A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) apresentou, nesta terça-feira (22), em reunião com o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde e áreas técnicas da pasta, a Rede Alyne, estratégia de reestruturação da antiga Rede Cegonha, cujo objetivo é reduzir a mortalidade materna em 25%.

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Os pontos apresentados serão levados para aprovação na Comissão Intergestora Bipartite e, em seguida, encaminhados ao Ministério da Saúde. Entre as ações estão a reestruturação dos serviços de urgência e emergência, o incentivo ao aleitamento materno, mais investimento em pré-natal, leitos canguru e modelo de financiamento por nascido vivo.

“Neste primeiro momento, apresentamos aos municípios como será essa reestruturação da rede e quais as estratégias adotadas. Após aprovação em CIB, enviaremos ao ministério, que fará sua análise e o repasse dos recursos, que serão para custeio, por meio de portaria”, explica a diretora de Vigilância em Saúde da Sesapi, Cristiane Moura Fé.

A Rede Alyne, que substitui a Rede Cegonha, tem o objetivo de reduzir a mortalidade materna em 25%. O novo programa busca diminuir a mortalidade materna de mulheres negras em 50% até 2027. A rede também conta com ações voltadas para a saúde materno-infantil.

“O novo modelo de financiamento será distribuído de forma equitativa, visando reduzir desigualdades regionais e raciais. O objetivo é triplicar o repasse para exames de pré-natal, incorporar novos testes rápidos e fortalecer a atenção à saúde da gestante”, reforça a superintendente da Atenção Primária e Municípios da Sesapi, Leila Santos.

    O Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) de Floriano esteve presente nos dias 09 e 10 de outubro na II Oficina de Atualização do Manejo Clínico de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS, realizada em Brasília. O evento reuniu especialistas de várias regiões do país para discutir as novas diretrizes e práticas no cuidado às pessoas com HIV, promovendo uma troca de conhecimentos essenciais para o enfrentamento da epidemia no Brasil.

CTA de Floriano participa de oficina sobre manejo clínico de HIV/AIDS em Brasília

Representando o CTA de Floriano, Hérica Leal, diretora da instituição, participou ativamente das discussões e destacou a importância do encontro para a melhoria da assistência oferecida aos pacientes na região. "Esses momentos são fundamentais para que possamos atualizar as estratégias de cuidado e acolhimento às pessoas vivendo com HIV/AIDS, além de reforçarmos o compromisso com a humanização do atendimento", afirmou Hérica.

Durante a oficina, foram abordados temas como o uso de novas terapias antirretrovirais, o fortalecimento da adesão ao tratamento e a importância do acompanhamento integral de saúde dos pacientes. Além disso, a capacitação também trouxe reflexões sobre as políticas públicas vigentes e as necessidades de aprimoramento no sistema de saúde.

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Quando alguém menciona depressão, logo a imagem que vem à mente é de alguém com um semblante triste ou desanimado. No entanto, muitas pessoas se surpreendem ao saber que existem outros sintomas igualmente importantes.

Um dos sintomas, infelizmente muitas vezes ignorado, é a anedonia, que é a perda do prazer pelas coisas que você costumava gostar.

A anedonia, termo que vem do grego e significa “sem prazer”, é uma sensação bastante comum, enfrentada por cerca de 75% dos adultos e jovens diagnosticados com depressão.

Embora seja comum, é muito difícil de ser tratada, uma vez que afeta a qualidade de vida do paciente de maneira significativa e direta.

O que é anedonia? Resumidamente, a anedonia pode ser caracterizada como uma redução no interesse ou prazer em todas ou quase todas as atividades que antes eram apreciadas por uma pessoa.

Isso significa que coisas que o indivíduo normalmente gostava não despertam mais nele sentimentos de satisfação ou contentamento.

Embora esteja primariamente associada à depressão, é importante ressaltar que a anedonia também pode ser um sintoma de outros distúrbios, como esquizofrenia e ansiedade. Portanto, é uma condição que precisa ser observada com cuidado para um diagnóstico e tratamento adequado.

O que o sintoma causa? Indivíduos com anedonia muitas vezes descrevem a condição não só como a perda da alegria, mas também como a redução da motivação para realizar atividades.

Para alguns, pode significar uma diminuição na vontade de fazer tarefas específicas, como ir para a escola ou encontrar amigos. No entanto, para outros, o quadro pode ser mais sério, ao ponto de não querer fazer absolutamente nada, nem mesmo viver.

É possível diagnosticar uma pessoa com depressão se ela sofrer de anedonia consistentemente por pelo menos duas semanas, mesmo que não se sinta triste ou desanimada. Isso mostra que a anedonia é um sintoma relevante e deve ser monitorado como tal.

Tratamento desafiador Apesar de ser um sintoma sério e que afeta muitas pessoas, a anedonia muitas vezes não é o foco principal do tratamento da depressão.

É estranho, mas em boa parte dos casos, o tratamento se voltará basicamente para lidar com outros sintomas comuns da depressão, o que pode deixar muitos pacientes com anedonia sem receber o tratamento adequado para sua condição.

Pesquisas recentes sugerem que eles podem ter dificuldades para se empenhar em terapias, mesmo as mais promissoras. Isso é mais provável por causa da própria natureza da anedonia – uma perda da motivação.

No entanto, embora complexa, isso não significa que não haja esperança para as pessoas afetadas pela anedonia. Já existem pesquisas para descobrir uma maneira de melhorar o tratamento.

Assim, busque ajuda profissional se você acha que pode estar sofrendo de anedonia ou se tiver sintomas de depressão.

Atenção: o Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail e chat, 24 horas todos os dias.

 

O Piauí tem avançado significativamente na melhoria da saúde pública, com a instalação de mais de 200 novos leitos hospitalares em diversas unidades de saúde só este ano. Além da ampliação da capacidade de atendimento, o estado investiu na modernização de hospitais e na descentralização dos serviços, permitindo que a população tenha acesso mais fácil e rápido aos cuidados médicos. Essas medidas visam não apenas aumentar a oferta de serviços, mas também garantir um atendimento de qualidade, refletindo o compromisso do governo com a saúde da população.

Em Floriano, o Hospital Regional Tibério Nunes recebeu 80 novos leitos após a entrega da ampliação da unidade de saúde, que é referência na região Sul do Piauí. Atualmente, o hospital conta com 289 leitos. Na segunda etapa da ampliação serão entregues mais 68 leitos. "A expansão proporciona uma melhor gestão do fluxo de pacientes oriundos da UPA de Floriano que necessitam de internação", afirma o superintendente de Média e Alta Complexidade da Sesapi, Dirceu Campêlo.

O município de Picos também passou a contar com mais leitos de internação com a inauguração do novo hospital regional. Funcionando de forma gradativa, a nova unidade de saúde já conta com 60 leitos de enfermaria e 10 de UTI. Ainda em Pìcos, o Hospital Regional Justino Luz ganhou 18 novos leitos pediátricos, totalizando 28 em operação. O litoral do estado também foi beneficiado com a ampliação de leitos na região. O Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (Heda), em Parnaíba, recebeu uma nova enfermaria com 39 leitos. "A ampliação de leitos garante o atendimento com mais qualidade e evita a transferência de pacientes para outras cidades", disse o secretário de saúde, Antonio Luiz.

Novos leitos também foram entregues no Hospital da Polícia Militar (HPM), em Teresina, que passa a se tornar referência no atendimento de ortopedia, dermatologia, planejamento familiar e odontologia para pessoas com TEA e Deficiência Intelectual, além de cirurgia geral. Além de leitos, o Governo do Piauí, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), tem investido na modernização de equipamentos nos hospitais e implantação de novos serviços. Em Simplício Mendes, por exemplo, o novo centro cirúrgico do Hospital Estadual José de Moura Fé já possibilitou a realização de quase 300 procedimentos este ano.

"Para isso, instalamos lá 7 leitos de enfermaria cirúrgica, garantindo a retaguarda dos procedimentos", destaca Dirceu Campelo.

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