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Durante os meses do outono e inverno a ocorrência de doenças respiratórias aumentam no Brasil. As temperaturas mais baixas, do qual são registradas em grande parte do território, contribuem para circulação dos vírus causadores de infecções como resfriados, gripe e até mesmo a covid-19.

Saber diferenciar os sintomas de cada doença pode ajudar a distinguir um quadro de resfriado, gripe e de covid-19.

Alguns cuidados básicos, incluindo a vacina contra a covid-19 e a gripe, contribuem para a diminuição das chances de infecção e de um agravamento das doenças.

Sintomas da Covid-19

Causada pelo coronavírus (SARS-CoV-2) a covid-19 tem um potencial grave de elevada transmissão e de distribuição global. As manifestações da doença são diversas e variam de acordo com o histórico de saúde e contexto vacinal de cada pessoa.

Na maioria das vezes, os casos são classificados como assintomáticos a críticos, de acordo com a gravidade da doença. Casos assintomáticos são aqueles em que há teste laboratorial positivo para a infecção e ausência de sintomas.

Em casos leves temos a caracterização a partir da presença de sintomas não específicos como:

Tosse

Dor de garganta

Coriza seguido (ou não) de perda do olfato (anosmia)

Perda de paladar (ageusia)

Diarreia

Dor abdominal

Febre e calafrios

Dor no corpo e de cabaça

Fadiga

Em casos moderados da doença pode estar presentes sintomas como tosse persistente e febre persistente diária ou até mesmo piora progressiva de outros sintomas relacionados ao Coronavírus:

Fraqueza

Falta de apetite

Prostração

Diarreia

É possível também ter a presença de pneumonia sem sintomas ou com sintomas de gravidade da doença.

Em casos graves, os principais sintomas são:

Desconforto respiratório agudo

Insuficiência respiratória grave

Disfunção de múltiplos órgãos

Pneumonia grave e necessidade de suporte respiratório

Casos dessa gravidade, pacientes precisam ser internados em unidades de terapia intensiva (UTI).

Apesar da maioria das pessoas com Covid-19 desenvolvam sintomas leves ou moderados, cerca de 15% podem desenvolver sintomas graves que requerem suporte de oxigênio, e aproximadamente 5% podem apresentar a forma crítica da doença, com complicações como falência respiratória, choque séptico ou falência múltipla de órgãos, incluindo lesão no coração ou nos rins fazendo com que o paciente necessite de cuidados intensivos.

Outro fator importante da Covid-19 é a manifestação mental e neurológica, estão inclusos delírio, confusão mental agitação, inflamação no cérebro, ansiedade, depressão ou distúrbios de sono.

Sintomas da gripe

Já a gripe é uma infecção do sistema respiratório, causada pelo vírus influenza, com enorme potencial de transmissão. O vírus possui quatro tipos de influenza; A, B, C, e D. A influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo assim o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias.

Os principais sintomas da gripe são:

Febre

Dor de garganta

Tosse

Dor no corpo e de cabeça

Em adultos, o quadro clínico pode variar, mas em crianças podem apresentar altas temperaturas, quadros de bronquite, sintomas gastrointestinais e aumento gânglios na região do pescoço. Em idosos quase sempre são apresentados sintomas febris, em geral, a temperatura não atinge níveis tão altos.

Outros sintomas da infecção são:

Calafrios

Mal-estar

Dor nas juntas

Secreção nasal excessiva

Prostração

Pacientes podem apresentar ainda vômito, diarreia, rouquidão, fadiga, olhos marejados ou avermelhados.

Algumas casos da infecção podem evoluir com complicações , especialmente em pacientes com doenças crônicas, crianças menores de 2 anos e idosos, o que pode acarretar elevados níveis de mortalidade. Complicações mais comuns são:

Pneumonia bacteriana Sinusite Otite Desidratação

Em casos da influenza A (H3N2), os sintomas são os mesmos, com o potencial de causar casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em imunocomprometidos e idosos.

É importante manter a vacinação em dia e fazer uso de máscaras quando necessário.

3 min de leitura R7

A farmacêutica norte-americana Moderna, pioneira no desenvolvimento da tecnologia de RNA mensageiro usada no imunizante contra a Covid-19, tem ambições de curto prazo no tratamento de câncer. No fim de semana, um executivo da companhia afirmou que eles pretendem ter vacinas prontas contra o câncer e outras doenças até 2030.

A tecnologia de RNA mensageiro, ou RNAm, funciona como uma espécie de receita de bolo para o nosso sistema imunológico, ao ensinar as células a produzirem resposta contra determinadas doenças sem necessidade do uso do vírus causador dela. A experiência adquirida com a vacina contra a Covid acelerou as pesquisas na Moderna.

"Acho que o que aprendemos nos últimos meses é que, se você já pensou que o RNAm era apenas para doenças infecciosas ou apenas para Covid, a evidência agora é que esse não é o caso. Pode ser aplicado a todos os tipos de áreas de doença; em câncer, doenças infecciosas, doenças cardiovasculares, doenças autoimunes, doenças raras", afirmou em entrevista ao jornal britânico The Guardian o diretor médico da Moderna, Paul Burton.

Ainda segundo Burton, já há um horizonte em relação às vacinas contra o câncer. Todavia, ele não detalhou para quais tipos de tumor.

"Teremos essa vacina, ela será altamente eficaz e salvará muitas centenas de milhares, senão milhões de vidas. Acho que seremos capazes de oferecer vacinas personalizadas contra o câncer, vários tipos diferentes de tumores, para pessoas em todo o mundo", declarou.

Um imunizante contra o câncer atuaria alertando o sistema imunológico para um tumor que está em crescimento, para que o próprio organismo consiga atacar as células cancerígenas sem destruir as saudáveis.

A FDA, agência reguladora de medicamentos dos EUA, concedeu a uma vacina desenvolvida pela Moderna a designação de "terapia inovadora", no tratamento de melanoma, um tipo agressivo de câncer de pele.

Sob essa designação, o desenvolvimento e a revisão do medicamento pela agência ganha mais celeridade.

O ensaio clínico de fase 2 mostrou que a vacina combinada com o medicamento de imunoterapia Keytruda, da farmacêutica Merck, reduziu em 44% a recorrência do melanoma.

Existe ainda a expectativa de vacinas para doenças raras em um horizonte de dez anos.

"Estamos nos aproximando de um mundo onde você realmente pode identificar a causa genética de uma doença e, com relativa simplicidade, editar e reparar [os genes] usando a tecnologia baseada em RNAm", detalhou.

Para que isso seja possível, todavia, cientistas alegam ser necessário manter um alto nível de investimento nas pesquisas.

R7

Os médicos brasileiros estão proibidos, a partir desta terça-feira (11), de prescrever terapias com hormônios e anabolizantes para fins estéticos, ganho de massa muscular e melhora do desempenho esportivo. A decisão é do CFM (Conselho Federal de Medicina) e foi publicada hoje no Diário Oficial da União.

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A mudança, que atende a requerimentos feitos por sociedades médicas, aponta como razão a falta de comprovação científica dos benefícios oferecidos por essas terapias.

Esses tratamentos, segundo o CFM, "estão indicados em caso de deficiência específica comprovada, de acordo com a existência de nexo causal entre a deficiência e o quadro clínico, ou de deficiências diagnosticadas cuja reposição mostra evidências de benefícios cientificamente comprovados". A partir desta terça-feira, ficam vetados os seguintes procedimentos:

  • Uso de testosterona sem a devida comprovação diagnóstica de sua deficiência, com exceção de situações regulamentadas por resolução específica;
  • Uso de esteroides anabolizantes ou hormônios androgênicos com a finalidade estética;
  • Uso de esteroides anabolizantes ou hormônios androgênicos com a finalidade de melhora do desempenho esportivo, seja para atletas amadores ou profissionais;
  • Prescrição de hormônios divulgados como "bioidênticos", em formulação "nano" ou nomenclaturas de cunho comercial e sem a devida comprovação científica de superioridade clínica para a finalidade prevista nesta resolução;
  • Prescrição de SARMS (Moduladores Seletivos do Receptor Androgênico), para qualquer indicação, por serem produtos com a comercialização e divulgação suspensa no Brasil.
  • Realização de cursos, eventos e publicidade com o objetivo de estimular e fazendo apologia a possíveis benefícios de terapias androgênicas com finalidades estéticas, de ganho de massa muscular (hipertrofia) ou de melhora de performance esportiva.

A decisão, que passa a vigorar hoje mesmo, é assinada pelo presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, e pela secretária-geral da entidade, Dilza Teresinha Ambrós Ribeiro.

R7

Foto: Antonio Lacerda/EFE

Pesquisadores do Into (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia), do Ministério da Saúde, estão desenvolvendo pesquisa para implementar no país o uso de curativos biológicos feitos com um tecido da placenta que, normalmente, é descartado após o nascimento dos bebês.

O Into estuda, desde novembro de 2021, a captação e o preparo da membrana amniótica para a produção de curativos que podem agilizar a cicatrização de ferimentos graves. Em entrevista à Agência Brasil, a cirurgiã plástica e responsável técnica pelo Banco de Pele do Instituto, Sandra Baião, informou que, no momento, a pesquisa se encontra na fase de testes. Ao todo, foram coletadas 20 placentas, resultantes de parceria com a Maternidade Carmela Dutra, unidade da rede municipal de saúde do Rio de Janeiro. Em média, cada placenta resulta em seis curativos. “A gente já fez a coleta de algumas placentas e todo o trabalho de preparo dessas placentas, para avaliar o resultado. São feitos alguns testes em relação à segurança para utilização desse material”, explicou.

O projeto prevê uma segunda fase, em que os curativos começarão a ser utilizados nos pacientes do Into. Para tanto, será coletada uma nova leva de placentas na maternidade parceira.

“Nesse momento, a gente ainda não iniciou essa utilização. Estamos ainda na primeira fase de avaliação do curativo biológico à base de placenta, em relação à qualidade e à segurança biológica, para depois utilizá-lo em pacientes”, disse Sandra Baião. Ela estima que a segunda etapa deverá ser iniciada ainda neste ano.

Regulamentação

Embora o uso da membrana amniótica no tratamento de alguns tipos de ferimento já seja fato em países como os Estados Unidos, a Alemanha e a França, o projeto ainda se acha em processo de regulamentação no Brasil. “Ainda não é regulamentando como tratamento no Brasil. Ainda é experimental e está em vias de regulamentação”, disse a pesquisadora. A médica acredita que a pesquisa do Into possa contribuir para acelerar esse processo. “Embora a gente tenha referências internacionais, queremos avaliar a aplicabilidade disso na nossa população, no caso, no perfil específico de brasileiros com feridas de difícil cicatrização. A gente acredita que isso vai contribuir bastante para agilizar o processo de regulamentação.”

Sandra Baião advertiu, porém, que não é qualquer ferida que poderá receber curativo à base de placenta. Trata-se de ferimentos específicos, que tenham algumas características que dificultem a cicatrização. Nesses casos, o uso da membrana amniótica pode ajudar a acelerar esse processo e, com isso, diminuir, muitas vezes, o tempo de hospitalização do paciente, o tempo de reabilitação, para que ele possa voltar às atividades que tinha antes de sofrer o ferimento.

Captação

Para captar as placentas, a equipe do Banco Multitecidos do Into vai à maternidade, apresenta-se às mães e explica em que consiste o estudo, a fim de obter autorização para realizar o procedimento.

Sandra Baião disse que a coleta não interfere em nada no andamento do parto. “A gente espera o nascimento do bebê. Quando a placenta é retirada pelo obstetra, em vez de ela ser dispensada, é feita a coleta de forma estéril e levada para o Into.”

No Banco de Multitecidos do instituto, faz-se o preparo da placenta para transformar a parte da membrana amniótica em curativos biológicos. Ao final de cinco dias, o tecido recebe um formato retangular e é armazenado em embalagens que vão para refrigeração, possibilitando a conservação do curativo.

A médica responsável pela pesquisa esclareceu que a membrana amniótica retirada da placenta é transparente, diferente da pele do peixe tilápia, por exemplo, que é usada em queimaduras. “A membrana amniótica, uma vez retirada do restante da placenta, é completamente transparente. Ela tem aspecto diferente e propriedades também diversas da pele da tilápia em relação à cicatrização.” Estudo

Em paralelo à pesquisa do Into, há a programação de um estudo multicêntrico maior, que vai envolver outros bancos de tecidos, no caso, bancos de pele, mas que depende da regulamentação para ser iniciado. Esse estudo envolverá, além do Banco de Multitecidos do Into, os bancos de pele da Santa Casa de Porto Alegre; do Hospital Universitário Evangélico, de Curitiba; e do Hospital das Clínicas, da Universidade de São Paulo (USP), que também trabalham com membrana amniótica.

O objetivo é utilizar a membrana em áreas onde há a retirada de pele para enxerto, como as coxas, e em pacientes que sofreram queimaduras.

Agência Brasil