A hipersensibilidade ao barulho é um verdadeiro fardo diário num mundo como o nosso, e isto se aplica especialmente a muitas pessoas autistas.

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Tudo é tão barulhento, as lojas, os centros das cidades, os parques infantis, etc. Então, se todos nós já vivemos uma situação em que o ruído é perturbador, imagine como é para uma pessoa com hipersensibilidade sensorial.

O que exatamente é hipersensibilidade ao ruído? A hipersensibilidade acústica é uma intolerância ou baixa tolerância ao ruído. Os sons que incomodam as pessoas hipersensíveis parecem à primeira vista muito comuns e passam completamente despercebidos pela pessoa neurotípica, às vezes até inaudíveis para a maioria das pessoas.

No entanto, pessoas autistas com hipersensibilidade auditiva percebem os sons de maneira diferente de outras pessoas.

Além disso, é difícil para um autista classificar os diferentes sons ouvidos e atribuir-lhes as prioridades corretas, dando-lhes a sensação de uma espécie de ruído constante.

Isso pode ser muito problemático e causar grande cansaço, enxaquecas, estresse e dificuldade de concentração. Estímulos sonoros muito fortes podem incapacitar a pessoa por um determinado período de tempo (até vários dias).

Todas as pessoas autistas são hipersensíveis ao ruído? Não, nem todas as pessoas com transtorno do espectro do autismo são hipersensíveis ao ruído.

Em primeiro lugar, é importante saber que uma pessoa autista pode ser hipersensível ou hiposensível. E assim essas peculiaridades sensoriais podem se aplicar a diferentes sentidos: audição, tato, paladar, visão ou olfato.

A hiposensibilidade é exatamente o oposto da hipersensibilidade, ou seja, a pessoa não sente as coisas o suficiente e, portanto, procura um estímulo mais forte. Quando se trata de sons, ela pode, por exemplo, fazer vocalizações ou aproximar-se de determinados sons para estimular a audição.

Consequências da exposição ao excesso de ruído Quando um autista hipersensível a ruído é exposto a excesso de barulho, como em uma festa ou rua movimentada, pode ocorrer a sobrecarrega sensorial.

Esse estado pode levar a estresse extremo, ansiedade, confusão e até comportamentos de fuga ou crises intensas de estresse.

Se as pessoas afetadas não tiverem a oportunidade de se acalmar e se retirar, elas podem ter uma explosão de raiva, por exemplo, gritar alto, atirar objetos ou machucar a si mesmo ou a outras pessoas.

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Foto: © Hammarby Studios/istock

Um estudo destacou que o consumo regular de uma fruta pode auxiliar na diminuição da gordura visceral, que se acumula ao redor dos órgãos internos.

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A pesquisa, publicada no Journal of Nutrition, contou com a participação de 105 voluntários com sobrepeso ou obesidade.

Qual fruta pode ajudar na redução da gordura visceral? A pesquisa revelou que aqueles que consumiam abacate diariamente apresentaram uma redução significativa nesse tipo de gordura. A diminuição acabou sendo notada em poucas semanas.

A pesquisa dividiu os voluntários em dois grupos: um consumia uma refeição com abacate diariamente, enquanto o outro grupo recebia alimentos com o mesmo valor calórico, porém sem abacate.

Após 12 semanas, observou-se que o grupo que ingeriu abacate apresentou níveis mais baixos de gordura visceral, reforçando os benefícios desse alimento.

O que torna o abacate tão benéfico? O abacate é um alimento rico em nutrientes essenciais, incluindo gorduras monoinsaturadas, vitaminas e fibras.

Suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias ajudam no combate ao acúmulo de gordura, especialmente a visceral, que é a mais perigosa para a saúde, pois envolve órgãos vitais como o fígado e os intestinos.

Embora a gordura subcutânea, responsável pelos “pneuzinhos” na barriga, seja frequentemente o foco por razões estéticas, a gordura visceral é mais prejudicial.

A gordura visceral não é visível, pois envolve os órgãos na cavidade abdominal, como fígado, pâncreas e intestinos.

Seu acúmulo, influenciado por fatores como dieta inadequada, sedentarismo e até mesmo o estresse, está associado a doenças como diabetes tipo 2, problemas cardiovasculares e até certos tipos de câncer.

Afinal, o que mais fazer para perder gordura visceral? Manter uma alimentação equilibrada: focar em alimentos ricos em fibras, proteínas magras e gorduras saudáveis. Evitar açúcar, carboidratos refinados e gorduras saturadas, que podem contribuir para o acúmulo de gordura visceral. O consumo de alimentos ricos em antioxidantes, como o abacate citado anteriormente, pode ser uma estratégia eficaz para combater esse tipo de gordura e melhorar a saúde metabólica.

Praticar exercícios físicos regularmente: atividades aeróbicas, como caminhada, corrida e ciclismo, são especialmente eficazes na queima de gordura visceral. Exercícios de força, como musculação, também ajudam a aumentar o metabolismo e a queima de calorias.

Dormir o suficiente: um sono de qualidade é fundamental para regular hormônios que influenciam o armazenamento de gordura, como o cortisol. Dormir mal pode aumentar o acúmulo de gordura na região abdominal.

Reduzir o estresse: o estresse crônico eleva os níveis de cortisol, o que pode aumentar a gordura visceral. Práticas como meditação, ioga e exercícios de respiração podem ajudar a controlar o estresse.

Evitar o consumo de álcool em excesso: bebidas alcoólicas são ricas em calorias vazias, o que pode favorecer o acúmulo de gordura visceral. Limitar o consumo pode ser importante para a perda de gordura.

Aumentar a ingestão de água: manter-se hidratado melhora o funcionamento do metabolismo e, por fim, facilita a eliminação de toxinas que podem influenciar no acúmulo de gordura.

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Foto: © iStock/Iuliia Burmistrova

Pesquisadores fizeram uma descoberta importante que pode transformar o tratamento do câncer. Eles criaram “atlas celulares” — mapas que mostram como as células de tumores estão organizadas e como se comportam — em diferentes tipos de câncer, incluindo mama, cólon e pâncreas.

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Esses mapas ajudam a entender melhor o que leva uma célula a se tornar cancerígena e por que algumas partes do tumor respondem de forma diferente aos tratamentos.

Os estudos foram publicados em 12 artigos nesta quarta-feira (30) na revista Nature. Em um deles, os pesquisadores rastrearam as mudanças celulares que acontecem quando um tumor começa a crescer no cólon, usando uma espécie de “relógio molecular”. Isso permitiu identificar que vários tipos de células, e não apenas uma, podem contribuir para o crescimento dos tumores, o que antes ninguém sabia.

Outros artigos mostraram como as células imunológicas interagem com o câncer. Foi descoberto que, em certos casos de câncer de mama, as células de defesa do corpo acabam ficando “cansadas” com o tempo e perdem a capacidade de atacar o tumor, o que pode explicar por que alguns cânceres são mais difíceis de tratar.

Os estudos ainda mostram que tratar essas células desgastadas com terapias que recuperam sua função pode ajudar a melhorar as respostas aos tratamentos.

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Foto: Reprodução/Boston Medical Center

O pó de café que costuma ser utilizado diariamente pode servir de um grande estímulo para evitar problemas neurodegenerativos, como a demência. Em um estudo feito por cientistas, foi descoberto que compostos criados a partir de borra de café, podem proteger os neurônios.

A descoberta, publicada pela revista científica Environmental Research, destacou que os pontos quânticos de carbono à base de ácido cafeico (CACQDs, na sigla em inglês) protegeram os neurônios contra condições neurodegenerativas quando os fatores de risco eram obesidade, idade e exposição a pesticidas e outros produtos químicos tóxicos.

“Os pontos quânticos de carbono baseados em ácido cafeico têm o potencial de serem transformadores no tratamento de doenças neurodegenerativas. Isso ocorre porque nenhum dos tratamentos atuais trata essas doenças, apenas ajudam a controlar os sintomas. Nosso objetivo é encontrar uma cura abordando as bases atômicas e moleculares que impulsionam essas condições”, explicou o pesquisador Jyotish Kumar, da Universidade do Texas em El Paso, nos EUA, um dos autores do estudo.

Os cientistas realizaram experimentos com células e outros modelos associados ao Parkinson e descobriram que os CACQDs atuaram como neuroprotetores, realizando a remoção de radicais livres, evitando ainda que fossem causados danos, além de inibir o acúmulo da proteína amiloide.

Os CACQDs são adequados para ajudar na prevenção das doenças neurodegenerativas, visto que o ácido cafeico podem penetrar a barreira hematoencefálica e atuar nas células do interior do cérebro. Para tal, os pesquisadores usaram os pontos quânticos, que são nanopartículas semicondutoras. Os pontos foram extraídos da borra de café cozida a 200º C por quatro horas, ao qual tornou o processo sustentável em virtude da abundância do material.

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