O feijão é uma verdadeira fonte de nutrientes, rico em vitaminas, minerais e fitoquímicos essenciais para a saúde. O que torna este alimento ainda mais especial é sua combinação única de proteínas vegetais e fibras solúveis, que desempenham um papel importante na regulação dos níveis de colesterol.

Se o feijão não é um dos seus alimentos preferidos ou você busca formas de incluí-lo mais frequentemente em sua alimentação, aqui vão alguns motivos para considerar!

Benefícios do feijão para a saúde Contribui para o controle de peso A combinação poderosa de proteínas e fibras presente no feijão traz vários benefícios, incluindo o auxílio na manutenção de um peso saudável. Esses nutrientes promovem uma maior sensação de saciedade, o que pode ajudar a reduzir a ingestão de calorias ao longo do dia, mantendo a fome sob controle por mais tempo.

Um estudo publicado na revista Nutrients em 2023, que acompanhou 15.185 pessoas ao longo de 10 anos, revelou que indivíduos que consumiam feijão com regularidade apresentaram menos ganho de peso e acúmulo de gordura abdominal em comparação com aqueles que não consumiam feijão com tanta frequência.

Melhora da saúde intestinal O intestino humano contém uma vasta quantidade de bactérias benéficas, que ajudam na proteção contra diversas doenças crônicas, como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, inflamações intestinais e até mesmo o câncer. Para que essas bactérias boas prosperem, elas precisam de fibras como fonte de energia.

Quando as fibras do feijão são quebradas por essas bactérias, são produzidos ácidos graxos de cadeia curta, que fortalecem a imunidade e ajudam a reduzir inflamações, contribuindo, assim, para a prevenção de doenças.

Reduz o risco de doenças cardíacas O feijão é uma das principais fontes de fibra solúvel, que auxilia na redução natural dos níveis de colesterol. Além disso, é rico em potássio, um mineral essencial para o controle da pressão arterial, mas que muitas pessoas não consomem o suficiente na dieta.

Uma fonte poderosa de nutrientes O feijão também é uma excelente fonte de carboidratos, fornecendo energia para o corpo. Ele é particularmente rico em proteínas, especialmente a lisina, uma das proteínas essenciais para o corpo humano.

Além disso, contém uma vasta gama de vitaminas do complexo B e minerais como ferro, cálcio, potássio e fósforo, fundamentais para o bom funcionamento do organismo. A quantidade significativa de fibras presentes no feijão ajuda não só na digestão, mas também no controle dos níveis de colesterol e glicose no sangue.

Gases e digestão Apesar de todos os seus benefícios, o feijão contém oligossacarídeos, que são açúcares que o corpo humano não consegue digerir completamente. Isso pode causar gases, especialmente se você não está acostumado a consumir feijão com frequência. Para minimizar esse efeito, uma dica útil é deixar o feijão de molho por pelo menos 12 horas antes de cozinhá-lo.

Por isso, especialistas em nutrição são enfáticos ao garantir que: incluir mais feijão na dieta é uma maneira simples e eficaz de melhorar sua saúde de várias formas, desde o controle do peso até a proteção contra doenças crônicas.

Catraca Livre

A vitamina B12 é essencial para o bom funcionamento do nosso organismo. Ela é fundamental para a formação das células sanguíneas e das funções do sistema nervoso central, além de ser importante para o metabolismo das proteínas e dos carboidratos.

Apesar disso, ainda há muito conhecimento parcial circulando sobre essa vitamina. Umas das grandes desinformações é achar que a deficiência de B12 afeta apenas vegetarianos e veganos. Pessoas que comem alimentos de origem animal também podem sofrer de baixos níveis desta vitamina essencial e começar a ver sintomas neurológicos.

O que é vitamina B12? A vitamina B12 é uma vitamina solúvel em água. Também é conhecida como cobalamina e é uma das vitaminas B. Como uma chamada “coenzima” – ou seja, parte de uma enzima – a vitamina B12 controla as reações no corpo humano.

A deficiência de vitamina B12 pode ser evitada consumindo cobalamina suficiente por meio de uma dieta saudável e balanceada. É importante saber quais alimentos contêm B12 e quando é necessário tomar suplementos.

Causas da deficiência de vitamina B12 A deficiência de vitamina B12 só se torna perceptível após alguns anos de ingestão insuficiente. Isso ocorre porque o fígado armazena vitamina B12. Então, quando o corpo não recebe mais vitamina B12, ele recorre a essas reservas.

O organismo humano não consegue produzir B12 sozinho, por isso a cobalamina deve ser absorvida através de certos alimentos. Várias causas podem levar a uma deficiência.

Na maioria das vezes, a deficiência de vitamina B12 é uma deficiência nutricional. Os veganos e vegetarianos, em particular, sofrem com isso porque a vitamina não está contida em alimentos vegetais.

Mas pessoas que seguem uma dieta desequilibrada também podem sofrer de deficiência.

Se a absorção da vitamina B12 for falha, também pode ocorrer uma deficiência. O corpo absorve a vitamina através de uma proteína de transporte, que é tecnicamente chamada de fator intrínseco e que se liga à vitamina B12 no intestino delgado.

O fator intrínseco reduzido ocorre quando as células do revestimento do estômago produzem a proteína apenas em pequenas quantidades.

É o caso, por exemplo, ao tomar medicamentos que reduzem a produção de ácido estomacal ou no caso de uma doença autoimune do trato gastrointestinal.

A falta de proteína de transporte também resulta em deficiência de vitamina B12, pois o corpo tem dificuldade em absorver a vitamina.

Sintomas de deficiência de B12 Se houver deficiência de cobalamina devido a deficiência de fator intrínseco e isso levar à anemia, ela é chamada de anemia maligna (anemia perniciosa).

A deficiência de vitamina B12 leva ao aumento dos níveis de homocisteína. Uma proporção aumentada de homocisteína no sangue aumenta o risco de aterosclerose e, como resultado, de doenças cardiovasculares.

A demência de Alzheimer também não é uma consequência rara de uma grave deficiência de vitamina B12. Se o déficit persistir durante muito tempo, a divisão celular é interrompida e já não é possível produzir glóbulos vermelhos suficientes.

Os sintomas mais comuns de deficiência de vitamina B12 incluem fadiga, dificuldade de concentração e depressão.

Na pior das hipóteses, uma deficiência pode causar anemia e sintomas neurológicos. Os sintomas neurológicos incluem formigamento e dormência nos membros, bem como comprometimento da memória, fraqueza muscular e problemas de visão.

Por que a vitamina B12 é tão importante para o corpo? O corpo humano precisa de certos micronutrientes, como minerais e vitaminas, para se manter em forma. A vitamina B12 tem uma influência particularmente significativa no desempenho físico e no bem-estar. Isso ocorre porque a vitamina B é necessária para os seguintes processos no corpo:

Assim como o ferro e o ácido fólico, a B12 é importante para a formação do sangue, mais especificamente para a formação dos glóbulos vermelhos. Apoia o funcionamento do sistema nervoso e promove a renovação celular. A cobalamina é importante para a utilização de carboidratos e ácido fólico dos alimentos.

Além da vitamina B6, homocisteína e ácido fólico, a B12 está envolvida na formação de novas proteínas, ácidos nucléicos e creatinina. A vitamina B12 está envolvida na conversão da homocisteína em metionina. Este último é um aminoácido fundamental para a construção de proteínas. Alimentos que contêm uma quantidade elevada de B12 A cobalamina é produzida por microorganismos – pequenos organismos como bactérias. Estas bactérias só são encontradas em quantidades suficientes em alimentos de origem animal.

É por isso que é particularmente importante que as pessoas que seguem uma dieta vegana ou vegetariana tomem a vitamina através de suplementos.

Os alimentos que contêm vitamina B12 são:

Fígado de vaca e vitela

Carnes (bovina, suína e frango)

Peixe (como cavala, truta, arenque, robalo, atum)

ostra

queijo

emmental

queijo

camembert

ovo

Requeijão

queijo tipo cottage

Leite

Catraca Livre

O câncer já é a primeira causa de morte em algumas regiões do Brasil, ocupando o lugar das doenças cardiovasculares. Um estudo inédito revela uma transição epidemiológica no país, tendência que já vem sendo observada em nações ricas. O trabalho, conduzido por pesquisadores da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e outras instituições, como Fundação Getúlio Vargas e Universidade Federal de Uberlândia, em Minas Gerais, acaba de ser publicado no The Lancet Regional Health - Americas.

cancermorte

Para chegar ao resultado, os autores analisaram dados de 5.570 municípios brasileiros fornecidos pelo Sistema de Informações de Mortalidade entre os anos de 2000 e 2019. Também foram avaliadas as mortes prematuras, aquelas que ocorrem na faixa dos 30 aos 69 anos, que não são atribuídas ao envelhecimento.

Nesse período, as taxas de mortalidade por doenças cardiovasculares caíram em 25 dos 27 estados, enquanto as de câncer cresceram em 15. O número de municípios em que o câncer é a principal causa de morte quase dobrou, passando de 7% para 13%. E, enquanto a mortalidade por problemas cardiovasculares caiu drasticamente, quase 40%, a de câncer reduziu apenas 10%.

Embora as doenças cardiovasculares ainda liderem as mortes, alguns fatores explicam essa transição.

“Os avanços no diagnóstico e no tratamento, bem como as campanhas antitabagismo, por exemplo, tiveram grande impacto na queda da mortalidade cardiovascular. O câncer, por outro lado, engloba mais de cem doenças com diferentes causas e alguns são mais fáceis de prevenir, outros mais limitados”, analisa Leandro Rezende, um dos autores do estudo e coordenador do programa de pós-graduação em Saúde Coletiva da Escola Paulista de Medicina, da Unifesp.

Já as doenças cardiovasculares, segundo Rezende, são mais sensíveis a hábitos e medidas terapêuticas.

“O resultado mostra que, quanto maior o acesso a tratamento e prevenção, menor a mortalidade”, observa o pesquisador. Apesar de o câncer e as doenças cardiovasculares compartilharem muitos fatores de risco — como tabagismo, sedentarismo, obesidade e má alimentação —, as particularidades de cada tipo de tumor dificultam a prevenção e o tratamento.

Além disso, enquanto o tratamento das doenças cardiovasculares sempre envolve mudanças no estilo de vida, no câncer o foco acaba sendo erradicar a doença de forma localizada. Assim, é possível reduzir as mortes por infartos e derrames cuidando da pressão alta, do colesterol alto e do diabetes, por exemplo, mas o prognóstico dos tumores acaba prejudicado com diagnósticos tardios e dificuldade de acesso a tratamentos sofisticados.

O cardiologista Eduardo Segalla, do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que o acesso ao diagnóstico precoce e a tratamentos especializados faz toda diferença para o prognóstico e a mortalidade dessas que são as duas principais causas de mortes no mundo.

“Do ponto de vista cardiovascular, a conscientização de tratar fatores de risco e o acesso ao sistema de saúde para tratar um infarto agudo, por exemplo, é mais rápido e acessível do que o diagnóstico precoce de um câncer de mama ou de intestino”, diz Segalla.

Segundo o cardiologista, o tratamento após o diagnóstico das doenças cardiovasculares ou até de suas complicações, como arritmias e insuficiências cardíacas, são menos complexos, mais acessíveis e mais baratos do que os tratamentos do câncer, mais caros e com poucos centros especializados para o número crescente de diagnósticos.

Nesse aspecto, o estudo também revela as desigualdades do país: se as mortes por doenças como infarto e AVC caíram de modo geral, aquelas causadas por câncer cresceram principalmente nas regiões mais pobres. Os achados ainda mostram locais em que há potencial para reduzir a mortalidade cardiovascular, incluindo estados como Amapá, Roraima e Acre, onde há uma tendência de aumento desses óbitos.

Para os autores do novo estudo, é preciso desenvolver políticas específicas para cada região, capazes de melhorar o acesso à saúde nos municípios menores e mais vulneráveis e, é claro, atuar na prevenção primária.

“Isso envolve políticas públicas, incluindo campanhas antitabaco, controle do álcool e o grande desafio da obesidade, que é um fator de risco para vários tumores. Sabe-se que o estilo de vida está associado a cerca de 20 tipos de câncer, e um terço das mortes poderia ser evitado com mudanças nos hábitos de vida”, destaca Rezende.

O cardiologista Eduardo Segalla, do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que o acesso ao diagnóstico precoce e a tratamentos especializados faz toda diferença para o prognóstico e a mortalidade dessas que são as duas principais causas de mortes no mundo.

“Do ponto de vista cardiovascular, a conscientização de tratar fatores de risco e o acesso ao sistema de saúde para tratar um infarto agudo, por exemplo, é mais rápido e acessível do que o diagnóstico precoce de um câncer de mama ou de intestino”, diz Segalla.

Segundo o cardiologista, o tratamento após o diagnóstico das doenças cardiovasculares ou até de suas complicações, como arritmias e insuficiências cardíacas, são menos complexos, mais acessíveis e mais baratos do que os tratamentos do câncer, mais caros e com poucos centros especializados para o número crescente de diagnósticos.

Nesse aspecto, o estudo também revela as desigualdades do país: se as mortes por doenças como infarto e AVC caíram de modo geral, aquelas causadas por câncer cresceram principalmente nas regiões mais pobres. Os achados ainda mostram locais em que há potencial para reduzir a mortalidade cardiovascular, incluindo estados como Amapá, Roraima e Acre, onde há uma tendência de aumento desses óbitos.

Para os autores do novo estudo, é preciso desenvolver políticas específicas para cada região, capazes de melhorar o acesso à saúde nos municípios menores e mais vulneráveis e, é claro, atuar na prevenção primária.

“Isso envolve políticas públicas, incluindo campanhas antitabaco, controle do álcool e o grande desafio da obesidade, que é um fator de risco para vários tumores. Sabe-se que o estilo de vida está associado a cerca de 20 tipos de câncer, e um terço das mortes poderia ser evitado com mudanças nos hábitos de vida”, destaca Rezende.

Agência Einstein

Foto: Davidyson Damasceno/Agência Brasília

O Instituto Oswaldo Cruz foi autorizado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a testar a vacina LepVax, uma inovação no tratamento da hanseníase. Será a primeira vacina específica contra a doença testada no Brasil.

Desenvolvida pelo Access to Advanced Health Institute, a vacina utiliza a tecnologia de subunidade proteica, importante na produção de imunizantes. Em testes pré-clínicos com camundongos e tatus, o fármaco demonstrou redução significativa na taxa de infecção e contenção de danos neurológicos.

O estudo, conduzido pelo Laboratório de Hanseníase do Instituto Oawaldo Cruz, conta com a parceria de Bio-Manguinhos/Fiocruz e apoio financeiro da American Leprosy Missions e do fundo japonês Global Health Innovative Technology Fund.

A primeira fase dos testes no Brasil vai focar em verificar se a vacina é segura e se consegue ativar a defesa do corpo, envolvendo 54 voluntários saudáveis.

O Brasil é o segundo país com mais casos de hanseníase, com 22.773 novas infecções registradas em 2023, segundo o Instituto Oswaldo Cruz.

A imunologista Verônica Schmitz, líder do ensaio, destaca a importância da vacina: “A OMS já apontou a necessidade de novas ferramentas, e uma vacina será uma revolução no combate à hanseníase.”

Se aprovada, a LepVax poderá integrar o calendário nacional de imunizações, ajudando a controlar essa endemia e proporcionando maior qualidade de vida a milhares de pessoas.

R7