico familiar da doença, recomenda-se iniciar o acompanhamento a partir dos 45 anos.

Agência Brasil

A Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi) orienta a população sobre a mudança no esquema vacinal contra a poliomielite. Desde a última segunda-feira (4), as duas doses de reforço com vacina oral poliomielite bivalente (VOPb), conhecida como gotinha, foram substituídas por uma única dose de vacina inativada poliomielite (VIP) que é injetável.

polio

"É importante ressaltar que essa mudança não representa nenhum tipo de prejuízo, a eficácia é mesma de quem completou o esquema com a gotinha. A orientação é que pais ou responsáveis levem as crianças às unidades básicas de saúde para continuar ou iniciar o esquema vacinal com a VIP”, enfatiza Luciane Leal, supervisora da Rede de Frios da Sesapi.

A mudança no esquema vacinal foi estabelecida pelo Ministério da Saúde, com base em critérios epidemiológicos, evidências científicas sobre a vacina e recomendações internacionais para deixar o esquema vacinal ainda mais seguro. Países como os Estados Unidos e nações europeias já utilizam esquemas vacinais exclusivos com a VIP.

Agora, o esquema vacinal será:

2 meses – 1ª dose 4 meses – 2ª dose 6 meses – 3ª dose 15 meses – dose de reforço

A alteração do esquema vacinal no Brasil foi amplamente discutida em Reunião da Câmara Técnica Assessora em Imunizações (CTAI) e recebeu aval do colegiado. A decisão contou com a participação dos representantes de sociedades científicas, com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e acompanhamento da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Sesapi

Distinguir entre um infarto e um ataque de ansiedade pode ser uma tarefa complexa, pois ambos compartilham sintomas como taquicardia e falta de ar. No entanto, é essencial compreender as particularidades que podem ajudar a diferenciar essas condições.

Sintomas de ansiedade e infarto A ansiedade intensa geralmente vem acompanhada de sintomas físicos relacionados à ativação do sistema nervoso autônomo, que se manifestam em situações de estresse agudo. Entre os sinais, destacam-se:

Palpitações Falta de ar Tremores Sudorese Tontura Em contraste, o sintoma clássico de um infarto é a dor no peito, muitas vezes descrita como um aperto, que pode irradiar para o braço esquerdo, pescoço ou costas.

O cirurgião cardiovascular Dr. Elcio Pires Junior explica que um infarto ocorre devido à obstrução do fluxo sanguíneo nas artérias, resultando em dor intensa no peito, formigamento, enjoo, transpiração excessiva e dificuldade para respirar. “Esses sinais tendem a se intensificar nas horas seguintes”, alerta o médico.

Como reconhecer as diferenças Embora ambos os episódios possam causar dor no peito, a intensidade e a duração dos sintomas variam. As crises de ansiedade geralmente atingem seu pico entre 10 e 20 minutos, seguidas de uma diminuição gradual dos níveis de adrenalina. Já os sintomas de um infarto tendem a piorar com o tempo.

Principais sintomas de infarto: Dor no peito que pode irradiar para a nuca, queixo ou braços Náuseas e dor abdominal Falta de ar e palpitações Transpiração intensa e sensação de desmaio Os fatores de risco para infarto incluem idade, histórico familiar, colesterol alto, estresse, tabagismo e doenças preexistentes como diabetes e hipertensão. Principais sintomas de ansiedade: Sensação intensa de medo Taquicardia e aumento da temperatura Sudorese e tremores Medo de perder o controle ou de morrer

O que Fazer? Se você ou alguém próximo apresentar sintomas que possam indicar um infarto, busque ajuda médica imediatamente. Para lidar com ataques de ansiedade, técnicas de respiração profunda e relaxamento podem ser eficazes, além de considerar a ajuda de um profissional de saúde mental.

Catraca Livre

Catraca Livre

A luta contra a paralisia infantil ganhou um novo esquema vacinal. Não se trata de uma nova vacina, mas sim de uma outra forma de promover a imunização de bebês e crianças. A partir deste sábado (4) as populares gotinhas deixarão de existir e a vacinação será exclusivamente injetável.

esquemavacinal

As duas doses em gotas da vacina oral poliomielite bivalente (VOPb) foram substituídas pela injeção, chamada de vacina inativada poliomielite (VIP). O novo esquema tem a seguinte ordem: crianças de 2 meses: 1ª dose; 4 meses: 2ª dose; 6 meses: 3ª dose; e a partir de 15 meses aplicação de dose de reforço.

“A gotinha deixa de existir, mas a proteção para as nossas crianças continua e de forma ainda mais segura. O Zé Gotinha, no entanto, segue trabalhando como símbolo de vacinação para alertar sobre a prevenção de outras doenças e ajudando a salvar vidas”, afirma a secretária de Saúde do DF, Lucilene Florêncio.

A mudança realizada pelo Ministério da Saúde é baseada em evidências científicas e recomendações internacionais. No DF, desde 28 de setembro, a Secretaria de Saúde não aplica mais as doses de reforço em gotinha.

“Não foi introduzida uma nova vacina. O que temos é um novo esquema vacinal. Ou seja, deixamos de oferecer o formato híbrido entre as gotas e a vacina injetável para ficar apenas a injetável. Temos estoque suficiente para atender o novo esquema. A vacina oral contra a poliomielite já foi retirada das salas de vacina e está em processo de logística reversa para o Ministério da Saúde”, explica a gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira.

Após a aplicação das três primeiras doses, o imunizante injetável confere quase 100% de proteção, com altos títulos de anticorpos. Já para as doses de reforço em crianças de 15 meses e menores de 5 anos, a orientação é comparecer às Unidades Básicas de Saúde para definir as datas de vacinação.

R7

Foto: Lúcio Bernardo Jr / Agência Brasília